quinta-feira, março 17, 2016

Está tudo dito...
Lula da Silva

















Lula da Silva volta ao poder, não pelo voto dos brasileiros mas a convite da sua amiga Dilma Rousseff, para se resguardar de uma eventual prisão no âmbito de averiguações relacionadas com a operação Lava-Jato.

O Juiz Moro, responsável pela investigação e ordens de prisão preventiva a inúmeras figuras políticas denunciadas por terem recebido dinheiro da Petrobrás – já li mais de dois mil milhões de euros – vê-se, assim, impedido de tomar uma eventual decisão de prisão preventiva ao suspeito Lula da Silva porque o cargo de Ministro lhe dá imunidade.

A responsabilidade de uma tal decisão passa para o Supremo Tribunal cujos juízes parecem ser pessoas da confiança de Lula...

No entanto, para que tudo ficasse em “pratos mais limpos” o juiz Moro, da 1ª Instância, que tem o processo, decidiu mostrar aos brasileiros as escutas telefónicas em que Dilma e Lula, há semanas atrás, combinavam entre si o recurso a este artifício legal para proteger Lula.

O Brasil, aproxima-se assim de uma vulgar “República das Bananas”, e um homem destinado a ficar na história política do país pelas melhores razões, acaba, desacreditado, por ficar pelas piores.

Seixas da Costa, nosso diplomata, embaixador no Brasil de 2005 a 2009, emitiu a opinião de que ele terá gasto a “bala de prata” reservada para as situações desesperadas, e Bagão Félix, sempre comedido nas palavras, chamou-lhe “uma vergonha”.

Há sempre um momento na vida de certos político em que a verdadeira dimensão do seu carácter se revela.

Aconteceu, agora, com Lula da Silva e está a acontecer, igualmente, com José Sócrates.

Ambos terão tomado decisões acertadas à frente dos seus governos, ganharam crédito e admiração, parece que tinham já o lugar assegurado no altar das figuras públicas dos respectivos países e depois...

- Lula caiu agora desse altar e Sócrates balança, balança e, se vier a ser condenado, estatela-se a todo o comprimento no chão da sua reputação de homem político.

O pior juiz de um político será ele próprio pelas suas palavras e afirmações:

-“Um ladrão pobre quando apanhado vai para a prisão mas se for rico vai para ministro.”

Palavras terríveis, estas, saídas há anos da boca de Lula da Silva e que agora se lhe ajustam como fato feito à medida.

O povo brasileiro, com tudo isto que se está a passar, sente-se triste e desiludido.

Lá, como cá, as elites das nossas sociedades não nos prestigiam. Eles, que deviam ser a nata, em vez de darem o exemplo, envergonham-nos.

Tudo o que acontece em sociedades democráticas em que os principais políticos são eleitos é da responsabilidade de quem vota e, por isso, também a nossa consciência nos pesa um pouco, mas... quem iria adivinhar? 

E  mesmo que a justiça venha a actuar, e espera-se que sim, a mancha fica sempre.

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