sábado, janeiro 15, 2011

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
À ENTREVISTA Nº 77 SOB O TEMA:

"ÉTICA UNIVERSAL" (6)


Jesus: Também Budista, Sufista, Confuciano…


Os estudiosos dos evangelhos gnósticos, afirmam que o Jesus que neles aparece é mais universal do que o Jesus dos quatro Evangelhos, que foram reconhecidas como autênticos pela igreja de Roma e incluídos na Bíblia. Esses estudiosos afirmam que na mensagem de Jesus é descoberto um pensamento gnóstico como o budismo, hinduísmo, confucionismo e do sufismo islâmico. (Os Sufistas procuram desenvolver uma relação íntima, directa e contínua com Deus recorrendo à prática de cânticos, música e dança, práticas estas ilegais para vários países muçulmanos. O pensamento sufi fortaleceu-se no Médio Oriente no Séc. VIII e encontra-se hoje por todo o mundo. A sua origem é atemporal. Foram ordens Sufis que introduziram na Indonésia e em certos países da Ásia e da África o Islamismo.)

Segundo a especialista nos Evangelhos Gnósticos, professora Elaine Pagels, nesses Evangelhos, Jesus é um guia espiritual que visa incutir nos corações de seus ouvintes a compreensão espiritual, falando de iluminação interior e não de pecado e arrependimento como o Jesus dos Evangelhos Canónicos. Ela cita, por exemplo, este fragmento do Evangelho de Tomé:

- "Examina-te e tenta compreender quem és, como vives, e o que será de ti... Não deves permanecer ignorante sobre ti mesmo, pois quem não se conhece a si próprio não pode conhecer nada, mas quem se conhece a si próprio já adquiriu um profundo conhecimento do universo."
Pagels ressalta as semelhanças entre essas mensagens com as da Psicologia Transpessoal Moderna (que é a abordagem do homem como um ser integral, ou seja, um ente complexo que engloba aspectos biológicos, mentais, sociais, ecológicos e, muito especialmente, espirituais, o que vai muito para além do actual campo de pesquisa em psicologia.)

No seu best-seller “Para além da fé: O Evangelho Secreto de Thomas" (2003), Pagels contrasta este evangelho com o evangelho de João e diz que, enquanto João enfatiza que Jesus é a luz do mundo, Tomás ensina que há uma luz dentro de cada um de nós que ilumina o universo inteiro. Se você não brilha, há trevas.

Segundo Pagels, Tomás ensina que Jesus não é Deus, mas um professor que busca descobrir a luz divina que está em todos os seres humanos e defende que o Evangelho de João foi escrito como uma reacção à mensagem do evangelho Thomas.

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