quarta-feira, julho 18, 2012


INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
À ENTREVISTA Nº 56 SOBRE O TEMA:
“HOMOSEXUALIDADE” (6 cont.)

Os Tribunais da Inquisição desapareceram no Peru e no México em 1820 e em 1821 em Cartagena e no Brasil.  Mas as atitudes não mudam por decreto e o machismo homofóbico continua a ser uma marca da cultura latino-americana. No século XX, o suicídio, o sigilo total, baixa auto-estima, a marginalização, assassinato, tornou-se o pão de cada dia de milhões de gays, lésbicas e transexuais na América Latina, rejeitados por suas famílias, humilhados na ruas, incapazes de conseguir trabalho.
Investigações no Brasil, país que deverá acomodar mais de 17 milhões de homossexuais, mostram que de todas as minorias sociais, gays e lésbicas são as mais odiados, observando-se um contínuo que vai do abuso verbal a um tratamento humilhante nos mídia, violência física nas ruas, prisões arbitrárias e assassinatos.  No México, hoje, as pessoas homossexuais são chamadas de "41", em memória dos 41 prisioneiros homossexuais que numa uma única noite em 1901, foram submetidas à pena humilhante, forçados a varrer as ruas da capital e lavar as latrinas público.
Cuba destacou-se em meados da década de 60, a violência com que perseguiu, capturou e forçou a exilarem-se centenas de homossexuais, identificando a homossexualidade com a decadência capitalista.  O filme "Morango e Chocolate", de Tomas Gutierrez Alea, e o livro testemunhal de Reinaldo Arenas, "Antes Que Anoiteça” revelam a intolerância homofóbica de um período que já está felizmente superado.
Até meados da década de 90 o homossexualismo continuou a ser um crime no Chile, Equador, Cuba, Nicarágua e Porto Rico. No começo do século XXI ainda persistiam leis contra a "sodomia" em Porto Rico. Os bispos e clérigos da Igreja Católica e, mais recentemente, com maior rancor, as autoridades das igrejas evangélicas fundamentalistas, nunca deixaram de atacar os homossexuais nos mídia e nos púlpitos.


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