segunda-feira, outubro 13, 2014

O MUNDO EM

QUE VIVEMOS












Grosso modo, há dois tipos de sociedade ou de formas de viver a economia em sociedade: a planeada e a de mercado.

A primeira, pressupõe a apropriação por parte do Estado de toda a propriedade. Dono e gestor de tudo o que produz riqueza, ele propõe-se, dessa forma, providenciar a satisfação de todas as necessidades dos cidadãos, do nascimento à morte.


 A estrutura política está reduzida a um partido único com uma cúpula encimada pelo chefe do partido, detentor do poder máximo, o ditador, que governa através de comités delegados por todo o país teleguiados por ordens rígidas.

 Essa cúpula elabora planos anuais, bianuais e quinquenais que estabelecem as necessitadas que devem ser satisfeitas e os planos de produção para as satisfazer.

Todos os cidadãos trabalham para o estado e recebem de acordo com a qualidade e importância da sua intervenção (aferida na maior parte dos casos pela fidelidade às estruturas do partido) ou então, na fase definitiva mais avançada, apenas de acordo com as necessidades de cada um, o comunismo puro e duro.

Numa sociedade deste tipo, a disciplina e o rigoroso cumprimento das ordens é a pedra basilar o que significa que a liberdade dos cidadãos não pode, simplesmente, existir.

Os países que levaram à prática este sistema político/económico foram os da União Soviética, China de Mao Tse Tung, Cuba e a actual Coreia do Norte.

Com a queda do muro de Berlim o sistema colapsou e deixou atrás de si um rasto de tristeza, pobreza material, intelectual e de vícios de comportamento no campo social.

O outro sistema, de economia de mercado/capitalista, tem como principais características a propriedade privada, a livre iniciativa e um sistema político democrático que elege livremente os seus governantes na base de um homem um voto.

A característica fundamental deste sistema é a existência de um mercado onde o preço se fixa automaticamente em função da oferta e da procura e a sua mola vital é o lucro que premeia as iniciativas de sucesso e o prejuízo que castiga os que falham.

O princípio do “máximo lucro” é o estímulo e objectivo supremo - que corresponde a um tipo diferente da antiga luta pela sobrevivência -  com base na ambição própria da espécie humana e que leva os homens a explorar ao máximo as suas capacidades e delas tirar todas as vantagens pessoais e de grupo.

O primeiro sistema coarcta tudo isto, reduz e limita o homem, rouba-lhe a dignidade, procura transformá-lo numa simples peça de uma máquina gigantesca que é o todo da sociedade.

O segundo, contem dentro de si o gérmen da sua própria destruição. Todos os instintos desenvolvidos pela espécie humana que lhe permitiram sobreviver num passado remoto: cumplicidade dentro do grupo e destruição do outro grupo, têm aqui campo para se exercerem, não de forma livre porque as sociedades são de Direito, mas os ardis, a imaginação e a cumplicidade do Direito com o Poder, permitem uma grande margem de actuação que recentemente produziu os resultados dos quais estamos a sofrer as consequências.

O sistema capitalista senão for regulamentado de forma ética, séria e universal não colapsa como o outro, explode.

Recentemente, a Banca de Investimento norte-americana começou a vender produtos virtuais, ilusões, puras ilusões e o mundo, ávido e ganancioso, embarcou…

De um momento para o outro, pum!… parece que veio tudo a baixo e, no entanto, com excepção de um senhor que funcionava como a dona Branca lá do sítio, que está preso, julgo para o resto da vida, todos os outros continuam... ontem com Bush, hoje com Obama. Como cá, com os senhores do BPP, do BPN e do BES.

Nunca como agora se percebeu tanto que o nosso destino colectivo se escreve no dia-a-dia. Estamos todos a acordar para a realidade de um futuro incerto com a sensação de mau estar que isso provoca.

Seremos capazes de aprender com os erros do passado?

- Pela insistência com que os repetimos parece que não…


Mas, para nos distrairmos das coisas da economia que não arranca na Europa e no mundo temos agora aqueles dementes assassinos que declaram ser o Estado Islâmico e pretendem sujeitar todo o Norte de África e parte da Europa ao seu fundamentalismo religioso perante declarações de guerra da Europa e da EUA mas que pouco mais são de que isso mesmo, “declarações de guerra”.

A América invadiu o Iraque com pompa e circunstância para derrubar um ditador que mantinha o equilíbrio e a paz entre os povos que ali viviam e agora, feito o disparate, envia drones e ataques de aviação de último modelo mas que estão longe de serem decisivos em termos militares naquele tipo de guerra.


Site Meter