terça-feira, dezembro 22, 2015

O País que 

trabalha

para os

Bancos...














Quando nos é dito o que anualmente temos de pagar de juros da dívida do país, qualquer coisa com sete mil milhões de euros, percebemos que todos os dias nos sentamos à mesa, ao almoço e ao jantar, com os nossos credores.

Qualquer coisa falta sobre a toalha para podermos cumprir as nossas obrigações para com eles, o que é compreensível. Se anualmente pedimos dinheiro aos outros é porque gastamos mais do que produzimos e, nessa medida, temos de o pagar.

Esta dívida permanente não significa, forçosamente, desgoverno e tem que ser explicada porque um país não é bem a mesma coisa que uma família que, numa situação normal de rendimentos, se deve manter dentro deles, poupando, se possível ou entendido como conveniente.

Permite-se a um país que se endivide para criar condições que permitam um futuro melhor aos cidadãos.

Há até percentagens fixadas para os montantes dessas dívidas relativamente à riqueza que o país produz e que são consideradas adequadas e razoáveis.

Infelizmente, a nossa dívida já disparou desses valores indicados pelas instâncias internacionais, 60%, para mais de 131%.

Isto é assim desde que, passado o período de Salazar, instalada a democracia, os nossos governantes começaram a interessar-se pelo governados, criando-lhes condições que não tinham e que fazia deles atrasados, analfabetos, desamparados na doença, na velhice e nas condições de vida.

Como então não se descobriu petróleo ou mina pujante de ouro, inevitavelmente tivemos que nos endividar.

Foram decisões correctas porque as pessoas estão, ou devem estar, em primeiro lugar nas preocupações de quem governa.

Claro que, neste âmbito, há muito espaço para mangas, como se costuma dizer, mas isso já não tem a ver com as políticas mas sim com quem as aplica, com a a sua competência e honestidade.

Isto era aquilo que nós sabíamos, de certa forma fazia já parte da nossa vida colectiva, agora, ... pagarmos falências de Bancos, uns a trás dos outros, já lá vão mais de 13.000 milhões de euros e o que mais adiante se verá, isso não!...

Falências que caem sobre nós, fruto de deficiências do sistema bancário e da incompetência e desonestidade de banqueiros – não sei se lhes deva chamar assim - sem que o castigo por tão graves danos, lhes seja aplicado.

De um, lembro-me eu, que depois de ter enganado os clientes vendendo-lhes gato por lebre, apareceu com todo o descaramento na televisão, agitando um livrinho "onde estava tudo explicado", dizia ele... ou de um outro, que entre duas dentadas na sandes, confessava que não era capaz de resistir à volúpia do dinheiro..., de um terceiro, soberbo e distante, que era conhecido como DDT (Dono Disto Tudo), nem vale a pena falar... continua a viver no seu imenso casarão cuja propriedade onde está instalado, tem um muro alto que dobra a rua para o outro lado...

Esta relação difícil que temos com o dinheiro, mais ou menos a todos os níveis, mas que é especialmente gritante nos Bancos, não pode ser genética ou fruto da influencia do ar do mar que respiramos, mas que começa a perseguir-nos como uma espécie de maldição secreta, isso é verdade...

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