domingo, março 05, 2006

OS FILHOS DAS EXTREMAS E A FAMÍLIA DOS HABSBURGOS

Image Hosted by ImageShack.us Image Hosted by ImageShack.usImage Hosted by ImageShack.us


As crianças brincavam por entre o emaranhado das cêpas ainda por podar que por isso apresentavam aquele aspecto de desalinho e desmazelo a fazer lembrar os palcos das batalhas do antigamente uma vez acabada a luta e retirados os corpos e os destroços que tinham algum valor.

Image Hosted by ImageShack.us

A vindima também é uma espécie de luta perdida pelas cepas que pretendem esconder entre as parras o produto da sua criação perante o exército de homens e mulheres, mais elas que eles, que as tomam de assalto, tesoura numa mão e balde na outra e que virando e revirando as vides vão cortando os cachos que a cepa escondia ciosamente.

Image Hosted by ImageShack.us

Retirado o produto do saque a vinha fica uns meses ao abandono e para se retemperar e esquecer da afronta hiberna durante o Inverno que se aproxima e algumas vezes afunda as mágoas nas águas das cheias do rio Tejo, quando o Tejo ainda tinha cheias.

Image Hosted by ImageShack.us

Depois, a natureza benigna que não é de ressentimentos, faz chegar a Primavera com as papoilas, os malmequeres, as andorinhas e tudo acaba por esquecer entre os risos e as corridas das crianças enquanto os pais se afadigam de volta das cepas cortando e atando as vides junto aos “olhinhos” de onde hão-de brotar, lá para o fim do Verão, mais cachos com uvas resplandecendo de cor.

Mas até lá, entre outras coisas, há que combater o míldio e não há que se atrasar senão a praga avança irremediavelmente e o que haveria de ser para os homens irá para “os bichinhos”.

Image Hosted by ImageShack.us

É a fase mais difícil quando, a partir do início da Primavera, a doença começa a atacar. O Manuel e a mulher assumem o papel de enfermeiros e todos os dias, bem cedo, lá os temos à cabeceira do doente, mirando e remirando as folhas à procura daqueles sinaizinhos brancos indicadores da doença que depois passará também para os cachos porque a descoberta precoce desses sinais, como em todas as doenças, é decisiva para o êxito no combate à praga.

Image Hosted by ImageShack.us

A mulher, especialmente vocacionada para as tarefas farmacêuticas prepara o remédio dissolvendo em água, no pequeno tanque que existe para esse efeito a meio da propriedade, o produto que, de todos quantos existem, lhes parece ser o melhor para debelar a doença.

Depois, enche o depósito do pulverizador, ajuda a colocá-lo nas costas do marido e o Manuel lá vai, vinha fora, sem ter perdido o tino à última cepa que pulverizou quando todas parecem exactamente iguais e retoma a tarefa procurando atingir com os borrifos todas as folhas mesmo as que estão menos acessíveis.

Atentemos nos seus movimentos, reparemos na sua expressão e veremos nele, não o trabalhador agrícola mas um especialista de saúde que põe em cada gesto a precisão de uma técnica não aprendida na escola, antes uma herança do seu pai e que ele executa com uma grande dose de amor.


Se não conseguirmos ver estas pequenas diferenças do gesto e da expressão nunca compreenderemos porque a ligação do homem à propriedade terra é tão diferente de todas as outras. Não é o Manuel que é dono daquela terra, é ela que é dona dele.


Mas não é fácil a vida destas famílias, as vinhas não têm dimensão suficiente para rentabilizar a posse de máquinas que tornariam os trabalhos mais rápidos e por conseguinte mais baratos, para além de que uma atitude muito individualista e desconfiada dos proprietários não permite trabalhá-las em comum fazendo grande o que é pequeno.


Por isso, é sem esperança que o Manuel olha para as extremas da sua vinha percebendo que enquanto elas se mantiverem onde estão a sua vida não passará da cepa torta.


Do preço do vinho também não há que esperar grande coisa. Se há anos de fartura, que até os há, logo o seu valor cai por aí abaixo de tal forma que nos anos de escassez se chega a ficar com mais dinheiro no fim da safra.



As grandes casas agrícolas, essas é que se safam, com tantos hectares de vinha podem ter tractores que lavram a terra e procedem à pulverização mecânica e nos anos de fartura armazenam o vinho em grades depósitos que vendem mais tarde quando o preço lhes convém.



O Manuel sabia que era assim mas nada podia fazer, os trabalhos da vinha sabia-os ele de olhos fechados, a sua infância, tal como a do seu filho agora, tinha-a passado entre as cepas daquela vinha, quem sabe mesmo senão teria sido concebido no meio delas. A vinha era a sua segunda casa, à sombra da oliveira ao pé do tanque onde se faz a calda para as “curas” tinha a mãe dado-lhe de mamar e era lá, num berço improvisado, que ele dormira as suas primeiras sestas de criança.


Estava fora de causa vender ou arrendá-la, que pensaria o pai lá no outro mundo, depois daquele esforço que fizera anos antes de morrer para “armar” a vinha, renová-la com castas novas, preencher as falhas das que entretanto tinham morrido e dar-lhe todo aquele aspecto de propriedade dos ricos só que em ponto pequenino já se vê e… o que pensaria ele próprio?


E o seu rapaz, como haveria de se governar só com aquela vinha que mal dava para ele e para a mulher? Lá teria que ir trabalhar para algum dos ricos da terra, que ele não tinha problemas com o trabalho, era sossegado, tinha boas mãos e sempre aprendera tudo com muita facilidade, tomara o patrão que viesse a ficar com ele mas, trabalhar na terra que é nossa é muito diferente, as cepas é como se fossem o prolongamento da família e elas também percebem isso e o rapaz já demonstrava o mesmo apego.


O Manuel nunca ouvira falar na escola na família dos Habsburgos da Casa Imperial da Áustria. O professor só lhe ensinara os Reis de Portugal e alguns, agora, ele já os esquecera mas houve tempo em que os soubera a todos com as dinastias a que pertenciam e tudo… mas dos Habsburgos, esses, nunca ouvira falar.

Image Hosted by ImageShack.us

O mesmo já não diria dos “filhos das extremas” embora fosse um assunto mais ou menos tabu lá na aldeia, daqueles que eram falados em conversas surdas do…”cala-te boca”e mais pelas mulheres do que os homens que fugiam desse tema mas não deixavam de pensar nele porque o assunto interessava a ambos por igual mas para eles era mais conversa de travesseiros…que é também para isso que servem as mulheres.


A coisa era mais notada por altura das bodas, mais de umas que de outras, especialmente quando os pais dos noivos eram donos de vinhas que confrontavam as extremas umas com as outras e eram inevitáveis alguns sorrisos e aquelas frases perdidas…”lá vamos ter mais filhos das extremas”.


Claro que havia uma intenção premeditada de aumentar o tamanho das propriedades pelo casamento dos filhos, mesmo quando tinham relações próximas de parentesco, o que não quer dizer que os jovens não se gostassem, conheciam-se desde pequenos, brincaram em criança nas extremas das vinhas que eram dos pais, mais tarde foram aos mesmos bailes e tudo sempre abençoado pela família nem sei mesmo se é daqui que vem aquele ditado popular do “quanto mais prima mais se lhe arrima”.

Image Hosted by ImageShack.us

Era tudo tão intrincado que era difícil dizer onde acabava a verdade e começava a má-língua, eram zonas de fronteira tal como as extremas das vinhas.


O que eles tinham era mais pudor que a família dos Habsburgos que nem sequer dava para disfarçar a intenção dos casamentos entre parentes chegados mas enfim…por ignorância, à data o povo falava em maldição, muitas pessoas da tão distinta família, ao longo de várias gerações, nasceram defeituosas com degenerescências faciais, o famoso queixo dos Habsburgos, como resultado de uma desordem genética pelo acumular de casamentos consanguíneos, dos quais, o mais célebre, terá sido Carlos II de Espanha que morreu cedo e estéril pondo ali termo à dinastia à qual se seguiu a dos Bourbons mas com esta astuta política de casamentos, concebida por Maximiliano, pouparam-se muitas guerras, muitas vidas e muito sofrimento que de outra forma seriam inevitáveis para manter e aumentar o poder desta família na Europa que, veja-se, começa quando o Rei Rodolfo de Roma conquistou a Áustria em 1273 e só terminou em 1918 com a 1ª G.G. mundial.

Image Hosted by ImageShack.us

Pelo meio governaram a Europa como Imperadores, Reis, Duques e Arquiduques de vários países, inclusive de Portugal, no tempo da denominação Filipina, mesmo defeituosos, melancólicos e meio loucos pela doença de que padeciam.

Image Hosted by ImageShack.us

Mas destas coisas o Manuel e a mulher não sabiam nada e nesse dia à noite, deitados na cama, ele cansado de um dia inteiro com o pulverizador às costas puxando para cima e para baixo o manípulo nem sei quantas milhares de vezes e ela derreada dos braços de mexer a calda e carregar os pulverizadores, começaram a falar do filho:

Image Hosted by ImageShack.us

- Oh homem, já reparaste que o nosso rapaz parece agradado da filha dos nossos vizinhos, os que têm a vinha pegada com a nossa, com a extrema também a acabar na vala grande onde está a figueira que dá os figos pingo de mel?

Image Hosted by ImageShack.us

-Então, e oh mulher, eu não sei onde fica a figueira e acaba a vinha do vizinho, mas a rapariga ainda é nossa sobrinha…

Image Hosted by ImageShack.usImage Hosted by ImageShack.us

- OH, é prima dele em 2º grau, já se viram coisas bem piores e a vinha, olha que ainda é um bom bocado maior que a nossa, não estará tão bem tratada, é verdade, mas isso é porque o Hermenegildo não chega aos teus calcanhares e depois, também com aquela doença que ele tem já não vai longe…

Image Hosted by ImageShack.usImage Hosted by ImageShack.usImage Hosted by ImageShack.us

-E a rapariga, gostará dele?


-Oh, vê-se mesmo que és homem, nunca reparas em nada, deixa isso por minha conta e dorme que amanhã é outro dia de canseira…

…algures, na década de sessenta, no seio de uma família de uma freguesia no coração do Ribatejo deste Portugal pequenino, que nunca conheceu a política casamenteira concebida pelo rei Maximiliano da Casa Imperial da Áustria.


sábado, março 04, 2006

Memórias futuras

Minha Mãe

Image Hosted by ImageShack.us

Retrato de Mãe por G. de Almeida

Image Hosted by ImageShack.us

Os meus sobrinhos

Image Hosted by ImageShack.us

África negra

Image Hosted by ImageShack.us

África branca

Image Hosted by ImageShack.us

quarta-feira, março 01, 2006

Afinal, quem somos?

Image Hosted by ImageShack.usImage Hosted by ImageShack.usImage Hosted by ImageShack.us


Por casualidade ouvi há uns dias atrás um trecho de uma entrevista a um escritor espanhol, Arturo Perez-Reverte que parece estar agora na primeira linha dos escritores com grande saída, traduzido em 29 idiomas com 8 livros adaptados ao cinema e Membro da Real Academia Espanhola, licenciado em Ciência Política e Jornalismo, que me chamou a atenção pelas suas afirmações desassombradas sobre a avaliação que fazia da verdadeira natureza da nossa qualidade humana.


Em síntese, o que ele dizia é que, exceptuando alguns casos, o homem é um grande “hijo de puta”. No contexto da entrevista, este senhor, como resultado de ter começado muito novo a sua vida como repórter de guerra, testemunhou o espectáculo dos conflitos bélicos em que a violência adquire todos os requintes de malvadez porque, muitas vezes, a simples eliminação do inimigo não chega se não for acompanhada de dor e sofrimento completamente gratuitos, só explicados pela malvadez da natureza humana.

E portanto, adiantava ele, não vale a pena vir a moral cristã apregoar que somos todos bonzinhos, feitos à imagem e semelhança de um Deus infinitamente bom e que os maus correspondem apenas a algumas ovelhas tresmalhadas porque essa não é a verdade. Libertem o homem dos códigos de conduta impostos nas sociedades pelas leis, tribunais e a polícia e aí os teremos ávidos e sequiosos de violência.

Eu creio que este assunto é polémica antiga em que se procurava saber se o homem era bom e a sociedade é que o pervertia ou se, pelo contrário, o homem é uma “peste” e só a sociedade é que lhe permite sobreviver, não obstante todos os conflitos, em relativa harmonia. O J.J. Rousseau expôs essa velha questão já dois séculos e, desde então, ela ainda não se desactualizou.

Pessoalmente, tive contacto com um palco de guerra e embora, felizmente, não tenha vivido as situações mais escabrosas apercebi-me delas e, no geral, o mínimo que registei, foi um profundo desprezo pela vida humana e com mais ou menos requintes de malvadez. As pessoas eram eliminadas apenas porque havia uma guerra que tudo justificava e, tal como no Vietnam, as populações aparentadas com o inimigo ou eram sumariamente executadas ou torturadas para revelarem segredos quer os possuíssem ou não.

No meu caso, emboscaram um Unimog e mataram 6 militares nossos, meus amigos, a quem eu tinha dado a recruta, seis jovens, um deles tinha deixado em Portugal a mulher e um filho pequeno. Chamava-lhe o Setúbal porque ele era de lá, trabalhava como empregado de mesa e era o mais inteligente de todos. Só estava autorizado a responder às minhas perguntas quando ninguém mais soubesse e depois… ali estava ele, morto com uma bala no meio da testa e se ainda tinha alguma roupa foi porque chegámos a tempo de evitar que o despissem completamente e quem sabe, profanassem o corpo.

Em quantos casos não terá sido o princípio da espiral do ódio?
Isto aconteceu no continente Africano, no Asiático, mas passou-se igualmente aqui, ao nosso lado, aquando da revolução civil espanhola, a pretexto de que uns eram comunistas e os outros patriotas e por causa disso centenas de espanhóis foram levados para a Praça de Touros de Badajoz e assassinados e mais recentemente, na Bósnia, onde populações inteiras, entre 60000 a 200000 eram mortas porque as autoridades Sérvias entenderam que o facto de serem de origem muçulmana não lhes dava direito à vida.

Recordo, dessa altura, a história de um Sérvio que vivia na Bósnia (eles representavam 37% da população) e que era vizinho de uma senhora que pertencia à maioria muçulmana, 44%. Durante anos cumprimentaram-se normalmente como vizinhos mas quando as autoridades desencadearam a perseguição às pessoas de etnia muçulmana ele, pura e simplesmente, violou e matou a senhora.

Provavelmente, Arturo Perez-Reverte é capaz de ter razão e o homem é mesmo um “hijo de puta.” Dêem-lhe um motivo, um pretenso motivo, e ele atira-se ao vizinho e mata-o com requintes de malvadez. Vemos isso na estrada com os nossos "belos" automobilistas...

Felizmente, excluindo a criminalidade que começa a ser preocupante em que jovens sem referências matam à pancada um pobre desgraçado sem defesa, vivemos numa sociedade pacífica e ordeira mas seremos nós mesmos pacíficos e ordeiros? A tal senhora seria capaz de afirmar a pés juntos que o seu vizinho era pacífico e ordeiro.

Existe um generalizado apelo da moral religiosa, de todas as religiões, aos comportamentos que respeitem a vida do semelhante, é um ponto comum a todas elas: não matarás e eu pergunto-me se os inspiradores deste conceito moral nas várias religiões não estariam preocupados com a componente violenta da personalidade humana a ponto de transformarem num preceito religioso a proibição de matar o semelhante.

Na história da humanidade julgo que há um momento em que as coisas se agravam no que se refere à violência entre os homens, e esse momento foi aquele a partir do qual se criaram as condições para a acumulação da riqueza e que coincidiu com o sedentarismo, a prática da agricultura e da pastorícia.

A este propósito lembro-me sempre de dois exemplos: os pigmeus e os bosquímanos, os homens da floresta e os das zonas desérticas do Kalahari. Uns e outros têm duas coisas em comum: são os povos mais pobres e mais pacíficos do mundo tendo desenvolvido no seio da sua cultura um enorme respeito pela vida, não só deles mas também dos animais de que dependem cultivando, simultaneamente, a prática de uma vida social em paz e harmonia.

A humanidade acumulou muito mais anos de experiência como populações nómadas colectoras-caçadoras do que vivendo de forma sedentária da agricultura ou pastoreando os seus rebanhos e mais tarde desenvolvendo as várias civilizações até aos dias de hoje.

São duas fases completamente distintas do nosso passado colectivo, em que na primeira vivíamos em pequenos grupos organizados à volta de anciãos que com a idade acumulavam conhecimentos por vezes decisivos à sobrevivência do grupo, em contacto estreito com a natureza e dela dependendo totalmente.

Na segunda, começamos a operar sobre a natureza, invadimos as suas entranhas para lhe retirarmos os minerais que os artífices transformariam em ferramentas, alfaias e armas, domesticámos as ervas e os animais selvagens para termos fartura de carne e de pão e mais importante que isto, constituímo-nos em sociedades altamente estruturadas e hierarquizadas com muitos e complexos poderes dentro de si.

Na primeira fase, a violência não era especialmente importante, pelo contrário, era um estorvo, um factor de perturbação, indesejável, não servia os objectivos do grupo. O que era importante era conhecer bem a natureza que nos rodeava e da qual dependíamos e para isso era necessário, em primeiro lugar, ser-se um bom observador, perspicaz com capacidade para desenvolver técnicas de grupo ao serviço de estratégias de caça e de pesca, embora hoje se saiba que a alimentação era muito mais constituída a partir daquilo que as mulheres e as crianças apanhavam do que propriamente com o produto das caçadas.

A inteligência, a agilidade, a valentia, a habilidade, a capacidade de liderança eram qualidades que serviam os objectivos do grupo, a violência não servia para nada e as pessoas violentas eram indesejáveis porque a própria liderança dos grupos, para a sobrevivência deles próprios, tinha que estar a cargo dos chefes naturais, daqueles que revelavam maiores aptidões para serem incontestados como líderes.

A este propósito recordo-me sempre daquele oficial que em pleno teatro de guerra chamou o subalterno e disse-lhe: você é o que tem maiores qualidades de liderança, assuma o comando e salve as nossas vidas.

Este era o chefe natural, no tempo do paleolítico este engano nunca teria ocorrido e a natureza faz exactamente o mesmo quando selecciona o macho mais forte e mais apto para progenitor da geração seguinte.

A violência vem com os Impérios e as Civilizações, ela é o preço que a humanidade tem pago para crescer, para evoluir na senda do progresso, ela constitui o maior desafio porque sem ela não teríamos chegado aonde chegámos e com ela as nossas vidas e o nosso destino colectivo estão ameaçados.

Para chegarmos ao espaço, à Internet, aos telemóveis, aos grandes mercados, à globalização e à OPA do Belmiro de Azevedo, o homem teve que se recriar a si próprio entre outras coisas, como um grande “hijo de puta” como diz o nosso amigo Arturo Perez- Reverte.

É sempre assim: não há bela sem senão.

Image Hosted by ImageShack.us

Site Meter