sábado, maio 04, 2013

Que estranha porra de vida - As três Amálias

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A árvore das mil cores da espécie “eucalyptus deglupta”.Sua característica mais marcante é precisamente a coloração vistosa do seu tronco, que o levou a ganhar o apelido de “arco-íris eucalyptus”. O aspecto marcante destas plantas ocorre devido à forma como eles renovam a sua casca. A mudança ocorre em etapas ao longo do ano, de modo que, com o tempo, à medida que a casca se separa do tronco, o verde escurece para dar lugar tons de azul, roxo, marrom, laranja, rosa e ocre.

Na verdade, o nome da espécie, "deglupta” deriva de uma palavra latina que descreve o processo de muda em função da separação da casca. Nativa do sul das Filipinas, Indonésia e Nova Guiné, a árvore de arco-íris hoje em dia pode ser encontrada em várias regiões tropicais,como Porto Rico, porque cresce muito rápido em terra ensolarada, húmido e boa drenagem.

Derrocada da fábrica

Uma Troca Desigual…

Mais de 500 pessoas ficaram soterradas num edifício onde funcionava uma fábrica têxtil que colapsou, ao que dizem, pelo facto da sua estrutura não suportar a trepidação dos motores instalados.
Até ao momento foram detidas nove pessoas, incluindo o dono do edifício. Isto porque na véspera do acidente tinham sido detectadas graves fendas e um técnico que esteve no local recomendou uma evacuação imediata. Mas os alertas foram ignorados.
No domingo, a polícia tinha conseguido deter o proprietário do edifício e antes tinha prendido três donos das fábricas, bem como os engenheiros municipais.
O empresário espanhol David Mayor, director-geral de uma das fábricas, a “Phantom-Tac”, é procurado e encontra-se em paradeiro desconhecido. Mayor e os proprietários de quatro outras sociedades são alvo de um inquérito preliminar por “homicídio por negligência”, crime passível de ser punido com cinco anos de prisão.
As autoridades declararam que os donos das fábricas ignoraram as fendas e obrigaram os trabalhadores a entrar nas instalações. Este acidente voltou a chamar a atenção para as más condições laborais e de segurança dos trabalhadores de empresas têxteis no Bangladesh, que abastecem multinacionais ocidentais. As companhias internacionais que confirmaram a produção em alguma das empresas afectadas foram a irlandesa “Primark”, a espanhola “El Corte Inglés” e Mango, a canadiana “Joe Fresh” e a francesa “Bon Marché”.
O Bangladesh é o país do mundo com os custos de produção mais baixos na indústria têxtil, o que leva empresas de todo o mundo, incluindo da China, a mudar parte da produção para aquele país, de acordo com a organização não-governamental de defesa dos direitos dos trabalhadores têxtis Clean Clothes Campaign (Campanha Roupas Limpas).
Dados da Federação de Trabalhadores do Sector Têxtil do Bangladesh, citados pela Lusa, indicam que nos últimos 15 anos cerca de 600 pessoas morreram e três mil ficaram feridas em acidentes registados em fábricas têxteis (incêndios ou derrocadas) no país.

O cerne da questão, e os números falam por si, reside na situação de pobreza em que aquelas pessoas vivem obrigadas a escolher entre serem exploradas ou não terem mesmo de comer.
Vejamos:
- O custo de produção de uma T-shirt no Bangladesh é 2,80 euros. Nos E.U.A. a mesma T-shirt tem um custo de 10 euros e esta enorme diferença de preços deve-se, principalmente, aos custos com a mão-de-obra.
 - Um trabalhador daquele país asiático recebe 0,16 euros pela produção de uma destas peças de roupa, ou seja, menos 5,44 euros do que um trabalhador nos E.U.
Algumas das grandes marcas de roupa querem retirar a produção daquele país e eu suspeito que não seja por solidariedade com as vítimas e suas famílias e contra as condições de trabalho, mas apenas por uma satisfação hipócrita aos mercados que podem retaliar diminuindo as compras sob o impacto da tragédia.
Não sei se algo se alterará para melhor nas condições de trabalho daquelas pessoas porque a lógica do princípio do máximo lucro é a regra que prevalece num capitalismo selvagem que despreza os valores humanos e o respeito que eles deveriam merecer.

As autoridades do país são as responsáveis por não legislarem na defesa dos interesses dos trabalhadores, os empresários são cúmplices directos.


Diário de um Padre



Eu estava tão nervoso na 

minha primeira missa, 

que no sermão não 

conseguia falar.


Antes da segunda missa, dirigi-me ao Bispo perguntei como devia fazer para relaxar.

Este, por sua vez, recomendou-me o seguinte:

Coloque umas gotinhas de vodka na água, vai ver que da próxima vez estará mais relaxado.

No domingo seguinte apliquei a sugestão do
meu Bispo, e estava tão relaxado, que podia falar alto até no meio de uma tempestade, de tão descontraído que estava.


Ao regressar a casa, encontro um bilhete do meu Bispo, que dizia o seguinte:


Caro Padreco:

1º - Da próxima vez, coloque umas gotas de VODKA na água e não umas gotas de água na VODKA;

2º- Não há necessidade de por limão e sal na borda do cálice;

3º- O missal não é, nem deverá ser usado, como apoio para o copo;

4º- Aquela casinha ao lado do Altar é o confessionário e não o WC;

5º- Evite apoiar-se na imagem de Nossa Senhora, e muito menos abraçá-la e beijá-la;

6º- Os mandamentos são 10 e não 12;

7º- 12 são os apóstolos, e nenhum deles era anão;

8º- Não nos devemos referir ao nosso Salvador e seus apóstolos como "JC & Companhia";

9º- Não deverá referir-se a Judas como "filho da puta";

10º- Não deverá tratar o Papa por "O Padrinho";

11º- Judas não enforcou Jesus, e Bin Laden não tem a ver com esta história;

12º- A água Benta é para benzer e não para refrescar a nuca;

13º- Nunca reze a missa sentado nas escadas do Altar;

14º- Quando se ajoelhar, não utilize a Bíblia como apoio ao joelho;

15º- Utiliza-se o termo ámen e não "ó meu";

16º- As hóstias devem ser distribuídas pelos fiéis. Não devem ser usadas como aperitivo antes do vinho;

17º- Procure usar roupas debaixo da Batina, e evite
abanar-se quando estiver com calor;

18º- Os pecadores vão para o inferno e não para "a puta que os pariu";

19º- A iniciativa de chamar os fiéis para dançar foi
plausível, mas fazer um "comboio" pela igreja...

20º- Não deve sugerir que se escreva na porta da Igreja "HOSTIA BAR".



P.S.: Aquele que estava sentado no canto do Altar ao qual se referiu como "paneleiro travesti de saias" era eu!!...espero que estas suas falhas sejam corrigidas no próximo Domingo.


O Bispo



JUBIABÁ

Episódio Nº 7


Os homens paravam para cumprimentar:

 - Bom dia, pai Jubiabá…

 - Nosso Senhor dê bom dia…

Ia passando e abençoando. Até o espanhol da venda baixava a cabeça e recolhia a bênção. Os garotos desapareciam da rua quando viam o vulto centenário do feiticeiro. Diziam baixinho:

 - Jubiabá vem aí…

E disparavam na carreira para se esconderem nas casas.

Jubiabá trazia sempre um ramo de folhas que o vento balançava e resmungava palavras em nagô. Vinha pela rua falando sozinho, abençoando, arrastando a calça velha de casimira em cima da qual o camisu bordado se oferecia ao capricho do vento como uma bandeira.

Quando Jubiabá entrava para rezar à velha Luísa, António Balduíno corria para a rua. Mas já sabia que a dor de cabeça da velha passaria.

António Balduíno não sabia o que pensar de Jubiabá. Respeitava-o mas com um respeito diferente do que tinha pelo padre Silvino, por sua tia Luísa, pelo Lourenço da venda, por Zé camarão ou mesmo pelas figuras lendárias de Virgulino Lampeão e Eddie Polo.

Jubiabá passava encolhido pelos becos do morro, os homens o ouviam com respeito, recebia cumprimento de todos e em sua porta paravam, de vez enquanto, automóveis de luxo. Um dia menino disse a Balduíno que Jubiabá virava lobisomem. Outro afirmou que ele tinha o diabo preso numa garrafa.

Da casa de Jubiabá vinham em certas noites sons estranhos de estranha música. António Balduíno se remexia na esteira, ficava inquieto, parecia que aquela música o chamava.

Batuque, sons de danças, vozes diferentes e misteriosas. Luísa lá estava com certeza com sua saia de chita vermelha e de anágua. António Balduíno nestas noites não dormia.

Na sua infância sadia e solta, Jubiabá era um mistério.


Eram bem gostosas as noites do Morro do Capa Negra. Nelas o moleque António Balduíno aprendeu na sua infância muita coisa e principalmente muita história.

Histórias que homens e mulheres contavam reunidos em frente à porta dos vizinhos, nas longas conversas das noites de lua. Nas noites de domingo, quando não havia macumba na casa de Jubiabá, muitos se reuniam no passeio da velha Luísa, que como era dia santificado não ia vender o seu mingau.

Nas outras portas outros grupos conversavam, tocavam viola, cantavam, bebiam um gole de cachaça que sempre havia para os vizinhos, mas nenhum era tão grande como o que se reunia em frente da porta da velha Luísa.

Até Jubiabá aparecia em certos dias e também contava velhos casos passados há muitos anos e misturava tudo com palavras em nagô, dava conselhos e dizia conceitos.

Ele era como que o patriarca daquele grupo de negros e mulatos que moravam no Morro do Capa Negra, em casas de sopapo cobertas de zinco. Quando ele falava, todos o escutavam atentamente e aplaudiam com a cabeça num respeito mudo.

Nessas noites de conversas, António Balduíno, abandonava os companheiros de corridas e de brincadeiras e se postava a ouvir. Dava a vida por uma história, e melhor ainda se essa história fosse em verso.


sexta-feira, maio 03, 2013

ISTO É QUE ERA DANÇAR !!!

Um gênio anônimo pegou na música "Embalos do Sábado à Noite" dos Bee Gees e a encaixou em diversos filmes musicais. Trechos - com Rita Hayworth, Fred Astaire, Gene Kelly e outros, dançando perfeitamente num ritmo louco. Não dá para perder. As partes como Fred Astaire são demais. Numa ele dá  pulinhos ao som do "ha, ha ha" da musica, ele e Gene Kelly ao som de "I´m the woman´s man" e Rita Hayworth em todas. Uma montagem incrível de"Saturday night fever" dos Bee Gees !!!!

                                   




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Cais do Sodré, em Lisboa. Contemplando o estuário do Tejo e a ponte que foi de "Salazar" e agora é do "25 de Abril"


VINCENT van GOGH

Starry, Starry Night - Uma linda música para um grande pintor

CADÊ A MULHER???....

Ao fundo, o Vesúvio reduzido a menos de 1/3 do que era antes da explosão.

Pompeia,
a Cidade 
dos “Grafites”


"OS AMANTES, COMO AS ABELHAS, O DOCE BUSCAM
ANTES ASSIM FOSSE!"

Esta frase, escrita num mural em Pompeia, foi tema para uma tese de doutoramento que procurou desligar o amor dos homens e das mulheres de Pompeia de uma sina persistente de que era fugaz e furtivo e que a devassidão e a lasciva permeariam os seus encontros.

Os pesquisadores modernos mostram que essa visão não corresponde à realidade, está distorcida, e foi constituída com a ajuda da aristocracia da época cuja obra literária insistia em colocar o povo na condição de pervertido e imoral.

Os estudos efectuados recentemente sobre a sexualidade e o afecto entre a camada popular de Pompeia, para além de se fundamentarem na história e literatura da época, analisaram também os “grafites” encontrados nos locais arqueológicos, centenas deles escritos por homens e mulheres que expressavam nas paredes e nos muros da cidade, as suas alegrias, decepções, ciúmes, tentativas de reconciliação, rusgas amorosas, ou seja: situações e sentimentos em tudo iguaizinhos aos de hoje.

Pompeia era um centro comercial do Império romano, a sua 2ª maior cidade, dispondo, inclusivamente, de um porto e a sua população era constituída por filhos da cidade, peregrinos, trabalhadores livres, escravos e libertos, homens e mulheres que dividiam entre si o mesmo espaço de trabalho que muitas vezes era também a sua casa.


Nesses muros estão referidos imensos ofícios e associações profissionais: alfaiates, professores, vendedores de roupas, jóias, frutas, taberneiros, cocheiros, pequenos proprietários de padarias e tabernas.

Partilhavam os momentos de lazer e os casais interagiam e o masculino, longe da autoridade e poder, construía-se em conformidade com o feminino.

Pompeia é hoje um museu a céu aberto e guarda imensas evidências materiais da participação feminina na dinâmica social e económica da cidade que vivia, não esqueçamos, sob o jugo do Império Romano sendo que, os historiadores concordam que à data se estava a assistir a um período de emancipação social e sexual das mulheres romanas, principalmente das aristocráticas.

E é neste universo de igualdade que os populares usavam os muros e as paredes para registarem factos do seu quotidiano como anúncios, recados, insultos, sátiras a políticos e declarações amorosas do género:

- “Marcos ama Espedusa;”

- “Marcelo ama Pernestina e não é correspondido”

Ou então:

- “Viva quem ama, morra quem não sabe amar! Duas vezes morra quem proíba o amor!”

Mas as paredes registavam também que as mulheres tomavam a iniciativa no campo amoroso:

- “Rogo-te. Desejo teu doce vinho e desejo muito. Colpurnia te diz Saudações”

- “Não vendo meu homem por preço algum”

Havia relações sólidas e duradouras como se percebe por estes escritos:

- “Segundo como Primigénia, de comum acordo”

- “Balbo e Fortunata os dois em comum”

Vénus, a deusa do amor, foi nomeada a protectora da cidade quando da sua anexação ao Império Romano e por isso ela está presente em muitos escritos:

- “Se tem alguém que não viu a Vénus que pintou Apeles, que olhe a minha garota: é tão bonita quanto ela”

Foram catalogadas até agora quase 15.000 grafites (de “graphium”, o instrumento utilizado para escrever, feitos de metal com uma ponta dura capaz de marcar a parede fazendo sulcos) mas o seu número é muito maior e estavam espalhados por todo o lado, nas paredes das casas, edifícios públicos, tabernas, locais de trabalho, etc.

Os “grafites” encontrados teriam, no máximo, 20 anos à data da destruição da cidade e isto porque havia limpezas periódicas dos espaços de publicidade e as próprias intempéries faziam também esse trabalho, e vieram provar que a maioria da população era alfabetizada escrevendo numa língua que era uma mistura do latim com o nativo osco dando lugar a um latim popular que tinha as suas diferenças relativamente ao latim oficial.

Do estudo atento desses “grafites” ficou igualmente comprovado que, para além de uma generalizada alfabetização, havia uma difusão da cultura literária fora das elites pelas citações nesses escritos a homens da cultura como Homero, Vergílio, Tiburtino Catulo, Lucrécio, Prupércio entre outros.

Não se sabe como é que o povo tomou conhecimento deles, talvez na escola, em contactos com os emigrantes, no comércio, no serviço militar, nas representações teatrais dos circuladores que eram pessoas faziam entretenimentos itinerantes.

Em Pompeia, o sexo, representado por um falo, estava por todo o lado, nas paredes das casas de habitação para significar prestígio, riqueza e abundância, no chão das ruas para indicar a direcção para os prostíbulos, nos campos como sinal de fertilidade, nos amuletos para protecção.

Era, portanto, um símbolo ligado à fertilidade e à vida para dar sorte e protecção e ao mesmo tempo defender dos maus-olhados.  

As escavações que trouxeram de novo à luz do sol a cidade de Pompeia soterrada em 79 DC pelas cinzas do Vesúvio mostraram que os objectos relacionados com o sexo não se encontravam apenas nos prostíbulos mas nos mais variados ambientes como templos religiosos, residências ou edifícios públicos.

Ou seja, para o mundo romano, a sexualidade tinha também um significado religioso e era entendida como um símbolo de abundância e fertilidade.

O amor impresso nas paredes é imanente à vida como comer e dormir e deste sentimento também faz parte a união sexual e suas práticas.

O sexo em Pompeia não era mais nem menos do que noutras localidades e o estudo atento dos escritos que as pessoas do povo deixaram profusamente por toda a cidade sob a forma de “grafites” foi muito importante para comprovar que era falsa a concepção de que a sociedade pompeiana era sexualmente devassa e perversa.

Diz a investigadora Lourdes Feitosa:

- “As inscrições teimam em fugir da camisa-de-força da inactividade, da apatia social, do preconceito e do obscurantismo com que ainda tem sido tratada a questão da sexualidade e da actuação social dessa significativa parcela da população romana”


Ao contrário do que aconteceu nos estudos de outras civilizações, em Pompeia não foram encontradas representações explícitas dos órgãos sexuais femininos sozinhos pois a ideia da fertilidade era representada pelo falo.

A mulher, para a sociedade de Pompeia, era o receptáculo da semente masculina o que, no entanto, não a terá reduzido a um papel de submissão durante o acto sexual pois em muitas imagens elas aparecem numa posição superior durante a cópula.

A prostituição era então considerada como um mal necessário porque ajudava a garantir a virtude das damas cuja vida sexual, na sociedade das elites, na esmagadora maioria das vezes, estava reduzida à função reprodutora.

Quando o poeta Ovídeo publicou, no ano 2 AC, a obra “A Arte de Amar”, as suas ideias de que o sexo deveria contemplar o prazer mútuo foram consideradas subversivas o que revela o carácter predominantemente machista e conservador de Pompeia contrariando em absoluto a concepção de uma sociedade devassa e promíscua que, de uma forma errada, lhe pretenderam colar".  

quinta-feira, maio 02, 2013

A ciência e a técnica ao serviço da informação, sem demagogias... talvez haja uma esperança num mundo mais igualitário. Não deixem de ver este pequeno filme. 

TANGO AMADEUS

Reparem só na entrada deste tango...

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Aldeia de Tourém na Serra do Barroso. A tal que foi abandonada pelos humanos a favor dos gatos mas, por este andar, terão que regressar e voltar a utilizar o Forno do Povo...


SHIRLEY BASSEY - I WHO HAVE NOTHING  (1987)

Uma Senhora da Canção.


TAL DONO, TAL CÃO


O Engenheiro ordenou ao seu cachorro:

- Projecto, mostra as tuas habilidades!

O cãozinho pegou num martelo, umas tábuas e num instante construiu um casinha para cachorros. Todos admitiram que era um façanha.

O Contabilista disse que seu cão podia fazer algo melhor:

- Cash Flow, mostra as tuas habilidades!

O cachorro foi à cozinha, voltou com 24 bolinhos, dividiu os 24 bolinhos em 8 pilhas de 3 bolinhos cada. Todos admitiram que era genial.


O Químico disse que o seu cão podia fazer algo melhor:




- Óxido, mostra as tuas habilidades!




 O Óxido foi até ao frigorífico, pegou num litro de leite, umas bananas, colocou tudo no liquidificador e fez um batido. Todos aceitaram que era impressionante.



O informático sabia que podia ganhar a todos:




- Megabyte, vamos lá !



O Megabyte atravessou o quarto, ligou o computador, verificou se tinha vírus, redimensionou o sistema operativo, mandou um e-mail e instalou um jogo excelente. Todos sabiam que este era muito difícil de superar.

Todos olharam para o político e disseram: E o teu cão, o que pode fazer?

O Político chamou o seu cão e disse:



- Deputado, mostra as tuas habilidades!

O Deputado deu um salto, comeu os bolinhos, bebeu o batido, cagou na casinha, apagou todos os ficheiros do computador, armou a maior confusão com os outros cachorros, expulsou toda a gente exibindo um título falso de propriedade.

 Em seguida, alegou imunidade parlamentar...






JOGGING À CHUVA


A mulher está com o amante na cama quando o marido mete a chave à porta.


- "Depressa, Fernando, sai pela janela que é rés-do-chão".


- "Assim despido? Está a chover e ainda apanho uma pneumonia!"

- "Salta já que ele está quase a chegar ao quarto e mata-nos...."


O amante salta e, na rua, encontra um casal a fazer jogging. Junta-se a eles e corre também.

 O homem pergunta:

- "Você faz sempre jogging assim despido?"


- "É verdade. Não suporto a roupa quando faço desporto"

- "E usa sempre preservativo?!"

- "Não, não! Só quando chove..."


JUBIABÁ

Episódio Nº 6

Tinha uma que começava assim:

Leitores que caso horrível
Vos aqui vou relatar
Me faz o corpo tremer
E os cabelos arrepiar
Pois nunca pensei no mundo
Existisse um ente imundo
Capaz de seus pais matar.

Era a história da filha maldita, caso que os jornais haviam relatado, com grandes títulos, e um poeta popular, autor de A B C e de sambas, rimava para vender a 200 réis no mercado.

António Balduíno adorava esta história. Ficava pedindo para a velha contar de novo e fazia berreiro quando não era atendido.

Gostava também de ouvir os homens contar casos de António Silvino e Lucas da Feira. Nestas noites não ia brincar. Uma vez lhe perguntaram:

 - Quando você crescer o que é que vai ser?

Ele respondeu prontamente:

 - Jagunço…

Não sabia de carreira mais bela e mais nobre, carreira que requeresse mais virtudes, saber atirar e ter coragem.

 - Você precisa é de ir para a escola – diziam.

Ele perguntava a si mesmo para quê. Nunca ouvira dizer que jagunço soubesse ler. Sabiam ler os doutores e os doutores eram uns sujeitos moles.

Ele conhecia o doutor Olímpio, médico sem clientela que de vez em quando subia o morro à procura de clientes que não existiam e o doutor Olímpio era um sujeito fraco, magro, que não aguentava um tabefe bem dado.

Também sua tia mal sabia ler e no entanto era respeitada no morro, ninguém mexia com ela, ninguém tirava prosa. Quando a dor de cabeça a atacava, quem era besta de conversar com a velha Luísa?

Essas dores de cabeça da velha negra atemorizavam António Balduíno. De vez em quando sua tia era atacada, ficava como doida, berrava, os vizinhos acudiam e ela botava para fora, dizendo que não queria diabo nenhum ali, que fossem para o inferno.

Um dia António Balduíno ouviu duas vizinhas que estavam conversando quando o ataque pegou a velha Luísa.

Uma negra velha dizia.

 - Ela tem dor de cabeça é de levar todas as noites essas latas toda noite para o Terreiro. Vai esquentando a cabeça…

 - Qual o quê, sinhá Rosa! Aquilo é o espírito, não está vendo logo. Espírito e dos bons. Dos que andam perdidos sem saberem que já morreram. Andam vagando, procurando um corpo de vivente para se meter dentro. Espírito de condenado, Jesus Cristo me perdoe.

As outras apoiavam. António Balduíno é que ficava numa grande dúvida e num grande medo. Temia as almas do outro mundo. Mas não compreendia por que elas iam habitar a cabeça da sua tia.

Nestes dias Jubiabá vinha a sua casa. António Balduíno ia chamá-lo a mando de Luísa. Chegava na porta pequena da casa baixa e batia. A voz vinha de lá de dentro perguntando quem era.

 - Tia Luísa está pedindo para ir lá a casa que ela está atacada…

E saía correndo. Tinha um medo doido de Jubiabá. Se escondia atrás da porta e pela greta ficava espiando o feiticeiro que vinha, a carapinha branca, o corpo curvo e seco, apoiado num bastão, andando devagarinho.

quarta-feira, maio 01, 2013

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Serra do Barroso, aldeia de Tourém. Os humanos foram embora. Os gatos ficaram a guardar a casa...


CANTIGAS DE MAIO - ZECA AFONSO

O revolucionário mais "puro" da Revolução portuguesa. Ao mesmo tempo, a melhor voz, o melhor músico, o melhor cantor. Uma eterna saudade. Ficou para sempre no meu coração e no de muitos compatriotas meus.


Muitos pagaram com a vida na luta pelas 8 horas de trabalho diárias

1º de Maio
Dia do 
Trabalhador


Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA.
 No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes.
 A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, no dia 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário.
A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersa pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado.
Em 1920 a Rússia adopta o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.
Apesar de até hoje os Estados Unidos se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estado-unidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

 

 Dia do Trabalhador em Portugal


Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da Revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.
O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pela central sindical CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela Central Sindical UGT (União Geral dos Trabalhadores).
No Algarve, assim como na Madeira e Açores é costume a população fazer piqueniques e são organizadas algumas festas nas regiões.

Dia do Trabalhador no Brasil


Até o início da Era Vargas (1930-1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dado a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo.
Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-económicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, subtilmente, transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhador. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as actividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares.
 Actualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical: tradicionalmente a Força Sindical (uma organização que congrega sindicatos de diversas áreas, ligada a partidos como o PDT) realiza grandes shows com nomes da música popular e sorteios de casa própria.
 Na maioria dos países industrializados, o 1º de Maio é o Dia do Trabalho. Comemorada desde o final do século XIX, a data é uma homenagem aos oito líderes trabalhistas norte-americanos que morreram enforcados em Chicago (EUA), em 1886. Eles foram presos e julgados sumariamente por dirigirem manifestações que tiveram início justamente no dia 1º de Maio daquele ano. No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em Setembro de 1925 por um decreto do presidente Artur Bernardes.
Aponta-se que o carácter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo. Outro ponto muito importante atribuído ao dia do trabalhador foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, em 01 de Maio de 1943.


O ALEIJADINHO

Num circo, durante a apresentação , um leão escapou da jaula e foi para cima do público.

As pessoas começaram a correr de um lado para o outro, enquanto um aleijadinho, numa cadeira de rodas, se esforçava para sair dali.

Alguns, ao verem o pobre deficiente, gritavam para que alguém lhe acudisse:

- Olha o aleijado!!! Olha o aleijado!!
E o aleijado girava cada vez mais rapidamente na sua cadeira.
- Olha o aleijado!!! Olha o aleijado!!!
E o aleijado, sem agüentar mais gritou:
- VÃO-SE TODOS FODER, SEUS FILHOS DA PUTA!!! DEIXEM O LEÃO ESCOLHER SOZINHO, PORRA!!!


JUBIABÁ

Episódio Nº 5

A imaginação se perdia logo em actos de coragem heróica. Ficava olhando o fogo, imaginando como seria seu pai. Tudo quanto ouvia contar de grande rocambolesco julgava logo que o pai fizera a mesma coisa ou melhor.

Quando ele e os outros negros do morro iam brincar de quadrilha, e o interrogavam quem queria ser, ele, que não fora ainda ao cinema, não queria ser Eddie Pólo, nem Elmo, nem Maciste.

 - Quero ser meu pai…

Os outros faziam pouco:

 - O que foi que o teu pai fez?

 - Muita coisa…

 - Ele não levantou um automóvel com um braço só como Maciste…

 - Ele suspendeu um caminhão…

 - Um caminhão?

 - E carregado…

 - Quem foi que viu, Baldo?

 - Minha tia viu… Pergunte a ela. E se não gostou diga ou dê seu jeito…

Várias vezes brigou pela memória heróica do pai que não conhecera. Em verdade ele brigava pelo pai que imaginava, aquele que amaria se conhecesse.

Da mãe, António Balduíno não sabia nada.

Andava solto pelo morro e ainda não amava nem odiava. Era puro como um animal e tinha por única lei os instintos. Descia a ladeira do morro em louca disparada, montava cavalos de cabo de vassoura, era de pouca conversa mas de largo sorriso.

Cedo chefiou os demais garotos do morro, mesmos os bem mais velhos do que ele. Era imaginoso e tinha coragem como nenhum. Sua mão era certeira na pontaria do bodoque e seus olhos faiscavam nas brigas.

Brincava de quadrilha. Era sempre o chefe. E muitas vezes se esquecia que estava brincando e brigava seriamente. Sabia todos os nomes feios e os repetia a todo o momento.


Ajudava a velha Luísa a fazer o mungurá e o mingau de puba que ela vendia à noite no Terreiro. Levava o ralo, trazia os apetrechos, só não sabia ralar coco.

Os outros meninos ao princípio levaram na troça dizendo que ele era cozinheiro, mas se calaram no dia em que António Balduíno rebentou a cabeça a Zebedeu com uma pedrada.

Apanhou da tia e não conseguiu compreender por que apanhava. Porém perdoava rapidamente as surras que a tia lhe aplicava. Também poucas correadas o atingiam, pois ele era agilíssimo e ficava que nem um peixe escorrendo das mãos da tia, se furtando das chicotadas.

Aquilo era até um divertimento, um exercício do qual muitas vezes saía rindo, vencedor, tendo conseguindo que várias correadas o não atingissem. Apesar de tudo a negra Luísa dizia:

 - Este é o homem da casa…

A velha era conversadora e envolvente. Os vizinhos vinham conversar com ela, ouvir as histórias que ela contava, histórias de assombrações, contos de fada e casos da escravidão. Por vezes contava ou lia histórias de versos.

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