sábado, julho 14, 2012

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Quem é que lhe teria posto a cana na mão?...

GATO FEDORENTO - O HOMEM do TALHINHO...


Chegou um tipo ao bar e gritou:

Eh aí? Dê-me um copo de tinto!
O empregado encheu o copo e avisou:
- Aqui toda a gente que bebe um copo deita pró chão um pouco e oferece ao santo!
O freguês fez um manguito com o braço.
- Aqui, oh! Pró santo eu faço um manguito!
No mesmo instante o braço dele endureceu de tal forma que não se mexia.

- O que aconteceu? - gritou o homem, desesperado.
- O senhor ofendeu o santo e foi castigado.
Mas como é a primeira vez que o senhor vem ao bar, vou resolver isso.
O empregado chamou todos os fregueses e pediu que rezassem.
O braço do sujeito foi voltando ao normal.
Um velhinho viu tudo e ficou impressionado.
Dirigiu-se ao empregado, pediu um copo e bebeu de uma só vez.
O empregado perguntou:
- E pró santo?
O velhinho baixou as calças e tirou o dito pra fora:
- Aqui pró santo...!
O pau endureceu na hora.
O velhinho sacou uma arma e gritou:

- Se alguém rezar aqui, MORRE!!!!!!!!*



GABRIELA
CRAVO
E
CANELA

Episódio Nº 149




Enxergou também, na janela, a loira Jerusa, tirou-lhe o chapéu, ela acenou adeus com a mão O que revelava pelo menos senso de humor, já que nas vésperas Ribeirinho expulsara de Guaraci, um povoado próximo da sua fazenda a um preposto dos Bastos, funcionário da Intendência.

O homem chegara a Ilhéus em petição de miséria, quebrado de pau, vestido com umas roupas emprestadas, enormes para o seu corpo, pois fora nu em pêlo que tivera de ganhar a estrada, a pé na noite da surra…


Do Pássaro Sofrê


Já não podia mais Nacib, perdidos o sossego a alegria, o gosto de viver. Deixara até de enrolar a ponta dos bigodes, murchos agora sobre a boca de riso perdido. Era um pensar sem fim, nada igual para consumir um homem, tirar-lhe o sono e o apetite, emagrecê-lo, deixá-lo sem graça, melancólico.

Tonico Bastos debruçava-se no balcão, servia-se do amargo, olhava irónico a figura abatida do dono do bar:

 - Você está decaindo, árabe. Nem parece o mesmo, grandes olhos arregalados, pousavam-se no elegante tabelião. Tonico crescera em sua estima nesses tempos.

 - Sempre tinham sido amigos, porém de relações superficiais, conversas sobre mulheres da vida, idas ao cabaré, tragos tomados juntos. Ultimamente, no entanto, desde a aparição de Gabriela, estabelecera-se entre eles uma intimidade mais profunda. De todos os frequentadores diários do aperitivo, era Tonico o único a manter-se discreto na hora do meio-dia, quando ela chegava de flor atrás da orelha.

Apenas a cumprimentava delicadamente, perguntava-lhe pela saúde, elogiava-lhe o tempero sem igual. Nem requebro de olhos, nem palavrinhas sussurradas, nem tentava tomar-lhe da mão.

Tratava-a como se ela fosse respeitável senhora, bela e desejável, porém inacessível. De nenhum outro temera tanto Nacib a concorrência, ao contratar Gabriela, quanto de Tonico. Não era ele o conquistador sem rival, o tombador de corações?

O mundo é assim, surpreendente e difícil: mantinha Tonico a máxima descrição e respeito na presença da excitante Gabriela. Todos sabiam das relações do árabe com a formosa empregada. É verdade que, oficialmente, ela não passava de sua cozinheira, nenhum outro compromisso entre eles.

Pretexto para cobrirem-na, mesmo na sua vista, de palavras doces, envolverem-na em frases melosas, meter-lhe bilhetinhos na mão. Os primeiros ele os lera displicente, fizera bolinhas de papel e os atirara ao lixo. Agora despedaçava-os, raivoso; eram tantos, alguns até indecentes. Tonico, não. Dava-lhe prova de verdadeira amizade, a respeitá-la como se ela fosse senhora casada, esposa de coronel.

Era ou não era amizade, sinal de consideração? Nacib não o ameaçava, como fizera Coriolano a propósito de Glória. No entanto, só de Tonico, não tinha queixas e somente para ele abria seu coração doloroso como túmida espinha.
(Click na imagem da Gabriela completamente alheia ao terrível drama que Nacib está vivendo por sua causa...)


INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
 À ENTREVISTA Nº 56 SOBRE O TEMA:
 “HOMOSSEXUALIDADE” (3)

O casamento de semelhanças"

O historiador americano John Boswell, que chefiou o departamento de história da Universidade de Yale, escreveu em 1994 o livro "O Casamento de semelhanças" (Muchnick Publishers). Nele, após uma investigação de 12 anos, apresenta uma evidência desconcertante: documentos da igreja cristã dos séculos VI a XIII, contendo a liturgia que celebrou as uniões eróticas entre dois homens.

Boswell visitou as grandes bibliotecas da Europa, incluindo o Vaticano, e encontrou dezenas de manuscritos originais com as orações, gestos, salmos e cerimónia praticada nas bênçãos de amor homossexual realizada em igrejas e presidida por sacerdotes.

O livro de Boswell mostra que o casamento não foi declarado "sacramento" até ao século XIII (Concílio de Latrão, 1215) e só depois foi estabelecida a relação heterossexual como a único legítima.  É a partir do século XIV, que na Europa Ocidental se começou a desenvolver uma obsessão homofóbica, considerando a homossexualidade como o mais degradante dos pecados. 
 Nos rituais encontrados, Boswell encontrou páginas rasgadas ou mutiladas posteriormente, a fim de esconder o que se fazia com naturalidade e se celebrava religiosamente.

sexta-feira, julho 13, 2012

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Vamos dar um passeiozinho de bicicleta?...


O PIANISTA
Este jovem é cego mas da sua interpretação irradia uma intensa luz... e o público rende-se completamente.


O marido diz à mulher:

- Amor, tenho um plano para poupar dinheiro. Sempre que fizer amor contigo, ponho uma nota de 10€ no mealheiro e no fim do ano, abrimo-lo para ver o que juntamos.
A mulher concordou.
No final do ano, quando o marido abre o mealheiro, encontra não só notas de 10€ mas também de 50€ e de 100€...
- F****se! Como é que estas notas apareceram aqui?!
E diz a mulher:
- Deves pensar que toda a gente é forreta como tu!


- Joãozinho, o que é que o menino quer ser quando crescer?

- Quero ser bilionário, ir à boate mais cara, pegar a melhor puta, dar a ela uma Ferrari de mais de um milhão, um apartamento em Copacabana, uma Mansão em Paris, um Jacto para viajar pela Europa, um cartão Visa Infinito e amá-la 3 vezes ao dia…

...a professora, não sabendo realmente o que fazer com aquela resposta passou à frente e o continua a aula…

E a menina, Mariazinha?

- Professora, não tenho a menor dúvida, quero ser a puta do Joãozinho.


GABRIELA
CRAVO
E
CANELA

Episódio Nº 148


Ora por isso não… Vosmicê tem amigos, gente decidida como Ribeirinho. Eu mesmo preveni uns homens, pensando: quem sabe seu Mundinho vai precisar, manda-me pedir emprestado…

Sobre política fora tudo o que conversara. Mundinho não sabia que pensar. Tinha a impressão que o coronel o tratava como uma criança, se divertia com ele.

Na noite da roça, Mundinho procurara conduzir a conversa para a política, Altino não respondia falava de cacau. Voltaram para o Rio do Braço, após um almoço delicioso: carne de caças diversas, cotias, pacas, veados e uma mais gostosa de todas. Mundinho soube depois ser carne de macaco jupará.

No povoado houve um jantar de estrondo, com fazendeiros, comerciantes, o médico, o farmacêutico, o padre, quantos possuíam alguma importância na localidade. Altino fizera vir tocadores de harmónica e violão, improvisadores de desafios, tinha um cego assombroso na rima.

O farmacêutico perguntara certa hora a Mundinho como ia a política. Nem teve tempo de responder, Altino atalhara brusco.

 - Seu Mundinho veio aqui visitar, não veio politicar – e falou de outra coisa.

Na segunda-feira, o exportador voltou, que diabo queria esse coronel Altino Brandão? Viera ele próprio lhe vender seu cacau, mais de vinte mil arrobas, abandonando Steveson.

Para Mundinho era um negócio de primeira. Não tinha o coronel maiores compromissos com os Bastos e, no entanto, nem queria ouvir falar de política. Ou ele Mundinho não entendia nada ou o velho era maluco. A querer que ele tocasse fogo em prédios, empastelasse máquinas, matasse gente talvez.

O Capitão afirmava que ele não compreendia os coronéis, sua maneira de ser, de agir. Sobre aquela ideia de vingar no Jornal do Sul o incêndio idiota dos exemplares do Diário de Ilhéus, o Capitão dissera pensativo:

 - Ele não deixa de ter razão. Também pensei nisso. A verdade é que essa gente dos Bastos precisa de uma lição. Alguma coisa que mostre ao povo daqui que eles não são mais os donos da terra, como antigamente. Tenho pensado muito nisso. Até já conversei com Ribeirinho.

 - Cuidado Capitão, não vamos fazer besteira. Às violências vamos responder com os rebocadores, as dragas para a barra.

 - Afinal, quando é que esse engenheiro vai concluir os estudos, mandar vir as dragas? Nunca vi demorar tanto…

 - Não é coisa fácil, de poucos dias. Ele está trabalhando o dia inteiro. Não perde um minuto. Mais rápido não pode ser.

 - Trabalha dia e noite – riu o Capitão – De dia na barra, de noite no portão de Melk Tavares. Se enrabichou com a filha dele, é um namoro agarrado…

 - O rapaz tem que se divertir…

Mais ou menos uma semana depois da visita a Rio do Braço, Mundinho, saindo do Clube Progresso, de uma reunião de directoria, avistou o coronel Altino, de costas, nas proximidades da casa de Ramiro Bastos.
(click na imagem. Quando o vício da pesca é muito não interessa o tamanho do barco nem mesmo o barco...)



INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
À ENTREVISTA Nº 56 SOBRE
 O TEMA: “HOMOSSEXUALIDADE” (2)


Paulo, um fariseu

Ao rejeitar o texto tão excludente de Paulo contra os homossexuais (1 Coríntios 6: 9-10), Jesus lembra a Raquel que Paulo era um fariseu.  Saulo de Tarso -  era o seu nome e a cidade de nascimento -  não conhecia Jesus, e nunca leu nenhum dos textos que os evangelistas escreveram sobre Jesus, porque foram escritos depois dele ter viajado pelas principais cidades do império, Atenas, Corinto, Tessalónica, Alexandria, espalhando a sua própria interpretação da vida e da mensagem de Jesus. Com toda a probabilidade, uma interpretação enviesada pelas suas origens culturais e teológicas.
As viagens e a capacidade de organização de Paulo foram fundamentais para difundir o cristianismo pelo Império Romano.  Mas o "Cristianismo" de Paulo foi em tudo fiel à mensagem original de Jesus e do seu movimento, caracterizado pela exigência da inclusão e da equidade nas relações humanas?  Hoje abunda reflexão que contrasta a tradição de Jesus com a de Paulo e assinala essas contradições entre eles.
Ao contrário de Jesus, Paulo nasceu numa família rica e recebeu uma educação completa em grego e educação rabínica, com os doutores da Lei em Jerusalém. Na fase da sua vida pré-cristã, Paulo perseguiu violentamente os primeiros seguidores de Jesus por estar muito perto da mentalidade dos fariseus, que era severa, intolerante, preconceituosa e excludente e foi constantemente questionada e rejeitado por Jesus.  A partir desta concepção religiosa, e com base em posteriores experiências pessoais e emocionais, Paul interpretou Jesus e sua mensagem mas sempre ficou algo das suas origens farisaicas.

quinta-feira, julho 12, 2012

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MALDADE FEMININA...





Um muçulmano devoto entra num táxi. Uma vez sentado, pede ao taxista para desligar o rádio porque não tem de ouvir música como decretado na sua religião e, no tempo do profeta, não havia música, especialmente música ocidental, que é música dos infiéis.

Assim, o motorista de táxi educadamente, desliga o rádio, sai do carro e dirige-se à porta do lado do cliente e abre-a.

O árabe pergunta: "O que é que você está a fazer?
Responde o taxista:

-  "No tempo do profeta não havia táxis, saia e espere por um camelo".


INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES 
À ENTREVISTA Nº 56 SOBRE O TEMA: “HOMOSSEXUALIDADE” (1)


Sodoma e Gomorra

Sodomita é, vulgarmente, sinónimo de homossexual e em muitas leis ainda se fala sobre o crime de "sodomia" quando se refere à conduta homossexual. A partir da própria linguagem, e com uma frequência incrível, que referem-se os "acontecimentos” nas cidades bíblicas de Sodoma e Gomorra (Gênesis 19) para justificar a homofobia e até mesmo a violência contra gays e lésbicas.

Houve realmente Sodoma e Gomorra? "Sodoma" é derivado da palavra hebraica que significa "queimado" e "Gomorra" a partir da palavra hebraica que significa "esmagado". Num esforço para encontrar qualquer base histórica para esta história bíblica bem conhecida, a National Geographic difundiu as investigações arqueológicas que revelaram os restos de cidades da Idade do Ferro, perto do Mar Morto, que foram arrasadas.

 Segundo os arqueólogos, esses assentamentos humanos poderão ter desaparecido como resultado de invasões de outras cidades inimigas, terramotos, incêndios, ou uma combinação destas três catástrofes. O mais significativo, no entender dos pesquisadores, é que nesta área existam leitos subterrâneos de gases combustíveis, o "enxofre" bíblico, o que sugere que um incêndio causado por um desastre natural ou outro deve ter causado incêndios surpreendentes, que a memória dos povos nómadas conservou como hecatombes jamais vistas e cujas histórias foram transmitidos oralmente por um largo período de tempo.

Independentemente do que aconteceu nessas cidades ou que essas cidades tenham sido reais ou mitológicas, o relato bíblico questiona os conterrâneos de Lot pela sua falta de hospitalidade para com os "anjos" de Deus, ao invés de acusações homossexuais. Eles são questionados pelo seu "pecado social", não por seu "pecado sexual".



GABRIELA
CRAVO
E
CANELA

Episódio Nº 147


À noite, na fazenda (após Mundinho ter visto os trabalhadores na colheita, nos cochos de cacau mole, nas barcaças, numa dança de passos miúdos revolvendo o cacau ao sol), conversavam à luz das lâmpadas de querosene.

Altino contava casos de jagunços, falava dos tempos antigos, quando haviam conquistado a terra. Alguns trabalhadores, sentados no chão, participavam na conversa, relembravam detalhes. Altino apontava um negro:

 - Esse está comigo há uns vinte e cinco anos. Apareceu por aqui fugido, era cabra dos Badarós. Se tivesse que cumprir penas pelos homens que despachou, a vida inteira não chegava.

O negro sorria, mostrando os dentes alvos, mascava um pedaço de fumo, as mãos calosas, os pés cobertos com a crosta formada pelo mel seco do cacau.

 - O que é que o moço vai pensar de eu, seu coronel?

Mundinho queria conversar política, ganhar o rico fazendeiro para a sua causa. Mas Altino evitava o assunto, apenas se referia – e isso durante o almoço em Rio do Braço – à fogueira erguida com a edição do Diário de Ilhéus. Para reprová-la.:

 - Muito mal feito… isso foi coisa de outro tempo que já passou, graças a Deus. Amâncio é homem de bem, mas violento como o Diabo, nem sei como ainda está vivo. Foi ferido três vezes nos barulhos, ficou com um olho vazado, um braço esquecido. E não se emenda, Melk Tavares também não foi de brincadeira, sem falar em Jesuíno, coitado… Ninguém está livre de ter de cometer uma desgraça, Jesuíno não tinha outro jeito. Mas porque ainda se vem a queimar jornal? Muito mal feito…

Catava espinhas no peixe:

 - Mas vosmicê me desculpe se lhe digo, também não agiu direito. Esse é meu pensar.

 - Porquê? Porque o jornal estava violento? Campanha política não se faz com elogios aos adversários.

 - Que o seu jornal está danado, isso está. Cada artigo que dá gosto ler… Ouvi dizer que é o doutor que escreve; aquele tem mais tutano na cabeça que Ilhéus inteiro. Hominho inteligente… Gosto de ouvir ele falar, parece um sabiá. Nisso vosmicê tem razão. Jornal é para meter o pau rachar o inimigo. Tá no certo, eu até tomei uma assinatura. Não falo disso, não.

 - De quê, então?

 - Seu Mundinho, foi mal feito queimar o jornal. Não aprovo, não. Mas já que eles queimaram, então o senhor estava na casa do sem jeito. Como Jesuíno. Ele queria matar a mulher? Não queria. Mas ela lhe meteu os chifres, ele teve que matar, senão ficava mais desmoralizado que capão de terreiro, boi de carro. Porque vosmicê não queimou o jornal deles, não os números, mas a casa, não rebentou as máquinas?

Me desculpe, era o que vosmicê tinha que fazer, senão ficam dizendo que vosmicê é muito bom e tal mas para governar Ilhéus e Itabuna é preciso ser macho, não baixar a cabeça.

Coronel, não sou covarde, pode crer. Mas como o senhor mesmo disse esses métodos correspondem a um tempo passado. É exactamente para mudá-los, terminar com eles, para fazer de Ilhéus terra civilizada, que me meti em política.

Além do mais onde ia arranjar os jagunços , não os possuo…
(click na imagem e aumente) 

quarta-feira, julho 11, 2012

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As maravilhas do preto e branco


E agora, quem ganhou?...


O sujeito finalmente conseguiu realizar o seu sonho de comprar um Audi A6 3.8T, automático, conversível e blá, blá, blá…

Então, numa bela tarde, se mandou para uma auto-estrada para testar toda a capacidade da 'beleza'. Capota abaixada, o vento na cara, o cabelo voando, resolveu ir fundo! Quando o ponteiro estava chegando nos 120, ele viu que um carro da Polícia Rodoviária o perseguia com a sirene a mil e as luzes piscando.

-'Ah, mas não vão alcançar este Audi, de jeito nenhum, pensou ele e atolou o pé no acelerador.
O ponteiro foi prós 140, 160, 200... e a patrulha atrás.
'Que loucura', pensou ele e então resolveu encostar.
O guarda veio, pediu os documentos, examinou o carro e disse:

- Eu já tive um dia muito duro, meu chefe já me mijou, meu filho adoeceu, minha sogra vai pousar lá em casa, e já passou do horário do meu turno e eu não tô a fim de preencher a multa. Então, se você me der uma boa desculpa, que eu nunca tenha ouvido, para dirigir desta maneira, deixo você ir embora.

- Sabe, Sr. guarda, na semana passada, minha mulher fugiu com um policia do trânsito e agora eu tive medo de que fosse ele querendo  devolvê-la.
  - Boa noite!!!', disse o guarda.



GABRIELA
CRAVO
E
CANELA

Episódio Nº 146


E ainda assim não era fácil obter o reconhecimento. Para isso ele contava com as amizades do exportador no cenário federal, o prestígio da família Mendes Falcão. Mas era preciso vencer por larga margem, sem o que nada feito.

Voltara a calma, pelo menos aparente, após os últimos acontecimentos. Em certos círculos em Ilhéus, crescia a simpatia em torno de Mundinho. Gente assustada com o retorno dos métodos violentos, com a fogueira dos jornais.

Enquanto os Bastos mandassem, diziam, não se veria o fim do reino dos jagunços. Mas o Capitão sabia que esses comerciantes, esses moços das lojas e dos armazéns, esses trabalhadores do porto, significavam poucos votos.

Os votos pertenciam aos coronéis, sobretudo aos grandes fazendeiros, donos de distritos, compadres de meio mundo, donos também da máquina eleitoral. Esses, sim, decidiam.

A casa do coronel Altino Brandão, em Rio do Braço, ficava ao lado da estação, rodeada de varandas, trepadeiras a subir pelas paredes, flores variadas no jardim, quintal de árvores frutíferas. Admirara-se Mundinho a pensar se não tinha razão o colector quando dizia ser o fazendeiro um tipo raro em Ilhéus, de mentalidade aberta.

Não se conservara naquela zona a tradição das confortáveis casas-grandes da lavoura de açúcar, seus requintes, seus luxos. Nas roças e povoados, as casa dos coronéis careciam por vezes do mais rudimentar conforto. Nas fazendas erguiam-se sobre estacas, por baixo das quais dormiam os porcos. Quando não, próximo ficava sempre o chiqueiro, numa defesa contra as cobras inúmeras, de veneno mortal.

Os porcos as matavam, protegidos contra o veneno pela grossa camada de gordura a envolvê-los. Ficara da época dos barulhos uma certa sobriedade no viver, que só de algum tempo para cá ia-se perdendo em Ilhéus e Itabuna, onde começavam os coronéis a comprar e a construir boas moradias, bangalós e mesmo palacetes. Eram os filhos, estudantes, estudantes nas faculdades na Baía, quem os obrigava a abandonar os hábitos frugais.

É uma honra que nos faz… - dissera o coronel ao apresentá-lo à esposa na sala de visitas bem mobilada em cuja parede viam-se retratos coloridos de Altino e da mulher quando jovens.

Levou-o depois ao quarto de hóspedes, régio, colchão de lã de barriguda, lençóis de linho, colcha bordada, um cheiro de alfazema queimada perfumando o ar.

 - Se vosmicê estiver de acordo, proponho a gente montar logo depois do almoço. Pra ter tempo de ver o trabalho nas roças. Dormir nas Águas Claras, de manhã tomar banho no rio, dar uma volta a cavalo pra ver a fazenda. Almoçar umas caças por lá, voltar pra jantar aqui.

 - Óptimo. Completamente de acordo.

A fazenda Águas Claras, do coronel Altino, imensa extensão de terras, ficava perto do povoado, a menos de uma légua. Possuía ele outra fazenda mais distante, onde havia mata por derrubar.

Os pratos sucederam-se na mesa, peixes do rio, aves diversas, carnes de boi, de carneiro, de porco. E isso que almoçavam em família era no domingo o jantar com convidados.
(Click na imagem que me sugere o seguinte comentário: "importante não é o que se mostra mas aquilo que se esconde")


ENTREVISTA FICCIONADA
COM JESUS Nº 56 
SOBRE O TEMA: “HOMOSSEXUAIS

RAQUEL - Gays e lésbicas. Algumas igrejas cristãs negam-lhes os sacramentos e os proíbem de entrar no sacerdócio. Outras, consagram-nos como bispos. Ao longo da história, foram perseguidos, ridicularizados, torturados… Homossexuais. Outra questão crítica e uma entrevista exclusiva com Jesus de Nazaré. Podemos começar?

JESUS -  ​​Sim, Raquel. Começa.

RAQUEL -  Por que o senhor condena os homossexuais? 

JESUS – Eu?  Eu nunca os condenei.

RAQUEL -  Bem, não os condenou, mas disse que não entrarão no Reino de Deus, que não sendo o mesmo... é o mesmo. 

JESUS -  ​​Eu acho que estás errada, Raquel. Eu nunca disse isso.

RAQUEL - Leio aqui no Novo Testamento: "Não vos enganeis.  Nem os adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem os bêbados… herdarão o Reino de Deus.”

JESUS -  Quem escreveu isso?

RAQUEL -  São Paulo. Primeira Carta aos Coríntios 6, 10. 

JESUS -  ​​Ah, sim, mas não te esqueça que Paulo, segundo me disseram, foi um fariseu. E eles herdaram muitas atitudes que eram próprias dessa facção.  Eu não fiz essa lista de pecadores que ele faz, eu nunca falei contra os homossexuais.

RAQUEL - Mas Deus falou. Com fogo e enxofre, para castigar os habitantes de Sodoma que eram homossexuais.

JESUSBem… Eu acho que de novo estás enganada.

RAQUEL – Não eram homossexuais os sodomitas?

JESUS – O pecado de Sodoma, me  explicou uma vez um rabino, foi a falta hospitalidade com os mensageiros de Deus. Não era um pecado sexual, mas social.

RAQUEL – Mas, Senhor Jesus Cristo, a homossexualidade, não é um pecado contra a natureza? 

JESUS - A ​​guerra, a fome, deixar sem pão as viúvas e órfãos… Esses, sim, são pecados contra a natureza humana.

RAQUEL -  Assim, de acordo com o senhor, Deus não condena gays ou lésbicas? 

JESUS​​Diz-me, Raquel. O que faz uma mãe quando descobre que seu filho é diferente dos outros? Será que lhe fecha a porta quando ele chamar?  Tu atirar-lhe-ias uma pedra quando ele pede a bênção? Deus é mãe, não te esqueças. 

RAQUEL – Então o senhor defende-os.

JESUS - ​​Muitos são atacados. Para muitos são os últimos mas no Reino de Deus serão os primeiros

RAQUEL -  Eu não sei, ouvi-lo falar ... No grupo dos apóstolos, também havia alguns homossexuais?

JESUS – Certamente.

RAQUEL - Talvez João, o mais jovem dos apóstolos, que escreveu um dos Evangelhos? 

JESUS -  ​​A João e a seu irmão Santiago lhes pus o apelido de "filhos do trovão", porque ambos eram muito violentos…

 RAQUEL - Mas João sempre foi retratado de forma  efeminada…

JESUS - Porque não o conheciam!... e também porque não entendem a amizade entre dois homens.

RAQUEL -  O que o senhor diria às igrejas homofóbicas que rejeitam e condenam os gays e lésbicas? 

JESUS Que se estão livres de pecado, atirem a primeira pedra.  E com a vara que medem hoje um dia serão medidos.

RAQUEL - Em conclusão, Jesus Cristo, o senhor admite que no seu grupo ou comunidade havia homossexuais?

JESUS -  Iorque não? Eu nunca perguntei isso aos que se juntavam ao nosso movimento. Eu só lhes perguntava se queriam colocar a mão no arado para lutar pela justiça.  Apenas isso.

RAQUEL –  E agora, algo ainda mais delicado… o senhor aprova o casamento entre dois homens ou entre duas mulheres?

 JESUS -   Se essa união é por amor, por que não? Onde há amor há Deus. 

RAQUEL - Hoje sim, deixe-me chamá-lo de mestre. Obrigado, Mestre, pelas suas palavras. Eu acho que muitos homossexuais e lésbicas que estão ouvindo este programa terão recebido uma boa notícia.

 De Nazaré, Raquel Perez, Emissoras Latinas.

terça-feira, julho 10, 2012

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Calçadinha -da-Figueira


ZECA AFONSO - OS ÍNDIOS DA MEIA PRAIA

Na Casa da Música, no Porto, Vitorino irá fazer hoje a apresentação do seu mais recente trabalho "Ergue-te ó sol de Verão", uma homenagem "à obra e personalidade de dois dos maiores renovadores da música popular portuguesa, José Afonso e Adriano Correia de Oliveira".
Companheiro de palco e canções de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Fausto, Sérgio Godinho e outros nomes maiores da música portuguesa, Vitorino estreou-se em 1975 com o seu primeiro disco em nome próprio, Semear Salsa Ao Reguinho. O álbum, que incluía a famosa canção Menina Estás à Janela, foi logo considerado um ponto de referência na redefinição de padrões estéticos e caminhos que a música popular viria a trilhar", refere a Casa da Música.



A avó no leito do hospital, manda chamar o neto.
- Já quase morrendo diz: Meu querido neto, estou indo em breve, mas quero que você saiba que vou te deixar duas fazendas com tractores, debulhadoras, cavalos, vacas, cabras e muitos outros animais...


 O estábulo e todas as plantações, além de 3.750.000,00... EM MOEDAS. Cuida de tudo com muito cuidado...


 O neto contem-se... e sai do quarto calmamente, de cabeça baixa, triste de fazer dó, e quando chega ao final do corredor cai em desespero de alegria, grita, chora, pula, da socos no ar e rola no chão. No final da histeria volta para o quarto e diz:
- Mas vovó querida, porque eu? Eu nem sabia que a senhora tinha duas fazendas. Onde ficam?


A avó dá um último suspiro antes de morrer e responde: - Uma no Orkut... outra no Facebook...ka ka ka ka ka


JOANNE ROWLING

Escritores de best-sellers há muitos, do místico Paulo Coelho ao romântico-açucarado do Nicholas Sparks. Por serem capazes de mobilizar legiões de leitores fiéis, acabam por deter um poder crescente no cada vez mais comercial mundo do livro. Nenhum deles, porém, chega aos calcanhares desta inglesa que passou anos a escrever em cafés, antes de revolucionar a literatura juvenil com a saga em sete volumes do feiticeiro Harry Potter, um dos maiores êxitos editoriais de todos os tempos. Os números são esmagadores:

 - Cerca de 400 milhões de livros vendidos à escala planetária, 10 mil milhões de euros gerados pelo conjunto da indústria Potter (incluindo o merchandising e os cinco filmes produzidos em Hollywood), recordes absolutos de encomendas na Amazon e de rapidez nas vendas de cada livro, etc.

Terminada a série, resta saber o que vai Rowling fazer para se manter na crista da onda, quando não faltam imitadores a criar sucedâneos do rapaz de óculos redondos, a ver se lhes sai a sorte grande.

O que nos ensinou: numa época em que o marketing dita as regras, quem tem uma fórmula de sucesso é rei.

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