sábado, abril 24, 2010



O BRASIL EXPLICADO
EM GALINHAS




Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e o levaram para a delegacia.

D - Delegado - Ladrão


D - Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que
comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!

L - Não era para mim não. Era para vender.

D - Pior, venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!

L - Mas eu vendia mais caro.

D - Mais caro?

L - Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas galinhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

D - Mas eram as mesmas galinhas, safado.

L - Os ovos das minhas eu pintava.

D - Que grande pilantra.. (Mas já havia um certo respeito no tom do delegado).

D - Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega..

L - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.

D - E o que você faz com o lucro do seu negócio?

L - Especulo com dólar.. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:

D - Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

L - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

D - E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

L - Às vezes. Sabe como é.

D - Não sei não, excelência. Me explique.

L - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. O risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora fui preso, finalmente vou para a cadeia. É uma experiência nova.

D - O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

L - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

D - Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...

Luis Fernando Veríssimo.

NA NATUREZA AS BOAS RELAÇÕES SÃO A REGRA ...



A ROLETA AFRICANA



O ministro dos Estrangeiros de uma república africana visita a Rússia numa viagem oficial. Depois de uma semana de visita, o seu Homólogo russo disse-lhe:

- Espero que tenha disfrutado a estadia no nosso país, mas antes de terminar é costume que pratique o nosso jogo nacional.

-E qual é o jogo?, pergunta o africano.

- É a roleta russa, claro.

- A roleta russa? Não conheço.

- É muito simples. O senhor apenas tem de apontar este revolver à sua cabeça e premir o gatilho. Na pistola há sòmente uma bala. Tem cinco possibilidades, em seis, de escapar ileso.


- E qual é a graça, ministro? pergunta o africano.

- A adrenalina, meu amigo, a adrenalina !!!.

O ministro africano engole em seco, mas pensa para si: Sou herdeiro de uma tribo de valentes guerreiros e enfrentarei esta prova. Aperta o gatilho e... clic! Não disparou nenhuma bala.

Então, respira fundo e diz ao russo:

- Recordo-lhe que dentro de três meses terá que me retribuir a visita.

Três meses depois, o ministro russo passa uma semana na pequena república africana e, no último dia, o seu homólogo disse-lhe:


- Espero que tenha apreciado a estadia no nosso país, mas antes de terminar a visita é costume praticar o nosso jogo nacional.

- E qual é esse jogo?.

- É a roleta africana, claro.
- A roleta africana? Não conheço. Em que consiste?


- Vão os dois até um aposento onde estão seis mulheres esculturais completamente nuas.

O africano diz ao russo:

- A que você escolher, far-lhe-á sexo oral.

- Genial! Isto é magnífico mas...Onde está a adrenalina?, pergunta o
ministro russo.

O africano sorri e responde:

- Uma delas é canibal...

VÍDEO
RIVERDANCE - É toda uma história do sapateado Irlandês, a herança Celta, a influência em todos os outros tipos de sapateado, desde o espanhol até à dança Russa. O nosso Fandango parece ter a mesma raiz pois só a metade inferior do corpo é que mexe.

CANÇÕES ANGLO- SAXÓNICAS

ABBA - THE WINNER IT ALL LIVE (1980)


CANÇÕES BRASILEIRAS

MARIA BETÂNIA - CABOCLA JUREMA


CANÇÕES FRANCESAS

JOE DASSIN - ET SI TU N'EXISTAIS PAS


CANÇÕES ITALIANAS

ARTURO TESTA - LO SONO IL VENTO (SANREMO 1959)


CANÇÕES PORTUGUESAS

UMA GAIVOTA VOAVA - Talvez a mais linda canção ligada ao periodo do 25 de Abril - Letra e Música de ERMELINDA DUARTE



DONA
FLOR
E SEUS
DOIS
MARIDOS

EPISÓDIO Nº 102


- Mestre Vadinho – disse o carrasco, aliás um bom camarada, seu Jorge Tarquínio – tenho aqui um papagaio seu, vencido…

- Meu? Se eu não devo a ninguém… Só vendo…

- Pois veja e pague… - exibia-lhe a promissória.

Vadinho reconheceu sua firma e a do avalista:

- Mas, seu Tarquínio, se o título tem avalista, por que o senhor vem me meter susto, dizer que eu estou devendo… É só ir ao Raimundo Reis e cobrar, o homem é podre de rico, tem fazenda de gado, engenho de açúcar, banca de rábula, vai à europa todo o ano… é ele que o senhor tem de chamar aqui…

- É claro que fomos a ele primeiro, é o avalista… Mas ele diz que não paga de maneira nenhuma. Recusa-se…

Vadinho ia do espanto ao escândalo ante tamanho descaro:

- Disse que não paga, recusa-se? Mas veja o senhor, seu Tarquínio, tem de tudo nesse mundo… Que sujeito mais cínico e sem vergonha…! Fica no cabaré a arrotar riqueza, que tem léguas de terra, que mis gado e que mais açúcar, que faz e acontece, que comeu três mulheres de uma vez em Paris, um bafo de milionário. Vai daí, a gente confia, cai no conto do vigarista, aceita o aval como se o tipo fosse direito. Resultado: título vencido sem pagamento e o meu crédito abalado, o senhor me chamando aqui…

- Mas, Vadinho, afinal foi o senhor quem tomou o dinheiro emprestado…

- Ora, seu Tarquínio, pelo amor de Deus… Se esse peculatário não tinha capacidade para avalizar, por que veio se oferecer? Afinal ele assumiu ou não as responsabilidades, assumiu ou não o compromisso de pagar a dívida se eu não pagasse? Assumiu e eu fiquei bem do meu, descansado… E agora isso… Não está direito… São sujeitos assim que deixam a gente mal unto aos bancos… Quando o cara avaliza um título é porque está disposto a pagar, seu Tarquínio. Esse Raimundo Reis devia estar era na cadeia, caloteiro vagabundo…

Toda aquela absurda indignação com o fim de amansá-lo, de preparar-lhe o ânimo para a reforma do título, pensou seu Tarquínio já vencido. Qual o seu assombro quando Vadinho meteu a mão no bolso e puxou as inacreditáveis pelegas:

- Está vendo, seu Tarquínio, o prejuízo que esse tipo está me dando? É o resultado da gente se meter com esses tratantes… E eu que sempre escolhi os meus avalistas a dedo… Raimundo Reis, quem diria… É vivendo que se aprende…

Nem sentiu o desfalque, maré de sorte sem solução de continuidade, o dinheiro entrando a rodo, em fichas coloridas, saindo em notas e moedas, semana de ceias, de muita bebida e farras monumentais.

Desparrame de sorte a culminar em magna apoteose, na véspera. Vadinho tendo sonhado com seu Zé Sampaio, nem se deu ao trabalho de uma consulta ao livro de palpites, para quê? Urso, na certa, e assim foi: o urso desembestou na centena, na dezena e no grupo, lucro depois multiplicado no Tabaris, na lebre francesa e no bacará. Noite negra para os banqueiros de jogo pois Vadinho a atravessou ganhando, sem exagero mas com firme persistência, enquanto o negro Arigof, com o diabo no corpo naquela madrugada, levantara noventa e seis contos de réis em
menos de dez minutos, na roleta.

sexta-feira, abril 23, 2010

VÍDEO

Sem comentários...

video

CANÇÕES ANGLO- SAXÓNICAS

WHIGFIELD - SATURDAY NIGHT


CANÇÕES BRASILEIRAS

IVETE SANGALO - PIRIRI POMPOM


CANÇÕES FRANCESAS

LOUISE BROOKS / RINA KETTY - J'ATTENDRAI (1938)


CANÇÕES ITALIANAS

ALBERTO RABAGLIATI - NOSTALGIA DE MILAN


CANÇÕES PORTUGUESAS

DULCE PONTES - O LAURINDINHA




DONA
FLOR
E SEUS
DOIS
MARIDOS


EPISÓDIO Nº 101


Vadinho acordou tarde, depois das onze, tinha chegado em casa de manhãzinha, numa cachaça bruta. Ao fazer a barba deu-se conta do silêncio inabitual, da falta das alunas do turno matutino. Por que não houvera aula naquele dia? Uma das moças, mulatinha doirada, esguia e frágil, punha-lhe olhos cativos, a fala dengosa. Vadinho já decidira levá-la a passeio quando tivesse tempo livre e disposição: para ensinar-lhe a beleza selvagem das praias desertas e o gosto da maresia.

Delicado junco de esbelteza, aquela sonsa Ieda, com seu donaire e seu enleio; estava na fila, à espera de vez. No momento, Vadinho atendia às exigências sexo-sentimentais de Zilda Catunda, a mais sapeca das três espevitadas Irmãs Catunda, sentindo porém aproximar-se o termo do xodó: a faceira dera em exigente, querendo mandar nele, controlar seus passos, com a mania de ter ciúmes e até de dona Flor, a atrevida.

Se não era dia santo nem feriado, por que não havia aula? Ao sair do banheiro, deparou com festiva atmosfera; dona Norma ajudando na cozinha, tia Lita a limpar os móveis, Thales Porto instalado na espreguiçadeira com jornais e um cálice de licor. Havia no ar um perfume de almoço comemorativo, mas por que essa comemoração sem motivo visível?

Um almoço farto, a casa cheia de amigos, regabofe dominical, eis um dos prazeres de Vadinho. Fossem menos vasqueiras suas finanças e com maior frequência ele repetiria rabadas e sarapatéis, maniçobas e vatapás. Apenas lhe vinha uma aragem de sorte e já programava uma feijoada, uma carne de sol com pirão de leite, um molho pardo de conquéns, sem falar no clássico caruru de Cosme e Damião, em Setembro, e na canjica e no jenipapo do são João. Mas, esse almoço flutuando no ar, sem aviso nem convite, que diabo de festa era essa? Dona Norma respondeu-lhe num esbregue:

- Você ainda tem coragem de perguntar, Vadinho? Não se lembra que hoje é o dia de aniversário de sua mulher?

- De Flor? Que dia é hoje? Dezanove de Dezembro?

A vizinha aperrienta, a ralhar:

- Você não toma mesmo vergonha… Vamos, diga: o que é que comprou para ela, que presente vai dar a essa santa…

Nada, dona Norma, não comprara nada e bem merecia o esporro, a censura pelo desleixo; mas era lá homem para recordar aniversários, escolher mimos em lojas? Uma lástima, perdera a oportunidade de fazer um bonito trazendo um presentão. Dona Flor ficaria doida de contentamento, como num outro aniversário, quando ele entregara, até com antecedência, dinheiro graúdo a dona Norma, encarregando-a de comprar “uma lembrança batuta, sem esquecer um frasco de cheiro, de Royal Briar, do qual ela gosta muito.”

Pena ter-se descuidado, logo quando atravessava um período de sorte excepcional, ganhando firme há quatro ou cinco dias.
Não só na roleta, no bacará, nos dados, no jogo do bicho; iniciara a semana acertando no milhar dois dias consecutivos.

Tão cheio de dinheiro a ponto de resgatar um título ameaçado de protesto para satisfazer compromisso de terceiro, salvando-lhe o crédito e o bom-nome.

E não era o salafra sequer seu amigo, um gabola bem-falante, simples relação de bar e cabaré. Fora, aliás, no Tabaris que o paroara, num porre daqueles, aceitou com ânimo generoso e raro entusiasmo, a ideia de avalizar a nota promissória assinada por Vadinho, a trinta dias de prazo.

Pouco depois de um mês, era Vadinho convocado ao escritório do gerente do banco onde se dera o desconto do título. Atendeu pressuroso ao convite, mantinha uma hábil política de boas relações
com os gerentes e subgerentes dos estabelecimentos bancários – dos quais tanto dependia.

quinta-feira, abril 22, 2010


Rapidinhas para descontrair...


Ritinha faz anos

A Ritinha fazia anos e convidou todos os amigos para o seu aniversário, e disse:
-Quando chegarem a minha casa tocam à campainha com a testa!
Ficou tudo intrigado...
- Com a testa?! Porquê?
- Com certeza que não estão a pensar vir de mãos a abanar, pois não?


Espelho meu


A mulher vê-se ao espelho e diz ao marido:
- Estou tão feia, tão gorda e tão mal feitinha. Preciso de um elogio...
E o marido responde:
- Tens muito boa visão...

Estou grávida



Uma adolescente chega a casa e diz para a mãe:
- Mamã... Estou grávida!
A progenitora, sem saber muito bem como deve reagir, pergunta:
- Rapariga, mas onde é que tu estavas com a cabeça?
- Em cima do volante, mãe... Mas que é que isso interessa?

Sado-Maso



Um casal descobre uma revista sado-masoquista escondida no quarto do filho:
Mãe: - "O que fazemos ao miúdo?"
Pai: - "Bom, pelos vistos não adianta bater-lhe..."

Mendigo



Um tipo parou no semáforo.
Nessa altura, apareceu logo um miúdo a pensar que ia sacar umas moedas:
- Por favor, pode dar-me umas moedinhas para eu comprar uma sandes???
Ao que replicou imediatamente o tipo:
- Não, porque já são sete da noite, e depois não jantas!!!

A Maria pode engravidar?



O filho pergunta ao pai:
- Oh Pai, a Maria pode engravidar?
Pai: - Quem é a Maria filhinho?
Filho: - É a minha namorada lá da escola.
Pai: - E quantos anos tem ela?
Filho: - Tem 4 anos.
Pai: - Claro que não!
Filho: - Uhh! Granda cabra! Com a história do aborto fez-me vender o triciclo

Ameaças



Garoto à professora:
- Não quero alarmá-la, mas o meu pai diz que se as minhas notas não melhorarem, alguém vai levar uma sova!



Nova geração



Duas meninas:
-Eu nunca vou ter filhos.
Porquê? - pergunta a outra.
- Ouvi dizer que o download demora 9 meses!

Mano ou mana?



Uma senhora grávida pergunta ao seu filho de 6 anos:
-Então, filho, o que é que preferes? Um mano ou uma mana?
-Mãe, se não te doer muito , o que eu queria mesmo era um pónei...

No metro



No Metro, um anão escorregou pelo banco e um outro passageiro, solidário,recolocou-o em posição.
Pouco depois, o anão voltou a escorregar e o mesmo passageiro voltou a colocá-lo no assento.
Como a situação se repetiu várias vezes, o referido passageiro irritou-se e protestou:
"Bolas! Eu não me importo de o ajudar, mas será que você não consegue sentar-se em condições?"
O anão respondeu:
-Meu amigo, há mais de cinco estações que estou a tentar sair... mas o senhor não me deixa!

VÍDEO

Fantástica Instrumentalização!

video

CANÇÕES BRASILEIRAS

CABOCLO 7 FLECHAS


CANÇÕES FRANCESAS

HERVÉ VILAR - CAPRI C'EST FINI


CANÇÕES ITALIANAS

PATTY PRAVO - BOMBOLA


CANÇÕES PORTUGUESAS

TABU - EU OUVI O PASSARIHO



DONA
FLOR
E SEUS
DOIS
MARIDOS


EPISÓDIO Nº 100


Por que Vadinho não levou consigo a febre a consumi-la, o desespero a intumescer-lhe os seios, a doer-lhe no ventre inconformado? É tempo de enterrar novamente seu morto e com o carrego inteiro: seus maltratos, suas ruindades, suas safadezas, sua alegria, sua graça, o generoso ímpeto; e tudo quanto ele plantou na mansidão de dona Flor, as fogueiras que acendeu, a dolorida ânsia, aquela loucura de amor, o desejo em brasa, ai, o criminoso desejo de viúva descarada!

Antes, porém, por uma vez ao menos, uma derradeira vez, ela o busca e o encontra e vai com ele, presa a seu braço. Vai nuns trinques de rica, como nos tempos de solteira, quando ela e Rosália, duas pobretonas, compareciam em festas em casas de burgueses opulentos e eram as mais bem vestidas, num tal capricho a sobrepujar o luxo das demais.

Ah!, noite sobre todas bela e terrível de novidade e surpresa, de medo e de exaltação, de humilhação e triunfo! Com as emoções da sala de dança e da sala de jogos, os nervos rotos, o coração em festa, noite mais imensa!

Por uma derradeira vez com ele, devagar. Passo a passo a reconstruir o absurdo itinerário daquela noite sem estrelas: a saída de casa, os dois e dona Gisa, a ceia, o tango, o espectáculo, as mulatas rebolando, as negras cantando, a roleta, o bacará, a afronta e a ternura, a volta no táxi do Cigano como nos velhos tempos, Vadinho numa impaciência tomando-lhe dos lábios ali mesmo, na vista de dona Gisa sorridente. Num frenesi a lhe arrancar e destruir o luxo do vestido apenas entraram no quarto:

- Não sei o que você tem hoje, meu bem, está um pedaço de mulher, e eu estou doido por você. Vamos, depressa… tu vai ver o que é vadiar, como tu nunca vadiou. É hoje o dia te prepara. Te dei o que tu pediu, agora tu vai pagar…

Caída no leito de ferro, estremeceu dona Flor. Nessa noite o fel se transformou em mel, novamente a dor abriu-se no supremo prazer; nunca fora ela égua tão em violência montada por seu fogoso garanhão, tão devassa cadela em cio e possuída, escrava submissa ao deboche, fêmea a percorrer todos os caminhos do desejo, campinas de flores e doçuras, florestas de sombras húmidas e proibidas veredas, até ao reduto final. Noite de penetrar as portas mais estreitas e trancadas, noite de render o último bastião de sua pudicícia, Oh! Deo gratias, aleluia! Quando o fel se transformou em mel e a dor foi o raro, o esquisito, o divino prazer, noite de dar-se e receber.

Foi no dia do aniversário de dona Flor e não fazia muito tempo,
acontecera no último Dezembro,
nas proximidades do Natal.

quarta-feira, abril 21, 2010

IMAGENS
De barriga cheia e com toda esta determinação só pode ir chatear uma hiena...

CLÁUDIA CARDINALI (1994)
IVES DE ST LAURANT (1983)

VÍDEO

A mais sentida e comovente demonstração de um desgosto de amor... cantada!

video

CANÇÕES ANGLO- SAXÓNICAS

KATE BUSH - WUTHERING HEIGHTS


CANÇÕES BRASILEIRAS

MARTINHO DA VILA - FESTA DE UMBANDA


CANÇÕES FRANCESAS

PATRÍCIA KAAS - IL ME DIT QUE JE SUIS BELLE




CANÇÕES ITALIANAS
DON BACKY - CASA BIANCA



CANÇÕES PORTUGUESAS

FREI HERMANO DA CÂMARA - O RAPAZ DA CAMISOLA VERDE



DONA
FLOR
E SEUS
DOIS
MARIDOS


EPISÓDIO Nº 99



- Não sei como fazer. Só tenho descanso quando me lembro dele…

- Pois junte tudo quanto é lembrança do xará, junte o carrego dele e enterre no fundo do coração. Junte tudo, o bom e o ruim, enterre o carrego todo e depois deite e durma seu sono sossegada…

Sobraçando livros, à frescata num vaporoso vestido de verão a exibir-lhe as sardas e a saúde, dona Gisa, sua conselheira, a repreendia:

- Que é isso? Quanto tempo vai durar essa exibição?

- Que posso fazer? Não é que eu queira…

- E sua força de vontade? Diga a si mesma: amanhã começo vida nova; feche a porta do passado, volte a viver.

O coro das comadres num cantochão:

- Agora, sem o peste do marido, é que ela pode viver feliz… Devia dar graças a Deus…

Dom Clemente Nigra no pátio do convento sobre o imenso mar de óleo verde-azul tocou-lhe a face triste contemplando seu luto fechado e lancinante, magra e entregue. Dona Flor viera encomendar a missa do mês.

- Minha filha – sussurrou o frade de marfim – que desespero é esse? Vadinho era tão alegre gostava tanto de rir… Sempre que eu o via me dava conta que o pior pecado mortal é a tristeza, o único que ofende a vida. O que ele diria se lhe visse assim? Não havia de gostar, ele não gostava nada que fosse triste.

Se você quiser ser fiel à memória de Vadinho, enfrente a vida com alegria…

As carpideiras em bando pelo bairro:

- Agora, sim, ela pode ter alegria, pois o cão foi para os infernos.

As figuras moviam-se ao fundo quarto como um balé: dona Rozilda, dona Dinorá, as beatas com seu aftim de sacristia, e dona Norma, dona Gisa, dom Clemente, Dionísia de Oxóssi a sorrir com seu menino:

- Enterre o carrego do xará no coração, comadre e se deite e durma.

Mas seu corpo não se conforma e o reclama. Ela raciocina, pensa, ouve as amigas, dá-lhes razão, é preciso por um cobro a esse morrer todos os dias e cada vez um pouco mais. Seu corpo, porém, não se conforma e o exige em desespero. Só a memória o devolve e ali o traz, a Vadinho, com seu atrevido bigode, seu riso de zombaria, sua insolência, as palavras feias e tão lindas, sua mata de pelos e a marca da navalha. Quer partir com ele, retomar seu braço, irritar-se com os malfeitos, e eram tantos!, gemer impúdica, desfalecente, no beijo. Mas, ah!, precisa de reagir e viver, abrir sua casa e trancados lábios, arejar as salas e o coração, tomar de carrego de Vadinho, de todo ele, e enterrá-lo fundo. Quem sabe, assim aplacará o desejo. Uma viúva, ela sempre ouvira dizer, deve ser insensível a tais apetites, a esses pecaminosos pensamentos, deve ficar de desejo murcho, seca flor inútil. Desejo de viúva vai para a cova no caixão do finado, se enterra com ele. Só mulher muito safada, sem amor por seu
marido, ainda pode pensar nessas sem vergonhices, coisa mais feia.

terça-feira, abril 20, 2010


E o Papa Bento XVI
chorou…





O quinto aniversário do pontificado de Bento XVI foi simbolicamente marcado pelas lágrimas do Sumo Pontífice em Malta, ao lado de algumas das vítimas da pedofilia na Igreja.

- Lágrimas de crocodilo, dirão uns…

- Lágrimas de vergonha, tristeza e comoção sincera pelos crimes de várias décadas que estiveram anos e anos “engarrafados” e que agora rebentaram… dirão outros…

Vamos partir do princípio que as lágrimas não foram o resultado de um acto encenado em que o Papa tenha posto à prova as suas qualidades cénicas… não estávamos dentro dele, nunca o poderemos saber.

Mas sabemos outras coisas… sabemos que Bento XVI há muitos anos que tinha conhecimento do que se passava na qualidade de responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé, sucessora da Inquisição.

Casos de pedofilia no seio da Igreja que aconteceram nos Estados Unidos, México, Itália, Holanda, Áustria, Irlanda, Alemanha, (onde o próprio irmão do Papa, então Cardeal Georg Ratzinger, também surge suspeito de encobrimento de abusos sexuais) e sabemos lá nós onde mais, eram do conhecimento de Ratzinger e não foram por ele denunciados às autoridades.

Foram dezenas de milhar de vítimas e milhares de padres pedófilos, (4.000 apurados só nos Estados Unidos) e isto não são suspeições, não: são factos apurados, documentados, alguns mesmo confessados mas sistematicamente perdoados pelas autoridades da Igreja, nomeadamente, pela Congregação da Doutrina e da Fé, ou seja, por aquele que haveria de ser mais tarde o Papa Bento XVI. Perdoados e encobertos.

- Tem o Papa razões para chorar? Tem:

- Razões de natureza pessoal, porque tinha poderes para actuar na defesa das crianças e não o fez como o deveria ter feito para, segundo ele, defender a Santa Madre Igreja;

- Razões que respeitam a toda a Igreja, de que hoje é o maior responsável, pela vergonha que representam os actos criminosos de milhares de correligionários seus.

Claro que os padres pedófilos serão sempre uma minoria, a Igreja é muito mais do que eles e uma parte considerável desenvolverá uma acção social de mérito em muitas partes do mundo... pena que não o façam de uma forma desinteressada em vez de ser a troco de concepções religiosas.
Vender uma religião a troco de boas acções… será sempre um negócio. Para isso, para boas acções, temos um candidato à Presidência da República Portuguesa, Dr. Fernando Nobre, Presidente da Associação dos Médicos Sem Fronteiras, que as faz a troco de nada.

De qualquer forma não se pode generalizar a pedofilia a toda a Igreja, segundo estimativa da própria Igreja serão “apenas” 3%...

A questão principal foi a política de encobrimento que foi seguida durante décadas e de acordo com as instruções que vinham da cúpula da instituição.

Esta política corresponde a um caminho que foi decidido pelo próprio Bento XVI, ainda Cardeal Ratzinger, nas funções de Chefe da Congregação da Doutrina e da Fé e considerado como o rosto da facção ultra-conservadora da Igreja Católica e que um dia, eleito Papa, num dos mais rápidos conclaves de sempre, assumiu à janela e sorriu ao mundo, um sorriso que alguns interpretaram como de ambição cumprida, de poder, não de humildade.
Mas, terá sido um erro de interpretação pois uma vez ungido e sentado na cadeira de S. Pedro de imediato, e por força dos tais “mistérios da fé”, passou a ser a bondade divina e a sabedoria etérea…

…mas que ele tem razões para chorar, lá isso tem.


APRENDI...




Aprendi....que ninguém
é perfeito enquanto não te apaixonas.

Aprendi....que a vida é dura
mas eu sou mais que ela!!

Aprendi que...as oportunidades nunca se perdem aquelas que desperdiças... alguém as aproveita.

Aprendi que... quando te importas com rancores e amarguras a felicidade vai para outra parte.

Aprendi que... devemos sempre dar palavras boas... porque amanhã nunca se sabe as que temos que ouvir.

Aprendi que...um sorriso é uma maneira económica de melhorar teu aspecto.

Aprendi que... não posso escolher como me sinto... mas posso sempre fazer alguma coisa.

Aprendi que...quando o teu filho recém-nascido
segura o teu dedo na sua mão tente prende-lo para toda a vida.

Aprendi que...todos, todos querem viver no topo da montanha... mas toda a felicidade está durante a subida.

Aprendi que... temos que aproveitar da viagem
e não apenas pensar na chegada.

Aprendi que...o melhor é dar conselhos só em duas circunstâncias... quando são pedidos e quando deles depende a vida.

Aprendi que...quanto menos tempo se desperdiça...
mais coisas posso fazer.

VÍDEO

Craque... procura-se.

video

CANÇÕES ANGLO-SAXÓNIAS

QUEEN - WE ARE THE CHAMPIONS

CANÇÕES BRASILEIRAS

MARINA LIMA - PESSOA


CANÇÕES FRANCESAS

JULIEN CLERC - LA JUPE EN LAINE

CANÇÕES ITALIANAS

ALAN BARRIERE - VORREI (1965)


CANÇÕES PORTUGUESES
KATIA GUERREIRIO - PONHAM FLORES NA MESA



DONA
FLOR
E SEUS
DOIS
MARIDOS

EPISÓDIO Nº 98


No leito de ferro um único pensamento esmaga dona Flor, atira-a contra o fundo de si mesma, em frangalhos: nunca mais o teria ali, em alvoroço, ao seu Vadinho; nunca mais. Aquela certeza a penetra e rompe; lâmina de veneno, rasga-lhe o peito e lhe apodrece o coração, apagando sua ânsia de sobrevivência, sua juventude ávida de subsistir. No leito de ferro, suicida, dona Flor. Apenas o desejo a sustenta e a memória persiste. Por que o espera, se é inútil? Porque o desejo se ergue numa labareda, fogo a queimar-lhe as entranhas, a sustentá-la viva? Se é inútil, se ele não voltará, despudorado amante a lhe arrancar anágua ou camisola, a calça de rendas, a expor sua nudez pelada, dizendo frases tão loucas que nem na lembrança ela se atreve a repeti-las, tão loucas e indecentes mas tão lindas, ai. Não virá tocar-lhe o colo, as ancas e o ventre, despertá-la e adormecê-la, temporal de anseios, furacão a conduzi-la cega, brisa de ternuras, zéfiro de suspiros e o desfalecer para novamente despertar. Ai, nunca mais! Só o desejo a sustenta, e a memória.

“Como uma alma penada pela casa húmida e soturna, um túmulo”. Cheiro de mofo nas paredes, nas telhas e no piso, um frio abandono à espera das aranhas e das teias. “Uma sepultura onde ela se enterrou com a lembrança de Vadinho”.

Dona Flor toda em negro, de nojo por dentro e por fora, apodrecida. Dona Norma sua amiga, veio e lhe disse:

- Assim não é possível, Flor. Não é possível. Vai completar um mês e você vive como uma alma penada, rondando dentro de casa. E sua casa que era um brinco está se enchendo de bolor; mais parece, Deus me perdoe, uma sepultura onde você se encerrou. Reaja, acabe com isso, alivie esse luto…

As alunas perdiam-se naquela atmosfera onde risos e piadas soavam a falso. Como manter o cordial quotidiano das aulas, a agradável sensação do passatempo, causa do maior sucesso da escola de Culinária Sabor e Arte, se a professora ria por compromisso e com esforço? Nos seus distantes tempos de aluna, dona Maga Paternostro, a milionária, numa pose cómica de recitativo escolar, declamava, da soleira da porta no primeiro andar do Alvo, um pastiche do Estudante Alsaciano:

Salve a escola risonha e franca
E sua jovem professora brincalhona…

Desde então a procura de inscrições crescia, porque cada moça, cada senhora fazia espontânea publicidade, recomendava às amigas: “Ela é formidável, cozinha como ninguém, sabe ensinar e é um encanto de pessoa. As aulas são tão divertidas, são duas horas de risadas, de anedotas, de pilhérias. Para passar o tempo não há nada melhor”. Por vezes era obrigada a recusar alunas tantas as candidatas às vagas trimestrais, nos dois cursos. Agora, no entanto, já três moças haviam abandonado a turma e até circulava a notícia do encerramento da escola. Onde aquela “professora brincalhona? Onde as duas horas de anedotas e pilhérias?” No meio da aula quando riam as moças, de súbito dona Flor como que se ausentava, os olhos perdidos, a face ansiosa. Quem gosta de carregar defunto dos outros, dias e dias às voltas com o morto, como se não existissem cemitérios?

Sua comadre, Dionísia Oxóssi viera visitá-la, trouxera o capeta do afilhado, chegara toda em escuro como exigiam os ritos de gentileza, mas chegara sorrindo, pois quase um mês já era passado e, com aquela, completava um turno de três visitas. A feição de tristeza de dona Flor a preocupou, jururu assim a comadre ia mal.

- Enterre o xará de uma vez, comadre… Senão ele começa a feder e a consumir tudo por aqui, até vosmicê…

segunda-feira, abril 19, 2010

IMAGENS



Naomi Campbel; Cristy Turlington e Linda Evangelista - Paris 1990



VÍDEO

Estava bêbado ou não regula bem da cabeça... não pensam assim os italianos que o continuam a reeleger...

video

CANÇÕES ANGLO- SAXÓNICAS
FATS DOMINÓ - MY GIRL JOSÉ PHINE


CANÇÕES FRANCESAS

JEAN GABIN - MANTENANT JE SAIS


CANÇÕES BRASILEIRAS
ROBERTO CARLOS - LADY LAURA (Em homenagem à mãe de R. Carlos, lady Laura, agora falecida com 94 anos)


CANÇÕES ITALIANAS

EMÍLIO PERICOLI - STRANIERO TRA GLI ANGELI


CANÇÕES PORTUGUESAS
DULCE PONTES - CANÇÃO DO MAR



DONA
FLOR
E SEUS
DOIS
MARIDOS

EPISÓDIO Nº 97

Cresce a voz na rua, vai despertando dona Flor, mas o sonho prossegue num milagre, a canção se aproxima, sonho ou realidade? Já se levanta o povo, acorre a ouvir. Dona Flor enfia um robe às pressas, chega à janela.

Lá estão eles: Vadinho, Mirandão, Edgard Cocô, o sublime Carlinhos Mascarenhas, o pálido Jenner Augusto dos cabarés de Aracaju. E entre eles, o violão ao peito, a voz desatada, Sílvio a cantar para dona Flor:


… ao som da melodia apaixonada,
nas cordas do sonoro violão…

Houvera a serenata, a rua em alvoroço; houvera o almoço no domingo, falado até nas gazetas; na segunda, Sílvio veio preparar o jantar, trouxe de um tudo, vestiu um avental. Foi para a cozinha, e sabia cozinhar. Nos outros dias não tinha hora de aparecer, entrava e saía, juntos foram todos assistir a uma capoeira. Mas, de tudo quanto aconteceu naquela semana, nada se comparou à festa popular de terça-feira, véspera da partida de Sílvio para o Recife. Na noite de lua cheia, no alto do palanque no Campo Grande, ele cantou para a multidão, o povo reunido na praça.

Dona Flor nem perguntava a Vadinho se iria: ele não largava o amigo. Apenas lhe comunicou a sua decisão de também assistir, aproveitando a companhia de dona Norma e de seu Sampaio, pois até o comerciante de sapatos se erguera do seu eterno cansaço para comparecer à seresta.

Qual não foi, assim, a surpresa de dona Flor quando após o jantar, o táxi do Cigano desembarcou Vadinho, Sílvio e Mirandão na porta de casa, vinham buscá-la. E a “comadre”?, perguntou ela a Mirandão. Fora antes com a criançada, já devia estar no largo. Enquanto dona Flor terminava de aprontar-se, eles providenciaram uma batida de limão.

Ficaram sentados no palanque, ela e Vadinho, em cadeiras reservadas para as autoridades. O Governador não comparecera, preso ao leito com uma gripe, mas instalaram um alto-falante nas imediações do Palácio, assim Sua Excelência e a Excelentíssima poderiam ouvir. Nas cadeiras acomodavam-se o Prefeito da Cidade e sua esposa, o Chefe de Polícia com a mãe e as irmãs, o Director de Educação, os Comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, com seus familiares, doutor Jorge Calmon e outros fidalgos. Dona Flor, em meio a toda aquela lordeza, sorriu para Vadinho:

- Só tenho pena de mamãe não ver isso… Nem havia de acreditar. Nós dois sentados com o governo…

Vadinho riu seu riso zombeteiro, lhe disse:

- Tua mãe é uma velha coroca, não sabe que na vida só vale o amor e a amizade. O resto é tudo pinóia, é tudo presunção, não paga a pena…

De repente, um acorde ao violão e todo o alegre rumor extinguiu-se na praça. A voz de Sílvio Caldas, a lua cheia, as estrelas e a brisa, as árvores do parque, o silêncio do povo: dona Flor cerrou os olhos, encostou a cabeça no ombro do marido.

Como viver sem ele, como atravessar esse deserto, transpor esse crepúsculo, erguer-se desse pântano? Sem ele tudo é pinóia, presunção, não paga para viver.

domingo, abril 18, 2010

A Cumplicidade da Igreja de Roma com os políticos ditadores e assassinos na Europa e nos países latinos da América do Sul é um facto histórico. As imagens não deixam dúvidas... vejam com atenção.



Quatro
pequenas
histórias
que eu acho
que vão
gostar de ler.




O autor e conferencista Leo Buscaglia certa ocasião falou de um concurso em que tinha sido convidado como jurado. O objectivo era escolher a criança mais cuidadosa.


Eis alguns dos vencedores:

- Um menino de 4 anos tinha um vizinho idoso cuja esposa havia falecido recentemente. Ao vê-lo chorar, o menino foi para o quintal dele e sentou-se simplesmente no seu colo. Quando a mãe lhe perguntou o que tinha dito ao velhinho, ele respondeu:

- Nada. Só o ajudei a chorar.



Os alunos da professora do primeiro ano Debbie Moon estavam a examinar uma foto de família. Uma das crianças da foto tinha os cabelos de cor bem diferente dos outros. Alguém sugeriu que essa criança tivesse sido adotada. Logo uma menina disse:

- Sei tudo sobre adopção, porque eu fui adoptada e logo outro aluno lhe perguntou o que significa "ser adoptado"?


- Significa - disse a menina - que tu cresceste no coração da tua mãe, e não na barriga.




Sempre que estou decepcionado com meu lugar na vida, eu paro e penso no pequeno Jamie Scott.


Jamie queria muito ter um papel na peça da escola. A mãe disse que tinha procurado preparar o seu coração, pois ela temia que ele não fosse escolhido.


No dia em que os papéis foram distribuídos, eu fui com ela buscá-lo à escola. Jamie correu para a mãe, com os olhos brilhantes de orgulho e emoção:


- Adivinha, mãe! E disse aquelas palavras que continuariam a ser uma lição para mim:


- Eu fui escolhido para bater palmas e espalhar a alegria!


Conta uma testemunha ocular de Nova York:

Num frio dia de Dezembro, alguns anos atrás, um rapazinho de cerca de 10 anos, descalço, estava em pé em frente a uma loja de sapatos, olhando a montra e tremendo de frio.


Uma senhora aproximou-se do rapaz e disse:


- Você está com pensamento tão profundo, a olhar essa montra!


- Eu estava pedindo a Deus para me dar um par de sapatos - respondeu o garoto...


A senhora tomou-o pela mão, entrou na loja e pediu ao empregado para dar meia duzia de pares de meias ao menino. Ela também perguntou se poderia conseguir-lhe uma bacia com água e uma toalha. O empregado atendeu-a rapidamente e ela levou o menino para a parte detrás da loja e, ajoelhando-se lavou os seus pés pequenos e secou-os com a toalha.


Nesse meio tempo, o empregado havia trazido as meias. Ela calçou-as nos pés do garoto e também lhe comprou um par de sapatos. Depois entregou-lhe os outros pares de meias e carinhosamente disse-lhe:


- Estás mais confortável agora.


Como ela se virou para ir embora, o menino segurou-lhe na mão, olhou o seu rosto com lágrimas nos olhos e perguntou:


- Você é a mulher de Deus?




PS. É pena que os humanos não sejam capazes de um gesto altruismo para com uma creança sem que tenham de ser aparentados a Deus...




Mania de porem estas placas...

Encontro no lago...

CANÇÕES ANGLO-SAXÓNICAS

SIMPLY RED - FOR YOUR BABIES


CANÇÕES FRANCESAS

CHARLES AZNAVOUR - FOR ME FORMIDAVEL


CANÇÕES BRASILEIRAS

MARINA LIMA - EU NÃO SEI DANÇAR


CANÇÔES ITALIANAS

ADRIANO CELENTANO - IL TUO BACIO E COME UN ROCK (1959)


CANÇÕES PORTUGUESAS

PEDRO BARROSO - MENINA DOS OLHOS DE ÁGUA


Site Meter