sábado, agosto 09, 2008

Neil Diamond Cracklin Rosie

sexta-feira, agosto 08, 2008

Elvis Presley It's Now Or Never

Elvis Presley Love Me Tender

quinta-feira, agosto 07, 2008


Será o Poder um Fardo ou um Afrodisíaco?




É sempre a mesma coisa, logo que tentam retirar poder a quem o tem, muito ou pouco tanto faz, aí temos a reacção de desagrado, a manifestação de que estão a roubar qualquer coisa que é nosso e de que, se isso acontecer, o mundo vai ficar muito pior.

O novo Estatuto Político Administrativo para a Região dos Açores que foi aprovado por unanimidade pela Assembleia da República e que se encontra para promulgação do Chefe do Estado, impõe-lhe uma diminuição dos seus poderes uma vez que terá de passar a ouvir, para poder dissolver a Assembleia Legislativa dos Açores, para além do Conselho de Estado e os partidos nele representados, o Presidente do Governo Regional e a própria Assembleia Legislativa.

Se isso está certo ou errado, se está ou não de acordo cm a Constituição, é discussão para os especialistas na matéria e comentadores políticos, o que estou a registar são as reacções, quase de pânico, quando os poderes atribuídos a alguém são posteriormente beliscados.

Ah! que o poder é um fardo mas quando se lhe toca, aqui D’el-rei que vem a casa a baixo.

Há uns bons anos atrás aconteceu uma situação idêntica com o Presidente Ramalho Eanes com o mesmo tipo de reacção, e mesmo o desprendido Mário Soares é duvidoso que tenha manifestado uma sincera alegria com a expressão “que lhe tinham aberto a porta da gaiola” quando o então Presidente Eanes o “retirou” dos poderes de Chefe do Governo.

Então, em que ficamos: é fardo ou qualquer outra coisa que se pega à pele do género de uma substância afrodisíaca?

Bertrand Russell, no seu livro “O Poder - Uma Nova Análise Social” afirmava que os principais desejos de um homem eram: o Poder e a Glória.

Na verdade, o Poder tem qualquer coisa de mágico.

Abraham Lincoln descobriu que ele era o grande revelador da alma quando disse: “quase todos os homens são capazes de suportar adversidades mas se quiser por à prova o carácter de um homem dê-lhe o poder”.

Quem é que, tendo trabalhado alguma vez numa empresa ou num Serviço do Estado, não conheceu um colega que sendo uma pessoa pacífica, alegre e bondosa, uma vez promovido a chefe, gerente ou director se transformou de repente em duro e autoritário?

Claro que não tem que ser sempre assim. James Hillman no seu livro, “Os tipos de Poder” afirma que “é possível exercer o poder empresarial de maneira eficaz, psicologicamente curativa e pessoalmente gratificante”.

A respeito do Poder vale a pena transcrever, ainda que de forma resumida, o poema de Fernando Pessoa (Álvaro de Campos), intitulado “Poema em Linha Recta”:

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida.
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana…
Arre, estou farto de semi -deuses!
Onde é que há gente no mundo?”

Henry Kissinger que esteve “casado” com o Poder e portanto sabia do que falava, afirmou que ele era o mais poderoso afrodisíaco e, muito provavelmente, quanto maior for o poder, mais poderosos deverão ser os seus efeitos afrodisíacos da mesma forma que se o poder corrompe o poder absoluto deverá corromper absolutamente.

Para muitos, o poder é a suprema ambição, uma forma perversa de se compararem a um deus qualquer e quando assim é, uma vez fora do poder é como se tivessem sido expulsos do Olimpo e em casos extremos não suportam essa terrível humilhação e suicidam-se.

Mas por que se diz que o poder é afrodisíaco? O que é que liga o sexo ao poder?

Uma vez uma professora, no início do ano lectivo na disciplina de química, perguntou aos alunos se eles sabiam qual era o maior órgão sexual do mundo e depois do inevitável burburinho ela própria respondeu que era o cérebro.

Realmente há um corpo que foi concebido para, entre outras coisas, seduzir mas é no cérebro que se encontra a fonte da sensualidade e falar do cérebro é falar da inteligência e uma das melhores definições para inteligência é a da capacidade para estabelecer relações.

E, chegados aqui, é fácil perceber que os homens do poder (machismos à parte), por razões óbvias, têm uma capacidade superior para estabelecer relações, basta lembrarmo-nos do que se passou entre o presidente Clinton e a Mónica.

Para além de admirar o homem, vamos também admitir que sim, ela admirou o poder que ele tinha na qualidade de Chefe do país mais poderoso do mundo.

O poder é sedutor. Homens e mulheres que talvez passassem despercebidos, sem grande sucesso para chamarem a tenção sobre si, ganham uma legião de admiradores ao exercerem postos de comando. De um momento para o outro, mágica e irresistivelmente tornam-se atraentes para muitas pessoas.

A ilusão e a fantasia opõem-se à lucidez, à consciência crítica e à capacidade para discernir e escolher. É a criança que existe em nós e não cresceu que se embasbaca com aquilo que vem de cima e por isso a infantilização do povo é um instrumento para a sua dominação.

Para muitos políticos o poder ainda guarda resquícios da época medieval e não é plenamente exercido senão tiver do outro lado da linha lindas mulheres a quem eles, na falta de competência específica, oferecem demonstrações do seu poder.

De um destes políticos conta-se aquela história picante de uma sua deslocação para visitar umas obras para o que se fez acompanhar, como era seu hábito, de uma dessas “secretárias” e, furtivamente, escondeu-se com ela num barracão de madeira que, naturalmente, não tinha isolamento acústico.

A dado momento, lisonjeado mas também preocupado com os uivos amorosos da companheira, pediu-lhe: “ Minha querida, fale baixinho”. E ela, a plenos pulmões: Baixinho! Baixinho!

quarta-feira, agosto 06, 2008

Porque sou Ateu?!...

CARL SAGAN - 01- Cosmos -As margens do Oceano Cósmico-Pt3


AS ELEIÇÕES AMERICANAS




A minha convicção é de que as eleições americanas, as mais democráticas e participadas ao longo dos seus 50 Estados se, por um lado, constituem um duro teste para os candidatos, e sobre isso não há qualquer espécie de dúvida, representam-no também, ainda mais, para toda a população dos EUA com capacidade para votar.

Sem desmerecer nas qualidades que, naturalmente, também as tem, o povo americano é muito pouco culto e não revela grande inteligência quando, pela segunda vez, elegeu George Bush para Presidente dos EUA, completamente cego a tudo o que de negativo aconteceu no seu primeiro mandato por mais evidente que isso fosse:

- Recessão económica;
- Desemprego;
- Corte em programas sociais;
- Corte em direitos civis datados do século XVIII;
- Completo desfasamento com os interesses do meio ambiente;
- Gigantesco rombo fiscal, o maior da história do país;

No campo externo o panorama não era melhor:

- Tentativa de coagir o mundo a invadir o Iraque usando argumentos falsos e ameaças o que colocou o país numa situação de grande isolamento;

- A guerra contra a Al-Qaeda se não estava perdida estava pior, fruto de uma diplomacia unilateral que enfraqueceu amigos e fortaleceu inimigos proporcionando àquela organização terrorista não só a sua ramificação como também como lhe permitiu alcançar uma projecção mundial que nunca conseguira anteriormente;
- O Iraque, que antes da invasão, tinha uma posição irrelevante na relação EUA/ Al-Qaeda, foi transformado numa inesgotável fonte de novos combatentes para a Organização e num óptimo campo de treino para os seus combatentes onde os “exercícios” são ataques aos soldados americanos;

- A decisão de torturar os prisioneiros de Guantânamo sob o argumento de que estavam fora da Convenção de Genebra colocou os EUA ao nível de um país de bandidos;

- A corrupção e os crimes resultantes da entrega de contratos à Halliburton, empresa ligada ao Vice-Presidente Cheney, para além da perseguição a opositores políticos.

Pois, não obstante tudo isto, o povo americano reelegeu George Bush contra a evidência dos factos e contra a razão.

A mesma razão que foi tão exaltada pela corrente filosófica do pensamento Iluminista que impregnou aquele país no seu nascimento e que pelo primado da razão deveria ter conduzido os homens à escolha dos melhores caminhos para si próprios e para os seus semelhantes, numa sociedade onde todos tivessem voz e as regras fossem claras e pré estabelecidas.

Mas na prática, este modelo Iluminista foi traído por dois factores:

- O primeiro é a imprensa, verdadeiro quarto poder que se intrometeu sem a legitimidade e a responsabilidade de uma instituição do Estado, um poder que é conivente com interesses e movido a dinheiro, uma imprensa que censurou as imagens mais chocantes da guerra e nega-se a mostrar ao povo americano a verdadeira face do desprezo que o seu país despertou no mundo.

- O segundo e principal factor é a submissão da razão a outros factores mais básicos e obscuros da mente humana porque, no fundo, não é a razão dos iluministas que comanda o homem mas antes impulsos mais profundos e primitivos como o medo e o ódio que podem fazer desaparecer a razão com a facilidade de um estalar de dedos e por isso, Bush, na sua campanha, utilizou apenas dois argumentos:

- “11 de Setembro”

-“Eu sou um líder forte”

- O 11 de Setembro despertou o medo e a ferida no orgulho narcisista de um povo de cidadãos acostumados a verem-se a si próprios com intocáveis, sentimentos ainda mais insuportáveis porque dentro de peitos presunçosos precisavam de ser exorcizados sob a forma de ódio e aqui entrou o segundo argumento;

-“Eu sou um líder forte” e vocês não precisam de carregar no vosso peito esse fardo de ódio que estão sentindo, esqueçam as frustrações porque nós vamos lá e damos cabo deles pouco importando que sejam terroristas sauditas ou crianças iraquianas…

Bush foi o alívio, o produto da incontinência, da imaturidade, da irresponsabilidade de todos aqueles que o elegeram e agora... Como será?

- A estratégia está montada, as forças retrógradas, conservadoras e fundamentalistas de índole religiosas afectas ao partido republicano preparam-se para transformar as eleições num referendo a Obama, mais uma vez explorando os instintos mais profundos, primitivos e irracionais:
- de que o candidato é jovem, 47 anos de idade contra 42 de Roosevelt, 43 de Kennedy e 45 de Bill Clinton;
- inexperiente, como se fosse possivel ter experiencia da função de Presidente sem ter sido eleito para o cargo a primrira vez?
- e, sendo negro e talvez, quem sabe, até já tenha sido muçulmano, não poderá receber o voto dos americanos…

Ao encontro dos seus interesses, as grandes companhias petrolíferas já deram mais de 2 milhões de dólares à campanha de McCain que, por sua vez, quer cortar os seus impostos em 4 milhões.

A favor de Obama o grande apoio da população jovem, mais descomprometida, menos corrompida e sensível aos argumentos de mudança e de esperança num país e num mundo mais justo, solidário e dialogante.

Mas não só os jovens, também as mulheres e as minorias estão a reforçar a actual posição de Obama na disputa pela Presidência dos EUA.

Segundo os dados divulgados na última 3ª feira, dia 5, pela Associated Press-Ipsos, Obama retomou os 6 pontos de vantagem sobre o seu adversário.

Esta sondagem revela ainda que a liderança entre as mulheres é de 13 pontos, entre os eleitores com menos de 34 anos, de 30 pontos e entre os negros, os hispânicos e outras minorias é de 55 pontos.

McCain leva 10 pontos de vantagem entre os brancos e empata com Obama na preferência dos homens, grupo que tradicionalmente dá vantagem aos republicanos nas eleições presidenciais.

Numa outra sondagem feita pela Liftime Network, só para mulheres, Obama é o favorito para49% e McCain 38%.

As mulheres brancas favorecem McCain, 47 para 38% mas 89% das negras e 62% das hispânicas votam em Obama.

Questionadas sobre com quem queriam ir de férias 49% das entrevistadas preferiram a família Obama, 26% os McCain e 18% optaram por nenhuma das opções.

Espera-se que mais votos femininos venham a cair para o candidato democrata com a entrada em campanha de Hillary que confirmou que participará no próximo dia 8 na campanha de Obama no Nevada e em Agosto na Florida, na comemoração 88º aniversário do direito da mulher ao voto.

Como curiosidade, diga-se que a palavra mais frequente no blog de McCain é…Obama e sem surpresa nenhuma as pessoas de mais baixos rendimentos preferem Obama.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Barack Obama


Toda a acção pressupõe um estado de espírito e quando um político se candidata ao governo do país militarmente mais poderoso do mundo é muito importante conhecer qual o estado de espírito que o move, aquele que está subjacente à acção futura.

Conhecer isso é saber o que está dentro desse homem, descobrir o seu carácter, as suas verdadeiras preocupações e como não podemos antecipar o futuro, depois de revelado o seu passado de vida, resta-nos ouvir as suas palavras olhando-o no rosto porque essa é a forma genuína, primeira, que o homem desenvolveu para falar com os outros homens.

Se ele, para além de revelar esse estado de espírito, conseguir envolver a maioria do povo desse país numa enorme onda de esperança, num projecto de vida mais justo, tolerante e responsável, então vale apena deixarmos o cepticismo e embarcar nessa onda porque neste mundo tão conturbado senão for a esperança no homem, o que nos resta?

Ouçamos, então Barack Obama, numa abordagem sobre o tema da religião, que nas circunstâncias específicas do discurso de um político candidato à presidência dos EUA, constitui uma notável e inteligente peça de oratória, mesmo sabendo que não é a nós que nos cabe escolher:

Barack Obama - Iess we Can

Barack Obama fala sobre religião

Neil Diamond Sweet Caroline


Ao Calor de Uma Fogueira


O controle do fogo, oriundo dos céus, foi a primeira grande inovação técnica do homem há cerca de 550.000 anos, tão importante que a evolução da nossa espécie não teria sido possível sem esse enorme avanço que lhe abriu as portas do futuro e lhe permitiu acreditar nas suas capacidades.

Sem o fogo, as noites dos nossos antepassados teriam continuado a ser de pesadelo, à mercê das feras, primeiro empoleirados nas árvores, mais tarde protegidos por arbustos espinhosos, saliências rochosas e muito dificilmente em grutas escuras e frias.

Por esta altura éramos muito poucos, algumas centenas de milhar de indivíduos em todo o mundo, extraordinariamente dispersos e com uma duração média de vida que não ultrapassaria os 20 ou 25 anos.

À volta de uma fogueira a vida social estruturou-se, os laços familiares estreitaram-se e o que seria o dia de amanhã ganhou mais consistência.

Domesticar o fogo terá sido, com certeza, um objectivo perseguido com grande determinação, muitas frustrações, dissabores e acidentes diversos à mistura.

Qualquer um de nós que tenha um fogão de sala deveria ter um pensamento para esses nossos antepassados quando, nas noites de Inverno, acende a lareira recorrendo, com toda a facilidade, às acendalhas que comprou no supermercado e, mesmo hoje, no conforto das nossas casas, é sentido como o crepitar das chamas da fogueira nos transmite bem-estar, tranquilidade, paz e intimidade.

Os restos mais antigos do que poderia ser uma lareira foram descobertos na gruta da Escale, em França, datados de há 750.000 anos, mas vestígios de lareiras realmente estruturados que sem qualquer espécie de restrições podem ser atribuídos ao homem, só a partir de há 500.000 anos na Europa ou ainda na Ásia e mais tarde nas regiões tropicais de África onde o frio causava menos problemas.

O homem que primeiro utilizou o fogo nós o denominamos de Herectus e essa utilização foi, certamente, muito anterior à descoberta da técnica para o produzir.

Primeiramente, ele seria simplesmente apanhado durante um acidente natural, um raio ou um vulcão e depois transportado, mantido e vigiado e não admira nada que se tivessem registado confrontos violentos entre quem o tinha para o defender de quem procurava roubá-lo.

Estas lareiras são caracterizadas pela presença de uma camada de cinzas, muitas vezes circunscrita por um muro baixo de pedras onde se encontraram fragmentos de ossos queimados que revelam que os nossos antepassados aprenderam a utilizar o fogo não só para se iluminarem, aquecer e defender das feras, como também para confeccionar os alimentos.

O domínio da técnica do fogo com consequências decisivas no processo evolutivo da nossa espécie é contemporâneo do aumento evidente do volume do cérebro que, por sua vez, acompanhou a evolução constante das técnicas utilizadas na confecção dos utensílios de pedra cada vez mais numerosos, eficazes e também mais elegantes, facto que pode traduzir um desejo novo de procura estética com uma nova cultura que se sobrepõe à simples técnica.

Aprender a fazer fogo resultou da observação ao perceberem que ele aumentava pelo aquecimento de galhos ou folhas secas o que lhes permitiu concluir que a chama poderia ser iniciada com temperaturas elevadas.

Desta forma, descobriram que o atrito entre dois paus de madeira aumentava a temperatura e produzia a chama que depois poderia ser activada com a ajuda de pequeninas palhas secas e um ligeiro sopro.


Mas eles observaram também que o choque entre duas pedras produzia faíscas e que se colocassem galhos ou folhas secas junto dessas faíscas conseguiam obter fogo.

Esta técnica veio até aos nossos dias com os isqueiros de pederneira de que ainda me lembro muito bem nas mãos dos velhos fumadores na aldeia dos meus avós.

Os nossos antepassados tinham tendência para adorarem tudo de que dependiam as suas vidas e o fogo, pela sua importância, era considerado sagrado e tributavam-lhe danças em sua homenagem.

Mais tarde, ao longo da história, os homens viriam a dançar por muitas outras coisas… mas a primeira dança, a que abriu caminho a todas as outras foi, sem dúvida, a do fogo considerado símbolo divino da vida.

Foram muitas as alterações que o domínio do fogo e principalmente a sua utilização na confecção dos alimentos trouxe para a evolução da nossa espécie:

- Ao deixar de comer carne crua sofreu mudanças ao nível dos maxilares e dos dentes, da forma do rosto e do aparelho digestivo que, por sua vez, provocaram alterações no aparelho vocal e o homem que era Herectus passou a ser Sapiens Sapiens;

- As cavernas passaram a ser iluminadas e podiam aquecer-se nas noites frias tornando a vida mais fácil e agradável;

- O fogo facilitou a vida em grupo e melhorou as relações de convivência das primeiras comunidades;

- Como conviviam mais passaram da fase dos gestos à fase da comunicação através de sons articulados e de palavras desenvolvendo a própria linguagem;

- Os instrumentos utilizados na caça e na pesca foram aperfeiçoados, começou a trabalhar a pontas das setas, endireitou as armas de arremesso, fabricou instrumentos para a guerra e começou a caçar mais e variados animais;

-Defendeu-se melhor das feras que os cercava diminuindo a mortalidade precoce e aumentando, por conseguinte, os níveis populacionais;

- Melhor alimentado, o organismo tornou-se mais forte no combate às doenças e por isso viveu mais anos.

Não mais qualquer outra técnica foi tão decisiva para o destino da humanidade como aquela que nos permitiu produzir e controlar o fogo porque, sem ela, pelo menos esta humanidade não existiria.

Há 10.000 anos atrás aconteceu a maior revolução da nossa história mas então a nossa espécie já se tinha afirmado como fiável… por obra e graça de uma simples fogueira.

Site Meter