sábado, setembro 24, 2011

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CIBELI GERLACH - BANDOLEIRO
Uma grande voz e uma canção poderosa.

Estamos a viver uma situação em que o Direito a Sonhar tem que ser recuperado. Ouçam Galeano de espírito aberto... é importante!

TEOREMA DE PITÁGORAS

Pitágoras estava com um problema que não conseguia resolver. Além disso, não parava em casa e a mulher dele, Enusa, aproveitava-se da situação e andava metida com quatro cadetes do quartel ao lado.


Um dia, Pitágoras, cansado, voltou mais cedo para casa e apanhou-a em flagrante e matou os cinco quando faziam uma orgia.

Na hora de enterrar os safados, em consideração à esposa, dividiu o cemitério ao meio e de um lado enterrou-a a ela. O outro lado dividiu-o em quatro partes e enterrou um cadete em cada um deles.

Subiu à montanha que havia ao lado, para meditar e, olhando de cima para o cemitério, achou a solução do seu problema.

Era óbvio:

Num triângulo rectângulo o quadrado dos cadetes era igual ao quadrado da Puta Enusa.

Ora, se me tivessem ensinado assim, eu nunca teria esquecido...

TEREZA
BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA


Episódio Nº 214



Os homens já não invejarão o doutor, velho felizardo! As mulheres deixarão de criticar a amásia, felizarda moleca! Já não serão vistos na rua, afrontando a moral, passo tranquilo, riso solto, os felizardos!

Para tristeza das xeretas, encerra-se o debate aberto com o fim de indicar qual dos graúdos das fábricas, das usinas, das fazendas, assumirá o posto vago na cama de Tereza quando o doutor se fartar.

Não temas, Emiliano. Não me transformei numa senhora como desejavas, talvez por não tê-lo conseguido, talvez por não querer. Que serventia possui uma senhora? Prefiro ser mulher direita, de palavra. Embora até hoje tenha sido apenas escrava, mulher-dama, amásia, nada temas: esses ricaços daqui, jamais, Emiliano! Nenhum deles tocará sequer a barra do meu vestido, teu orgulho também é minha herança. Antes a pensão de putas.

Os teus não tardarão a chegar, já saíram do baile, correm na estrada, vêm buscar o prócer. Também nossa festa acabou, breve tempo de uma rosa nascer e se finar. Acabou-se Estância, Emiliano, vamo-nos embora.

Vêm-te buscar, levarão teu cadáver. Eu levarei em minhas entranhas tua vida e tua morte.

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Na quinta-feira, o doutor chegou no meio da tarde. Ao ouvir a busina do automóvel, Tereza vem correndo do fundo do pomar, os braços estendidos, o rosto iluminado pelo contentamento.

Assim, quase uma figura de lenda, surgindo de um bosque mitológico, mulher e pássaro. Emiliano a viu atravessando o jardim, nos olhos o brilho de carvão aceso, na boca o riso de água corrente, transbordante de amor; vê-la já lhe aquietou o sombrio coração.

Tereza constata na face do amante os traços de fadiga expostos, apesar do esforço para escondê-los. Beija-o na face, no bigode, na testa, nos olhos, no rosto todo, a limpá-lo da estafa, do enfado, da tristeza. Aqui não cabem o pesadelo, os termos inglórios do combate, a solidão, meu bem-amado.

Ao transpor o portão do jardim é como se ele arribasse ao porto mágico de um mundo inventado onde só a paz, a beleza e o prazer existem. Ali a vida o espera no riso, nos olhos, nos braços de Tereza Batista.

Namorando, entram casa adentro, enquanto o chofer, ajudado por Lula, desembarca maleta, pasta, pacotes, mantimentos, a pequena bicicleta encomendada por Tereza para Lazinho, cujo aniversário se aproxima. Sentam-se na beira da cama para o beijo de boas-vindas, demorado e repetido.

- Vim directo de Bahia, não passei na usina, com as chuvas as estradas estão uma porcaria – diz ele para explicar o cansaço visível, mas não engana Tereza.

Antes o doutor nunca vinha directamente da Bahia, parando sempre na usina ou em Aracaju para fiscalizar o trabalho, estar com os parentes. Desde que o genro assumira a gerência da sucursal do Banco, só de raro em raro vai a Aracaju, quando mais devia ir para ver a filha, a predilecta. (clik na imagem)


INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À 17ª ENTREVISTA SOBRE O TEMA:
“PERDIDO NO TEMPLO”



Maioridade No tempo de Jesus, a partir da idade de treze anos, os meninos devem começar a cumprir a obrigação de irem em peregrinação a Jerusalém para a festa da Páscoa. Mas era costume dos israelitas do interior levá-los a partir dos 12 anos para eles se acostumarem ao cumprimento do preceito de que seriam forçados a partir do ano seguinte.
A participação no feriado da Páscoa com todo o povo era uma forma de consagrar a maioridade dos meninos. A partir daí, começavam realmente a serem um israelita, no sentido de que ser israelita era sinónimo de "aquele que vai a Jerusalém".
O Templo de Jerusalém
Quando Jesus foi a Jerusalém pela primeira vez ainda se estava a terminar a reconstrução do Templo, obra iniciada pelo rei Herodes, o Grande, cerca de vinte anos atrás. Na sua construção utilizaram-se materiais preciosos tais como: mármore amarelo, preto e branco, pedras talhadas artisticamente por grandes escultores, madeiras de cedro trazidas do Líbano para fazerem painéis trabalhados e metais preciosos: ouro, prata e bronze.
Por qualquer parte que se entrasse no Templo passava-se por um portão revestido com ouro e prata. Nos átrios ou pátios em torno do edifício havia candelabros de ouro de grande porte. A maior riqueza, porém, era no santuário, o centro do Templo. A fachada era de mármore branco e foi coberto com placas de ouro da espessura de uma moeda de denário. Um jovem camponês ficaria tonto e confuso com tantas riquezas e luxos inimagináveis na sua aldeia.

sexta-feira, setembro 23, 2011

TEREZA

BATISTA

CANSADA

DE

GUERRA




Episódio Nº 213



Sei de tudo mesmo quando me calo e finjo não saber. Também Tereza fingiu nada saber, se bem no decorrer dos últimos meses, comadres, criados, amigos, deixassem escapar referências a factos desagradáveis, escandalosos.


Padre Vinícius, de volta da usina, onde fora celebrar, falara em solidão. Dezenas de convidados da Bahia e de Aracaju, festança como hoje já não se faz em parte alguma a não ser na Usina Cajazeiras.


O doutor presente, não dava o braço a torcer, gentil com todos, dono de casa sem igual.Mas a festa se transformara nesses anos, não era mais aquela de outrora, festa de roça com missa, baptizados, casamentos, comilança, os meninos subindo em pau de sebo, apostando corridas de saco, música de sanfona e violão, fandango em casa de Raimundo Alicate. O fandango agora era na casa-grande, que fandango! Comandado pelos filhos e sobrinhos do doutor, coisa de loucos. Enquanto o baile pegava fogo, o padre viu Emiliano Guedes sair andando sozinho pelo campo em direcção à estrebaria, onde o cavalo negro relinchou alegre ao reconhecer o dono.


Fazia-se Tereza festiva e brincalhona, ainda mais terna e devotada, mais ardente se possível, para lhe restituir um pouco de paz e de alegria, da paz e alegria que o doutor lhe dera com perdulária fartura durante esses seis anos.Para as comadres, mulherzinha, amásia de homem velho, rico e casado. Para o doutor, uma senhora moldada por ele próprio nas horas de ócio.


Tereza não se sente nem uma coisa nem outra, apenas mulher adulta e apaixonada.O doutor dormia tarde e acordava cedo. Os corpos húmidos, por fim entregues ao cansaço após o longo e doce embate, só então ele se rendia ao sono, a mão largada sobre o corpo dela.Ultimamente, porém, Emiliano cerrava os olhos mas permanecia sem dormir noite afora.


Logo Tereza deu-se conta. Pondo a cabeça do amante contra os seios, cantava em surdina velhas cantigas de ninar, única recordação da mãe perdida no desastre da marineti. Para chamar o sono e apaziguar o coração do amante.
Dorme, meu amor, teu sono sossegado.


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Através das venezianas uma réstia de luz penetra no quarto, pousa na face do morto. Doutor Amarílio surge à porta, nervoso, percorre o aposento com o olhar, Tereza continua na mesma posição. - Eles não devem tardar… - murmura o médico.Tereza nem parece ter ouvido, rígida na cadeira, os olhos enxutos, opacos. Sem fazer barulho, o médico se retira lentamente.


Deseja que tudo termine quanto antes.Aproxima-se a hora, Emiliano, quando nos iremos os dois de Estância, para sempre. Igual a esta não existe no mundo outra cidade, assim acolhedora e bela. Manhãs na água do rio, remanso e correnteza, crepúsculos de sobradões antigos, as mãos dadas nos caminhos, perfumadas noites de jasmim e lua, ai, Emiliano, nunca mais. (clik na imagem)

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Espreitar a cidade de Lisboa através de uma ameia do castelo sobranceiro de São Jorge, santo padroeiro dos cavaleiros e das cruzadas.


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A beleza dos Mal-Me-Queres e a atracção das Papoilas


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Apesar das notícias serem de "fugir" não dispenso o jornal... pelo menos posso matar moscas sem causar prejuizo.

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Um septuagenário veste o casaco preparando-se para sair de Casa.
A mulher, sentada em frente à televisão, pergunta-lhe:
-Onde é que vais?
-Vou ao médico - responde ele.
-Porquê? Estás doente?
-Não. Vou ver se ele me receita Viagra.
A mulher, levanta-se da cadeira de baloiço e vai também buscar o casaco. Ele pergunta-lhe:
- E tu onde é que vais?
- Vou também ao médico.
- Porquê?
- Se vais começar a usar uma coisa enferrujada, acho melhor ir vacinar-me contra o tétano...

HISTÓRIAS



DE HODJA


Um dos filhos de Hodja trabalhava numa horta e o outro fazia potes de cerâmica e jarros de barro.

Hodja perguntou ao primeiro filho o que é que ele estava a fazer e o filho respondeu:

- “Este ano estou por tudo, plantei todos os tipos de vegetais possíveis. Se houver chuva suficiente, muito bem mas se não chover a mãe vai chorar.”

Hodja foi ver o outro filho e perguntou-lhe como estava e o segundo respondeu:

- “Este ano misturei muito barro com água. Se não houver chuva, vai tudo correr bem mas se chover a mãe irá chorar por minha causa.”

Quando voltou para casa a sua mulher perguntou-lhe como estavam os meninos e ele respondeu.

- “Não sei como as crianças estão mas, quer chova quer não chova, vais chorar muito.”

INFORMAÇÕES ADICIONAIS


À 17ª ENTREVISTA SOBRE O TEMA:

“PERDIDO NO TEMPLO” (1)




A Lendária "Vida Oculta".


Como da infância de Jesus pouco se sabe e da sua juventude nada se sabe, têm sido chamados a esses anos "anos de vida oculta", dando a entender que ele se estava preparando, treinando para a grande missão que teria mais tarde.

O tom de "mistério" para caracterizar o que tinha sido uma vida perfeitamente normal de um quotidiano rural, sem nada de grande ou de especial, tem dado lugar a especulações novelescas.

Em 1976 apareceu o livro "Jesus viveu e morreu em Caxemira", que foi apresentado com um verniz de historicidade e logo traduzido para várias línguas europeias. Nesse livro, o autor, Andreas Faber-Kaiser, argumenta como um dado "histórico" que Jesus não morreu na cruz e, curado de seus ferimentos, fugiu com sua mãe, Maria, nada menos que para Caxemira, no norte da Índia. Teria escolhido este lugar tão longe de casa porque antes teria ali passado a sua juventude, a tal "vida oculta". Em Caxemira haveria de morrer de velhice.

Esta fábula sobre a vida oculta de Jesus, e também sobre os anos conhecidos da sua vida, atingiu o clímax no "Cavalo de Tróia", série de nove livros do espanhol Juan José Benitez, relatos de ficção tomadas pelos leitores incautos como história.

quinta-feira, setembro 22, 2011

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(A Beleza dos Mal-Me - Queres, Bem-Me -Queres)



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Curioso, muito curioso...

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O ESPÍRITA ESPIRITUOSO

Um evangélico, um católico e um espírita chegam ao Céu todos ao mesmo tempo e Deus pergunta a cada um deles o que mais deseja:

- O católico: Quero que acabe com estes evangélicos barulhentos e chatos, já não agüento mais tanta gritaria!

- O Evangélico: Deus! Acabe com estes católicos arrogantes e idólatras que só sabem ficar rezando o terço!

- O Espírita estava lá quietinho e então Deus pergunta-lhe o seu desejo:

- Ah, Deus, sou espírita, não busco nada para mim, só penso no bem-estar do próximo. Se o Senhor atender a estes dois irmãozinhos já estarei satisfeito!!!

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TEREZA

BATISTA

CANSADA

DE

GUERRA


Episódio Nº 212



- Quer dizer, Favo de Mel que é você que dita a moda em Estância… – Emiliano ria o largo riso brincalhão ouvindo detalhes das repetidas visitas da alta-costura local na pessoa de Fausta Larreta, dedal de ouro, sina adversa: sucessivas falências e enfermidades crónicas na família a viver às suas custas, noivados desfeitos, permanente agonia: a minha vida é um romance, um romance não, um folhetim de amor e falsidade.

No baile de Ano Novo, havia cinco vestidos copiados dos meus… Sem falar na roupa de baixo, até de calçolas querem tirar molde. Quem dita a moda não sou eu, é o senhor, meu costureiro.

Mostrava-lhe a estampa recebida de dona Clemência, as indulgências plenárias concedidas pelo Papa a quem rezasse a oração de santa adolescente e virginal, sua xará:

- Estou limpa de todos os pecados, não vou mais lhe permitir tocar em mim; tire a mão daí seu pecador – Ao ameaçá-lo com a castidade eterna, oferecia-lhe os lábios para o beijo.

Tudo para fazê-lo rir o largo riso cálido e bom como um cálice de vinho do Porto. Ultimamente ele ria menos, perdido em longos, pesados silêncios. Jamais tivera, no entanto, tão afectuoso e terno para com Tereza, amiudando as vindas a Estância, ampliando o tempo de permanência. Na cama, na rede a possui-la, no colo da amiga repousando.

Velhas comadres tentaram aproximar-se, meter-se portas adentro no chalé, fuçando intrigas, transmitindo os rumores da cidade, mas Tereza, delicada se possível, firme sempre, lhes fechou as portas na cara, não sendo as fuxiqueiras nem do seu agrado nem do agrado do doutor.

Irada, expulsou uma delas poucos dias antes de tudo se acabar. A pretexto de discorrer da quermesse do domingo próximo, tendo pedido e obtido uma prenda para o leilão em benefício das obras do Asilo dos Velhos, em lugar de despedir-se, a bisbilhoteira iniciara picante relato de escândalos.

A princípio desatenta, pensando na maneira de despachar a maldizente sem a ofender, Teresa não tomou de imediato conhecimento do assunto em causa.

- Já lhe contaram, não? É um horror, em Aracaju ninguém fala de outra coisa, parece que ela tem fogo no rabo, não pode ver homem… E o marido…

- Ela, quem? – Tereza punha-se de pé.

- Ora, quem… A filha do doutor, a tal de Apa…

- Cale a boca e saia!

- Eu? Está-me mandando embora? Olhe a ousada… Sujeita de vida irregular, ajuntada com um homem casado, mulherzinha…

- Puxe daqui para fora! Depressa.

Ao ver os olhos de Tereza, a xereta azulou. Tereza ficava sabendo sem querer saber. Não pelo doutor, de sua boca não saía uma palavra, apenas os inusitados silêncios, o riso a tornar-se escasso e breve em homem de riso largo e fácil. (clik na imagem)

HISTÓRIAS DE HODJA


Numa reunião, um homem solta um pum e para disfarçar o barulho arrasta o pé no chão.

Diz o Hodja: - “Muito bem, o barulho até está parecido, mas o cheiro… o que é que fazes com o cheiro?...


Nota: A minha neta de 5 anos é fã das histórias do Hodja embora não compreenda ainda o alcance de muitas delas, mas aquele velhinho simpático, de olhos vivos, turbante, barbas brancas e ar meio trocista cativou-a. Senta-se na minha secretária de pernas cruzadas e diz-me: - “Avô, conta-me as histórias do Hodja”.
Esta, é a sua preferida. Há dias, em estilo de representação, resolveu contá-la às colegas que a visitaram no dia dos seus anos.

17ª ENTREVISTA FICCIONADA COM JESUS

NA SUA 2ª VINDA À TERRA SOBRE O TEMA:

“PERDIDO NO TEMPLO”



RAQUEL – Estamos nas ruas de Nazaré com Jesus Cristo, cobrindo a sua segunda vinda à terra. Para a entrevista de hoje, o nosso público pediu-nos que indagássemos sobre os anos de sua vida oculta…

JESUS - Mas eu nunca andei escondido em nenhum lugar, nunca estive oculto… a Galileia era um canto distante onde todas as pessoas se conheciam…

RAQUEL - Eu acho que o público se refere aos seus anos passados na Índia ...

JESUS - Na Índia?

RAQUEL Sim, alguns dizem que o senhor, ainda em jovem, foi para Caxemira e aí se formou como professor de Ciências Orientais...

JESUS – Essa, sim, é que é muito boa… Olha, Raquel, eu fui apenas uma vez à fronteira norte, a Tiro e Sidon… em jovem, o mais longe onde fui, foi a Jerusalém, a sul, para celebrar a Páscoa…

RAQUEL – Teria sido a sua primeira viagem aos doze anos, quando se perdeu no Templo.

JESUS - Sim, dessa vez fui vítima da minha curiosidade... é que para um menino da Galileia como eu, ver Jerusalém pela primeira vez… como explicar isto?... Uma cidade tão grande e com muitas casas... e o Templo!

RAQUEL - O Templo de Jerusalém, era uma das maravilhas do mundo antigo.

JESUS - Quando vi aquela maravilha fugi dos meus pais, corri para a esplanada e me perdi deles. Havia grupos de crianças ouvindo velhos a contar histórias e eu me meti num desses grupos a ver o que aprendia… Ainda me lembro.

RAQUEL - Eu também recordo.

JESUS - Como te podes recordar tu, Raquel?

RAQUEL – Não está a falar daquela história muito conhecida em que o senhor, sendo menino, discutiu em pé de igualdade com os doutores da Lei?

JESUS - De igual para igual, não. Eu escutei e fiz algumas perguntas…

RAQUEL - Essa história famosa levou muitos a considerá-lo uma criança prodígio, um génio, um índigo (crianças que ao nascerem trazem características que as diferenciam das outras normais, tais como intuição, imaginação…).

JESUS - Não, nenhum prodígio, Raquel. O que eu tinha era curiosidade. Nessa idade, aos doze anos, queremos saber tudo.

RAQUEL - E nessa idade o senhor já sabia qual iria ser o seu destino, já estava ciente do que o esperava.

JESUS - Naquele dia o que me esperava era um tremendo raspanete... Naquele tumulto, os meus pais levaram muito tempo para me encontrarem e quando me encontraram… ouvi uma repreensão que durou até à Nazaré!

RAQUEL - Deixe-me insistir, Jesus Cristo, e pedir-lhe que não fuja à pergunta. Nessa idade o senhor já sabia.

JESUS - Sabia o quê?

RAQUEL - A missão divina para a qual tinha vindo a este mundo. O senhor era humano, mas também tinha uma consciência divina. O senhor sabia.

JESUS - Eu sabia o que eu sabem os meninos naquela idade.

RAQUEL - Mas estava já escrito nos livros sagrados tudo o que o senhor faria. Portanto, o senhor já sabia.

JESUS - Tudo o que eu sabia...? Eu não sabia nada, Rachel, o que haveria eu de saber?

RAQUEL - Mas em sua consciência…

JESUS - Ouve, Raquel. Deus dá a cada um de nós um livro com todas as páginas em branco no qual vamos escrevendo, uns melhores do que outros… Nessa primeira viagem a Jerusalém, eu só tinha ainda escrito as primeiras doze páginas da minha a vida, as restantes estavam em branco.

RAQUEL - Satisfeito o nosso público? Acho que não. Eu suspeito que neste ponto das nossas entrevistas temos mais perguntas do que respostas.

Por isso lhes prometemos mais entrevistas com Jesus Cristo.


Emissoras Latinas, Raquel Perez.

quarta-feira, setembro 21, 2011

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Pegadinha da Lotaria...



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HUMOR CUBANO


Sabes por que é que em Cuba não há piscinas?.......
Por que todos os que sabiam nadar já fugiram para a América!


Um europeu pergunta a um cubano:
- Então, como é que vocês vão em Cuba?
- Olha... não nos podemos queixar.....
- Ah, sim??? Vão andando menos mal, não é verdade?
- Não, não! NÃO NOS PODEMOS QUEIXAR...!!!!!


Um cubano queria fugir da ilha e lembrou-se de aproveitar a partida
do circo de Moscovo que, na altura, se exibia por lá.
Então, disfarçou-se de macaco e meteu-se na jaula dos animais.
Pouco antes da partida de Cuba, aparece o domador e mete os leões na mesma jaula...
O cubano, desesperado e cheio de medo, desata a gritar por socorro e a tentar sair da jaula, quando um dos leões lhe diz:
- Vê se te calas ou ainda lixas a fuga a toda agente!!!!

Fidel morre e vai para o céu. Mas, como o nome dele não
constava das listas, São Pedro mandou-o para o inferno.
Quando chegou ao inferno Satanás foi recebê-lo e disse-lhe:
- Olá Fidel! Já estava à tua espera. Entra que aqui serás tratado como em tua casa!
Fidel responde-lhe:
- Muito obrigado Satanás, mas há um pequeno problema. Ao passar no céu esqueci-me lá das minhas malas...
- Não te preocupes. Eu mando lá dois diabretes para as irem buscar!
Quando os dois diabretes chegam ao céu encontram as portas fechadas. São Pedro estava a almoçar...
- Não faz mal (diz um diabrete ao outro) saltamos os portões, levamos
as malas e não incomodamos ninguém...
Assim fizeram. Mas mal começam a saltar os portões, são vistos por dois anjinhos que por ali passavam.
Então um dos anjinhos comenta com o outro:
- O Fidel nem há 10 minutos está no inferno e já começaram a chegar refugiados...!!!



- Em Cuba, a um autocarro chama-se Aspirina... é um de quatro em quatro horas!

- A um bife chama-se Jesus Cristo... fala-se dele, mas ninguém o vê.

- A um frigorífico chama-se côco... lá dentro só tem água...

Sabes como é que os gatos miam em Cuba??
- Miaaami... Miaaami... Miaaami...

A professora mostra um retrato de Bush aos alunos e pergunta-lhes:
- De quem é este retrato?
Silêncio absoluto.
- Vou ajudar um bocadinho. É por culpa deste senhor que estamos a passar fome...
Aí o menino Joãozinho responde:
- Desculpe professora! Mas sem a farda e a barba não o reconhecemos...

TEREZA

BATISTA

CANSADA

DE

GUERRA


Episódio Nº 211




Levantou-se Tereza para ir ao quarto em busca do vestido. Temendo uma recusa, a costureira nem pediu licença para acompanhá-la, foi-lhe no rasto, a curiosidade explodindo em exclamações quando Tereza abriu as portas dos guarda-roupas antigos. Que coisa! Oh! Deus do Céu! Enxoval assim não há em Estância! Quis ver tudo de perto, tocar as fazendas, examinar os forros e as costuras, ler as etiquetas das lojas da Bahia. Num dos dois armários, alguns ternos de homem; Fausta Larreta desviou os olhos pudicos, retornando aos trajes de Tereza:

- Ah! Esse tailler é uma gracinha. Quando eu contar às minhas freguesas vão desmaiar de inveja…

Enquanto Tereza prepara o embrulho, a excitada costureira despeja o saco. Algumas senhoras mordiam-se de inveja ao ver passar Tereza ao lado do doutor, naqueles luxos e dengues; desatavam a língua de trapo, umas enxeridas.

Outras, porém, dona Leda por exemplo, celebravam-lhe os vestidos e os modos, com simpatia, por achá-la, não apenas linda e elegante, mas igualmente educada e discreta. A própria dona Clemência Nogueira, noventa quilos de carolice e realeza, a elogiara, parece mentira. Numa roda de emproadas senhoras, metidas a muito melindrosas no que respeita à moral pública, manifestara-se alto e bom som sobre a discutida personalidade de Tereza; ela sabe guardar o seu lugar, não força nenhuma porta, acham pouco? Não contente, a ilustre dama, esposa principal da grande fábrica de tecidos, completara, com sabedoria e amplo conhecimento da realidade: em lugar de criticar a rapariga, elas todas deviam-lhe agradecer por se contentar com tão pouco, o banho do rico, os passeios, a companhia do doutor. Sim, porque se ela pedisse aos Guedes para levá-la aos bailes, às cerimónias, para lhe obter postos nas comissões organizadoras das festas de igreja, das solenidades do Natal, do Ano Novo, do mês de Maria, novenas e trezenas, na devoção do Sagrado Coração, na Sociedade das Amigas da Biblioteca, se lhe pedisse para introduzi-la nas casas de família, e ele, com a força de dinheiro, do mando e da paixão de velho, a impusesse, quem seria a primeira figura de Estância? Haveria alguém capaz de se opor a Emiliano Guedes, do Banco Interestadual da Bahia e Sergipe?

Para pegar no bico da chaleira do doutor, não se acotovelavam os notáveis na varanda, no jardim do chalé, inclusivé o padre Vinícius? Se lá não apareciam a todo o dia e a toda a hora, devia-se à reserva do Guedes e da recatada rapariga e não à moralidade dos maridos das nobilíssimas senhoras.

As menos hipócritas chegavam a lastimar os costumes de Estância. Ainda tão monarcos, não permitiam às damas da sociedade manter relações com mulheres amigadas, mancebas de homem casado, Tereza compreende de certo muito bem os motivos das senhoras não a procurarem pessoalmente. Dona Leda, ao enviar Fausta de intermediária, expressava-se de forma categórica:

- Se fosse na Bahia, ia eu mesma, não me importava de me dar com ela. Aqui não pode ser, o atraso não deixa.

Sucederam-se os empréstimos de vestidos, blusas, casaquinhos, camisolas, não só á dona Leda. Também a dona Inês, dona Evelina, a das pintas negras, uma na face, outra no alto da coxa esquerda, dona Roberta, dona Clementina já citada, todas elas fidalgas de escol. Nenhuma delas a cumprimentou jamais na rua, mas dona Leda lhe mandou de presente uma peça de renda de bilros, do Ceará, e dona Clemência lhe fez chegar às mãos pequena estampa colorida de Santa Teresinha do Menino Jesus, delicada atenção, com uma oração impressa no verso e indulgências plenárias. (clik na imagem)

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À 16ª ENTREVISTA SOBRE O TÍTULO:

“JESUS ANALFABETO” (4º e último)





Escrito em Hebraico

Jesus falava em aramaico, e a Torá e as restantes Escrituras foram escritas em hebraico. O alfabeto hebraico tem 22 caracteres e é lido e escrito da direita para a esquerda, ao contrário de como fazemos nas línguas ocidentais. Em hebraico, somente se escrevem as consoante. Nesta entrevista, Jesus refere-se ao dia em que ele leu na sinagoga de Nazaré uma passagem do profeta Isaías (Mateus 13,53-58, Marcos 6,1-6, Lc 4,16-28) que, naturalmente, estaria escrito em hebraico.


Os Essénios e os Manuscritos do Mar Morto

Os essénios eram um grupo religioso que começou a formar-se na Judeia 200 anos antes do nascimento de Jesus. Eles eram muito críticos das práticas religiosas do Templo de Jerusalém e como expressão da sua rejeição, retiraram-se para o deserto para viverem uma espécie de vida monástica comunitária, em Qumran, nas margens do Mar Morto. Ali recebiam jovens como discípulos e uma de suas tarefas era copiar as Escrituras.

Quando, no ano 70 DC, os romanos arrasaram Jerusalém, os essênios fugiram do mosteiro e deixaram enterrados nas cavernas da área onde viviam jarros de barro com os seus manuscritos. Estes pergaminhos, chamados “Manuscritos do Mar Morto", escritos em peles de animais (pergaminho) e um em folha de cobre foram descobertos entre 1947 e 1956. São os manuscritos conhecidos mais antigos de alguns livros do Antigo Testamento. Estão escritos em hebraico, bastantes em aramaico e alguns em grego.

terça-feira, setembro 20, 2011

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A preplexidade das pessoas... apanhadas!



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TEREZA

BATISTA

CANSADA

DE

GUERRA



Episódio Nº 210



Tereza, você agiu como uma senhora. Agora vamos tomar um aperitivo para brindar à musa dos poetas de Estância, ao meu Favo-de-Mel.

Uma senhora? Logo no começo da amigação, ele dissera: quero-lhe ver uma senhora, só não será se não quiser. Um desafio, ela tomou o pião na unha.

Não sabia direito como fosse uma senhora. Certamente dona Brígida, viúva de médico e político, fora nos tempos do marido senhora de muita representação. Mas quando Tereza a conhecera e com ela tratara mais parecia doida mansa, de miolo mole. Em noite de cachaça, Gabi vangloriava-se de haver sido a senhora Gabina Castro, esposa de um sapateiro, antes de ser Gabi do padre e acabar dona de bordel. Jamais senhora fina, com certeza.

As senhoras de Estância, só de longe as conhece, de enxergá-las nas janelas a lhe espiarem o passo e os trajes. Os maridos de algumas delas, magistrados, autoridades, frequentam-lhe a casa em visita ao doutor, de cortesia e adulação. Nas relações de Tereza, gente pobre da vizinhança, não se encontram senhoras, apenas mulheres labutando para criar os filhos com o ganho parco dos seus homens. Ainda assim, certos laços se estabeleceram entre Tereza e as senhoras de Estância.

Estando o doutor ausente, Tereza recebeu, determinada manhã, a visita de Fausta Larreta, costureira afamada e cara:

- Me desculpe o incómodo, mas venho da parte de dona Leda, a senhora do doutor Gervásio, fiscal do consumo.

Doutor Gervásio, magricela e polido, por mais de uma vez visitara Emiliano; a esposa, Tereza a vira numa loja escolhendo tecidos. Moça bonita, bem feita de corpo, petulante, uma fidalga, a fazer pouco das fazendas expostas:

- Não achei nada a meu gosto, seu Gastão. Precisa melhorar o sortimento.

Falando para o comerciante, o olho em Tereza, a observá-la. Ao retirar-se até outra, seu Gastão, não deixe de mandar buscar na Bahia o crepe da China estampado, da porta dona Leda sorriu para Tereza. Tão inesperado sorriso pegou Tereza desprevenida.

A costureira sentou-se, conversaram na sala de jantar:

- Dona Leda me mandou aqui para lhe pedir um favor: ela queria emprestado seu vestido bege e verde com bolsos grandes, pespontados, sabe qual é?

- Sei, sim.

- É para tirar o molde, ela acha esse vestido um xispeteó, eu também. Aliás, todos os seus vestidos são um estouro. Me disseram que sua roupa vem toda de Paris, até a de baixo, é verdade?

Tereza pôs-se a rir. O doutor comprava-lhe as roupas nas casas de modas da Bahia, tinha gosto na escolha e prazer em vê-la trajada a capricho, não só quando saíam a passeio mas também dentro de casa. Trapos para todas as horas e ocasiões, a última moda, trazidos a cada viagem, os armários repletos; sem dúvida para compensá-la da vida carente de diversões. De Paris? Assim dizem, fala-se tanta coisa numa cidade pequena como estância, nem imagina! (clik na imagem)

HODJA


As histórias e anedotas de Hodja representam soluções que a imaginação colectiva dos turcos foi utilizando para resolver muitos problemas complexos do quotidiano. Como tal, desafiam qualquer tentativa de indexação ou de classificação em função deste ou daquele critério.

Na realidade, a moral e as idéias que ressaltam das suas histórias tornaram-se provérbios ou dizeres do povo e nos livros já publicados podemos encontrar entre 200 a 350 histórias e anedotas.

O povo turco, e porque não o português, aprendeu com ele que nos problemas sociais insolúveis ou intratáveis o melhor era abordá-los com humor. Muitas das histórias que a minha avó me contava em pequenino eram, sem ela saber, histórias do Hodja que romperam as fronteiras e na boca de marinheiros e comerciantes “invadiram” a europa.

Ressalta das histórias que já leram aqui, no Memórias Futuras, o espírito de um homem intelectualmente livre, democrata, profundamente crítico que moldou os turcos como um povo orgulhoso.

As suas histórias têm uma utilidade social, defendem a pluralidade das opiniões e contribuem para o equilíbrio da sociedade em vez da desordem e do caos. Ainda hoje, as pessoas da cidade onde Hodja nasceu, Sivrihisar, são famosas pelo sentido de humor.

Para Hodja, nada estava acima do seu sentido crítico e humorístico desde a Religião, o Estado e os diferentes hábitos de natureza cultural.

Grande observador do seu semelhante, ele satirizava os comportamentos, fazendo chacota e dessa forma, chamava para eles a atenção das pessoas.

Antigamente, Hodja significava Homem de Fé. Com o tempo fizeram-lhe justiça e a este velhinho simpático passaram a chamar-lhe Mestre, Professor. Eu acrescentaria Sábio…



Na imagem, o monumento a Hodja na sua cidade natal. Desconheço quem seja o senhor que se fez fotografar ao lado. Presumivelmente, o presidente da Câmara ou um outro político local candidato ao cargo...

(clik na imagem e aumente)

INFORMAÇÕES ADICIONAIS


À 16ª ENTREVISTA SOBRE O TEMA:




“JESUS ANALFABETO” (3)



Para Ler as Escrituras

Os meninos aprendiam a ler nos textos das Escrituras especialmente no Torah, os cinco primeiros livros da Bíblia Hebraica, atribuídos a Moisés. O ensino em geral terminava com a idade de doze anos, quando o menino chegava à puberdade e se tornava um adulto legal. Este ensino não era só concebido como um aprendizado de letras e palavras que permitiam ler algo mais e aumentar o conhecimento, mas também uma maneira de familiarizar as crianças com as Sagradas Escrituras, que continham a história, as tradições e as leis do povo e que eram praticamente os únicos textos acessíveis. O objectivo era conseguir que os jovens ao terminar a escola primária soubessem de cor grande parte das Escrituras.

Escribas

As Escrituras eram controladas pelos escribas. A figura do escriba é fundamental para muitas culturas antigas. Eram homens instruídos, que sabiam ler e escrever, e eram capazes de escrever um texto ditado, pôr por escrito transacções comerciais ou documentos históricos. Em Israel, eles copiavam as Escrituras, interpretavam a lei e até monitorizavam o seu cumprimento e, portanto, tinha grande autoridade, como médicos e teólogos. No tempo de Jesus eram estreitamente identificados com os fariseus, por isso nos relatos evangélicos são muitas vezes associadas a eles.

segunda-feira, setembro 19, 2011

IMAGEM

Crianças do Perú

(clik na imagem)

VÍDEO


Que saudades desta canção, desta voz e desta carinha... parece que foi ontem nos ecrãns a preto e branco da TV... ou foi ainda na outra vida?...


video






Apanhados telefónicos



de Clientes da Zon TV Cabo:


(Felizmente há gente 500 vezes pior que eu… uf!)




- "Está? A minha mulher não saiu de casa à espera que a viessem montar!"
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- "O senhor tem computador?"
- "Tenho sim... tá ao fundo da escada! É o da água ou o da luz?"
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"Boa tarde! Era para activar o meu desqualificador."
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"Está? Bom dia! Eu queria ter o canal sexual em minha casa..."
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"Era para saber se já tinham motivado a minha tvbox!"
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Pergunta uma cliente: "Atão vieram cá montar a minha vizinha de cima e não me montaram a mim porquê ?!"
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"Era só para dar o número do pib para descontar no banco."
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Uma cliente: "Era só para dizer que já me montaram... Aliás, acabaram mesmo agora de me montar, e por acaso fiquei muito satisfeita... fiquei mesmo, o que é foram-se logo embora sem me sintonizar os canais..."
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"Era só para activar a TV Sporting..."
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Uma cliente: "Pois ... realmente montaram-me lá em cima e depois montaram-me em baixo e quanto a isso tudo bem. Só não gostei foi que me riscassem o chão todo!!!"
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"Tenho a Superbox ligada"
_____________________

"Queria desistir da playbox"
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Despiste técnico:
Assistente: "Desligue e ligue a powerbox e já deve ficar a funcionar "
Cliente: "Já fiz e não dá nada !"
Assistente : "Depois de ligar a powerbox, que luzes é que tem acesas ?"
Cliente: A da sala e a da cozinha, porquê, faz interferência?"
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Assistência Técnica rede móvel:
- O Sr. quer que eu tire o chispe?
____________________

Olhe, queria saber se já tenho o room service activado.
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Olhe, só liguei para dizer que se alguém me ligar pode deixar mensagem, porque agora vou desligar o telemóvel.
_____________________

Não tenho fax, eu quero é que me envie um fax por carta.
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Menina, queria que o meu número não aparecesse nos retrovisores dos outros telemóveis.
_____________________

Cliente: Olhe, queria alterar o meu tarifário para Hamburger Life.
_____________________

Cliente: Fiz uma chamada para outra pessoa e tiraram-me dinheiro do telemóvel. Mas então sou eu que pago?
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Assistente: A senhora deverá ligar o número do serviço para ouvir as suas mensagens .
Cliente: Ligo para esse número e peço para falar com quem?
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[dificuldade em captar rede]
Assistente: Experimente retirar a antena e voltar a colocá-la.
Cliente: Nem pensar! A antena vem agarrada e depois parto isto tudo... Dava cabo da minha vida.
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Cliente brasileira: Ponham um sambinha na música de espera! Estes fados são horríveis!
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Cliente: Queria saber se o meu número está conferencial ou não...
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[indicação de teclado bloqueado e de rede disponível]
Cliente: O meu telemóvel tem um garfo e uma colher no visor...
Assistente: Qual é a marca e o modelo do seu equipamento?
Cliente: É um Inox 510.
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Cliente: Que quer dizer isto... chamadas de emergência?
Assistente: Significa que o telemóvel da senhora não tem rede neste momentoe só pode fazer chamadas de emergência.
Cliente: Ai, que alívio! Pensei que era para ligar para o Hospital. Estava aflita a pensar quem é que estaria nas emergências.
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Cliente: Estou aqui com um problema no meu telemóvel...
Assistente: Qual é exactamente a situação?
Cliente: É que não me lembro do ping e o que é pior é que perdi o pum...
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HISTÓRIAS






DE HODJA




Um homem chega ao pé do Hodja e dá-lhe uma tremenda palmada e, em seguida, pede-lhe desculpas: “Desculpe-me, mas eu pensei que fosse um amigo meu”.

Mas Hodja não o desculpa e leva-o à justiça. O juiz que conhecia o acusado profere uma sentença muito branda dizendo ao acusado que a multa pela palmada é de uma moeda.

- “Se você tiver aí a moeda dê-a ao Hodja. Se não vá a casa buscá-la e traga-a aqui”. Então o homem vai a casa.

O Hodja fica à espera mas do homem nem sinal. Então, o Hodja levanta-se, dá uma tremenda palmada ao juiz e diz-lhe:

- “Quando ele trouxer a moeda, é sua”

TEREZA

BATISTA

CANSADA

DE GUERRA






Episódio Nº 209



- Minha vida dá um romance, é só escrever… - afirmava, patética, a costureira Fausta, emissora das senhoras da cidade. .

Não a vida de Tereza em Estância; mansa e alegre, não é bom material para enredo de romance. Quando muito, serve para com ela se compor uma canção de amor, uma romança.

Na ausência do doutor, mil pequenos afazeres para encher o tempo de espera; com ele presente a alegria. Um idílio de amásios no qual nada sucedeu digno de ser contado. Ao menos em aparência. Brejeira, a rir, um dia ela exibiu ao doutor versos escritos e enviados pelo poeta Amintas Rufo, inspiração a medir pano na loja do pai, burguês sem ideal.

- Se o doutor prometer não se zangar, lhe mostro uma coisa. Guardei só para lhe mostrar.

O envelope chegara pelo correio, dirigido a dona Tereza Batista, Rua José de Dome, Nº 7, melosa versalhada. Ao fim das duas páginas a assinatura e os títulos do autor: Amintas Flávio Rufo, poeta apaixonado e sem esperança. A cabeça no colo de Tereza, o doutor leu as estrofes do caixeiro:

- Você merece coisa melhor, Favo-de-Mel.

- Até que tem uns versos bonitos…

- Bonitos? Você acha? Desde que alguém acha uma coisa bonita ela é bonita. O que não a impede de ser ruim. Esses versos são ruins de mais. Uma bobagem – devolveu as páginas de caligrafia caprichada: Mais tarde, Tereza, iremos dar uma volta na rua, entraremos na loja onde o seu poeta trabalha…

- O senhor disse que não ia fazer nada…

- Eu não vou fazer nada. Você, sim, vai devolver os versos para ele não repetir a dose.

Tereza, pensativa, as folhas de papel na mão:

- Não, doutor, não vou, não. O moço não me fez nenhum agravo, não me mandou carta ou bilhete, não me propôs namoro ou dormir com ele, em nada me ofendeu, me diga porque eu deva ir em pessoa devolver os versos? Ainda por cima junto com o senhor, eu para ofender e o senhor para ameaçar o moço, na loja, na vista de meio mundo. Não fica bem nem para mim nem para o doutor.

- Eu lhe digo porquê. Se não cortarmos de imediato as asas desse idiota, ele vai ficar atrevido, meter-se a besta, e eu não admito que alguém a importune. Ou será que você preza tanto esses versos a ponto de desejar guardá-los?

- Disse que acho os versos bonitos, acho mesmo, não vou mentir, para meu pouco saber qualquer latão é ouro. Mas eu também disse que só guardei para mostrar ao senhor, vou devolver pelo correio como recebi, assim não ofendo quem não me ofendeu.

Livre de qualquer resquício de irritação, Emiliano Guedes sorri:

- Perfeito, Tereza, você tem melhor cabeça do que eu. Nunca aprenderei a me controlar. Tem razão, deixa o poeta para lá, pobre diabo. Eu estava querendo ir à loja para humilhar o coitado, quem se humilhava era eu.

Levanta a voz para chamar Lula e ordenar gelo e bebidas:

- Tudo porque acho que ninguém tem o direito de pousar os olhos em você, um absurdo. (clik na imagem)

INFORMAÇÕES ADICIONAIS


À 16ª ENTREVISTA SOBRE O TEMA:



“JESUS ANALFABETO” (2)



Ser Judeu é ser um Leitor

Jesus provavelmente recebeu instrução e alfabetização, muito básicas no tempo que ele viveu e, especialmente, tendo sido criado numa área rural da Galileia. Era preciso ter em conta que o povo de Israel, ao tempo de Jesus, um povo que se tinha construído à volta de um Livro, a Torah. “A leitura é a actividade essencial de um judeu”, diz o rabino e filósofo Marc-Alain Ouaknin – “ser leitor desde a infância é uma forma de ser judeu, o que explica não haver analfabetos entre os judeus.”


Só os Crianças Varões

Já no tempo de Jesus, todos os meninos deviam frequentar a escola a partir de cinco anos de idade. Era na Sinagoga, onde todos os sábados a comunidade se reunia para rezar e ouvir as Escrituras, que o rabino ensinava as crianças a ler mas não escrever. A escrita era controlado pelos escribas.

As meninas não iam à escola, por considerar-se que elas não precisavam de saber ler para desempenharem a sua única ocupação como adultas: as tarefas domésticas. Só as meninas de melhor situação social que viviam na capital recebiam alguma instrução. Assim, são incompatíveis com a realidade as imagens que retratam Maria lendo, sentada ou ajoelhada. Se Jesus sabia algo de letras, Maria era totalmente analfabeta.

domingo, setembro 18, 2011

HOJE É


DOMINGO
(Da minha cidade de Santarém)


Hoje é Domingo e infelizmente com o desemprego a aumentar, mais um dia de lazer para demasiadas pessoas. E a propósito de demasiadas pessoas, vejo aqui no jornal que o Secretário-Geral da ONU, Bem Ki-moon, afirmou que dentro de sete semanas vamos ser sete mil milhões à face da Terra e, de acordo com as estatísticas, esse cidadão 7 mil milhões irá ser chinês e homem.

Não sabemos como irá acontecer no futuro com as margens de incertezas com que hoje se vive na sociedade mas nos últimos tempos a população mundial tem aumentado à razão de mil milhões em cada 11 anos.

Os ambientalistas e defensores da natureza afirmam que este aumento coloca uma grande pressão sobre os processos normais de regeneração da natureza o que conduzirá a desequilíbrios perigosos com mudanças rápidas do clima e esgotamento dos recursos.

Se assim for, e parece que é mesmo, o problema terá mais a ver com o consumo que se processa no dia-a-dia da vida das pessoas do que propriamente com mais estes milhões que apenas agravarão a situação.

Pessoalmente, não posso deixar de me sentir incomodado porque sou hoje um desses milhões todos… a contribuir para o problema.

E lembrarmo-nos, de acordo com os registos deixados na própria natureza, que estivemos mesmo à beira da extinção por sermos em número insuficiente para renovar a espécie, não mais que uns mil ou 2 mil em todo o mundo.

Foi há cerca de 75 mil de anos, tinham os nossos antepassados saído do continente africano pelo chamado “corno de África” alguns milhares de anos antes, começando a colonização da Terra pelo percurso do litoral do continente asiático e eis, se não quando, na Indonésia, rebentou o vulcão Toba.

A dimensão e intensidade do fenómeno foram tão grandes que a temperatura terá baixado uns 12 graus dando origem a uma nova era glacial que se prolongou por mais de mil anos.

O exame do ADN mitocondrial, através da análise das mutações parece comprovar que todos nós, os 7 mil milhões, dentro de dias, descendem desses poucos sobreviventes.

É certo que foi há 75 mil anos mas não esqueçamos, embora isso de pouco nos valha, que vivemos agora sobre a ameaça de um outro Super-Vulcão situado por baixo do Parque Nacional de Yellowstone nos EUA que está prestes a rebentar, ainda que, em termos geológicos, o prestes, tanto pode ser amanhã como daqui a 10.000 anos.

No próximo Domingo direi mais sobre o Vulcão Toba. Até lá tenham todos um bom dia.


(Na imagem o Jardim da República de Santarém. clik para aumentar)

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