sábado, dezembro 10, 2011

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RUI DE MASCARENHAS- PAULITEIROS DE MIRANDA

Esta foi uma canção que ficou "colada" a Rui de Mascarenhas. Ela foi o melhor cartaz para divulgar pelo mundo uma dança folclórica de Trás-os- Montes de Portugal, ela própria característica e identificadora da região norte do nosso país.


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Sem comentários... vejam e divirtam-se.

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Quando o marido finalmente morreu, a esposa colocou no jornal o anúncio da morte, acrescentando que ele havia morrido de gonorréia.

Logo que o jornal foi distribuído, um amigo da família telefonou e protestou veementemente:

- Você sabe muito bem que ele morreu de diarréia, e não de gonorréia!

A viúva respondeu:

- Eu cuidei dele noite e dia e portanto é lógico que eu saiba que ele morreu de diarréia, mas eu achei que seria melhor que se lembrassem dele como um grande amante, ao invés do grande merdas que ele sempre foi.

Morreu Sócrates









Sócrates lutou pela democracia no futebol e na política.
Sócrates sempre foi um jogador de futebol diferente, preocupado com sua formação, tornou-se médico. Pensando no futuro político do País, fez parte da Democracia Corintiana e do movimento "Diretas Já" durante os últimos anos de ditadura. Mas o 'Doutor' ou 'Magrão', como era conhecido, também se destacou muito com a bola nos pés.

Nascido em Belém do Pará, no dia 19 de fevereiro de 1954, Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira foi brilhar na maior cidade do Brasil. Em São Paulo, o meia se tornou um dos principais jogadores da história do Corinthians, clube que defendeu entre os anos de 1978 e 1984.

Antes, porém, surgiu para o futebol no Botafogo de Ribeirão Preto. No time do interior paulista, passou a chamar a atenção de diversos clubes, mas decidiu não sair de lá enquanto não terminasse a faculdade de medicina, que cursava na cidade.

Contratado pelo Corinthians em 1978, ele conquistou seu primeiro título em seu segundo ano no clube: o Campeonato Paulista de 1979. Voltaria a vencer a mesma competição em 1982 e 1983, marcando seu nome definitivamente entre os ídolos corintianos.
Na mesma época, ao lado de atletas como o lateral Wladimir e o atacante

Casagrande, ajudou a criar a Democracia Corintiana, movimento no qual os jogadores do clube tinham direito a voto em questões que iam desde o pagamento de 'bichos' até contratações de reforços.

Foi a melhor fase de Sócrates como jogador, que o levou para a seleção brasileira. Ele fez parte da geração que disputou a Copa do Mundo em 1982 e em 1986. Nesta última, acabou sendo apontado como um dos responsáveis pela eliminação do Brasil, por ter perdido pênalti na disputa diante da França, nas quartas de final.

Sempre politizado, Sócrates se envolveu com o movimento Diretas Já. Cobiçado por clubes da Europa, prometeu que se a emenda Dante de Oliveira, que estabeleceria as eleições diretas no País, fosse aprovada, ele permaneceria no Corinthians. Como isso não aconteceu, acabou se transferindo para a Fiorentina, da Itália, em 1984.

Sem ter o mesmo brilho da época de Corinthians, ele retornou ao Brasil já em 1985, para atuar no Flamengo. Depois de dois anos no Rio, voltou a São Paulo, desta vez para atuar pelo Santos, onde ficou duas temporadas. Ainda voltou para o Botafogo para encerrar a carreira.

Depois de parar de jogar, Sócrates ainda se manteve ligado ao futebol. Até tentou a ser técnico por um breve período, mas não teve sucesso. Mesmo assim, usou jornais, revistas e programas de TV para expressar sempre as suas opiniões sobre o que acontecia dentro dos gramados.

Além do facto de ser politizado, Sócrates se destacava pela vida boêmia. Muito ligado à noite, nunca escondeu seu gosto por bebidas - chegou a admitir um problema com alcoolismo. Tal paixão teria gerado os problemas de saúde que culminaram com a sua morte na madrugada deste domingo, aos 57 anos, na UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Sócrates, irmão mais velho de Raí, ídolo do São Paulo, deixou esposa e seis filhos.

TEREZA


BATISTA


CANSADA


DE


GUERRA





Episódio Nº 279


Não sei… Não tem ninguém e as mulheres e as mulheres parece que levaram fim. Onde podem estar?

Na rua quase deserta, o cego Belarmino habituê há muitos anos daquele rendoso posto de esmolas, arruma a cuia, o jornal, o sanduíche para o lanche, ajudado pelo menino. Toma do cavaquinho, começa a cantoria, habitualmente nunca deixa de haver dois ou três curiosos a ouvir:

Da mulher tem cu
E a galinha sobrecu
Da mocinha quero os peitos
mulher o racha-cu

Camões Fumaça, cada vez gostando menos daquilo tudo ordena ao sócio, um pigmeu silencioso, sentado ao volante da velha caçamba.

- Vamos embora daqui…

O detective Dalmo toma assento, a repetir abobado:

- Onde diabo as mulheres se meteram, oxente?

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Algumas permaneceram nas pensões aproveitando a folga para remendar vestidos, escrever para casa, cartas cheias de mentiras, ou simplesmente para descansar. No limite do meretrício, em leito de pensão, de castelo, de bordel, até nova ordem nenhuma rapariga pode receber freguês, tampouco amante.

Quem quiser se fretar com seus xodós vá para a rua, longe da zona. Romper o tácito compromisso assumido na véspera, quem se atreve? Exu anunciara doença e morte, cegueira, lepra, necrotério.

As raparigas postas em liberdade pela manhã tentaram regressar às casas invadidas, ou bem para nelas continuar habitando ou para recolher roupas e objectos, mas os guardas postados na Barroquinha não permitiram a entrada de nenhuma delas. Buscaram asilo em pensões conhecidas, só dona Paulinha de Sousa recolheu doze, quatro em cada casa. Meteu a mão na bolsa, quis enviar a negra Domingas para São Gonçalo dos Campos.

- Está precisando de uns dias de descanso, menina. Lhe maltrataram.

Mas a negra não aceitou por nada sair da Bahia naquela hora, estavam ela e Maria Petisco seriamente preocupadas: Oxossi e Ogum, habituados a descer na Barroquinha, saberiam onde encontrá-las?

- Amanhã é dia deles.

- Vocês pensam que os encantados não sabem onde vocês estão? Na Barroquinha, aqui ou em São Gonçalo, Ogum vai-lhe montar.

A maioria resolveu ir passear e a cidade se encheu de risos, de alegria e graça. Pareciam operárias, comerciarias, estudantes, donas-de-casa, mães-de-família em feriado, em dia-santo-de guarda. A fazer compras, nos cinemas assistindo às matines, passeando nos bairros mais distantes, aos pares, em pequenos grupos álacres, de braço dado com os rabichos, arrulhando, uma quantidade de gentis meninas, de garridas moças, de senhoras sérias e tranquilas.

Outras, foram visitar os filhos entregues a estranhos. Mães amantíssimas, conduzindo os rebentos ao colo ou pela mão, atochando-os de sorvetes, refrigerantes e bombons. De beijos e carinhos
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INFORMAÇÕES ADICIONAIS


À ENTREVISTA Nº 29 SOBRE O TEMA:


“CUROU ENFERMOS” (6)




Aquelas Enfermidades


Nos relatos dos Evangelhos Jesus cura cegos. Naqueles tempos, o clima da Palestina era muito seco e a falta de higiene era geral e isto dava lugar a muitas doenças oculares: infecções, glaucoma e cegueira histérica.

Curou Jesus essas doenças? Talvez sim, talvez não. O que sabemos é que ele abriu os olhos do povo para entenderem que as suas doenças ou misérias não eram a vontade de Deus.
Há também relatos de curas de paralíticos e aleijados, pessoas com as mãos moles ou "secas". Foram, certamente, doentes com uma variedade de doenças nos ossos ou músculos, ou que sofriam de artroses e de artrites. Sem recursos ortopédicos, essas doenças eram pura tortura.

Jesus curou? Talvez sim, talvez não. O que sabemos é que levantou aqueles que se sentiram derrotados, inúteis, sem sucesso.
Os Evangelhos também falam de curas de leprosos. Naquela época, a ignorância das causas dos males da pele, qualquer doença de pele, erupções cutâneas, catapora, herpes, espinhas, sarna, era chamado de "lepra". E que, por crenças religiosas, esses pacientes e essas doenças eram considerados particularmente malditos. Eram "impuros" e como tal totalmente discriminados. Hoje sabemos o quão importante são os nervos em doenças de pele.

Jesus curou "leprosos"? Talvez sim, talvez não. O que sabemos é que se aproximou deles para os integrar na comunidade de que eram expulsos pelas leis religiosas de seu tempo.

Há também relatos evangélicos de curas de surdos, mudos e "loucos", doenças que as pessoas, pelos sintomas enigmáticas, identificavam com a presença no corpo dos doentes de espíritos "impuros", o que era sinónimo de possessão demoníaca.

Jesus curou? Talvez sim, talvez não. O que sabemos é que ele abriu os ouvidos do seu povo a perderem o medo do diabo e restaurarem a confiança em Deus.

As três histórias de "ressurreição dos mortos" (o filho da viúva de Naim, a filha do centurião romano e Lázaro da Betânia) são completamente simbólicos.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

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Desafiando a elegância da Torre Eifel...


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A explicação é simples: por cima do túnel passa um rio que não está totalmente isolado e a água que escorre transforma-se com o frio numa película de gelo sobre a qual os carros se despistam. A imprevidência de alguns condutores faz o resto. Porque não o encerram ao trânsito é a pergunta que fica no ar.


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RUI DE MASCARENHAS - A NOIVA

Todos os cantores românticos cantaram a Noiva, imortalizada por António Prieto, cantor chileno, em 1961, entretanto já falecido. Esta canção, certamente aquela que mais lágrimas fez correr pelas faces das moças casadouras, é cantada aqui magistralmente pela voz doce e também romântica do nosso Rui de Mascarenhas que também já não está entre nós.

Provavelmente, Deus não Existe”


Em Inglaterra, em finais do ano de 2008, foi lançada uma campanha a favor do Ateísmo através de cartazes por toda a cidade de Londres com esta frase: “There’s probably no God” , “Provavelmente Deus Não Existe” e a frase continuava: “Então, deixe de se preocupar e desfrute a vida”.

A campanha foi um êxito e Richard Dawkins, ateísta assumido e militante afirmou: “a religião está habituada a ter tudo grátis, benefícios fiscais, respeito imerecido, direito a não ser ofendida e o direito à lavagem do cérebro das crianças. Assim, esta campanha de slogans alternativos nos autocarros de Londres, obrigará as pessoas a pensar. Ora, pensar, é um anátema para a Religião.”

“Vemos tantas campanhas com cartazes que divulgam a salvação através de Jesus ou que ameaçam com condenação eterna…que tenho a certeza que esta será encarada como um sopro de ar fresco”.

A jornalista Ariane Sherine afirmou que “Fazer uma campanha em autocarros com uma mensagem tranquilizadora sobre o ateísmo era uma boa forma de contra atacar as mensagens de organizações religiosas que ameaçam os cristãos com o inferno”.

“ A nossa mensagem é divertida, mas tem um fundo sério: nós, ateus, queremos um país, uma escola e o governo laico. O importante apoio que a nossa campanha já recebeu mostra que muitas pessoas estão de acordo com estas ideias”.

Estão a ver uma campanha destas na cidade de Lisboa?

Depende dos Protagonistas...

Duas mulheres conversando:
- Como foi sua transa ontem?
- Uma catástrofe! Meu marido chegou do trabalho, jantou em 3 minutos, depois fizemos sexo durante 4 minutos e após 2 minutos, ele já estava dormindo! E a sua, como foi?


- Foi fantástica! Meu marido chegou em casa levou-me para jantar fora e depois passeamos à pé, durante 1 hora até voltarmos para casa. Após 1 hora de preliminares à luz de velas, fizemos sexo durante 1 hora e, no fim, ainda conversamos durante mais 1 hora!


Os dois maridos conversando:
- Como foi tua "trepada" ontem?
- Foi fantástica! Cheguei em casa e o jantar estava na mesa; jantei, dei uma rapidinha e dormi feito pedra! E a sua?

- Uma catástrofe! Cheguei em casa e tinha faltado energia. Tive que levar minha mulher para jantar fora. A comida foi uma porcaria e caríssima, tão cara que fiquei sem dinheiro para pagar o táxi de volta. Tivemos de voltar a pé, chegamos em casa e como ainda não tinha eletricidade, fomos obrigados a acender velas! Eu estava tão estressado que precisei de 1 hora para fazer o "pau" levantar e mais outra para conseguir gozar. Fiquei tão irritado que perdi o sono e tive de aguentar mais uma hora de conversa.

TEREZA

BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA





Episódio Nº 278



Dois desenhos de Kalil, ilustrações para poemas de Telmo Serra, amigo do peito e poeta imenso (superado na opinião de Tom Lívio), foram publicados no suplemento dominical de um matutino, nas duas ocasiões os autores comemoraram nos botequins da zona a glória incipiente com cerveja e elogios mútuos.

No fim da noite a roda de boémios se dissolve, uns vão dormir em casa, outros se dirigem a pensões de mulheres-da-vida onde, após um dia corrido de trabalho, as raparigas aguardam a hora dos xodós, dos rabichos, do amor. Por vezes quando é maior a concorrência de fregueses, Kalil deve esperar nas escadarias da Igreja do Rosário dos Negros o sinal de trânsito livre na janela de Anália. A astuciosa agita uma toalha branca, Kalil se precipita.

Na noite da proclamação de guerra, Anália abandonou o posto antes da hora, acompanhando as demais colegas. Junto com Kalil percorreu a zona levando por toda a parte a declaração do balaio fechado. Alegre Anália a bater palmas:

- Com essa história de fechar o balaio, amanhã vou poder ver o desfile dos colegas na festa da Primavera. Faz um tempão que não vejo. Sabe que, em Estância eu desfilei com o Grupo Escolar? Fui a baliza. Amanhã não perco.

- Subdesenvolvida! – Apaixonado Kalil, que fizeste dos princípios e das convicções? - Iremos juntos. Tomara faça um dia bonito.

A manchete do vespertino ocupa todo o alto da primeira página. Para expressar a verdade completa, o redactor deveria ter arredondado a frase:
CIDADE EM FESTA – A PRIMAVERA, OS MARINHEIROS E AS RAPARIGAS

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O detective Dalmo Garcia deixa os dois fulanos esperando no carro – um velho Buick de propriedade de um deles, o cego de um olho, conhecido entre os marginais por Camões fumaça – galga as escadas que conduzem à porta do bordel, faz um calorão no começo da tarde. A porta está fechada, aquela porta eternamente aberta, a partir das treze horas, à grande massa de fregueses.

O detective bate, chama, ninguém atende. Diante da porta trancada, Dalmo Coca dá-se conta de repente da total ausência de mulheres no Maciel. Apesar de ser ainda cedo, já devia haver alguma animação, seios expostos nas janelas, as prematuras do trotuar de bolsinha em punho pelas ruas, o início de mais um dia de trabalho. Nada disso, apenas transeuntes ocasionais, nem uma só rapariga à vista. O bordel fechado.

O detective Dalmo (Coca) Garcia não entende. Mais uma vez esmurra a porta, grita por Vavá. Não obtém resposta. Desce a escada, entra no automóvel. Camões Fumaça quer saber:

- E então?

Mesmo estando em companhia de um servidor da ordem pública, policial lotado na Especializada, não se considera em segurança. Para começar, não confia em Dalmo, secreta não tem moral, mesmo sendo viciado em drogas. Cadê o dinheiro prometido? O detective ficara de se encontrar com eles no fim da tarde, levando a quantia estipulada, em cobre alto. Aparecera logo depois do almoço, sem tostão, simulando alvoroço.

Os navios estão chegando, cadê a maconha? Apressado e ameaçador: depressa senão quiserem pagar caro. Camões Fumaça começa a sentir certo mal-estar:

- E então? – Repete a pergunta, imaginando o pior.



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INFORMAÇÕES ADICIOMAIS



À ENTREVISTA Nº 29 SOBRE O TEMA:


“CUROU ENFERMOS?” (5)


Sinais que Falam


A perspectiva do Evangelho de João é teológica: os "milagres" de Jesus não foram fatos isolados, e maravilhosos que Jesus teria feito por compaixão inspirado por casos individuais de sofrimento.

Se tivesse sido isso não teriam sido sinais de nada, esgotar-se-iam em si mesmos. João apresenta-os como sinais ou sinais que falam da centralidade da missão de Jesus.

Que Jesus de Nazaré curou o paralítico no Século Primeiro que pode significar hoje? Os Evangelhos respondem a esta pergunta, apresentando Jesus como o mensageiro do plano de Deus: Se Jesus fez levantar um homem prostrado, isso foi um sinal de que sua mensagem é capaz de ecoar por todos os seres humanos, fazendo-os sair da passividade, dos medos, do seu fatalismo. Assim, em cada um dos enfermos curados por Jesus os evangelistas debitaram arquétipos de vítimas, homens e mulheres, vítimas de diversos problemas existenciais.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

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Rua Iluminada

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LUIZ GONZAGA - O XOTE DAS MENINAS


Claro que você se lembra... nós cá, deste lado do atlântico, também a cantávamos na nossa juventude. Luiz Gonzaga e Zé Dantas: um a cantar e outro a escrever. Um LP de 78 rotações que a RCA Victor gravou em 1959. Tinha os dois na capa e lá dentro 12 dos seus grandes sucessos mas este, para mim, foi o maior. Esta capacidade de resestirem ao tempo dentro de nós.


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Ah, valente....

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Depois de arrumar toda a bagagem do Papa Bento XVI (e ele não viaja ligeiro), o motorista reparou que o Papa ainda se encontrava no exterior do veiculo.

"Desculpe-me Sua Santidade", disse o motorista, "Não se importa de ocupar o seu lugar para que possamos seguir viagem".

"Bem, para dizer a verdade", diz o Papa, "No Vaticano nunca me deixavam conduzir quando era Cardeal, como Papa ainda menos, e apetecia-me mesmo conduzir hoje!".

"Desculpe-me Sua Santidade, mas não posso fazer isso. Perderia o meu emprego! E se acontecesse alguma coisa?" protestou o motorista, desejando não ter ido trabalhar nessa manha.

"E quem é que vai contar?, diz o Papa com um sorriso.

Relutantemente, o motorista senta-se atrás, enquanto o Papa ocupa o lugar ao volante. O motorista imediatamente se arrepende pois, mal deixam o aeroporto, o Papa mete o prego a fundo acelerando a limusina ate aos 205 km/h (lembrem-se que o Papa é alemão).

"Por favor, Sua Santidade!" implora o preocupado motorista; mas o Papa continua com o prego a fungo até que se ouvem sirenes da polícia.

"Oh, meu Deus, vou perder a minha carta de condução e o emprego!", soluçava o motorista.

O Papa encosta a limusina e desce o vidro quando o policia se aproxima; quando este olha para ele, regressa à mota e estabelece contacto rádio com a Central.

"Preciso de falar com o Chefe", informa ao operador.

O Chefe responde e o guarda diz-lhe que mandou parar uma limusina que seguia a 205 km/h.

"Então aplica-lhe a multa", diz o Chefe.

"Não creio que devamos fazer isso, ele é mesmo importante", diz o policia.

O Chefe exclama, "Por isso mesmo, multa o sacana!"

"Não, é que é MESMO importante", insiste o guarda.

Então o Chefe pergunta, "Quem tens ai, o Presidente da Câmara?"

E o policia: "Mais alto".

O Chefe: "Um deputado?"

Policia: "Mais importante".

Chefe: "O Primeiro Ministro?".

Policia: "Muito mais!".

"Bolas", diz o Chefe, "Então quem é?".

O policia: "Acho que é Deus!".

O Chefe fica atrapalhado, "E o que te leva a pensar que seja Deus?".

Policia: "É que o motorista Dele... é o Papa!".

TEREZA

BATISTA

CANSADA

DE

GUERRA


Episódio nº 277

Madruga conta que na véspera dirigira-se à zona na intenção de aliviar a natureza, fracassara no intento. Castelos e pensões vazios, quartos desertos, portas fechadas. Atribuiu a falta de mulheres ao tardio da hora, já passava das duas da manhã.

Saiu mariscando, quem sabe encontraria alguma escuteira pelos bares. Entrou no Bar Flor de São Miguel, a sala estava cheia e barulhenta, nas mesas numerosas profissionais. Mas nenhuma o aceitou. Informaram-lhe achar-se o puteiro de balaio fechado até às raparigas da Barroquinha regressarem a suas casas.

Peixe Cação não dá maior importância ao facto: basta a polícia prender e exemplar arruaceiras, como fez ontem na Barroquinha, para outras vagabundas se juntarem nos botequins a beber e a xingar. Fica, no entanto, de orelha em pé quando Heron Madruga se refere a uma das braças, a mais exaltada de todas, sujeita bonita, benza Deus, a quem conhecera em Recife, alguns anos faz, uma mulher metida a bater em homem e, a verdade manda que se diga, por lá batera em mais de um.

O próprio Madruga tivera ocasião de comprovar-lhe a valentia, testemunha de vista e não prenhe pelos ouvidos. De nome Tereza Batista, tratada por Tereza Pé nos Culhas, o porquê do apelido está na cara.

Ao ouvir o nome detestado, Peixe Cação rosna e baba.

- Ontem, essa maldita escapou da minha mão, até agora não sei como, até parece coisa de feitiçaria. Mas, não tarda, ela me paga, ora se paga! Foi bom eu saber que ela anda açulando as putas contra a gente, puta mais sem jeito!

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Naquele 21 de Setembro, a manchete do vespertino anunciou a todos os baianos: CIDADE EM FESTA – A PRIMAVERA E OS MARINHEIROS.

No Bar Flor de São Miguel, na véspera à noite, antes da notícia da invasão da Barroquinha pelas tropas da Delegacia de Jogos e Costumes e do grito de guerra de Nília Cabaré, antes do pronunciamento de Exu Tiriri, O moço Kalil Chamas verberara, com palavras de candente indignação, a caterva de subservientes imitadores dos costumes europeus a festejarem a chegada da primavera em meio aos aguaceiros de Setembro – a mesma manada de idiotas a fantasiar de coelho os filhos por ocasião da Páscoa, a colocar em tórrido Dezembro algodão em árvores de Natal, simulando neves de Inverno.

- Só faltam vestirem casacões de pele e tremerem de frio! Vocês vão ver, amanhã os colégios desfilando para dizerem que a Primavera chegou. Puro colonialismo. Tomara que chova sem parar.

Estudante de Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, caixeiro na loja de antiguidades do pai, na Rua Ruy Barbosa, desenhista amador a sonhar com exposições, sucesso e fama, nacionalista ferrenho, Kalil Chamas é, ao demais, o feliz xodó da doce Anália.

Na mesa do bar exalta-se contra a importação idiota de hábitos estrangeiros sem sentido no Brasil. No trópico o inverno dura seis meses de chuva, o verão seis meses de escaldante calor, falar em Primavera e Outono é ridículo, Ridículo! – põe-se de pé, o dedo longo em riste a completar a exclamação.

Aqui reina a eterna primavera… - declama Tom Lívio, actor de teatro em busca de palco onde demonstrar talento, aproveitando lugar e ocasião para modular a voz.

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS


À ENTREVISTA Nº 29 SOBRE O TEMA:


“CUROU ENFERMOS?”(4)


Milagres são Sinais



Se se aplicar nas histórias dos milagres dos Evangelhos uma crítica literária rigorosa, que alguns estão duplicados (compare Marcos 10, 46-52 com Mateus 20, 29-34), outros ampliados e outros adornados. Tudo isso indica que, embora haja um núcleo de verdade histórica nas curas de Jesus, os Evangelhos não devem ser interpretados como um catálogo de maravilhas realizadas por um super-homem poderoso, mas como sinais de libertação.


Para enfatizar essa perspectiva, referindo-se aos "milagres" de Jesus, o Evangelho de João usa sempre a palavra grega "semeion" (sinal de mais). Usando esta palavra, evita-se equiparar o facto que se relata a um prodígio físico e espectacular apresentando-o, sobretudo como um sinal de que Deus quer a vida e nos liberta. Nos liberta da doença, tristeza, angústia e melancolia associados à doença.


Mais desespero ainda causava a doença na época de Jesus, já que era total a ignorância científica sobre a origem das doenças, acreditando-se que elas eram um castigo de Deus pelo pecado ou uma prova a que Deus sujeitava as pessoas para obter as suas reacções, saber até onde elas suportavam a dor e o sofrimento sem pecarem maldizendo Deus.

quarta-feira, dezembro 07, 2011

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Reflexos...


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A Cidade das Formigas

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NEIL DIAMOND - SWEET CAROLINE


Na 2ª fª, dia 5, Barack Obama atribuiu o Prémio Kennedy a Maril Streep e a Nei Diamond dizendo, a propósito da sua voz, que ela era "cheia de aspereza, buracos, virados para a esquerda e para a direita (o que faz dela única, acrescento eu) e que vendeu mais de 125 milhões de discos". O cantor aproveitou para agradecer também a Caroline Kennedy, filha do Presidente assassinado, o ter utilizado o seu nome como inspiração para o título da canção embora a história tenha a ver com o romance com a sua mulher.


Frase do dia ...

"O café excessivamente quente, em copo de plástico, reduz em dois terços a potência sexual do homem"

Primeiro queima os dedos; depois a língua!...

TEREZA
BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA





Episódio Nº 276


Numa pocilga do Taboão, o investigador Nicolau Ramada júnior, Peixe Cação de notória fama, conversa negócios com Heron Madruga, ilustre químico pernambucano. Acaba de lhe pagar metade do combinado pelo fornecimento de quinhentas doses de “Cacete Rijo” preparado para. “One dose five fucks”.

Prestigioso cientista, largamente conhecido no sertão e em algumas capitais, Heron Madruga começou a se interessar pela química e pela farmacologia quando empregado em Recife no Laboratório de Análises dos Dóris e Paulo Loureiro, mulher e marido, competentíssimos um e outro.

Passando as manhãs a recolher urina, cocó e sangue de clientes, o fim da tarde a entregar exames e a cobrar contas. Madruga dedicava todo o tempo livre a admirar os sais e os ácidos a se misturarem nas provetas, nos balões de vidro, nas pipetas, nos beckers, nos tubos de ensaio do laboratório, cheiros fortes, cores estranhas, fumaça azul, coisa mais linda. Aprendeu termos e fórmulas.

Perdendo a contenção, não se ateve a apropriar-se, de quando em quando, do pagamento de um exame sumário de urina, embolsou dois mielogramas, vendo-se de súbito descoberto e despedido. Triste, pois estimava a patroa e o patrão, gente óptima. Deu-se conta no entanto de estar formado em Química, Farmácia e Medicina, em condições de concorrer para aliviar os sofrimentos da humanidade. Melhor dito, dos viventes em geral, pois em certas ocasiões exerceu a medicina veterinária, e não fez feio. Levou dentada de cachorro, coice de cavalo, a ciência tem percalços.

Alguns produtos de fórmula e fabricação suas, exclusivas gozaram de indiscutível prestígio entre as populações rurais e em pequenos centros urbanos do Nordeste, vendidos em feiras e mercados. O “Elixir Lava Peito”, de comprovada excelência contra qualquer moléstia dos brônquios e pulmões, liquidou epidemias de gripe em Pernambuco e curou muita tísica crónica em Alagoas. A garrafada “Maravilha do Capiberibe” limpa o corpo de qualquer infecção, inclusive o câncer e a gonorreia.

Quanto a “Cacete Rijo”, é o que se sabe: tesão fantástico. Segundo o próprio Madruga, no discurso de apresentação do meritório produto à clientela, atento auditório das feiras e das praças públicas, um velho centenário, depois de tomar a dose prescrita, levantou-se do leito da morte, descabaçou uma donzela, deu quatro pitocadas em seguida e na quinta lhe fez um par de filhos. Morreu feliz de priapismo.

A ideia do rótulo em inglês – letras vermelhas sobre fundo negro, APHRODISIAC: ONE DOSE 5 FUCKS – pertencia a Madruga, a tradução ao detective Coca, um poliglota, professor também dos camelôs aos quais ensinara como cobrar ao menos um dólar por uma camisa-de-vénus ou um frasquinho de “Cacete Rijo”. Aos capitães da areia não precisou de ensinar nada, falavam todas as línguas, riam com todos os dentes, esfarrapados, esqueléticos, invencíveis moleques, donos imemoriais das ruas da Bahia.

Dentro em pouco o comissário Labão mandará buscar a mercadoria, pois os navios já estão à vista do farol de Itapoã, avisa Peixe Cação.

- Chegam hoje?

- Estão chegando.

- E as mulheres, vão abrir os balaios?

- Que história é essa?

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À ENTREVISTA Nº 29 SOBRE O TEMA:

“CUROU ENFERMOS?” (3)


Jesus, um Curandeiro


Nos quatro evangelhos são atribuídos a Jesus, até 41 milagres. Mateus é o que mais milagres cita: 24. João, refere o número mínimo: 9.

A maioria dos eventos miraculosos registados nos Evangelhos são curas de distintas enfermidades. Mesmo os críticos mais severos admitem que Jesus deve ter sido um homem com habilidade e capacidade especiais para curar doentes e enfermos, para aliviar a dor ou para fortalecer a fé e a confiança de que poderiam ser curados.

Os "poderes" que tinha são difíceis de precisar a de dois mil anos de distância e a partir de relatos tão esquemáticos. Hoje, sabemos que as terapias mais eficazes são aquelas que consideram o ser humano de forma integral, como um todo, procurando debaixo dos sintomas físicos as causas psíquicas ou espirituais da doença. Jesus de Nazaré "percebeu" já "isto" e "isto" é o que explica os seus "milagres".

terça-feira, dezembro 06, 2011

MEUS RICOS CARRINHOS...

Choque em cadeia fora do comum. Foram só... 8 Ferraris, 1 Lamborghini, 3 Mercedes e 1 Toyota Prius. Ficaram neste estado após um acidente que provocou 10 feridos ligeiros, 5 homens e 5 mulheres. Dirigiam-se todos para Hiroxima para um encontro de carros de corrida. A chuva e o excesso de velocidade estiveram na origem do choque. O limite de velocidade eram 80 km/H e o grupo circulava a 160. Uma condutora de 60 anos despistou-se e depois foi o que se está a ver. Um dos Ferraris pode atingir 320Km... Os prejuizos rondam os 3 milhões de euros.


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Castelo de Sintra

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Grande cena...

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NICO FIDENCO - A CASA DE IRENE

Sem dúvida, esta é a casa mais famosa da música italiana. Em meados dos anos 80, Nico Fidenco cantou-a para os brasileiros num show. Nasceu em 1933 e licenciou-se em Direito mas a carreira que ele seguiu foi a da música. Os brasileiros têm por ele especial carinho.


Estes Também Votam!

Trabalhei uns anos num centro de atendimento a clientes em Ponta Delgada - Açores. Um dia, recebi um telefonema de um sujeito que perguntou em que horário o centro de atendimento estava aberto. Eu respondi: "O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana."
Ele então perguntou: "Pelo horário de Lisboa ou pelo horário de Ponta Delgada?"
Para acabar logo com o assunto, respondi: "Horário do Brasil."

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Um colega e eu estávamos a almoçar no self-service da empresa, quando ouvimos uma das assistentes administrativas falar a respeito das queimaduras de sol com que tinha ficado, por ter ido de carro para o litoral.

Estava num descapotável, por isso, "não pensou que ficasse queimada, pois o carro estava em movimento."...

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A minha cunhada tem uma ferramenta salva-vidas no carro, para cortar o cinto de segurança, no caso de ficar presa nele. Mas guarda a ferramenta no porta-bagagens !

A minha cunhada também vota!...

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Uns amigos e eu fomos comprar cerveja para uma festa e notámos que as grades tinham desconto de 10%. Como era uma festa grande, comprámos 2 grades.

O caixa multiplicou 10% por 2 e fez um desconto de 20% ...

Ele também vota!

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Saí com um amigo e vimos uma rapariga com uma argola no nariz, ligada a um brinco por meio de uma corrente. O meu amigo disse: "Será que a corrente não dá um puxão no nariz, cada vez que ela vira a cabeça?"

Expliquei-lhe que o nariz e a orelha de uma pessoa permanecem à mesma distância, independentemente da pessoa virar a cabeça ou não.

O meu amigo também vota!...

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Ao chegar de avião, as minhas malas nunca mais apareciam na área de recolha da bagagem. Fui então ao sector da bagagem extraviada e disse à funcionária que as minhas malas não tinham aparecido.

Ela sorriu e disse-me para não me preocupar, porque ela era uma profissional treinada e eu estava em boas mãos. "Agora diga-me uma coisa, perguntou ... o seu avião já chegou?"

Ela também vota!

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Numa pizzaria, quando estava à espera de ser atendido, vi um homem a pedir uma pizza para levar para casa. Estava sozinho, e o empregado perguntou se ele preferia que a pizza fosse cortada em 4 pedaços ou em 6.

Ele pensou algum tempo, e respondeu: "Corte em 4 pedaços; acho que não estou com fome suficiente para comer 6 pedaços."

Isso mesmo, ele também vota!

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Agora já sabem QUEM elege os políticos !...

TEREZA
BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA


Episódio nº 275



De passag3em acordam o detective Dalmo (Coca) Garcia. Estremunhado, o elegante ouve a notícia: em Itapoã já se avista a esquadra americana, os navios encaminham-se para o porto da Bahia carregado de dólares, companheiro, e o câmbio é favorável. Três hurras para os marinheiros e os fuzileiros navais da grande nação do norte, cuja presença honra a cidade!

Que encontrem na Bahia belas mulheres, profissionais competentes, amáveis hospedeiras. Pela saúde dos invencíveis guerreiros zelarão as forças da polícia local, tão bem representada pelos nossos três heróis. Heróis, sim, eles também. Aproveite-se a dica para fazer justiça aos da casa, modestos porém igualmente infatigáveis defensores da civilização ocidental contra as hordas vermelhas e amarelas, a imoralidade e a corrupção.

Em que pé está o sigiloso assunto da maconha, detective Dalmo, amigo Coca? Na véspera, Camões faltara ao combinado, dificuldades imprevistas na entrega do material. Têm encontro marcado para a tarde. Que ele não falhe desta vez! Se tirar novamente o corpo fora, se quiser sacanear, cadeia com ele por comerciar com drogas, reabra-se o velho processo posto de lado, cumpra-se a lei.

Vá procurá-lo imediatamente, colega, sócio, companheiro, desencave o indivíduo e a santa ervinha, pois não se repetirá tão cedo ocasião igual a esta para se ganhar um dinheirinho fácil.

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Seguindo as boas normas das empresas modernas, os três sócios haviam dividido responsabilidades e tarefas. Ao comissário Labão, sócio maior, chefe temido, coube a organização geral e o levantamento dos recursos necessários.

Entendeu-se com os camelos e os capitães da areia, com eles combinando a distribuição e venda dos preservativos e do elixir afrodisíaco.

Na feira de São Joaquim adquirira a baixo preço uma infinidade de pequenos cestos de palha. Cada camelô, cada menino, recebeu um para nele colocar a mercadoria.

Quantos vendedores? Vá lá saber multidão a se espalhar em toda a zona para exibir, oferecer e trocar por dólares camisas-de-vénus e frasquinhos de “Cacete Rijo”.

O assunto fora estudado em todos os detalhes, até frases em inglês os vendedores decoraram. Tendo sido adoptadas, naturalmente, medidas de segurança para evitar roubos e desvios de material e grana. No particular, a melhor garantia de honestidade dos vendedores é o medo que sentem do comissário, cujo simples nome, Labão Oliveira, na aparência tão inofensivo, amolece as pernas de qualquer porreta. Com o comissário ninguém brinca em serviço.

Organizador de gabarito, financista emérito, obtivera de agiotas conhecidos o numerário indispensável ao custeio da operação, conforme explicara ao tira e ao detective, fazendo os cálculos de altos juros a pagar aos usurários. Em verdade, pusera de seu bolso o necessário, ganhando assim mais um dinheirinho à custa dos dois comparsas, una pacóvios.

Não saiu do gabinete naquela afanosa manhã. Mandou guardas da sua inteira confiança buscar os responsáveis pelos camelos e pelos capitães da areia. Chegara finalmente o grande dia
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INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À ENTREVISTA Nº 29 SOBRE O TEMA:

“CUROU ENFERMOS?” (2)


A Fé Move Endorfinas


Como explicar este "milagre" e muitos "milagres" deste tipo? A Fé move montanhas , disse Jesus. O que Jesus não podia saber, porque na época ninguém sabia, é que a fé pode mover as endorfinas .

Alguns curandeiros são simples charlatães que se aproveitam apenas da ignorância e das necessidades do povo. Um filme que apresenta criticamente, com inteligência e humor, como agem esses farsantes é "O Salto da Fé" ("Leap of Faith", 1992), dirigido por Richard Pearson.

Em outros casos, não se trata de truques mas do conhecido "efeito placebo": ao paciente é dado uma pílula que nada mais é que açúcar ou uma injecção de soro, mas dizendo que é um remédio muito eficaz para doença. Até 50% dos casos os pacientes sentem-se melhor.

Por que acontece isto? Explica o Dr. Arriola:

- Como o paciente tem fé na medicina recebida o seu corpo reage positivamente desenvolvendo no cérebro uma substância chamada endorfina, que é como uma morfina natural, que alivia a dor e o faz sentir-se melhor. A descarga de endorfinas no sangue, explica, por exemplo, que um indivíduo, durante um incêndio, saia correndo mesmo que tenha um pé quebrado. E também explica que um paciente a quem um curandeiro ou um pregador lhe estenda as mãos deixe a sua prostração. E é possível que essa mulher realmente se cure da sua doença, como a do velho que eu “curei” que era mais psicológica do que física.

Com uma dose de confiança no médico e uma descarga de endorfinas, alguns pacientes levantam -se, recuperam a visão, curam-se. O nosso corpo é a melhor farmácia que temos. O nosso corpo reage às enfermidades e produz as substâncias que precisa para a cura. O “milagre” acontece por nós mesmos.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

IMAGEM

As emoções de uma vida já lá vão... ficou a calma de uma leitura ao fim da tarde à beira-mar cuja maré esvaziou.

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VÍDEO


Será que ele sumiu no meio de tanta espuma?...

video

AMÁLIA RODRIGUES - POVO QUE LAVAS NO RIO


Quem ouvir este maravilhoso fado/canção e não estremecer todo por dentro ao som desta voz e destas palavras... impossível será sensibilizar-se com o que quer que seja.


O QUE É
GLOBALIZAÇÃO?

Resposta:

- A Morte da Princesa Diana...

E porquê?

Resposta:

- Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas.

A princesa foi tratada por um médico canadiano, que usou medicamentos americanos.

Este mail é enviado a ti por um português, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, estás a ler o mail num computador genérico que usa chips feitos em Taiwan com um monitor coreano montado por trabalhadores do Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em camiões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a ti por chineses, através de uma conexão paraguaia.

Isto é, *GLOBALIZAÇÃO!!!*

Uma mãe stressada, pede ao filho para ligar ao pai, a dizer-lhe que o jantar está pronto.

- Já ligaste?! O que o teu pai disse?! Já vem?!

- Já liguei três vezes, mãe, mas só atende uma mulher...
A mãe, interrompendo-o, bruscamente, grita:

- ... Aaaah..., deixa comigo!... Quando ele vier, vai ver!!!
Mal o pai chega a casa, ela aplica-lhe uma valente tareia, com tudo o que encontra à disposição: vassoura, frigideira, panela, micro-ondas, enfim....
Os vizinhos correm em socorro, mas para conseguirem tirar o homem debaixo dela, era complicado: ela estava furiosa... ralhava, continuava a atirar com as coisas, enquanto esperavam pela ambulância...

- Ordinário, filho da put*, eu mato-te!!! Filho, anda cá! Diz, aqui, a toda a gente, o que foi que aquela vaca te disse, ao telefone!

- Ela disse: "TMN - o número que marcou não está disponível. Por favor, tente mais tarde. Obrigada.?...

TEREZA
BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA

Episódio nº 274

Quanto a Maria Petisco ao lanhar o rosto de Dalmo Coca, ao mordê-lo, despertara o apetite do elegante detective e pelo meio da noite, sob a acção do pó, o guardião da moral invadiu o xadrez disposto a se pôr na rapariga ali mesmo, na vista das demais. Em noite de alvoroço entre sovas e castigos, teve graça a cena do drogado, ruim de pernas querendo alcançar Maria Petisco e derrubá-la na cara dos presentes.

Os tiras riam, animando o campeão. Depois se cansaram e o levaram embora.

O delegado Cotias vai-se impondo no cargo e na opinião dos seus subordinados, conforme é fácil constatar. Ainda assim, a visão da negra Domingas lhe causa certo impacto. A pele escura da rapariga exibe marcas roxas, equimoses grandes. Um olho fechado, a boca rebentada, ela mal se aguenta em pé.

Com desprezo o comissário Labão constata o erradio olhar do delegado. Isso é emprego para homens e não para maricas.

- Tipa ruim, arruaceira. Agrediu todo o mundo no xadrez, o jeito foi lhe dar uma lição, sem o que ninguém dormia, essa gente só no pau – Esclarece o comissário: - Não se pode ter pena dessa corja.

Necessita acostumar-se, não sentir pena, essa corja não merece, decide o delegado. Não adianta, tem o estômago fraco.

Manda botar as raparigas em liberdade. Na sala ficam apenas as donas de pensão. O bacharel percorre o renque de mulheres, seis infelizes, faz-se ao mesmo tempo feroz e paternal.

- Não se mudaram por bem, mudar-se-ão por mal. De que adianta se negar? Quem estiver na disposição de sair daqui directamente para completar a mudança, dê um passo em frente, mando soltar agora mesmo.

Esperava assentimento geral e congratulações. Apenas Mirabel ensaia mover-se, mas já a velha Acácia se fazia ouvir:

- A gente não se muda. Nem que morra na cadeia, ninguém vai apodrecer naquele lixo.

O delegado perde a contenção, esmurra a mesa, mete o dedo na cara da velha, machão como definiu Cármen Cotias, née sardinha:

- Pois vão apodrecer aqui. Comissário, mande levá-las de novo para o xadrez.

O comissário, de bom humor, propõe:

- Umas dúzias de bolos em cada uma em vez de comida. É bom regime, vão querer mudar logo, o doutor vai ver.

Sem pedir licença, esfregando as mãos, no auge do contentamento, Peixe Cação mostra-se na porta do gabinete:

- Os navios da esquadra americana já estão à vista em Itapoã. Vai chover dólar!

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Tão apressado e comovido com a notícia alvissareira, ia o comissário se esquecendo de recomendar ao chefe do depósito uma dúzia de bolos de palmatória em cada caftina antes da sopa rala e do pão dormido, ao meio dia e ao meio da tarde.

Não fosse Peixe Cação, sempre estrito no cumprimento do dever, e as renegadas escapariam do tratamento para emagrecer e educar-se, eficaz e gratuito.

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À ENTREVISTA Nº 29 SOBRE O TEMA:

“CUROU ENFERMOS?” (1)

Na Casa de Pedro



A história do paralítico curado por Jesus aparece nos três evangelhos. Ocorreu na casa de Pedro e os fundamentos do que foi esta casa minúscula existentes nas ruínas de Cafarnaum, são hoje um dos materiais mais autênticos da histórica da vida de Jesus.


Um Milagre?


Está provado que existem doentes cujas doenças estão intimamente ligadas a traumas psicológicos ou a processos psíquicos reversíveis e sabemos também que em todas as culturas têm existido pessoas com capacidade de "curar" doentes através da energia vital das suas palavras, da força das atitudes, da autoridade espiritual e da compaixão e benevolência que conseguem transmitir.
A paralisia geralmente têm uma origem psicológica. O Dr. Nicanor Arriola, conhecido ortopedista e muito querido em Iquitos, no Peru, narra esta experiência:

- “Um dia um homem velho numa cadeira de rodas entrou em meu consultório com a sua família. Examinei os músculos do inválido e concluí que ele não tinha nada, era uma "paralisia histérica". Então, lembrando-me do que Jesus fizera, levantei-me, coloquei-me na frente do velho e com uma voz de autoridade mas terna, disse-lhe: Levanta-te e anda! E o velho levantou-se, cambaleou e caminhou na minha direcção. A família considerou um milagre.”

domingo, dezembro 04, 2011

HOJE É


DOMINGO (continuação)




A mente dos polícias da PIDE, especialmente daqueles que já tinham atingido a categoria de inspectores, com provas dadas e vocação comprovada, como o da nossa história, era qualquer coisa que talvez os especialistas do foro psíquico pudessem considerar como possuídos por “um transtorno mental”: ao mesmo tempo perverso, redutor, simplista, defensor de uma verdade que lhes foi impingida mas que assimilaram como indiscutível de tal forma que, na qualidade de seus guardiões, o seu ego disparou.

O mundo para eles era estreito e irreal, o quadro de valores definia-se apenas pela fidelidade ao regime e o ódio aos comunistas, e quando a revolução aconteceu, em 1974, esse mundo desabou. Apavorados, ficaram sem perceber nada do que tinha acontecido, de espírito covarde como eram, alimentados por uma autoridade e força que não era deles, ficaram vazios. Fugir, esconder, foi a única reacção.

O “nosso” inspector, que vivia na Beira com a mulher e duas filhas, aproveitando-se da lei, transferia mensalmente para Portugal uma pensão (de valor máximo) para três familiares (pais e sogro, presumo) que declarou estarem a seu cargo.

A Autorização para fazer essa transferência através do Banco de Moçambique, com a duração de seis meses, tinha-lhe sido concedida pela delegação de Quelimane, cidade onde ele exercia funções antes de ser transferido para a Beira (sinal de promoção…)

Quando aqui chegou, e embora a Autorização de Transferência que estava na sua posse fosse ainda válida por mais três meses, requereu de imediato uma nova Autorização de Transferência.

Os meus Serviços indeferiram o pedido com o argumento de que “ele estava na posse de uma Autorização que lhe tinha sido concedida pela Delegação de Quelimane cuja validade só terminaria dentro de três meses devendo, então, pedir a sua renovação por um novo período de seis meses”.

Isto mesmo lhe foi comunicado num ofício que eu próprio assinei na qualidade de Delegado da Inspecção e que caiu em cima da secretária dele como uma autêntica bomba.

Que afronta, que ousadia, que temeridade, que falta de respeito!... dizer “não” ao senhor todo-poderoso Inspector da Pide?

A raiva, a ira, a incredulidade, deixaram-no possesso, o sangue invadiu-lhe o rosto, os gestos são desabridos, pega imediatamente no telefone e quando me ouve, a sua voz em altos berros dispara em todas as direcções. Na rua, as pessoas ouvem com algum temor e param curiosas, os seus funcionários devem ter-se escondido debaixo das secretárias e eu afastei o telefone do ouvido para proteger o tímpano.

Fiquei em silêncio, não disse uma palavra, apenas recordo algumas ameaças… “que ia participar de mim”, “que me embrulhava numa folha de papel de 25 linhas”… e de mais não me lembro porque deixei de o ouvir.

À minha frente, um senhor que estava a atender, fitava-me com perplexidade sem saber o que pensar. Quando pousei o auscultador, olhei-o e disse-lhe: “desculpe, isto são ossos do ofício”.

Só uma mente completamente destorcida podia ter um comportamento assim. Em que mundo este senhor vivia?

Como era possível reagir daquela maneira a uma decisão de Serviços da Administração Pública que era obviamente legal para além de que fazia todo o sentido? Não percebia ele que atender o seu pedido teria sido uma evidente irregularidade, uma infracção da lei?

Perguntei a mim próprio, muitas vezes, porque reagiu aquele homem daquela maneira e naqueles termos e a resposta só podia ser uma:

- No exercício de uma autoridade arbitrária baseada na violência, no desrespeito total pelos direitos e dignidade dos seus concidadãos dos quais só aceitava a obediência e o temor, perseguido por todos os fantasmas que habitavam o seu espírito, aquele homem vivia no limiar da loucura. (continua)


Bom Domingo.


(click no novo Coreto do remodelado Jardim da República da cidade de Santarém)

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