sábado, abril 21, 2012


sexta-feira, abril 20, 2012

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VÍDEO
Rés-Vés Com a Praia

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Divórcio Judeu


Na antevéspera do Ano Novo Judaico, Boris Sylberstein, patriarca judeu e a mulher, Sara, moradores num Kibutz perto de Telavive, visitam um dos seus filhos na capital de Israel: 



- Jacobzinho, odeio ter que te estragar o dia, mas o Pai precisa de te dizer que a Mãe e eu nos vamos separar, depois destes 45 anos!



- O Pai enlouqueceu! O que é que está a dizer? - grita Jacob. 



- Já não conseguimos sequer olhar um para o outro. Vamos separar-nos e acabou-se! Liga à tua irmã Raquel a contar. 



Apavorado, o rapaz liga para a irmã, que vive em Viena e conta-lhe a terrível notícia. Raquel fica em estado de choque, ao telefone: 



- Os nossos pais não podem separar-se de maneira nenhuma! Chama já o Pai ao telefone! 



O ancião atende e a filha balbucia na maior emoção: 

- Não façam nada até nós chegarmos aí amanhã, ouviu?


Vou telefonar também ao Moisés para São Paulo, ao Salomão para Buenos Aires e à Ester para Nova Iorque e amanhã à noite estaremos aí todos. Ouviu bem Pai?



Desliga, sem esperar pela resposta do Pai. O velho pousa o auscultador no descanso, vira-se para a mulher e, sem que Jacob ouça, diz-lhe em voz baixa:


- Pronto, Sara, vêm todos para a Ano Novo. Só que, desta vez, não temos de lhes pagar as passagens...!


DEZOITO ANOS DE IDADE





DEZOITO ANOS DE IDADE…


Com o passar dos dias sempre iguais
Perdi a noção do tempo
Não sei que idade tenho
Esqueci o ano, o mês, o dia em que nasci
Até ao dia em que te vi…

Estavas imóvel, serena e absorta á espera do elevador.
Olhei para ti, primeiro normalmente, depois com atenção,
finalmente encantado.

Senti dentro de mim uma enorme ebulição,
estava apaixonado.

Apercebi-me então que acabara de fazer dezoito anos de idade...

Lamento, meu amor, não o poder comprovar
com a apresentação do Bilhete de Identidade
mas se olhares para dentro dos meus olhos
 com atenção, verás dezoito estrelinhas
 cada uma brilhando só para ti.

E se visitares o meu jardim encontrarás á tua espera
Dezoito lindos botões de rosa que
aguardam o conforto do teu olhar
as carícias dos teus dedos e o roçar dos teus lábios.

É falso dizer que o amor não tem idade,
Aquele de nós, que alguma vez se apaixonou,
em qualquer momento da sua vida,
fez nesse dia, precisamente, Dezoito Anos de Idade…

DIZERES


"Ter Ouvidos de Tísico"


Significado:


 - Ouvir excepcionalmente bem


Origem:

Muitos soldados que combateram na 2ª G.G. (1939 - 1945) sofreram de uma doença chamada Tísica, maleita que se assemelha à tuberculose pulmonar. quem sofria desta doença tinha uma sensibilidade auditiva fora do normal. Da próxima vez que disser que alguém tem ouvido de tísico tenha cuidado, ele pode ofender-se.

Os Grandes Autores do Século XX

 e o Que Aprendemos Ou "Devíamos ter Aprendido"  Com Eles.


Texto de José Mário Silva

FERNANDO PESSOA   (1888 - 1935)


"Eu Sou Outro" escreveu Rimbaud.  "Contenho Multidões”, exclamava Whitman. FernandoPessoa fundiu as duas ideias: foi outros,muitos outros,uma multidão de outros. O poeta secreto, empregado de escritório com uma arca de textos quase infinita em casa, modernista, da geração de Orpheu, nãose limitou a inventar os heterónimos; antes criou para si mesmo uma literatura inteira.Talvez por isso, houve poucos escritores portugueses que se tenham abrigado à sua sombra, que é dizer também a sombra deÁlvaro de Campos, Alberto Caeiro ou Ricardo Reis. Por muito que paire sobre nós, dominadora, a obra de Pessoa, ela é tão excepcional, tão fulgurantemente única, que não deixou discípulos ou epígonos. No estrangeiro, tornou-se, entretanto,o epítome das letras lusas e da nossa problemática identidade bem como do nosso imobilismo reflexível e melancólico tão bem fixado nessa obra-prima absoluta que é o inacabado e inacabável Livro do Desassossego de Bernardo Soares.

O Que Nos Ensinou:

-O milagre da heteronímia (através da qual antecipou as fragmentações e desdobramentos da pós modernidade)


INFORMAÇÕES ADICIONAIS À 
ENTREVISTA Nº 47 SOBRE O TEMA:
 “O PURGATÓRIO EXISTE?” (2)

O Negócio das Indulgências

Em 1517 um frade dominicano alemão, Johann Tetzel, percorreu a Alemanha promovendo a compra de indulgências.  O dinheiro arrecadado com a venda destes documentos selados pelo Papa foi destinado a financiar a construção da magnífica Basílica de São Pedro em Roma, que até então era um templo como muitos outros.
A pregação de Tetzel, que aterrorizou as pessoas nas aldeias com a ideia das chamas do inferno e  do purgatório, indignou o frade agostiniano e teólogo prestigiado Martin Lutero (1483-1546), que já havia visitado Roma e visto com horror o tráfego de indulgências, que estava convertendo o verdadeiro arrependimento, transformando o "perdão" de Deus num negócio. 
Quando Tetzel estava vindo para Wittenberg, Lutero afixou à porta da igreja 95 teses defendendo a falsidade da doutrina do purgatório e rejeitando o poder das indulgências. A partir deste fato e da  justa revolta de Lutero começou a Reforma Protestante na Alemanha.

GABRIELA
CRAVO
E
CANELA


Episódio Nº 79


O árabe Nacib triunfava, sorria, olhava com carinho seus fregueses. Gostava daquela profissão de dono de bar, daquelas prosas, discussões, das partidas de gamão e damas, do joguinho de pocker.

 - Vamos à nossa partida… -  convidava o capitão.
 - Hoje, não. Muito movimento. E daqui a pouco vou sair, procurar cozinheira.

O Doutor aceitou, foi sentar-se com o Capitão ante o tabuleiro. Nhô-Galo foi um deles, jogaria com o vencedor. Enquanto batiam as pedras, o Doutor ia contando:

 - Houve um caso parecido com um dos Ávilas…

Meteu-se com a mulher de um capataz, foi um escândalo, o marido descobriu…

 - E capou seu parente?

 - Quem falou em castrar? O marido apareceu armado só que meu bisavô atirou antes dele…

 A roda dissolvia-se aos poucos, aproximava-se a hora do jantar. Vindos do hotel para o cinema, surgiam, como pela manhã, Diógenes e o casal de artistas.

Tonico Bastos queria detalhes:

 - Exclusividade de Mundinho?

Do tabuleiro do gamão, sentindo-se um pouco senhor dos actos de Mundinho, o Capitão informava:

 - Não, não tem nada com ela. Está livre como um passarinho, à disposição…

Tonico assobiou entre dentes. O casal dava boa-tarde. Anabela sorria.

 - Vou até lá, cumprimentá-la em nome da cidade…

 - Não misture a cidade nisso, seu malandro.

 - Cuidado com a navalha do marido… - riu Nhô-Galo.

 - Vou com você, disse o coronel Ribeirinho.

Mas não chegaram a ir, pois apareceu o coronel Amâncio Leal e a curiosidade foi mais forte: sabiam todos ter-se Jesuíno homiziado em sua casa, após o crime. Saciada sua vingança, retirara-se o coronel calmamente, para evitar o flagrante.

Atravessara a cidade movimentada pela feira, sem apressar o passo, fora para casa do amigo e companheiro dos tempos dos barulhos, mandara avisar o juiz que no outro dia se apresentaria. Para ser imediatamente enviado em paz, aguardar em liberdade o julgamento, como era costume em casos idênticos.

O coronel Amâncio procurava alguém com os olhos, aproximou-se do Dr. Maurício:

 - Podia dar-lhe uma palavra, Doutor?

Levantou-se o advogado, andaram os dois para os fundos do bar, o fazendeiro dizia algo, Maurício balouçava a cabeça, voltava para buscar o chapéu:

 - Com licença. Devo retirar-me.

O coronel Amâncio cumprimentava.

 - Boa tarde, senhores.

Tomavam pela Rua Coronel Adami, morava Amâncio na Praça do Grupo Escolar. Alguns, mais curiosos, puseram-se de pé para vê-los subindo a rua, silenciosos e graves como se acompanhassem procissão ou enterro.


quinta-feira, abril 19, 2012

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DIZERES

RESVÉS CAMPO DE OURIQUE

Significado:
 - Por um Triz

Origem:
 - No dia 1 de Novembro de 1755 - ironicamente dia de Todos os Santos - uma das maiores tragédias abateu-se sobre Portugal. Um terramoto de elevada magnitude seguido de um tsunami atinge a cidade de Lisboa matando milhares de pessoas. A força da agua foi de tal forma que entrou por Lisboa adentro e chegaram perto de Campo de Ourique. Foi resvés. Daí a expressão: "Resvés Campo de Ourique".

 


Os Grandes Autores do Século XX e o Que Aprendemos "Ou Devíamos" Com Eles

Texto de José Mário Silva


ITALO CALVINO (1923 - 1985)



Narrador de fina estirpe, Italo Calvino nunca se fixou num género ou num estilode escrita. Profundo conhecedor dos clássicos (um termo sobre o qual teorizou),foi cruzando ao longo da sua obra uma abordagem realista (mais presente nos seus primeiros livros) com aproximações ao fantástico (trilogia Os Nossos Antepassados), às estratégias pós-modernistas (Cosmicómicas; Se Numa Noite de Inverno umViajante) ou aos constrangimentos lúdicos do grupo Ou LiPo.
As suas Seis Propostas para o Próximo Milénio, obra póstuma, oferecem a quem as lê um belíssimo testamento artístico e enumeras virtudes que a Literatura deve preservar: leveza, rapidez, exactidão, visibilidade, multiplicidade e consistência.


O que nos ensinou: a paixão pela linguagem e pelos artifícios.


VÍDEO

A explicação prometida.

GABRIELA CRAVO E CANELA

Episódio Nº 78



 - O que é que você me diz do crime? Perguntou Nhô-Galo.

 - Que horror, hem! Uma coisa assim…

Contaram-lhe das meias pretas. Tonico pinicou um olho entendido. Voltavam a relembrar casos semelhantes, o do coronel Fabrício, que esfaqueara a mulher e mandaram os jagunços atirar no amante quando ele voltava de uma reunião na Maçonaria. Costumes cruéis, tradição de vingança e sangue. Uma lei inexorável.

Também o árabe Nacib, apesar de suas preocupações – os doces e salgados das irmãs Dos Reis tinham-se evaporado – participava da conversa. E, como sempre, para dizer que na Síria, terra de seus pais, era ainda mais terrível.

Parado, junto à mesa, de pé, o corpanzil enorme, dominava a assistência. O silêncio se estendia pelas outras mesas, para melhor ouvi-lo.

 - Na terra de meu pai ainda é pior… Lá, honra de homem é sagrada, com ela ninguém brinca. Sob pena de…

 - De quê, árabe?

Passava o olhar demoradamente pelos ouvintes, seus fregueses e amigos, tomava um ar dramático, avançava a cabeçorra:

 - Lá, mulher sem vergonha se acaba é à faca, devagarinho. Cortando em pedacinhos…

 - Em pedacinhos? - A voz fanhosa de Nhô-Galo.

Nacib aproximava o rosto balofo, as grandes bochechas cândidas, armava uma cara assassina, torcia a ponta do bigode:

 - Sim, compadre Nhô, lá ninguém se contenta em matar a desavergonhada, com essa coisa de dois ou três tirinhos nela e no safardana. Lá é terra de homem macho e para mulher descarada o tratamento é outro; cortar a peste em pedacinhos, começando do bico dos peitos…

- Do bico dos peitos, que barbaridade! – Até o coronel Ribeirinho sentia-se estremecer.

 Que barbaridade nem nada! Mulher que trai o marido não merece menos. Eu, se fosse casado e minha mulher me iluminasse a testa, ah! Comigo era na lei síria: picadinho com o corpo dela… não faria por menos.

E o amante? – interessou-se o Dr. Maurício Caíres impressionado

 - O manchador da honra alheia? – Ficou parado, quase tenebroso, levantou a mão, riu, um pequeno riso caso – O miserável, ah!... Bem seguro por uns quantos homens, desses sírios rijos das montanhas, tiram-lhe as calças, afastam-lhe as pernas… e o marido com a navalha da barba bem afiada…Baixava mão num gesto rápido, descrevendo o resto.

 O quê! Não me diga!

 Isso doutor. Capadinho da silva…


oão Fulgêncio passou a mão no queixo:

 - Estranhos costumes, Nacib. Enfim cada terra com seu uso…

 É o Diabo, –  disse o Capitão e fogosas como são essas turcas, deve haver muito culpado por lá…

 - Também quem se manda meter em casa alheia para roubar o que não é seu? – Dr. Maurício aprovava – É logo as honra de um lar,





INFORMAÇÔES ADICIONAIS À ENTREVISTA
 Nº 47 SOBRE O TEMA: “O PURGATÓRIO EXISTE?” (1)


A Invenção do Purgatório
O Segundo Concílio de Lyon (1274) proclamou o dogma do purgatório para dizer que aqueles que morreram no amor de Deus com verdadeiro arrependimento de seus pecados, antes de terem satisfeito por eles os verdadeiros frutos da penitência, são purificados depois da morte com castigos do purgatório.
A palavra "purgatório" significa "lugar de purificação" e não aparece em nenhum livro da Bíblia. Este Conselho também proclamou a validade das orações oferecidas como voto para "levantar" as almas do purgatório.
 O Concílio de Florença (1439) reconheceu estes   estes princípios e o Concílio de Trento (1536) confirmou a doutrina do purgatório, contrastando  com as ideias de Lutero que, nesses anos levava por diante a Reforma Protestante e pregava que essa  doutrina negava a eficácia da morte de Cristo. Lutero, não só doutrinou contra a ideia teológica do Purgatório, como também denunciou o negócio suculento organizado pelo Vaticano, vendendo "indulgências", que eram documentos assinados pelo Papa, que serviam para "resgatar" de almas do Purgatório que se consumiam nas suas chamas.

quarta-feira, abril 18, 2012

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As nuvens negras ameaçam as delicadas florezinhas...


(Click na imagem e aumente)

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Trabalho Notável... (amanhã mostro como ele faz)



A mulher resolveu se separar do marido.

O juiz perguntou qual seria a principal razão para essa separação..

- Compatibilidade de gênios.

O juiz estranhou:

- A senhora deve estar querendo dizer 'incompatibilidade de génios'...

- Não, não. É compatibilidade mesmo!

- Eu gosto de passear, meu marido também gosta.

- Eu gosto de ir ao cinema, ele também gosta.

- Eu gosto de pizza aos sábados, ele também gosta.

- EU TORÇO PRO FRAMENGO , ELE TAMBÉM TORCE.

- Eu gosto de homem, e o fidaputa também gosta..!

Aliás ADORAAAAAAAAAAA..!!!!!!!

Os Grandes Autores do Séc. XX e o Que Aprendemos, “ou Devíamos ter Aprendido” Com Eles.







Gilles Deleuze (1925 – 1995)

Com uma vastíssima bibliografia, criticou com o mesmo grau de profundidade Spinoza, Kant, Nietzsche, Foucault ou o cinema. Para ele, a filosofia era criação de conceitos. Entre os seus textos mais citados estão os escritos a meias com Félix Guattari, nomeadamente os reunidos em Capitalismo e Esquizofrenia
(cujo segundo volume, Mil Planatos, acaba de ser editado pela Assírio & Alvim).


O que nos ensinou:


- Metáforas físicas para modelos epistemológicos, como o célebre “rizoma” (entidade difusa, sem centro; o oposto do carácter hierárquico
da estrutura clássica da “raiz”)

GABRIELA

CRAVO

E

CANELA


Episódio nº 77


As opiniões variavam sobre Tonico Bastos. Uns o consideravam bom rapaz, um pouco interesseiro e um pouco gabarolas mas de agradável conversa e, no fundo, inofensivo.

Outros achavam-no burro e cheio de si, incapaz e covarde, preguiçoso e suficiente. Mas a sua simpatia era indiscutível: aquele sorriso de homem satisfeito com a vida, a conversa cativante. O próprio Capitão o dizia quando falavam a seu respeito:

- É um canalha simpático, um irresistível mau carácter. Não conseguira Tonico Bastos passar do 3º Ano de Engenharia dos sete levados a cursar na Faculdade no Rio, para onde o enviara o coronel Ramiro, farto dos seus escândalos na Bahia.

Cansado de lhe remeter dinheiro, desiludido de ver aquele filho formado, exercendo a profissão com capricho, como Alfredo, o coronel fê-lo voltar a Ilhéus, arranjou-lhe o melhor cartório da cidade e a noiva mais rica.

Rica, filha única de viúva, órfã de fazendeiro que deixara a pele no fim das lutas. Dª. Olga era sobretudo incómoda. Não herdara Tonico a coragem do pai, por mais de uma vez haviam-no visto empalidecer e gaguejar quando envolvido em complicações nas ruas de mulheres, mas nem mesmo isso podia explicar o medo que tinha da esposa.

Medo, sem dúvida, de um escândalo a prejudicar o velho Ramiro, homem conceituado e respeitado. Pois dona Olga vivia ameaçando com escândalos, era uma boca de trapo, na sua opinião todas as mulheres andavam atrás de Tonico.

A vizinhança ouvia diariamente as ameaças da gorda senhora, os sermões ao marido.

- Se um dia eu souber que você anda metido com mulher!...

Em sua casa não parava empregada: Dª. Olga suspeitava de todas, despedia-as ao menor pretexto, andavam certamente cobiçando seu belo esposo.

Olhava com desconfiança as moças do Colégio das Freiras, as senhoras nos bailes no clube Progresso. Seu ciúme tornara-se lendário em Ilhéus. Seu ciúme e sua má educação, seus modos brutos, suas gaffes colossais.

Não que tivesse conhecimento das aventuras de Tonico, que suspeitasse estar ele em casa de mulheres quando saia, à noite, “para tratar de política” como lhe explicava. O mundo viria abaixo se soubesse.

Mas Tonico tinha lábia, encontrava sempre maneira de enganá-la, de acalmar seu ciúme. Não havia homem mais circunspecto do que ele quando, depois do jantar, dava uma volta com a esposa na Avenida da praia, tomava um sorvete no bar Vesúvio, ou a levava ao cinema.

- Olhem como ele vai sério com o seu elefante… – diziam ao vê-lo passar referindo-se ao seu ar tão digno e à gordura de Olga estourando os vestidos.

Era outro homem minutos depois, após conduzi-la de volta a casa, na Rua dos Paralelepípedos, onde também ficava o cartório, quando saia para “conversar com os amigos e fazer política”. Ia dançar nos cabarés, cear em casas de mulheres, muito requestado, por ele se engalfinhavam raparigas, trocavam insultos, chegavam a agarrar-se pelos cabelos.

- Um dia a casa cai… comentaram. – Dª. Olga sabe, vai ser o fim do mundo.

Várias vezes estivera para acontecer. Mas Tonico Bastos envolvia a esposa numa rede de mentiras, aplacava-lhe as suspeitas. Não era barato o preço a pagar pela posição de homem irresistível, de conquistador número um da cidade.

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ENTREVISTA FICCIONADA COM JESUS

CRISTO Nº 47 SOBRE O TEMA: “Existe o Purgatório?”


RAQUEL – Emissoras Latinas continuam junto das antigas muralhas de Jerusalém e, novamente, nos congratulamos com o nosso convidado especial, Jesus Cristo.

JESUS – Paz para ti, Raquel.

RAQUEL – O senhor falou do inferno e de demónios e negou veementemente sua existência.

JESUS – Assim é.

RAQUEL – No entanto, inúmeros pregadores em inúmeros sermões falaram e continuar a falar sobre estas questões.

JESUS – Parecem acreditar no diabo mais do que em Deus.

RAQUEL – Na sua última entrevista o senhor nos disse que falar do diabo tem sido um grande negócio. O que quer dizer exactamente?

JESUS – Que o diabo plantou o medo. E com medo colheu moedas.

RAQUEL - Mas alguns argumentam que esse medo serve para as pessoas se comportam bem.

JESUS - Não, o medo só serve para fazer escravos.

RAQUEL - Mas um pouco de medo não vai dar certo? O inferno talvez não, mas ... será que o purgatório?

JESUS - O que é o purgatório, Raquel?

RAQUEL - Purgatório, é aquele lugar onde nos purificamos com o fogo irmos para o céu limpos… Isto está assim na Bíblia, certo?

JESUS - Os fariseus que eu conheci faziam purificações com a água… mas o fogo não lhes ocorreu… Que eu saiba as Escrituras não dizem uma palavra sobre esse tal purgatório.

RAQUEL - E o senhor tem algo a dizer?

JESUS - Sim, Deus não é cruel para colocar num forno, qualquer de seus filhos. Por trás dessas chamas, como eu te disse, deve haver um negócio…

RAQUEL - Bem, vamos pedir a Richard Dawkins, um especialista em deuses e demónios… Está a ouvir-me bem, Dr. Dawkins?

DAWKINS - Perfeitamente, Raquel Perez. Eu vou-lhe explicar que o purgatório foi criado pela Igreja no século XIII. Como já tinham o inferno como um lugar de tormento eterno, o purgatório foi inventado como um prelúdio de tormentos passageiros. Para entrarem no céu, as almas dos mortos tinham de passar por ele.

RAQUEL - E como saíam de lá?

DAWKINS - Pagando.

RAQUEL – Pagando para quê?

DAWKINS - Para a espera não ser tão longa nem dolorosa, os papas começaram a vender "amnistias", indultos, para 100 dias, 500 dias, mil dias. O que comprava baixava as dores do purgatório…

RAQUEL - As famosas indulgências?

DAWKINS - As indulgências muito famosos. Um golpe de sorte.

JESUS - Eu não te dizia, Raquel?

DAWKINS – De seguida, começaram a vender com antecedência. Se tivesse grandes pecados, pagavas mais e podias até salvar do inferno. Se esses pecados não eram tão graves, pagavas menos e descontavasd dias ou meses de purgatório. Assim adiantavas a entrada para o céu.

RAQUEL - Como quem compra bilhetes para um jogo de futebol.

DAWKINS - Exactamente. Trezentos anos depois, o Papa Leão X, melhor organizado nos negócios, colocou um preço para cada pecado. Qualquer crime podia ser perdoado se pagassem ao Vaticano. Qualquer: estupro de meninos e meninas, incesto, assassinato, matar a mãe… Não havia pecado não fosse perdoado em troca de dinheiro.

RAQUEL - A receita devia ser enorme seria enorme, não?

DAWKINS – Incalculáveis. Com essa fortuna foi construída a basílica de São Pedro, em Roma e os palácios do Vaticano que hoje os turistas visitam deslumbrados. A venda das indulgências foi a gota que fez transbordar o copo de corrupção. Então, Martinho Lutero levantou a voz, e nasceram os protestantes. Por isto se dividiu a igreja.

RAQUEL – Muito obrigado, Dr. Richard Dawkins. Que lhe parece tudo isto, Jesus Cristo?

JESUS - É abominável o que me contas. Na verdade te digo, Raquel, que aqueles comerciantes que foram corridos a chicote do Templo, eram aprendizes ao lado destes idólatras do dinheiro.

RAQUEL - O que mais podemos acrescentar? De Jerusalém, informou Raquel Perez, das Emissoras Latinas.

terça-feira, abril 17, 2012

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Barcos no Tejo

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MARCOS VALLE

"Durante os anos de 1956 a 1963 o Brasil viveu um período de intensas transformações culturais que foram decisivas para o seu amadurecimento enquanto nação, nesta ocasião tinha-se a impressão que a democracia estaria consolidada e que nada abalaria o entusiasmo desenvolvimentista que seria a marca principal da era juscelinista. Mas se eram evidentes os sinais de progresso este teria seu lado lúdico encabeçado pela Bossa Nova que inseria a musica popular brasileira nesse caminho de modernidade e vanguarda cultural.


Como todo movimento artístico de peso, a Bossa Nova produziu depois de sua consolidação uma nova geração de compositores e intérpretes que seguiriam seus passos e se tornariam ídolos e referencias nos anos sessenta, sendo que alguns deles ficariam presos à sua época e outros superariam as barreiras do tempo construindo uma carreira sólida e longeva.


Entre os novos talentos que estavam despontando destacavam-se os irmãos Marcos e Paulo Sergio Valle, este um excelente letrista sendo, porém, o primeiro o que mais se destacaria como músico. Nascido no Rio de Janeiro em 14 de setembro de 1943 Marcos Valle já aos treze anos formava-se em piano e teoria musical pelo Conservatório Hayddée Lázaro Brandt, passou, a seguir, a estudar acordeom e pouco tempo depois se dedicou ao violão.


Em 1961 formou um trio com Edu Lobo e Dori Caymmi e começou a compor. A primeira musica gravada foi Sonho de Maria incluída no LP de estréia do Tamba Trio, Avanço, em 1963 chamando a atenção do público e da crítica ensejando-lhe a oportunidade de gravar seu primeiro disco, o que acabou ocorrendo neste mesmo ano. Lançado pela Odeon com o título de Samba Demais. o primeiro LP de Marcos Valle fez um tremendo sucesso e fixou definitivamente seu nome como um dos grandes músicos da fase pós Bossa Nova. Das 12 faixas do LP seis são em parceria com seu irmão, e as outras de compositores diversos."



DIZERES




"Ficar a Ver Navios"






Significado:


- Decepção, não ter o que se deseja.


Origem:


- Em 1578, D. Sebastião perdeu a vida na batalha de Alcácer - Quibir em Marrocos mas muitos não quiseram acreditar em tal infortúnio. Por isso, era comum encontrarem-se mirones no Alto de Santa Catarina a olhar para os navios à espera que o malogrado Rei D. Sebastião aparecesse.


Então, o povo começou logo a dizer mal daqueles que iam ver navios e a expressão implantou-se na sociedade.

Os Grandes Autores do Século XX e o Que Aprendemos ou "Deveríamos ter Aprendido" Com Eles.


Texto de José Mário Silva




CARLOS SAGAN (1934 - 1996)




Astrónomo norte- americano com excepcionais dons de comunicação, destacou-se como divulgador científico.O seu livro Cosmos, a partir do qual foi feita uma notável série televisiva, desvendou ao cidadão comum os grandes segredos do Universo e estimulou muitos jovens a seguirem uma carreira científica. Escreveu ainda o romance Contacto (adaptado ao cinema por Robert Zemeckis), sobre o encontro da espécie humana com uma civilização extra-terrestre.


O Que Nos Ensinou:

- Que mesmo princípios científicos complexos, se explicados com clareza, podem ser entendidos por qualquer um.

GABRIELA

CRAVO

E

CANELA




Episódio Nº 76




Os cabras do coronel chegaram no princípio da noite, beberam acintosamente uma cachaças no bar mal frequentado de Toinho Cara de Bode, resmungaram ameaças e partiram para a casa da Chiquinha.

Jogavam os amantes jogos de amor no leito pago pelo coronel, apaixonados e confiantes, sorrindo um para o outro, felizes. Os vizinhos próximos ouviram risos e suspiros entrecortados, de quando em vez a voz de Chiquinha num gemido: “Ai meu amor!”.
Os cabras entraram pelo quintal, os vizinhos próximos e distantes ouviram novos rumores, toda a rua acordou com os gritos, nem um se reuniu frente à casa.

Foi, segundo contam, surra de criar bicho, no rapaz e na moça, e rasparam o cabelo dos dois, de tranças compridas o de Chiquinha, ondeado e louro o de Juca Viana, e lhes deram ordens, em nome do indignado coronel de desaparecer naquela mesma noite e para sempre de Ilhéus.

Juca Viana era agora promotor em Jequié, nem mesmo depois de formado voltara a Ilhéus. De Chiquinha não se teve mais notícia.

Conhecendo esta história quem se atreveria a transpor sem prévio convite do coronel a soleira da porta de rapariga sua? Sobretudo a pesada porta da casa de Glória, a mais apetitosa, a mais esplêndida, de quantas mancebas abrigara Coriolano?

O coronel envelhecera, a sua força política já não era a mesma, mas a lembrança do exemplo de Juca Viana e Chiquinha persistia e o próprio Coriolano encarregava-se de relembrá-lo quando isso lhe parecia necessário.

Recentes eram os sucessos ocorridos no cartório de Tonico Bastos.

De simpático Vilão

Tonico Bastos, o homem por excelência elegante da cidade, olheiras negras e romântica cabeleira de fios prateados, o paletó azul e a calça branca, os sapatos brilhando de lustro, um verdadeiro dândi, entrava no bar com o seu ar despreocupado quando vinham de pronunciar seu nome.

Fez-se um silêncio incómodo na roda, ele perguntou suspeitoso.

- De que falavam? Ouvi meu nome…

- De mulheres, de que havia de ser? – Disse João Fulgêncio. – E, falando-se de mulheres, seu nome veio à baila. Como não podia deixar de acontecer…

Abriu-se o rosto de Tonico num sorriso, puxou uma cadeira, aquela fama de conquistador, de irresistível, era a sua razão de viver. Enquanto o irmão Alfredo, médico e deputado, examinava crianças em seu consultório em Ilhéus, fazia discursos na Câmara, na Bahia, ele trocava pernas pelas ruas, metendo-se com raparigas, corneando os fazendeiros nos leitos das concubinas.

Mulher nova desembarcada na cidade, sendo bonita, logo encontrava Tonico Bastos rodando em torno de sua saia, dizendo-lhe galanteios, gentil e ousado.

A verdade é que tinha sucesso e multiplicava esse sucesso nas conversas sobre mulheres. Era amigo de Nacib e vinha em geral na hora da sesta, quando o bar cochilava vazio, espantara o árabe com suas histórias, suas conquistas, e ciumeira de mulheres por sua causa.

Não havia em Ilhéus pessoa a quem Nacib tanto admirasse.
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INFORMAÇÕES ADICIONAIS À

ENTREVISTA Nº 46 SOBRE O TEMA:

"ENDEMONIADOS" (5 e últ.)




Os Nossos Demónios


A palavra "diabo" ("daimon" em grego) significa literalmente "arrancado". Uma visão psicológica deste conceito entende os "demónios" como a sombra de nossa própria consciência, o que é conhecido como componentes neuróticos da personalidade, o lado escuro da nossa psique.

Se rejeitarmos estas "sombras", elas perseguir-nos-ão e acabaremos por atribuir a um Ser malvado e externo a nós, um Demónio, o diabo, que, afinal não são mais que as nossas fraquezas, nossas limitações, nossos lados escuros. Ao fazê-lo, deixamos de assumir a responsabilidade pelas nossas próprias ações.
Temos de aprender a lidar com os nossos "demónios". Quanto mais os negamos e rejeitamos mais poder eles terão sobre nós. Um mestre zen dizia:

- "Faz-te amigo da tua raiva, ela faz parte de ti é a tua energia vital. Não cortes o dedo onde ele dói".
Quanto menos aceitares as tuas sombras, quanto menos as reconheceres, mais as projectarás sobre os outros: os de outra raça, de outra cultura, homossexuais, imigrantes, mulheres... Assim, "endemoniaremos" nossos vizinhos. São sempre "outros" os responsáveis, os culpados.
Nestes "demónios", os nossos, podemos "acreditar". A crença em demónios sobrenaturais e demónios que entram nos nossos corpos e nas nossas vidas, que andam no mundo para nos prejudicar, é uma crença anti-cristã, contrárias a Deus, de quem Jesus falou.

segunda-feira, abril 16, 2012

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Casa abandonada...


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VÍDEO

Comentário de Luiz Carlos Prates em 12/04/2011


PEDIDO DE EMPRÉSTIMO BANCÁRIO





Um advogado de nome Barack Hussein Obama II, na época, 1995, líder comunitário, membro fundador da mesa diretora da organização sem fins lucrativos Public Allies, membro da mesa diretora da fundação filantrópica Woods Fund of Chicago, advogado na defesa de direitos civis e professor de direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago, Estado de Illinois (e atual presidente dos Estados Unidos da América) numa certa ocasião pediu um empréstimo em nome de um cliente que perdera sua casa num furacão e queria reconstruí-la.



Foi-lhe comunicado que o empréstimo seria concedido logo que ele pudesse apresentar o título de propriedade original da parcela da propriedade que estava a ser oferecida como garantia.
O advogado Obama levou três meses para seguir a pista do título de propriedade datado de 1803.
Depois de enviar as informações para o Banco, recebeu a seguinte resposta:

- "Após a análise do seu pedido de empréstimo, notamos que foi apresentada uma certidão do registro predial.
Cumpre-nos elogiar a forma minuciosa do pedido, mas é preciso salientar que o senhor tem apenas o título de propriedade desde 1803.
Para que a solicitação seja aprovada, será necessário apresentá-lo com o registro anterior a essa data."


Irritado, o advogado Obama respondeu da seguinte forma:

- "Recebemos a vossa carta respeitante ao processo nº.189156. Verificamos que os senhores desejam que seja apresentado o título de propriedade para além dos 194 anos abrangidos pelo presente registro.

De facto, desconhecíamos que qualquer pessoa que fez a escolaridade neste país, particularmente aqueles que trabalham na área da propriedade, não soubesse que a Luisiana foi comprada, pelos EUA à França, em 1803.

Para esclarecimento dos desinformados burocratas desse Banco, informamos que o título da terra da Luisiana, antes dos EUA terem a sua propriedade, foi obtido a partir da França, que a tinha adquirido por direito de conquista da Espanha.

A terra entrou na posse da Espanha por direito de descoberta feita no ano 1492 por um navegador e explorador dos mares chamado Cristóvão Colombo, casado com dona Filipa, filha de um navegador de nome Perestrelo.
Este Colombo era pessoa respeitada por reis e papas e até ouso aconselhar-vos a ler sua biografia para avaliar a seriedade de seus feitos e intenções. Esse homem parece ter nascido em 1451 em Gênova, uma cidade que naquela época era governada por mercadores e banqueiros, conquistada por Napoleão Bonaparte em 1797 e atualmente parte da Região da Ligúria, República Italiana.


A ele, Colombo, havia sido concedido o privilégio de procurar uma nova rota para a Índia pela rainha Isabel de Espanha.


A boa rainha Isabel, sendo uma mulher piedosa e quase tão cautelosa com os títulos de propriedade como o vosso Banco, tomou a precaução de garantir a bênção do Papa, ao mesmo tempo em que vendia as suas jóias para financiar a expedição de Colombo.

Presentemente, o Papa – isso, temos a certeza de que os senhores sabem - é o emissário de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e Deus - é comumente aceito - criou este mundo a partir do nada com as palavras Divinas: Fiat lux que significa "Faça-se a luz", em língua latina.
Portanto, creio que é seguro presumir que Deus também foi possuidor da região chamada Luisiana por que antes, nada havia.


Deus, portanto, seria o primitivo proprietário e as suas origens remontam a antes do início dos tempos, tanto quanto sabemos e o Banco também.

Esperamos que, para vossa inteira satisfação, os senhores consigam encontrar o pedido de crédito original feito por Deus.

Senhores, se perdurar algumas dúvidas quanto a origem e feitos do descobridor destas terras, posso adiantar-lhes que desta dúvida, certeza mesmo, só Deus a terá por que inúmeros historiadores e investigadores, concluíram baseados em documentos que, Cristóvão Colombo, nasceu em Cuba (Portugal) e, não em Gênova (Itália), como está oficializado:


- Segundo eles, em primeiro lugar, Christovam Colon, foi o nome que Salvador Gonçalves Zarco, escolheu para persuadir os Reis Católicos de Espanha, a financiar-lhe a viagem à Rota das Índias, pelo Ocidente, escondendo assim a sua verdadeira identidade.

- Segundo, este pseudônimo não aparece por acaso, porque Cristóvão está associado a São Cristóvão, que é o protetor dos Viajantes (existe inclusive uma ilha batizada de São Cristóvão). Cristóvão, que também deriva de Cristo, que propaga a fé, por onde anda, acresce que Cristo, está associado a Salvador (1º nome verdadeiro do ilustre navegador). Colon, porque é a abreviatura de colono e derivado do símbolo das suas assinaturas". ( Duas aspas, com dois pontos no meio).

- Terceiro, Salvador Gonçalves Zarco, está devidamente comprovado, nasceu em Cuba ( Portugal) e, é filho ilegítimo do Duque de Beja e de Isabel Gonçalves Zarco.


- Quarto, era prática usual na época, os navegadores darem às primeiras terras descobertas, nomes religiosos, no caso dele, foi São Salvador (Bahamas), por coincidência ou talvez não, deriva do seu primeiro nome verdadeiro, a segunda batizou de Cuba (Terra Natal) e, seguidamente Hispaniola (Haiti e República Dominicana), porque estava ao serviço da Coroa Espanhola.

- Quinto, a "paixão" pelos mares, estava no sangue da família Zarco, nomeadamente em, João Gonçalves Zarco, descobridor de Porto Santo (1418), com Tristão Vaz Teixeira e da Ilha da Madeira (1419), com o sogro de "Christovam Colon", Bartolomeu Perestrelo.

- Por fim, em sexto, existem ilhas nas Caraíbas, com referência a Cuba (além da mencionada Cuba; São Vicente, na época existia a Capela de São Vicente, da então aldeia de Cuba). Posteriormente (Sec-XVI), foi edificada a atual Igreja Matriz de São Vicente. São coincidências (pseudônimo, nome das ilhas, família nobre e ligada ao mar, habitou e casou em Porto Santo,ilha que fica na Rota das Índias pelo Ocidente), mais do que suficientes, para estarmos em presença de Salvador Gonçalves Zarco e, conseqüentemente do português Christovam Colon.

Christovam Colon, morreu em Valladolid (Espanha) em 1506, tendo os seus ossos sido transladados, para Sevilha em 1509, contudo em 1544, foram para a Catedral de São Domingos, na época colónia espanhola, satisfazendo a pretensão testamental do prestigiado navegador.

A odisséia das ossadas não ficaria por aqui, porque em 1795, os espanhóis tiveram de deixar São Domingos, tendo os ossos sido transferidos para Cuba (Havana), para em 1898, depois da independência daquela ilha, sido depositados na Catedral de Sevilha.

Coincidência ou não, em 1877, os dominicanos, ao reconstruírem a Catedral de São Domingos, encontraram um pequeno túmulo, com ossos e intitulado “Almirante Christovam Colon".

Existem na Ilha da Madeira e nos Açores, pessoas da famílias Zarco, descendentes diretos de João Gonçalves Zarco e, conseqüentemente da mãe (Isabel Gonçalves Zarco) de Christovam Colon, disponíveis para darem uma amostra do seu cabelo aos cientistas, para analisar o seu DNA e, para comparar os seus resultados nas ossadas do navegador, se, efetivamente forem as pretensões deste Banco para certificar-se da origem do navegador.

Quanto a Deus, ainda não tenho sua biografia, somente sei que caso a conseguisse, até o maior e mais potente computador do planeta não seria suficiente para comportar um resumo do resumo da mesma, por isso sugiro-vos educadamente e após muito pensar, que, por serem banqueiros e, portanto poderosos, tentem por vossos meios.


Agora, que está tudo esclarecido, será que podemos ter o nosso empréstimo? "
Barack Hussein Obama II
Advogado


*O empréstimo, claro, foi concedido.


Nota - Brilhante!...mereceu vir a ser Presidente do EUA

Os Autores Mais Influentes do Séc. XX e o

Que Aprendemos ou "Devíamos ter aprendido" Com Eles.





BERTOLT BRETTCHT (1898-1956)


Dramaturgo, alémde poeta, teorizou e levou à prática uma visão épica e dialéctica do teatro, na qual se procurava um distanciamento entre o espectador e a cena, de forma a centrar o trabalho dramatúrgico na crítica das relações sociais, comuma preocupação didáctica, tendo emvista a tomada de consciência de quemassistia aos espectáculos. A companhia Berliner Ensemble prosseguiu estes princípiosmesmo após a suamorte.

O que nos ensinou: - A força radical do teatro enquanto meio para questionar as ordens estabelecidas.

DIZERES...









"Beber uma Imperial"



Significado:


- Beber uma cerveja tirada à pressão



Origem:


- A Germânica Imperial foi a primeira fábrica a vender cerveja à pressão em Portugal. Em 1916, o país entrou na Guerra Mundial e todos os bens alemães foram nacionalizados. O nome Germânica mudou para Portugália mas o nome de imperial ficou.

ENTREVISTA COM JESUS Nº 46



SOBRE O TEMA: “OS ENDEMONIADOS” (4)


Fala um Exorcista

O padre italiano Gabriele Amorth é um dos melhores exorcistas conhecidos do mundo. Ele é fundador e presidente honorário da Associação Internacional dos Exorcistas e autor de "Fala um exorcista." De acordo com Amorth, pode-se cair "nas garras do diabo" por quatro razões: - Primeiro, porque cair pode significar um bem para a pessoa (no caso de muitos santos, diz o expert). Ou por persistir no pecado. Ou porque se foi vítima de um pacto de maldição com o diabo. - Ou, finalmente, porque se trata de uma prática de ocultismo.
Amorth diz que é impossível dar números precisos dos endemoninhados conhecidos e tratados. “Os casos de possessão demoníaca verdadeiros que eu atendo - explica - são numerosos, mas porque eu recebo os casos mais difíceis, que não são resolvidas por outros exorcistas”.
Ele admite: Nos primeiros anos da minha actividade quando recebia todos sem uma selecção prévia, a maioria dos pacientes eram do foro psíquica, sem terem o demónio pelo meio.

GABRIELA

CRAVO
E
CANELA


Episódio Nº 75





Logo que os filhos chegaram à idade do colégio, transferiu a família para a Bahia, parava na casa da rapariga. Ali recebia os amigos, tratava de negócios, discutia política, estendido numa rede a pitar um cigarro de palha.

O próprio filho – quando nas férias dava um pulo a Ilhéus e à fazenda – ali o devia procurar. Homem de economizar vintém consigo próprio, era mão aberta com as raparigas, gostava de vê-las luxando, abria para elas conta nas lojas.

Antes de Glória, muitas outras se haviam sucedido, nas boas graças do coronel, em amigações que em geral duravam um certo tempo. Rapariga sua era trancada em casa, pouco saindo, solitária, sem direito a amizades, a visitas. “Um monstro de ciúmes” diziam dele.

- Não gosto de pagar mulher prós outros… - explicava o coronel quando lhe tocavam no assunto.

Quase sempre era a mulher que o abandonava, farta daquela vida de cativa, de escrava bem alimentada e bem vestida. Algumas iam parar nas casas de prostituição, outras voltavam para as roças, uma viajara para a Bahia, levada por um caixeiro-viajante.

Por vezes, no entanto, era o coronel que se fartava, precisava carne nova. Descobria, quase sempre na sua própria fazenda ou nos povoados, uma caboclinha simpática, mandava a anterior embora. Nesses casos, gratificava-a bem. Para uma delas que vivera com ele mais de três anos, montara uma quitanda na Rua do Sapo.

De quando em quando, ia lá visitá-la, sentava-se à conversa, interessava-se pelo andamento dos negócios. Sobre as raparigas do coronel Coriolano contavam-se múltiplas histórias.

A de certa Chiquinha, de extrema juventude e timidez, ficara como exemplo. Menina de dezasseis anos parecendo ter medo de tudo, franzina, os olhos meigos, saltando do rosto, fora descoberta e trazida pelo coronel de suas terras para uma casa de rua de canto.

Lá ele amarrava seu cavalo alazão ao vir à cidade. Andava o coronel pelos seus cinquenta anos e era ele próprio, tão tímido encabulado parecia Chiquinha, quem lhe comprava sapatos e cortes de fazenda, vidros de perfume. Ela mesmo, nas horas de completa intimidade, tratava-o respeitosamente de “senhor” e de “coronel”. Coriolano babava-se de contente.

Estudante em férias, Juca Viana descobriu Chiquinha num dia de procissão. Começou a rondar a casa na rua mal iluminada, amigos o avisaram do perigo: com rapariga de coronel Coriolano ninguém se metia, o coronel não era homem de meias conversas.

Juca Viana, segundanista de Direito, tirado a valente encolheu os ombros. Dissolveu-se a timidez de Chiquinha ante o atrevido bigode estudantil, as roupas elegantes, as promessas de amor. Começou por abrir a janela, quase sempre fechada quando o fazendeiro não estava. Abriu a porta uma noite, Juca fez-se parceiro do coronel no leito da rapariga. Sócio sem capital e sem obrigações, levando o melhor dos lucros num ardor de paixão que logo se fez conhecida e comentada na cidade inteira.

Ainda hoje a história em todos os seus detalhes é relembrada na Papelaria Modelo, nas conversas das solteironas, ante os tabuleiros de gamão. Juca Viana perdera o senso da prudência, entrava em plena luz do dia na casa de aluguel paga por Coriolano. A tímida Chiquinha transformou-se em atrevida amante, chegando ao cúmulo de sair à noite, de braço dado com Juca, para deitarem-se os dois na praia deserta, sob o luar. Duas crianças pareciam, ela com os seus dezasseis anos, ele com vinte incompletos, fugidos de um poema bucólico.



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domingo, abril 15, 2012

HOJE É DOMINGO


(Da minha cidade de Santarém)





Palavras sábias e avisadas, são palavras sábias e avisadas venham elas de onde vierem, e porque o são, é importante que o máximo de pessoas as ouçam e as sigam.

Eu não reproduziria aqui as palavras de D. José Policarpo, produzidas a alguns anos atrás, se elas tivessem a ver com qualquer aspecto da doutrina da Igreja Católica (ou de qualquer outra) da qual ele é o máximo representante no nosso país.

Na minha qualidade de não crente não me incumbe esse papel. Respeito e compreendo todas as pessoas, crentes ou não, sigam elas esta ou aquela religião, desde que se respeitem uns aos outros, e esta é a minha posição.

Reconheço os malefícios das religiões, o extraordinário contributo que ao longo da história da humanidade sempre deram para a divisão entre os homens, atraso da humanidade e o pretexto que foram para guerras, ódios, extermínios, em suma, sofrimento incalculável.

Mas também sei que os homens não são religiosos porque o queiram ser, apenas não conseguem deixar de o ser, o que é muito diferente. O espaço da crença está inscrito no seu cérebro desde o princípio da humanidade.


Acreditar foi um dos factores que contribuiu para a sobrevivência da espécie quando ainda se estava muito longe das religiões… elas vieram depois, muito depois… à boleia.

Mas voltemos a D. Policarpo e às suas sábias e avisadas palavras que nada têm a ver com crenças e doutrinas religiosas. Aqui há uns anitos ele terá dito, pensando nas jovens portuguesas/europeias casadoiras, o seguinte:

- “Cautela com os amores. Pensem duas vezes antes de casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meterem-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam;

- Sei que uma jovem europeia de formação cristã, a primeira vez que vai parar ao país deles, é sujeita ao regime das mulheres muçulmanas, imagine-se lá…

- Só é possível dialogar com quem quer dialogar. Por exemplo, com os nossos irmãos muçulmanos, o diálogo é muito difícil (…) porque eles não admitem sequer encarar a crítica do que pensam, que a sua verdade não seja a única e toda a verdade.

- Se queremos dialogar com muçulmanos temos de saber o bê-á-bá da sua compreensão da vida, da sua fé, portanto, a primeira coisa é conhecer melhor, respeitar.

- Nós somos muito ignorantes, queremos dialogar com os muçulmanos e não gastámos uma hora da nossa vida a perceber o que é que eles são. Quem é que em Portugal já leu o Alcorão?”

Estas palavras que servem de aviso às mulheres portuguesas e a todas as europeias não muçulmanas não significam que, na realidade, não seja possível que uma europeia católica não seja feliz casando com um muçulmano.

O que D. Policarpo quis dizer é que elas correm um grave risco para o qual devem estar alertadas, e este risco é evidente e óbvio pelo simples facto de que a cultura e a religião católica são muito diferentes da cultura e religião de Maomé.

Se o casamento em si, pelas naturais diferenças entre as pessoas, constitui já um interminável rol de compromissos e cedências recíprocas, imagine-se como será quando, entre eles, existem tão profundas diferenças culturais e religiosas.

E se a portuguesa Rute Isabel reagiu mal às palavras e avisos de D. José Policarpo porque é muito feliz no seu casamento com o marroquino Abdelilah Suisse, a nós só nos resta congratularmo-nos com esse facto.

Agora, SrªDª Isabel, não fique chocada com as palavras de D. Policarpo porque a senhora, melhor do que ninguém, deve ter-se apercebido, ao longo da sua vida de casada, que as palavras do Cardeal têm toda a razão de ser, sejamos honestos e deixemo-nos de hipocrisias!


(Click na imagem de uma rua da cidade antiga)

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