sábado, agosto 17, 2013

RMOTHA - EU SONHEI QUE TU ESTAVAS TÃO LINDA

Há certas canções que se revelam "especiais"aos nossos ouvidos. Esta é a minha canção "especial"... e não me perguntem porquê... Talvez um de vós lhe encontre o "feitiço" que eu encontrei".


Sem etiqueta... Sem preço...


IMAGEM

A técnica da cenoura no lançamento de mísseis...



Parque Nacional Peneda-Gerês


Portugal não é apenas um sucessão de praias lindas, de areias douradas, ondas cheias de espuma branca a saírem de um mar azul esverdeado com o sol a brilhar lá no alto e, se fosse, já não seria pouco... Mas, Portugal é também o Parque Nacional da Penêda - Gerês, único Parque nacional no país situado no extremo nordeste do Minho, estendendo-se até Trás-dos Montes desde as terras da Serra da Penêda até à Serra do Gerês - daí a sua designação- sendo recortado por dois grandes rios, o Lima e o Cávado. Fazendo fronteira com a Galiza abrange os distritos de Braga, Viana do Castelo e Vila Real numa área total de 70.290 hectares. O Parque Nacional da Peneda - Gerês é considerado pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera.
É uma das maiores atracções naturais de Portugal, pela rara e impressionante beleza paisagística e pelo valor ecológico, etnográfico e pela variedade da fauna (corças, garranos, lobos, aves de rapina) e flora (pinheiros, teixos, castanheiros, carvalhos e várias plantas medicinais)


Joe Dassin - À Toi

Um cantor romântico por excelência desaparecido prematuramente aos 42 anos (em 1980) com um ataque de coração.

IMAGEM

Dois cavalos... uma só cabeça... que pertence a qual deles? 


JUBIABÁ

Episódio Nº 87


Ali quase só mulheres, pálidas e macilentas mulheres de olhos compridos, fabricavam charutos caros para fins de banquetes ministeriais.

Os homens não tinham jeito, possuíam as mãos grossas demais para aquele trabalho que, no entanto, era pesado e difícil.

Na tarde chuvosa do dia da chegada, eles atravessaram de canoa o rio Paraguaçu que separava as cidades. No fundo a ponte enorme. O Gordo ia contando uma história, que o Gordo nascera mesmo para poeta e se soubesse escrever e ler poderia ganhar a vida fazendo A B C e histórias em versos.

Mas o Gordo nunca fora à escola e se contentava em narrar com a sua voz baixa e sonora os casos que ouvia, as velhas lendas que aprendera na cidade, e as histórias que inventava quando bebia.

Se não fosse a sua mania de meter anjos em todas as histórias, ainda seria melhor. Mas o Gordo era muito religioso também.

A canoa evitava as pedras. O rio estava seco e homens de calças arregaçadas e dorsos nus pescavam o jantar. O Gordo ia contando:

 - Então Pedro Malazarte, que era um bicho sabido, disse ao homem: - é um rebanho enorme de porcos… tem mais de quinhentos… que quinhentos que nada… tem mais de mil… dois mil… três mil… de tantos que até já perdi a conta…

 - O homem de panela só via os rabos enterrados na areia. Era um mundo de rabos pretos que o vento remexia. Eles ficava tudo bulindo que nem que tivesse porco mesmo, vivo de verdade, enterrado na areia.

E Pedro Malazarte foi dizendo: - e esses porcos são mágicos… quando eles obra sai é dinheiro. É tudo nota de cinco mil réis… Quando vão crescendo só sai nota de dez e até nota de conto de réis eles bota quando já estão velho. Eu troco tudo isso por sua panela…

 - E o homem não desconfiou? – interrompeu o canoeiro.

 - Nada, o homem era um tolo e estava com os olhos cheios de porcos. Pegou e trocou a panela com carne e feijoada pelo rebanho.

Pedro Malazarte avisou: - Vosmecê deixe eles enterrados até de manhã. De manhã eles sai e vão obrar dinheiro. E o homem ficou esperando que os porcos aparecesse.

Passou a tarde, passou a noite, passou o outro dia e até hoje o homem está lá esperando… Se quiser é só ir ver…

O canoeiro ria. António Balduíno queria agora ouvir a aventura da panela. Amava as histórias de Pedro Malazarte, malandro que sabia enganar os demais e levava uma vidinha gozada.

Imaginava-o vivo, correndo o mundo, sabendo coisas de todos os países, pois até ao céu Pedro Malazarte já fora levar dinheiro para o marido de viúva rica que estava passando miséria num hotel vagabundo do paraíso.

E tinha quase certeza que aquele homem calvo que aparecera na macumba de Jubiabá, não era outro senão Pedro Malazarte, disfarçado. Aquele homem não correra o mundo e não vira todas as coisas?


 - Eu penso na minha cabeça que aquele homem careca que foi na macumba de pai Jubiabá era Pedro Malazarte... 

sexta-feira, agosto 16, 2013

IMAGENS

Quem se inspirou em quem?...






Danyel Gerard - Butterfy (1971) 

Este senhor tem a minha idade, nasceu em Paris e compôs esta linda canção..

PERGUNTA: - Por que razão o frango atravessou a estrada?

Algumas respostas de eminentes personalidades e de outras nem tanto:


Professora de Instrução Primária: - Porque queria chegar ao outro lado da estrada.


Criança: - Porque sim.


Platão: - Porque pretendia alcançar o Bem.

Aristóteles: - É da natureza dos frangos cruzar a estrada.

Karl Marx: O actual estádio das forças produtivas exigia uma nova classe de frangos, capazes de atravessar a estrada.

Moisés: Uma voz vinda do céu bradou ao frango: "Atravessa a estrada!" E o frango atravessou a estrada e todos se regozijaram.

Martin Luther King: Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos eram livres para atravessar a estrada sem que sejam questionados seus motivos.

Maquiavel: A quem importa o por quê? Estabelecido o fim de atravessar a estrada, é irrelevante discutir os meios que utilizou para isso.

Sigmund Freud: A preocupação com o facto de o frango ter atravessado a estrada é um sintoma de sua insegurança sexual.

Charles Darwin: Ao longo de grandes períodos de tempo, os frangos têm sido seleccionados naturalmente, de modo que, agora, têm uma predisposição genética para atravessar estradas.

Einstein: - Se o frango atravessou a estrada ou a estrada se moveu sob o frango, depende do ponto de vista. Tudo é relativo.

José Sócrates: Porque ele atravessou a estrada, não vem ao caso. O importante é que, com o Plano Tecnológico, o povo está comendo mais frango. E,continuando a ser o mais baratinho, o de aviário, claro, com a crise come-se cada vez mais...

Drogado: - Foi uma viagem...

Liedson: - Sei lá, entende?

Feministas:- Para humilhar a franga, num gesto exibicionista, tipicamente machista, tentando, além disso, convencê-la de que, enquanto franga, jamais terá habilidade suficiente para atravessar a estrada.

Che Guevara: - Hay que cruzar la carretera, pero sin jamás perder la ternura...

Blaise Pascal: - Quem sabe? O coração do frango tem razões que a própria razão desconhece.

Sócrates: - Tudo que sei é que nada sei.

Dorival Caymmi: - Eu acho (pausa)... - Amália, vai lá ver pra onde vai esse frango pra mim, minha filha, que o moço aqui tá querendo saber...

Katia Sofia (artista da Telenovela “Cerejas c/ Chantily”): - Porque queria juntar-se aos outros mamíferos.

JUBIABÁ

Episódio Nº 86


              - «Você está na lanterna do saveiro…

Passam junto da lanterna do «Paquete Voador». Guma sacode um embrulho de dinheiro dentro do “Viajante sem Porto”.

Quinze mil réis, Mestre Manuel mete os cinco no bolso da calça e grita:

 - Boa viagem, Guma. Boa viagem…

 - Boa viagem, a voz vem lá de trás

António Balduíno pega os dez mil réis que ganhou:

 - Compre um vestido para ela, Manuel. Foi ela que ganhou…

         - «A estrada do mar é larga, Maria…

António Balduíno pensa onde andará o homem branco e calvo que naquele apareceu na macumba de Jubiabá. Onde ele estará, onde estará o homem que António Balduíno julga ser Pedro Malazarte, o aventureiro?

É preciso que ele não esqueça essa viagem de saveiro, quando escrever o A B C do negro António Balduíno, valente e brigão, que ama a liberdade e o mar.


Mestre Manuel entregou o leme a António Balduíno agora que o rio é largo. Foi com a mulher para o fundo do saveiro. Estão escondidos atrás da camarinha. Mas se ouvem os ruídos dos corpos no amor. Vêm gemidos em voz baixa, súplicas e beijos.

Vem uma onda alta que cobre os amantes. Eles riem entre beijos. Nesse momento estarão molhados e o amor ainda será melhor.

António Balduíno imagina jogar o saveiro sobre as pedras do rio. Morreriam todos e os gritos e beijos se extinguiriam no mar.

O Gordo, que perdeu nessa noite uma estrela e um anjo fala.

 - Ele não devia ter feito isso…


CHEIRO DOCE DE FUMO


Cheiro doce de fumo! Cheiro doce de fumo! Invade as largas narinas do Gordo que entontece. O saveiro ficou no porto unicamente os dias das feiras das cidades vizinhas: Cachoeira e São Félix.

Depois partiu para outros portos pequenos, Maragogipe, Santo Amaro, Nazaré das Farinhas, Itaparica, levando seu Manuel e a mulher que cantava durante a noite e cheirava a mar. Abriu as velas e partiu na manhã saudosa. Valia como uma despedida.

António Balduíno e o Gordo ficaram na cidade velha de Cachoeira, medindo o comprimento das ruas numa vagabundagem forçada.

Sentiam a cidade pelo cheiro. Era aquele cheiro adocicado de fumo que vinha de São Félix defronte, das fábricas brancas que tomavam quarteirões inteiros e que eram gordas como os seus donos.

Cheiro que tonteava, que fazia pensar em coisas distantes, que obrigava o Gordo a contar longas histórias inventadas ou repetidas.

Nas fábricas de charutos não havia trabalho.



CRENÇAS RUINS



Este texto é da autoria de Gregory W. Lester, professor de psicologia na Universidade de St. Thomas, em Huston, nos EUA, e trago-o hoje ao Memórias Futuras a propósito da declaração que li hoje no jornal, de um manifestante fervoroso da Irmandade Muçulmana, desalojado da Praça Raba al-Adawiya, que afirmou:

“Queimaremos tudo, converter-nos-emos em bombas humanas.”

A chamada “primavera árabe” descambou, na maioria dos casos, em terríveis guerras de disputa de poder por facções religiosas lideradas por fundamentalistas fanáticos que em nome de um deus pretendem asfixiar a sociedade afundando-a no mais terrível obscurantismo.

O Egipto está à beira de uma guerra civil, mais uma entre as que proliferam nos países do Norte de África, e tudo por causa de um vírus terrível, mortal, em que as crenças religiosas se podem transformar.

Vejamos o que nos diz o Prof. Gregory Lester:

Por que razão é tão difícil erradicar crenças ruins?

- A razão tem a ver com a natureza das próprias crenças que estão biologicamente preparadas para serem resistentes à mudança porque foram designadas para aumentar a nossa habilidade de sobreviver.

Para mudar as crenças os cépticos devem aceder às habilidades de sobrevivência do cérebro discutindo os significados e as implicações para além dos dados.

Uma noção básica do espírito crítico e científico é de que as crenças estão erradas e por isso, é muitas vezes confuso e irritante para cientistas e cépticos que as crenças de tantas pessoas não mudem diante de evidências contraditórias.

Perguntamo-nos como é que as pessoas acreditam em coisas que contradizem os factos?

Essa confusão pode criar uma terrível tendência da parte dos pensadores cépticos de diminuir e menosprezar as pessoas cujas crenças não mudam face às evidências.

Elas podem ser olhadas como inferiores, estúpidas ou até malucas. Esta atitude, resulta de uma falha dos cépticos ao não compreenderem o propósito biológico das crenças e a necessidade neurológica de que elas sejam resistentes à mudança.

A verdade é que, por causa do seu pensamento rigoroso, muitos cépticos não têm uma compreensão clara ou racional do que são as crenças e por que, mesmo as mais erradas, não desaparecem facilmente.

Entender o propósito biológico das convicções pode ajudar os cépticos a serem muito mais eficientes no desafio às crenças irracionais e na divulgação de conclusões científicas.

Embora faça muito mais do que isso a finalidade primária dos nossos cérebros é manter-nos vivos e a sobrevivência irá ser sempre o seu principal propósito e virá sempre em primeiro lugar.

Se formos ameaçados ao ponto dos nossos corpos ficarem apenas com energia suficiente para suportar a consciência ou o coração a bater mas não as duas coisas em simultâneo, o cérebro não tem problema em “apagar-se” e colocar-nos em coma (sobrevivência à frente da consciência) em vez de ficar alerta até à morte (consciência à frente da sobrevivência).

Como cada actividade do cérebro serve fundamentalmente para isso, a única maneira de entender precisamente qualquer função cerebral é examinar o seu valor como instrumento de sobrevivência.

Mesmo a dificuldade de tratar desordens comportamentais como a obesidade e vícios pode ser entendida examinando a sua relação com a sobrevivência.

Qualquer redução no consumo calórico ou na disponibilidade de uma substância na qual um indivíduo é viciado é sempre interpretada pelo cérebro como uma ameaça à sobrevivência e o resultado disso é que o cérebro defende-se criando aquelas reacções típicas da síndrome da abstinência.

As ferramentas primárias do cérebro para garantir a nossa sobrevivência são os sentidos. Obviamente, devemos ser hábeis em perceber com precisão o perigo para podermos tomar atitudes que nos mantenham em segurança.

Para sobreviver temos que ver o leão à saída da caverna e ouvir o intruso invadindo a nossa casa a meio da noite.

Apesar disso, os sentidos sozinhos são inadequados como detectores do perigo porque são limitados no alcance e na área. Nós só podemos ter contacto sensorial directo com uma pequena porção do mundo de cada vez.

O cérebro considera esse, um problema significativo porque, mesmo o dia-a-dia, requer que estejamos constantemente em movimento, dentro e fora do nosso campo de percepção do mundo como é agora.

Entrar num território que nós nunca vimos ou ouvimos coloca-nos na perigosa posição de não termos nenhuma noção dos perigos possíveis. Se entrar num prédio desconhecido ou numa parte perigosa da cidade, as minhas chances de sobrevivência diminuem porque não tenho como saber se o teto está para cair na minha cabeça ou se um atirador está escondido atrás da porta.

É aqui que entra a crença.

Crença: é o nome que damos à ferramenta de sobrevivência do cérebro que existe para aumentar a função de identificação de perigos dos nossos sentidos.

As crenças estendem o alcance dos nossos sentidos de maneira que podemos detectar melhor o perigo e aumentar as nossas chances de sobrevivência em território desconhecido. Em essência, elas servem-nos como detectores de perigo de longo alcance.

Do ponto de vista funcional, os nossos cérebros tratam as crenças como “mapas” da parte do mundo que não podemos ver no momento.

Enquanto estou sentado na minha sala de estar não posso ver o meu carro. Apesar de o ter estacionado na minha garagem há algum tempo, se eu usar os dados sensoriais imediatos, eu não sei se ele ainda lá está, por isso, neste momento os dados sensoriais não são de grande utilidade para encontrar o meu carro.

Para que eu encontre o meu carro com algum grau de eficiência, o meu cérebro deve ignorar a informação sensorial actual e voltar-se para o seu “mapa” interno do local do meu carro.

Esta é a minha crença de que o carro ainda está no local onde o deixei. Se me referir à minha crença em vez de aos dados sensoriais, o meu cérebro pode “saber” alguma coisa sobre o mundo com o qual não tenho contacto imediato.

Esta faculdade “estende” o conhecimento e o contacto do cérebro com o mundo para além do alcance dos nossos sentidos imediatos aumentando as nossas possibilidades de sobrevivência.

Um homem das cavernas tem mais hipóteses de sobreviver se acreditar que o perigo existe na floresta embora ele não o veja, da mesma forma que um polícia estará mais seguro se acreditar que alguém parado por infracção de trânsito pode ser um psicopata armado embora tenha aparência de boa pessoa.

Tanto os sentidos como as crenças são ferramentas para a sobrevivência e evoluíram para se alimentarem um ao outro e, por isso, o nosso cérebro considera-os separados mas igualmente importantes como fontes de informação para a sobrevivência.

A perda de qualquer um deles coloca-nos em perigo. Sem os nossos sentidos não poderíamos conhecer o mundo perceptível e sem as nossas crenças nada poderíamos saber do que está fora dos nossos sentidos, nem sobre significado, razões e causas.

Isto significa que as crenças existem para operar independentemente dos dados sensoriais.

Na verdade, todo o valor das crenças para a sobrevivência baseia-se na sua capacidade de persistirem não obstante as evidências em contrário.

As crenças não devem mudar facilmente ou simplesmente por causa de evidências que as neguem. Se elas o fizessem não tinham nenhuma utilidade para a sobrevivência. O nosso homem das cavernas não duraria muito se a sua crença em perigos potenciais na floresta se evaporasse toda a vez que ele não visse esses perigos.

Para o cérebro não há absolutamente nenhuma necessidade que os dados e as crenças concordem entre si. Cada um delas evoluiu para aumentar e melhorar a outra pelo contacto com diferentes secções do mundo.

Foram preparadas para poderem discordar e por isso é que cientistas podem acreditar em Deus e pessoas que são geralmente razoáveis e racionais podem acreditar em coisas sem evidências dignas de crédito como discos voadores, telepatia ou psicocinese.

Quando dados e crenças entram em conflito o cérebro não dá preferência aos dados e é por isso que crenças, mesmo disparatadas, ruins, irracionais ou loucas, raramente desaparecem diante de evidências contraditórias.

O cérebro não se importa se a crença concorda com os dados, ele apenas se preocupa se a crença ajuda à sobrevivência e ponto final.

Então, enquanto a parte racional e científica do nosso cérebro pode pensar que os dados deviam confirmar a crença, a um nível mais profundo ele nem liga a isso. Ele é extraordinariamente reticente em reavaliar as suas convicções.

E como um velho soldado com o seu revólver que não acredita que a guerra acabou, também o cérebro se recusa a entregar as armas mesmo que os factos desmintam aquilo em que ele crê.

Mesmo as crenças que não parecem, estão intimamente ligadas á sobrevivência porque as crenças não ocorrem individualmente ou no vácuo. Elas relacionam-se umas com as outras formando uma rede que cria a visão do mundo fundamental do cérebro e daqui a importância de manter intacta essa rede.

Pequenas que sejam e aparentemente sem importância, qualquer pequena convicção é defendida até ao fim.

Por exemplo, um Criacionista não pode tolerar a precisão dos dados que indicam a realidade da evolução, não por causa dos dados em si mas porque mudar qualquer crença relacionada com a Bíblia e a natureza da criação, quebrará todo um sistema, uma visão do mundo e, em última análise, a experiência de sobrevivência do seu cérebro.

O que está em causa, portanto, é uma questão de valor da sobrevivência da credibilidade e, perante ela, as evidências negativas são insuficientes para mudar as crenças mesmo em pessoas inteligentes em outros assuntos.

Em primeiro lugar, os cépticos não devem esperar mudanças de crença simplesmente como resultado dos dados ou pensar que as pessoas são estúpidas porque não mudam de ideias.

Devem evitar tornarem-se críticos ou arrogantes como resposta à resistência à mudança. Os dados são sempre necessários mas raramente suficientes.

Em segundo lugar, os cépticos devem aprender a nunca ficarem só pelos dados mas discutirem também as implicações que a mudança dessas crenças podem ter na visão do mundo e no sistema de convicções das pessoas envolvidas.

Os cépticos devem acostumar-se a discutir a filosofia fundamental e a ansiedade existencial que se estabelece quando crenças profundas são abaladas.

A tarefa é tão filosófica e psicológica quanto científica.

Em terceiro lugar, e talvez a mais importante, os cépticos devem perceber quanto difícil é para as pessoas verem as suas convicções abaladas. É, quase literalmente, uma ameaça ao senso de sobrevivência dos seus cérebros.

É perfeitamente normal que as pessoas fiquem na defensiva em situações como essas. O cérebro acha que está lutando pela sua própria vida.

A lição que os cépticos devem aprender é que as pessoas, geralmente, não têm a intenção de serem teimosas, irracionais, nervosas, grosseiras ou estúpidas, quando as suas convicções são ameaçadas.

É uma luta pela sobrevivência e a única maneira de lidar, efectivamente, com esse tipo de comportamento defensivo é amenizar a luta em vez de inflamá-la.

Os cépticos só podem pensar em ganhar a guerra pelas convicções racionais se continuarem, mesmo contra respostas defensivas, mantendo um comportamento digno e respeitoso que demonstre respeito e sabedoria. Para que os argumentos científicos se imponham, os cépticos devem manter sempre o controle e não se irritarem.

Finalmente, o que deve servir de consolo é que a parte realmente fantástica disto, não é que somente algumas crenças se modifiquem ou que as pessoas sejam tão irracionais, mas sim que as crenças de qualquer um podem modificar-se.

A habilidade que os cépticos demonstraram em alterar as suas próprias convicções a partir das descobertas científicas, constituiu um verdadeiro dom; uma capacidade poderosa, única e preciosa, só possível por uma alta função do cérebro na medida em que vai contra algumas das urgências biológicas mais fundamentais.

Eles possuem uma aptidão que pode ser assustadora, modificadora e que causa dor. Ao projectarem nos outros essa habilidade devem ser cuidadosos e sábios.

As convicções devem ser desafiadas com cuidado e compaixão.

Os cépticos não devem perder de vista os seus objectivos, devem adoptar uma visão de longo prazo, tentarem vencer a guerra pelas crenças racionais, não entrarem numa luta até à morte.

Não são só os dados e os métodos dos cépticos que têm que ser limpos, directos e puros, mas também a sua conduta e comportamento.

quinta-feira, agosto 15, 2013

Em napolitano ou em chinês a voz da nossa Amália sobressaía sempre...

Raparigas fantásticas, famosas na época. 

Um vídeo de 1944, foi recuperado, digitalizado e colorido. Nesta clássica coreografia do filme “Broadway Rhythm”, as assim chamadas The Ross Sisters, Aggie, Maggie e Elmira, cantam e movimentam-se de uma forma que não parece ser humanamente possível. 
Nos primeiros 45 segundos elas cantam. Mas o que vem a seguir é impressionante. 


Quem cuida da vida dos outros, se esquece de prestar atenção na própria vida.


Um cara, vendo o vizinho do prédio ao lado na varanda, puxou conversa:

– Ô vizinho! Quando é seu aniversário?
Em maio. Por quê?
– É que eu vou lhe dar uma cortina de presente pra você colocar no quarto.

Não aguento mais ver você e sua esposa transando em plena luz do dia!

Aí o outro perguntou:

– E o seu aniversário, quando é?
– Em setembro! Por quê?
– Vou lhe dar um binóculo, pra você ver direito de quem é a esposa!...
 

IMAGEM

A exuberância do negro na esbelta figura de um cavalo...



Se Deus não existe, porquê ser bom?
(continuação)

Richard Dawkins “A Desilusão de Deus”


Outra boa possibilidade é que o ateísmo esteja correlacionado com um terceiro factor, como seja a formação universitária, a inteligência, ou a actividade reflexiva, que pode contrariar eventuais impulsos criminosos.

As provas decorrentes da investigação em nada corroboram a opinião comum de que a religiosidade tem uma correlação positiva com a moralidade.

As provas de índole correlacional nunca são conclusivas, mas os dados que se seguem, descritos por Sam Harris no livro “Letter to a Christian Nation, não deixam de ser surpreendentes:

 - «Apesar da filiação num partido político, nos Estados Unidos, não ser um indicador perfeito do factor religiosidade, não é segredo nenhum que os estados “vermelhos”, -  republicanos – são vermelhos, antes de mais devido à esmagadora influência política dos cristãos conservadores.

Se houvesse uma correlação forte entre o conservadorismo cristão e a saúde da sociedade, poderíamos esperar ver algum sinal disso mesmo na América dos estados «vermelhos».

Mas não. Das 25 cidades com os mais baixos índices de crimes violentos, 62% estão situados em estados «azuis» (democratas) e 38% pertencem a estados «vermelhos».

 - Das 25 cidades mais perigosas, 76% são de estados «vermelhos» e 24% pertencem a estados azuis. Na verdade, três das cinco cidades mais perigosas do E.U. situam-se no devoto estado do Texas.

 - Os 12 estados com índices de assalto mais elevados são «vermelhos» e 24 dos 29 com os índices de furto mais elevados são «vermelhos».

 - Finalmente, dos 22 estados com índices de homicídio mais elevados, 17 são vermelhos.»


Se a investigação sistemática alguma coisa nos diz, é no sentido de corroborar estes dados correlacionais.

No “Journal of Religion and Society (2005), Gregory S. Paul levou a cabo um estudo comparativo sistemático de 17 nações economicamente desenvolvidas, chegando à devastadora conclusão de que «nas democracias prósperas, índices mais elevados de crenças e adoração de um criador, correlacionam-se com índices mais elevados de homicídio, mortalidade juvenil e precoce, índices de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez na adolescência e aborto».

No livro Breaking The Spell, Dan Dennett comenta com sarcasmo este tipo de estudos em geral:

«Escusado será dizer, estes resultados atingem tão profundamente as propaladas propensões da superior virtude moral por parte das pessoas religiosas que se assistiu a um acréscimo considerável de investigações desencadeadas por organizações religiosas que os tentam refutar… uma coisa da qual podemos ter a certeza é de que, se existe uma relação positiva significativa entre o comportamento moral e a filiação, a prática ou a crença religiosa, essa relação em breve será descoberta, dado serem tantas as organizações ansiosas por confirmar cientificamente as suas crenças tradicionais sobre estas questões. (Essas organizações deixam-se impressionar bastante pelo poder que a ciência tem para descobrir a verdade, quando esta corrobora aquilo em que já acreditam...)


Cada mês que passa sem uma dessas demonstrações acentua a suspeita de que tal não irá acontecer.
(continua)

Será este o saveiro de mestre Manuel?
JUBIABÁ

Episódio Nº 85




- Eu vou para Cachoeira, mas a gente corre até Maragogipe… Tá valendo cincão…

 - Tá valendo.

António Balduíno aposta também. Guma pega no leme:

 - Vamos…

Os sav3eiros vão inteiramente de lado e o «Paquete Voador» ganha distância. Balduíno avisa:

 - Olhe os meus dez mil réis que estão no fogo, Manuel.

O mestre sorri:

 - Deixa ele correr…

Grita para o fundo:

 - Maria Clara!

A mulher que dorme e sonha, desperta e aparece. Mestre Manuel apresenta:

 - Minha patroa…

A surpresa deles é tão grande que não dizem nada. Ela também está calada e mesmo que fosse feia, seria bela assim em pé no saveiro que se inclina, o vestido levantado pelo vento, os cabelos voando.

Um cheiro do mar se mistura ao cheiro do abacaxis. O cangote dela, os lábios dela – pensa António Balduíno – devem cheirar a mar, a água salgada. E sente um desejo repentino.

O Gordo pensa que ela é um anjo da guarda e quer rezar uma oração. Porém ela não é nada disso: é mulher de mestre Manuel que avisa:

 - Tou correndo com Guma. Cante uma canção…

A canção ajuda o vento e ajuda o mar. São segredos que só um velho marinheiro sabe, segredos que se aprendem no convívio do mar.

 - Vou cantar o samba que aquele moço estava cantando…

Estão todos penetrados dela. Ninguém sabe se ela é bela ou feia, mas todos amam esse momento. Ela é a música que compra o mar. Está de pé e seus cabelos esvoaçam abandonados ao vento. Canta:

                    - «Aonde vai parar essa estrada, Maria…

«O Viajante sem Porto» corre fazendo um ruído na água. Já se vê novamente o «Paquete Voador» que é um ponto luminoso na noite.

                     - «As estrelas dos teus está no céu….

Aquilo branco é vela do «Paquete Voador» que está mais perto.

                    - «O barulho do teu riso está no mar…

Onde irão eles nessa carreira louca? Não se baterão numa coroa de pedras negras e não irão dormir no fundo do mar?

Mestre Manuel vai de olhos fechados no leme. António Balduíno estremece, gozando a mulher que canta. Para o Gordo ela é um anjo. Ele reza.

quarta-feira, agosto 14, 2013

O Canto do Uirapuru - Nilo Amaro e Seus Cantores de Ebano

É uma ave encantadora pelas penas, pelo canto e pela sua dinâmica de vida. Não é fácil de encontrar no seu meio ambiente mas mesmo assim os seus "admiradores" procuram-na porque ela dá sorte... Amemos os animais, neste caso o Uirapuru, deixando-o livre, respeitando a sua casa na floresta da Amazónia. Essa é que será a magia...


Olha-me esta ...



Aqui há tempos, um indivíduo sofreu um terrível acidente e o seu pénis foi dilacerado e arrancado.

Foi atendido no Hospital de Santa Maria e o médico assegurou-lhe que a medicina moderna podia pôr-lhe um 'instrumento' novo, mas que o seguro de saúde não cobria a cirurgia, já que a mesma é considerada cirurgia estética.

O médico, um ilustre cirurgião estético da nossa praça, acrescenta que os preços da cirurgia são:


- 3.500,00 EUR - para um pénis de tamanho pequeno;
- 6.500,00 EUR - para o tamanho médio;
- 9.000,00 EUR - para o de tamanho grande (barato, não?).

O homem aceitou imediatamente mas ficou na dúvida se havia de implantar um médio ou um grande. O cirurgião, então, aconselhou-o a conversar com a mulher antes de tomar uma decisão.

O homem assim faz... todo entusiasmado, telefonou a mulher e explicou-lhe o que se passava.


Daí a pouco, voltou ao consultório e o médico viu que ele estava visivelmente incomodado e deprimido, e por isso perguntou-lhe:


- Então, o que é que o senhor e a sua mulher decidiram?


O homem, cabisbaixo, responde-lhe:


- É uma pôrra!... Diz que prefere remodelar a cozinha..

Voando com os pássaros...

JUBIABÁ

Episódio Nº 84


Puxou outra fumaça:

 - Eles tinham pressa e ficou tudo no mar… A gente só salvou os corpos. Assim mesmo, dois nunca ninguém encontrou…

“O Viajante sem Porto” vai rápido, todo virado de um lado, contornando o rio que é cheio de curvas, se abrindo de repente em bacias, se fechando depois em canais estreitos.

Me lembro da água que fazia gluglu junto do saveiro virado.

Mestre Manuel imitava a água:

 - Glu-glu… Parecia que estava comendo alguma coisa…

 - Não tinha uma mulher gritando pelo noivo? Nem o anjo da guarda dos afogados? – perguntou o Gordo que tremia.

 - Tava tudo morto quando a gente chegou.

 - Nem o anjo da guarda tinha escapado – riu Balduíno…

 - Afogado não tem anjo da guarda… A mãe da água leva tudo que ela é mesmo uma tentação…

O Gordo havia inventado o negócio do anjo e da noiva mas afirmou que tinha visto nos jornais.

 - Mas você não tinha nascido ainda…

 - Então foi de outra vez… Você não assistiu?

O Gordo pensa que é uma estrela nova e grande que está brilhando um pouco atrás. Grita na alegria da descoberta.

 - Olhe que estrela nova e bonita… É minha, é minha… - Ele está com medo que alguém a roube, a tome dele que a descobriu.

Os outros olham. Mestre Manuel escarnece:

 - Estrela nada. Aquilo é o «Paquete Voador» que vem vindo… Ele tava em Itaparica quando a gente passou, vem aí pra pegar gente… Quer pegar carreira com você – mestre Manuel agora está falando com o «Viajante sem Porto» e o acaricia.

Olha os companheiros:

 - O barco corre. Guma é bom no leme… Mas com este ninguém se pega, vão ver…

O Gordo está triste porque perdeu a sua estrela. António Balduíno pergunta:

 - Como é que você sabe que é o «Paquete Voador», Manuel?

 - Pela luz da lanterna…

Mas a luz é igual à de todas as lanternas dos saveiros e António Balduíno só não pensa com o Gordo que ela é uma estrela nova porque se move a todo o momento. Porém duvida que seja o «Paquete Voador».

Pode ser qualquer um dos rápidos saveiros do Porto. Fica esperando. O Gordo olha o céu para ver se descobre outra estrela que substitua a que ele perdeu. Porém as que brilham já são todas conhecidas e todas já têm dono.

O saveiro se aproxima. Mestre Manuel vai devagar, esperando.

É mesmo o «Paquete Voador». Guma grita

 - Vamos pegar uma carreira, Manuel?

 - Pra onde vai?

 - Maragogipe…



terça-feira, agosto 13, 2013


O Senhor
é Um
Filho
da P…

Um sindicalista argentino propôs que fosse criado o “Dia do Filho da P…” para ser celebrado na data do nascimento do ex-ditador Jorge Rafael Videla, que enfrenta vários processos por crimes contra a humanidade.

Também Carlos Queiroz, que não cometeu crimes nenhuns contra a humanidade, está a contas com a justiça desportiva e parece que não só, por ter chamado filho da p… a um senhor funcionário do Estado que trabalha no Instituto da Droga.

Tudo isto para recordar Ramada Curto, republicano, socialista, eminente político na primeira República e famoso advogado. Nesta qualidade, interveio no Tribunal para defender um cliente acusado de ter chamado filho da p… ao ofendido.

Ramada Curto começou por chamar a atenção do juiz para o facto de, muitas vezes, se utilizar essa expressão em termos elogiosos (“Aquele filho da p… é o melhor de todos”) ou carinhosos (“Dá cá um abraço, meu grande filho da p…”) e depois concluiu as suas alegações da seguinte forma:

“E até aposto que, neste momento, V.Exª. está a pensar o seguinte: “Olhem lá o que aquele filho da p… se havia de lembrar para safar o cliente!...”

Chegada a hora da sentença o juiz vira-se para o réu e diz: “O senhor vai absolvido mas agradeça ao filho da p… do seu advogado”.

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