sábado, novembro 23, 2013

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Ironia... Primeiro, destroem-na e de seguida a reconstroem a partir dos seus próprios pedaços... 




O cantor brasileiro Roberto Carlos lançou o filme "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" ( filmado em 1967) no qual uma das cenas é a de um show no telhado de um edifício em São Paulo, cantando a música "Quando".

Para recordar...

   
 .

 Sem intenções machistas...


No hospital, logo após ter parido, a loirinha, em prantos, chora ao saber que teve gémeos:


- Gémios? Meu Deus, nããoooooooo!

A enfermeira desesperada tenta consolá-la, e diz:

- Ter gémeos é uma dádiva. Porquê chorar ?

- Porque eu não sei quem é o pai do segundo.........!!



NOTA:

Há até aquelas que não sabem quem é o pai do primeiro... e não precisam de ser loiras.

SEREIA 

OU 

BALEIA








Há tempos, numa cidade de França, um cartaz, com uma jovem espectacular, na montra de um ginásio, dizia:

"Este verão, queres ser sereia ou baleia?"


Dizem que uma mulher jovem-madura, cujas características físicas não interessam, respondeu à pergunta publicitária nestes termos:


"Estimados Senhores:


As baleias estão sempre rodeadas de amigos (golfinhos, leões-marinhos, humanos curiosos).

Têm uma vida sexual muito activa, engravidam e têm baleiazinhas ternurentas, às quais amamentam.

Divertem-se à brava com os golfinhos, enchendo a barriga de camarões.

Brincam e nadam, sulcando os mares, conhecendo lugares tão maravilhosos como a Patagónia, o mar de Barens ou os recifes de coral da Polinésia.
As baleias cantam muito bem e até gravam CD's. São impressionantes e praticamente não têm outros predadores além dos humanos. São queridas, defendidas e admiradas por quase toda a gente.

As sereias não existem. E, se existissem, fariam fila nas consultas dos psicanalistas, porque teriam um grave problema de personalidade, "mulher ou peixe?".
Não têm vida sexual, porque matam os homens que delas se aproximam, além disso, por onde? Por isso, também não têm filhos. São bonitas, é verdade, mas solitárias e tristes. Além disso, quem quereria aproximar-se de uma rapariga que cheira a peixaria?



Para mim está claro, quero ser baleia.


P.S.:

 Nesta época em que os meios de comunicação nos metem na cabeça a ideia de que apenas as magras são bonitas, prefiro desfrutar de um gelado com os meus filhos, de um bom jantar com um homem que me faça vibrar, de um café e bolos com os meus amigos.

Com o tempo ganhamos peso, porque ao acumular tanta informação na cabeça, quando já não cabe, espalha-se pelo resto do corpo, por isso não estamos gordas, somos tremendamente cultas. A partir de hoje, quando vir o meu rabo no espelho, pensarei, Meu Deus, que inteligente que sou..."




 "Não podemos ajustar o vento, mas podemos orientar a nossa vela!" 

Maria Virgínia, Presidente da APRE
“Peste Grisalha”




Conhecem a polémica:

- O país está numa grave crise financeira e o governo, para atingir os deficits orçamentais impostos pela troyka, “atirou-se” às reformas dos funcionários públicos com efeitos retroactivos.

- O assunto foi objecto de debate no Parlamento e um jovem deputado do PSD, partido do Governo, de seu nome Carlos Peixoto, teve o desplante de apelidar os pensionistas de Estado de “Peste Grisalha”, como uma doença da Pátria…

 - Maria Virgínia, Presidente da APRE (Associação dos Pensionistas e Reformados) saíu em defesa dos seus colegas associados, entre os quais me incluo, e tornou pública a seguinte carta que eu subscrevo com todo o gosto:


1º - Deduzo que o Sr. Deputado que nasceu a 13 de Fevereiro de1968 foi por obra e graça do Espírito Santo e como tal deve achar-se um filho de Deus que desceu à Terra.

2º - Portanto cresceu sem pai, sem mãe, sem avós e sem berço.

3º - Apesar de tudo isso nasceu feliz porque hoje não tem ninguém na sua família a quem possa dizer que faz parte da peste grisalha

4º - Também não tem que agradecer a ninguém os estudos que tem. Chegou a advogado também por obra do Espírito Santo!

E agora vamos a conclusões.

- Pois fique sabendo que eu tenho na minha família e eu própria pertenço à peste grisalha. E fique sabendo também que quando o Sr. Deputado nasceu já eu trabalhava. E assim foi durante 44 anos, não devo nada a ninguém, tenho educação, princípios e moral coisa que lhe falta a si e muito!

A si falta-lhe tudo o que eu tenho, amor, amizade, convicções, solidariedade, determinação. Tive pai, mãe, avós, berço, mesmo que tudo tenha sido modesto. Sabe que se não morrer cedo e espero que não, terá que engolir as palavras que disse ou então pintar o seu cabelo porque a peste também lhe chegará e alguém poderá lembrar-se do que disse. Alguém obviamente mais novo porque o Sr. Deputado poderia ser meu filho hipoteticamente falando.

Felizmente não é porque para seu mal seria diferente ou então não se livrava de um bom par de estalos. Fique bem no meio dos seus e não se esqueça de todas as noites agradecer ao Espírito Santo!


Nanotecnologia


Nanotecnologia
 e
Gigatecnologia.




Por oposição à Gigatecnologia – “Giga” significa mil milhões, temos a Nanotecnologia em que “Nano” significa milmilionésimo.

A Nanotecnologia é a construção de coisas que tenham um biolinésimo do tamanho de quem as constrói e a Gigatecnologia é a arte de construir coisas que sejam, pelo menos, 1.000 milhões de vezes maior que o indivíduo que a construiu e esta é uma arte que os nossos engenheiros não dominam.

Os maiores navios de transporte construídos por nós não são muito maiores relativamente aos seus construtores e podemos contorná-los em poucos minutos. Falta-nos a vantagem da “construção exponencial”.

Vejamos, agora, uma construção exponencial. O número de células que se multiplica: de 1 para 2, 4, 8, 16, 32, … e continuando a multiplicar por 2 obtêm-se, desta forma, em 57 gerações 100.000 biliões de células que é exactamente o número de células que tem uma baleia azul, partindo de uma única célula! O homem tem mil biliões.

O que é notável é que as linhagens celulares param de se dividir quando se espera que o façam, de forma a que todas as partes do nosso organismo sejam proporcionadas, uma em relação às outras e quando isso não acontece, quando elas não param de se dividir, dizemos que se originou um cancro. ( As coisas terríveis mas maravilhosas da biologia…)
Do Livro “A Escalada do Monte Improvável” de Richard Dawkins

Pediu que ele tomasse conta do seu filho...
JUBIABÁ

Episódio nº 170


Sim, ninguém a possuiu porque todos a compraram. Só o negro António Balduíno, que nunca dormiu com ela, a possuiu e de todas as formas, no corpo virgem da dos Reis, nas ancas que dançavam de Rosenda Rosedá.

Só ele a possuiu no corpo de todas as mulheres que dormiram com ele. Na maravilhosa aventura de amor do negro António Balduíno e da branca Lindinalva, esta foi branca, preta e mulata, foi também aquela chinezinha do Beco de Maria Paz, foi gorda e magra, teve uma voz masculina certa noite no cais, mentia com a preta Joana.

Mas ela não pode ir vestida de virgem, António Balduíno. Amélia está explicando que ela amou Gustavo, que ele a possuiu de verdade, sem a comprar.

Mas António Balduíno não quer escutar e pensa que aquilo é outra intriga de Amélia para o afastar de Lindinalva.


Para ajudar o filho de Lindinalva o negro António Balduíno entrou para a estiva no lugar de Clarimundo que o guindaste matara.

Ia ter uma profissão, ia ser escravo da hora, dos capatazes, dos guindastes e dos navios. Mas se não o fizesse só lhe restaria entrar pelo caminho do mar.

As sombras enormes dos guindastes aparecem no mar. E o mar verde e oleoso chama o negro António Balduíno. Os guindastes fazem escravos, matam os homens, são inimigos dos negros e aliados dos ricos.

O mar faz libertos. Será um mergulho só e terá tempo para soltar a sua gargalhada. Mas Lindinalva acariciou sua cabeça e pediu que ele tomasse conta do seu filho.


PRIMEIRO DIA DA GREVE


António Balduíno passara a noite descarregando um navio sueco que trazia material para a estrada de ferro e que nas noites seguintes seria abarrotado de cacau.

Carregava um molho pesado de ferros, quando ao passar junto de Severino, um mulato magricela, este lhe disse:

- A greve do pessoal dos bondes rebenta hoje…

Aquela greve era esperada há muito. Por diversas vezes o pessoal da companhia que dominava a luz, o telefone e os bondes da cidade, tentara se levantar em parede pedindo aumento de salário.

Chegaram a fazer uma greve anteriormente, mas foram tapeados com promessas que ainda estavam por cumprir. E agora, há oito dias que a cidade esperava amanhecer sem bondes e sem telefone.

Mas a greve não rebentava, sempre adiada. Por isso António Balduíno não ligou muita importância ao aviso de Severino. Logo depois, porém, ouvia um negro alto dizer:

 - A gente devia aderir, ficar com eles…

Os guindastes depositavam no cais enormes rolos de ferro. Os negros iam debaixo deles para os armazéns, parecendo monstros estranhos e ainda conversavam. O apito do capataz dava ordens. Um branco passou o braço na testa e sacudiu longe o suor:

 - Será que eles conseguem alguma coisa?

Voltavam correndo para junto dos rolos de ferro. Severino murmurou enquanto suspendia o fardo:


 - O sindicato deles tem dinheiro para aguentar a greve…

sexta-feira, novembro 22, 2013




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Se a família aumenta não cabem na estrada...



Os pianistas também se divertem mas... se fechássemos os olhos não dávamos por isso.

O

BORRACHINHA!!!!




Na fila do autocarro estavam uma senhora e todos seus 10 filhos.

Junto deles estava um senhor de meia idade, com uma das pernas de pau.

 O autocarro chegou, a criançada entrou primeiro e ocupou todos os bancos vazios.

O senhor e a senhora entraram e ficaram de pé.

Quando o autocarro arrancou o senhor da perna de pau, com visível dificuldade, desequilibrou-se para trás, e o barulho foi inconfundível:
TOC... TOC... TOC... TOC...

Quando ele travou, a mesma coisa mas agora para frente:
TOC... TOC... TOC... TOC...

Na arrancada, novamente:
TOC... TOC... TOC... TOC......E assim foi, por várias vezes.

Num determinado momento, já incomodada com o barulho e, ao mesmo tempo, tentando ser gentil, a mãe das 10 crianças disse ao perneta:

- Perdão, mas eu gostaria de fazer uma sugestão ao senhor... Por que não coloca uma borrachinha na ponta do pau? Com certeza iria diminuir o barulho e incomodar menos a todos.


Imediatamente, o perneta respondeu:

- Agradeço a sugestão, mas há alguns anos, se a senhora também tivesse colocado uma borrachinha na ponta do pau, todos nós estaríamos sentados!

MINISTERIO DA SAÚDE ADVERTE:

"USE BORRACHINHA"


19 Orgasmos femininos


1 - Asmática:
- Annhh.. Annhhh...Annhhh!...


2 - Serpente:
Ssss!... Sssss!... Sssssssssssss!!!


3 - Matemática:
Mais! Mais! Mais! Maaaaaaaiis!!!


4 - Religiosa:
- Ai meu Deus!... Ai meu Deus!... Ai meu Deus!!!


5 - Suicida:
- Ai que eu vou morrer!... Ai! Vou morrer!... Vou morr eee eeer!!!


6 - Homicida!
- Se páras, mato-te!!! Mato-te!... Maaaaaato-te!!!


7 - Degustadora:
Ai que bom!... Ai que bom!... Que bom!... Que booooom!!!


8 - Gulosa:
Que delicia!... Que delicia!... Que deliiiicia!!!


9 - Interesseira:
- Dá-me!... Dá-me mais!... Dáááááááá-me!!!


10 - English teacher:
Oh! Yes!... Oh! Yes!... Oh! My God!... Oh! My Gooood!!!


11 - Zootécnica:
- Vem, meu macho!... Meu garanhão!... Meu maaaacho!!!


12 - Positiva:
- Sim!... Sim!...Sim!... Siiiiiiim!!!


13- Negativa:
- Não! Não! Não! Nãããããããããoooo!!!


14 - Dominadora:
- Faz!... Isso!.. Faz isso! Faz! Iiiiiiissssssooooo!!!


15 - Cozinheira:
- Mexe!... Mexe!... Mexe!... Meeeexe!!!


16 - Sensível:
- Estou a senti-lo!... Estou a senti-lo!. Estou a sentiiiii-lo!!!


17 - Desinformada:
- Ai o que é isto!? Ai o que é isto!? O que é iiiiiisto!!!???


18 - Profeta:
- Aí­ vem ele!... Aí­ vem ele!... Aí vem!... Aí­ veeeemmm!!!


19 - Casada:
- ... Olha, querido, pensando bem, acho que já era tempo de se pintar o tecto do quarto...

O riso é um elixir que torna possível o desenvolvimento humano
A PRIMEIRA

GARGALHADA
(continuação)





A vida consiste numa hierarquia de necessidades como os psicólogos humanistas observaram (e que nós perfeitamente compreendemos.)

Não podemos aprender coisas novas se estamos preocupados com a refeição seguinte ou receosos pela nossa vida.

Os nossos antepassados passavam uma grande quantidade de tempo a procurar comida e a temer pela vida quando desceram das árvores e se aventuraram nas planícies africanas sustentados pelas suas duas pernas vacilantes.

Os períodos de segurança e saciedade eram poucos e espaçados.

É provável que o riso humano tivesse começado a evoluir como um sinal para identificar esses períodos e rapidamente estabelecer uma «multiplicidade partilhada de intersubjectividades» para tirar o maior partido dele.

As coisas que os nossos antepassados aprendiam nos períodos de bom humor estavam longe de ser superficiais.

Já alguma vez pensaram porque motivo um cavalo ou uma vaca demoram três anos a tornar-se adultos enquanto um chimpanzé leva cerca de doze e nós cerca de dezoito?

 - Em parte a resposta é porque precisamos de adquirir mais informações dos membros do nosso grupo e o nosso ciclo de vida se alargou em conformidade com isso.

O nosso período prolongado de desenvolvimento juvenil (em comparação com os outros primatas) evoluiu aproximadamente ao mesmo tempo que a nossa capacidade rir.

Quanto menos dependíamos dos nossos genes no que diz respeito à maneira de nos comportarmos, mais tínhamos de depender dos membros do nosso grupo, o que exigia tirar o melhor partido possível dos períodos de segurança e saciedade.

O medo e a fome são tóxicos para o desenvolvimento humano, enquanto o riso é um elixir que o torna possível, tanto no que diz respeito aos nossos antepassados como a nós mesmos.

David Sloan Wilsson – “A Evolução para Todos”

Quero caixão branco para ela...
JUBIABÁ

Episódio Nº 169




Volta com o menino, Jubiabá não estava. Ninguém sabia para onde ele tinha ido e António Balduíno o procurou inutilmente. Amaldiçoou o velho feiticeiro.

A criança vem pela sua mão e se dá bem com ele. Tem o nariz de Lindinalva. As mesmas sardas na cara. Pergunta muita coisa, quer saber de tudo. António Balduíno explica e se admira da paciência que tem.

Carrega o menino na escada. Amélia avisa, abafando os soluços:

 - Entre, ela está morrendo…

António Balduíno deposita a criança junto da cama. Lindinalva abre os olhos:

 - Filhinho…

Quis sorrir, se torceu numa careta. A criança fica com medo e começa a chorar. Amélia a afasta depois de Lindinalva beijar-lhe as faces.

Ela queria beijar os lábios carnudos do filho, os lábios que eram de Gustavo. Mas não pode…

Agora chora e tem pena de morrer. Ela que pediu a morte tantas vezes. Pressente que há mais alguém no quarto. Pergunta a Amélia:

 - Quem é?

Amélia fica confusa sem saber se deve dizer. Mas Balduíno se aproxima com os olhos baixos. Se um dos amigos o visse agora talvez não compreendesse por que ele está a chorando.

Lindinalva o reconhece:

 - Baldo… Fui ruim com você…

 - Deixe disso…

 - Me perdoe.

 - Não diga isso… Não faça eu chorar…

Ela passa a mão na carapinha do negro e morre dizendo:

 - Ajude Amélia a criar meu filho, Baldo… Olhe por ele…

António Balduíno se joga nos pés da cama como um negro escravo.

Ele quer que o caixão seja branco como caixão de virgem. Mas ninguém o compreende nem Jubiabá que sabe tanta coisa.

O Gordo só concorda porque é muito bom mas no fundo está espantado porque nunca viu caixão de prostituta ser branco.

Apenas Amélia parece compreender:

 - Você gostava muito dela, não era? Eu fiz intriga… Andava com ciúmes dos patrões gostarem tanto de você. Há vinte anos que eu estava com eles. Eu criei a menina. Ela merecia um destino melhor. Tão boazinha…

Então António Balduíno estende as mãos e explica com aquela voz pesada que tem de quando em vez:

 - Ela era virgem, gente… Eu juro que era… Ninguém teve ela… Ela não foi de ninguém… Vivia disso mas não se dava… Só eu é que tive ela… Só eu gente… Quando eu andava com uma mulher tava com a cabeça nela… Quero um caixão branco para ela…

quinta-feira, novembro 21, 2013

Nenhuma tecnologia supera a imaginação de um simples servente de pedreiro.... olha se ele fosse engenheiro?.

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PAULO ALEXANDRE - VERDE VINHO (1989)

É isto que tem de mágico a nossa pátria, mesmo quando é madrasta, mesmo quando nos obriga a procurar mundo para sobreviver. No fundo da nossa alma não há ressentimentos para com ela, apenas um amor que protesta, uma saudade que acorda e nos faz enternecer como crianças ao som de uma canção...


IMPORTÂNCIA DE  NOS

FAZERMOS ENTENDER BEM...




O vigário de um vilarejo tinha um pinto como mascote, o Valente. Certo dia, o pinto Valente desapareceu, e ele achou que alguém o havia roubado. No dia seguinte, na missa, o vigário perguntou à congregação:

-Algum de vocês aqui tem um pinto? Todos os homens se levantaram.

- Não, não, disse o vigário, não foi isso que eu quis dizer.

- O que eu quero saber é se algum de vocês viu um pinto?

- Todas as mulheres se levantaram.

- Não, não, repetiu o vigário... o que eu quero dizer é se algum devocês viu um pinto que não lhes pertence. Metade das mulheres selevantou.

- Não, não, disse o vigário novamente muito atrapalhado.

- Talvez eu possa formular melhor a pergunta:

- O que eu quero saber é se algum de vocês viu o meu pinto?Todas as freiras se levantaram.

- Deixa pra lá...!!! VAMOS REZAR... 

O problema de um é de todos...
A Lição do Rato




Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.


Pensou logo no tipo de comida que haveria ali mas ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.

Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:

- Há ratoeira na casa, ratoeira na casa!!



A Galinha:

- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.


O rato foi até o porco e:

- Há ratoeira na casa, ratoeira !

- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.

O rato dirigiu-se à vaca e:

- Há ratoeira na casa!

- O que? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.

Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima... A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pegado. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pegado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...

O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.


Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha e o fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.


Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.


Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco mas a 
mulher não melhorou e acabou morrendo.

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.


Moral da História:

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.

O problema de um é problema de todos!

"Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a conviver solidariamente como irmãos."  

Essa tem muita graça!....
A Primeira 

Gargalhada

(continua 3)


O riso é um mecanismo altamente eficaz para levar os membros de um grupo a sentirem o mesmo ao mesmo tempo.

Pensemos num sinal eléctrico a percorrer uma célula nervosa. Quando chega ao fim, provoca a libertação de substâncias químicas no minúsculo espaço (a sinapse) entre células nervosas, o que, por sua vez, faz as células adjacentes dispararem, propagando o sinal.

Agora pensemos em alguém a rir. Se o riso tem lugar num contexto apropriado, leva espontaneamente outros a rirem-se até todo o grupo estar a rir.

A propagação do sinal é quase tão rápida e automática como a propagação de um sinal eléctrico de uma parte de um determinado cérebro para outra.

Se o riso tem lugar num contexto inapropriado (por ex. num funeral), provavelmente vai provocar um olhar reprovador por parte do resto do grupo e quem ri depressa se vai dar conta do erro.

É difícil pensarmos em nós como neurónios de um cérebro de grupo, mas é isso precisamente que temos de fazer para compreender plenamente o que significa fazer parte de um organismo de grupo disperso.

Quando é apropriado, o riso provoca a boa disposição de toda a gente, como sabemos por experiência própria. Mecanicamente, o cérebro liberta um cocktail de químicos semelhantes aos que se tomam artificialmente quando se quer passar um bom bocado com o ópio ou a morfina.

Ao contrário do riso, consumir estas substâncias faz-nos sentir bem sem nos levar a agir bem.

É que ao fim de uma infinidade de anos de evolução, estes químicos só se libertam naturalmente quando nos fazem agir de uma maneira que aumenta a nossa capacidade de sobrevivência e reprodução.

No que diz respeito aos químicos do cérebro, a mãe natureza sabe o que faz...

Por que motivo a boa disposição aumentou a capacidade de sobrevivência e de reprodução dos nossos antepassados, veremos amanhã.
(Continua) 

Doente? - Morrendo.
JUBIABÁ

Episódio Nº 168



Ela não o reconhece, nem o vê sequer. Fuma o cigarro e pergunta com voz doce, voz que recorda aquela outra Lindinalva que corria no Parque da Nazaré e brincava com o negrinho Baldo:

 - E a cerveja? Vocês vão me dar, não vão?

António Balduíno consegue tirar os dez mil reis do bolso. Entrega à mulher que ri e soluça. E tremendo de medo, tremendo de pavor, sai a correr Ladeira acima e só tem descanso na casa de Jubiabá, chorando junto do pai santo que o acaricia como no dia em que Luísa enlouqueceu.

Quando o vapor passou (e durou dias) ele voltou à casa de Lindinalva. No quarto onde a cama de casal tomava o maior espaço, Lindinalva se acaba.

Amélia contem as lágrimas. Ele entra devagar, como lhe recomendou a prostituta que soluça na porta. Amélia não se admira de o ver. Bota o dedo na boca em sinal de silêncio. E vem para junto dele, que pergunta:

 - Doente? – aponta Lindinalva com o dedo.

 - Morrendo.

Com a morte que se aproxima ela tornou a ser a mesma Lindinalva da Travessa Zumbi dos Palmares. Seu rosto está sereno e belo. Seu rosto sardento, rosto de santa.

As mãos que tocavam piano e machucavam rosas são as mesmas. Nada resta da Lindinalva da Pensão Monte Carlo, da Linda da Rua de Baixo, da Sardenta da Ladeira do Taboão.

Ela agora é novamente a filha do Comendador que morava na casa mais bonita da Travessa do Zumbi dos Palmares e esperava um noivo na Nau Catarineta.

Mas ela se move e aparece outra Lindinalva. Esta, António Balduíno não conheceu. Mas Amélia sabe qual é. É a noiva de Gustavo, é a amante de Gustavo, é a mãe de Gustavinho.

Um rosto risonho de senhora jovem. Ela murmura qualquer coisa. Amélia se aproxima e pega na mão. Ela está dizendo que quer o filho, que o tragam que ela vai morrer.

Amélia volta chorando. António Balduíno pergunta.

 - E o doutor?

- Não pôde fazer mais nada… Disse que agora é esperar a morte.

Mas António Balduíno não se conforma. Tem uma inspiração.

 - Vou buscar pai Jubiabá…

 - Passe em minha casa e traga a criança…

E ele que veio ali para se vingar, para a possuir e depois jogar dois mil reis no seu leito… Veio para insultá-la, para dizer que branca não vale nada, que um negro como ele faz o que quer.

Agora vai buscar pai Jubiabá para ver se a salva. Se ela ficar boa ele desaparecerá. Mas se ela morrer que poderá ela fazer na vida? Não lhe restará outro caminho senão o caminho do mar por onde entrou Viriato, o Anão, que também não tinha ninguém no mundo.

Só então António Balduíno compreende que se Lindinalva morrer ele ficará só, sem nenhum outro motivo para viver.

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