sábado, outubro 22, 2011

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Deformação profissional...



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AMÁLIA RODRIGUES - LÁGRIMA

Amália atinge-nos em cheio com esta canção, a letra é dela, a voz ... do "outro mundo". Ouvi-la, faz-nos doer por dentro, as suas palavras, cantadas desta maneira, vão ao encontro dos nossos sofrimentos de amor, de todos, do primeiro ao último das nossas vidas.


A

TEREZA


BATISTA


CANSADA


DE


GUERRA





Episódio Nº 237




Enquanto os padeiros batiam a massa e esquentavam o forno, Almério aparecia no Flor de Lótus para um samba, um blue, uma rumba, um copo de cerveja e dois dedos de prosa. Muitas noites acompanhou Tereza até à porta de casa, antes de voltar à panificação.

A moça apreciava-lhe a companhia, conversa mansa e agradável, modos correctos. Jamais lhe propusera passar a noite com ela, na cama, transformando as agradáveis relações de cortesia em rabicho de amantes.

Cama, só a de profissional, uma vez por semana no castelo – no mais do tempo convivência amena, um bom amigo.

Na noite anterior à tarde do pedido de casamento, Almério demorou-se no Flor de Lótus até à hora da saída de Tereza, traçando umas batidas, conversando. Na porta do cabaré, convidou Tereza a acompanhá-lo até Brotas para conhecer a padaria, de táxi era um pulo, em meia hora ele a poria em casa.

Embora achando o convite um tanto estranho, Tereza não viu motivo para recusá-lo, tanto lhe falara ele sobre o grande forno e o balcão de fórmica que só lhe faltava mesmo era conhecer o estabelecimento.

Com orgulho de proprietário, de quem se fez por si – vim do nada, comecei de cesto de pão na cabeça, vendendo de casa em casa – mostrou-lhe as instalações, a asseada parte da fabricação, os padeiros e ajudantes batendo a massa, o forno aceso, as pás enormes de madeira, e a parte da frente, quatro portas abertas sobre a rua, onde a freguesia era atendida; aberta e iluminada especialmente para a visita de Tereza.

- Ainda há-de ser um empório. Ah! se a minha inesquecível Nata não houvesse faltado! Um homem só trabalha com disposição quando tem mulher a quem dedica amor.

Tereza elogiou, como devido, fabrico e balcão, recebeu sorrindo o tributo dos primeiros pães da madrugada. Ia encaminhar-se para o táxi, mas Almério lhe pediu para antes entrar por um minuto na casa ao lado, a residência.

Pintada de azul e branco, com as janelas verdes, trepadeiras a subir pelas grades, dois palmos de jardim revelando o cuidado dos moradores.

Com ela viva, valia a pena ver jardim e casa. Agora, anda tudo ao abandono.

Não a convidara para ver as trepadeiras. Atravessaram pelo corredor até ao quarto da criança. No berço , o menino dormia, segurando na mão um urso peludo, a chupeta caída sobre o peito.

- O Zeques… O nome é José. Zeques é o apelido.

- Que amor! Tereza tocou a face do menino, brincou com o cabelo anelado.

Demorou-se, comovida, na contemplação da criança, saiu na ponta dos pés para não acordá-la. No táxi quis saber:

- Que idade tem?

- Já fez dois anos. Dois e meio.

- O berço está pequeno para ele.

- É, sim, Preciso comprar uma cama, compro hoje mesmo. Menino sem o carinho de mãe, há coisas que nenhum pai sabe fazer. (clik na imagem)

TODOS OS ERROS SE PAGAM,



MAS OS DOS ABADES, QUALQUER ABADE,



ESSES PAGAM-SE COM JUROS. . .



Por causa deste erro fatal... quantos "pecados" não têm sido cometidos ao longo dos séculos! Pobres monges, afinal...

Um jovem noviço chegou ao mosteiro e logo lhe deram a tarefa de ajudar os outros monges a transcrever os antigos cânones e regras da Igreja.


Ele se surpreendeu ao ver que os monges faziam o seu trabalho, copiando a partir de cópias e não dos manuscritos originais.

Foi falar com o velho abade e sugeriu que, se alguém cometesse um erro na primeira cópia, esse erro se propagaria em todas as cópias posteriores.


O abade respondeu-lhe que há séculos copiavam da cópia anterior, mas que achava procedente a observação do noviço.

Na manhã seguinte, o abade desceu até às profundezas do porão do mosteiro, onde eram conservados os manuscritos e pergaminhos originais, intocados há muitos séculos.

Passou-se a manhã, a tarde e a noite, sem que o abade desse sinal de vida.

Preocupado, o jovem noviço decidiu descer e ver o que estava acontecendo. Encontrou o velho abade completamente descontrolado, possesso, com as vestes rasgadas, desgrenhado, batendo com a cabeça ensanguentada nos veneráveis paredes do mosteiro.

Espantado, o jovem monge perguntou:

- Abade, o que aconteceu?

- Aaaaaaaahhhhhhhhhh!!!...

CARIDADE... era CARIDADE!

Eram votos de "CARIDADE" que tínhamos que fazer...não de


"CASTIDADE"!!!

INFORMAÇÕES ADICIONAIS



À ENTREVISTA Nº 22 SOBRE O TEMA:


“JESUS MORENO” (2)


O Provável Rosto de Jesus

Em 2001, a BBC divulgou, numa série intitulada "O Filho de Deus", um rosto, muito provavelmente, aproximado ao de Jesus. Chegaram a ele depois de uma cuidadosa investigação forense conduzida Richard Neave na Universidade de Manchester.


Com base num crânio de um judeu do primeiro século encontrado em Jerusalém e ao qual foram aplicadas camadas de argila, e tecnologia gráfica digital de última geração, Neave foi capaz de se aproximar do rosto que pode ter tido o crânio e chegar à reconstrução facial de Jesus: nariz largo, forte mandíbula, arcadas e sobrancelhas proeminentes.


Os cabelos encaracolados, barba curta e a cor castanha da pele baseiam-se nos primeiros rostos de Jesus pintados na Síria. Jeremy Bowen, apresentador da série, que foi correspondente no Médio Oriente disse no documentário: “Em Jerusalém, hoje, há muitos homens como este. Ele é um judeu real, da região e pode ser visto agora, na cidade, repetido em muitas faces”.

sexta-feira, outubro 21, 2011

Rapsódia Húngara Nº 2 de List - Por Tom & Jerry


Sessenta e cinco anos atrás quando os desenhos animados... eram desenhos animados.


ANGELA MARIA - VÁ MAS VOLTE

Ganhou todos os concursos da canção em que participou em jovem. Na década de trinta, juntamente com Maysa, Nora Ney e Dolores Duran, nasceu uma grande intérprete do samba-canção. "Vá mas volte" foi das canções mais ouvidas no Brasil em 1976 mas, no conjunto da sua vida artística, ela própria afirmou ter vendido mais de 60 milhões de cópias.


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O mar, o céu e a terra...


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Passei por uma experiência destas numa viagem da Ilha da Madeira para Lisboa, vindo de Angola, no ano de 1961, na altura do equinócio do Outono. O mar não tinha, talvez, esta agitação mas estaria ainda mais cavado. Digamos que era uma enorme, gigante e pacífica montanha russa que o Huíge descia, mergulhando completamente e subia trepando as montanhas de água que eram prependiculares à trajectória do navio. O Huíge, de passageiros e carga, felizmente trazia um bom lastro de milho que tinha carregado no Funchal. As sensações e reaçções... bom...variavam: Lembro-me de senhoras a chorarem agarradas aos filhos nos degraus das escadas... fazendo juras e promessas. A minha sensação, de rapazinho novo, foi de um medo temperado pela imponência do espetáculo, pela força da natureza, pela fragilidade humana e pela admiração por todos os homens que fazem a sua vida no mar. E, a esta distância, uma palavra para o Huíge que se portou muito bem. Ele foi o herói...




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TEREZA

BATISTA

CANSADA

DE

GUERRA



Episódio Nº 236




Se os anos anteriores já tinham sido de calma felicidade, os dois últimos, vendo o filho crescer, foram apaixonantes.

Ventura familiar brutalmente cortada pelo automóvel de um jovem filho-da-puta de família rica, em louca disparada na pressa de chegar a lugar nenhum; na urgência de não fazer nada. Atropelou Natália em frente à padaria, deixando Almério em desespero e o menino sem mãe pela segunda vez.

Em busca de consolo, o viúvo procurou Taviana, velha amiga, e assim conheceu Tereza.

Tereza só vinha ao castelo com hora previamente marcada, atendendo apenas estrita clientela designada pela eficiente proxeneta. Terminada a sessão, despachado o banqueiro ou o magistrado, por vezes demorava-se na sala em conversa com Taviana. Numa dessas ocasiões, foi apresentada ao “amigo Almério das Neves, pessoa muito da minha estima, desde os tempos em que ele era rapaz e eu já era velha”. Que idade teria Taviana ou não teria idade?

Mulato claro e gordo, pachola, repousado e pacato, bem-falante mas um tanto rebuscado nas palavras, tudo em Almério sugere tranquilidade e segurança. Para ser agradável a Taviana, aceitou Tereza marcar encontro com ele para daí a três dias, reservando-lhe uma tarde.

- Console um pouco o meu amigo, Tereza, ele perdeu a esposa não faz muito tempo, ainda não tirou o luto.

- Levarei luto na alma pela eternidade.

Mesuroso e agradável, após a segunda etapa da função (os fregueses habituais de Tereza chegavam a duras penas à primeira e única), Almério ficou a conversar, contando particulares de sua vida, referentes sobretudo a Natália, ao filho e à padaria, a nova muito maior do que a anterior, capaz de concorrer com os monopolistas espanhóis donos do mercado. Um dia, disse ele com orgulho, será um empório.

- Como é o nome?

- Panificadora Nosso Senhor do Bomfim.

Para dar sorte e em honra a Oxalá, em cuja intenção, Almério, só veste de branco, faça o tempo que fizer. Isso Tereza ficou sabendo com o correr dos dias, pois o comerciante tornou-se habitué.

A boa prosa prosseguiu no castelo e nas mesas do Flor de Lótus. Não podendo Tereza lhe reservar mais de uma tarde por semana, Almério começou a frequentar o cabaré num primeiro andar da Rua do Tijolo, onde Tereza era a “sensual encarnação do samba brasileiro”.

Pelo contrato (oral) estabelecido com Alinor Pinheiro, proprietário do estabelecimento, Tereza devia comparecer às dez da noite e não se retirar antes das duas da manhã. Exibia-se por volta da meia-noite, em trajes sumários, pretendida estilização da fantasia baiana, mas, antes e depois, aceitava convites para dançar e para sentar-se em certas mesas de bebida farta. Pedia sempre vermute, ou seja, chá de sabugueiro.

Sua actividade no Flor de Lótus não ia além disso: não fazia a vida, não aceitava sair com fregueses para pensões próximas. Do cabaré directamente para o quarto alugado no Desterro a dona Fina, antiga e estimada cartomante. Quarto limpo e decente: receba homem onde quiser menos aqui, sou viúva honesta, avisara dona Fina, um encanto de velhota, os olhos cansados da bola de cristal, ouvinte de novelas de rádio, doida por gatos, criava quatro.


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HISTÓRIAS



DE HODJA



Hodja pára no meio da rua e tem uma longa conversa com um homem. Quando estão prestes a retomar os respectivos caminhos, diz ao homem:

- “Desculpe mas eu nem sei quem é o senhor!”

- “Nesse caso, porque tem estado a falar comigo como se nos conhecêssemos a vida toda?”

- “Olhei para si, a sua roupa, o seu turbante eram iguais aos meus e pensei que você era eu.”

INFORMAÇÔES ADICIONAIS

À ENTREVISTA Nº 22 SOBRE O TEMA:


“JESUS MORENO” (1)



Branco, Loiro, Ocidental




Desde os primeiros séculos do cristianismo, os artistas de todas as latitudes conjecturaram o rosto e o físico de Jesus em frescos, pinturas, esculturas, livros em miniatura. Como não havia imagens de Jesus, esse Jesus surgiu a partir da imaginação dos artistas.


Em geral, as características que lhe foram atribuídas correspondem a um homem do mundo ocidental e, em grande medida, do tipo físico "ideal" do tempo em que viviam: altura, brancura, finura.


Com o nascimento do cinema, Jesus também apareceu em muitos filmes. É um dos personagens mais interpretados da história do cinema. O Jesus da maioria dos filmes (Zeffirelli, Scorsese, Gibson…) foi também Ocidental, com uma beleza semelhante aos galãs clássicos do celulóide.


No entanto, a origem semita de Jesus sugere uma pele escura e traços que, como homem árabe, não teriam nada a ver com as imagens dos filmes, onde Jesus aparece como um homem alto, magro, com pele branca e fina, cabelos loiros e olhos azuis.


A imagem que juntamos é a que melhor deverá corresponder àquilo que, físicamente, terá sido o Jesus histórico.

quinta-feira, outubro 20, 2011

A cumplicidade dos Poderes Financeiro e Político Denunciada com toda a Veemência.


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Contrastes...


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TEREZA
BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA

Episódio Nº 235



A velha Taviana, com quase cinquenta anos de meretrício, vinte e cinco dos quais de proxeneta, sabendo todo sobre a profissão e a natureza humana, ao conhecer Tereza enxergara nela uma fábrica de dinheiro, pedaço de mulher capaz de enriquecer castelo e castelo e casteleira e arrecadar substancioso pé-de-meia.

Planejou apresentá-la aos velhotes como casada, honesta, porém pobre, trazida ao castelo por dolorosa contingência de vida, imperativa necessidade, em desespero de causa, triste história.

Histórias podia contar várias, Taviana possuía nos arquivos orais do estabelecimento inesgotável estoque, todas verdadeiras e cada qual mais comovente. Com essa pequena farsa cresceriam o interesse e a generosidade dos beneméritos clientes, não podendo haver nada mais deleitável e confortador do que proteger mulher casada e honesta em precisão, praticando a caridade e pondo ainda por cima os chifres no marido, satisfazendo a alma e a matéria.

Bobela, Tereza recusara, não querendo fazer ainda mais penoso o obscuro ofício. Com o tempo tornaram-se muito amigas, mas Taviana, balançando a cabeça canosa, continuara a repetir o diagnóstico então estabelecido:

- É, Tereza, você não tem mesmo jeito, não nasceu para essa vida. Nasceu foi para dona de casa, mãe de filhos. Você precisa é de se casar.

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De propósito, quem sabe, Taviana propiciou o conhecimento de Tereza Batista com Almério das Neves, cidadão amável, bem-falante, estabelecido com padaria em Brotas.

Não sendo rico encontra-se em próspera situação. Mantém com a cafetina velhos laços de amizade. Há uns quinze anos, conhecera no castelo a moça Natália, apelidada Nata de Leite devido à alvura da pele, acanhada nos modos, recente no ofício, uma daquelas nascidas, segundo Taviana, para mãe de família.

Iniciando, na época, vida de comerciante, Almério labutava dia e noite para fazer prosperar modesta padaria nas imediações da actual.

Após alguns encontros com Natália, logo ouviu da rapariga a patética narrativa da expulsão de casa pelo pai carrasco ao sabê-la comida pelo namorado bom-de-bico. Depois de chamá-la aos peitos em quarto boémio de estudante, mudou-se sem deixar novo endereço, sem lhe dizer adeus.

Almério sentiu-se tomado de paixão pela jovem e atraente vítima da sina e de dois calhordas. Tirou Nata de Leite do castelo, casou-se com ela, esposa mais direita não obteria entre as freiras de um convento. Pé-de-boi no trabalho e honradíssima. Não lhe deu filhos, é verdade, única falha de um casamento onde tudo o mais fora acerto.

Quando, passados os anos, as coisas melhoraram para eles e Natália pôde deixar a caixa da padaria, onde antes se plantava o dia inteiro, resolveram adoptar uma criança, órfã de pai e mãe.

A mãe morrera ao dar à luz e, seis meses após uma pneumonia vitimou o pai, ajudante de padeiro. Almério e Natália encarregaram-se do menino e no cartório lhe deram novos pais e novo sobrenome. (clik na imagem e aumente)

HISTÓRIAS




DE HODJA


Hodja esconde o ganso do seu vizinho debaixo do casaco e foge com ele. No caminho, abre um pouco o casaco para ver como está o animal e o ganso põe a cabeça de fora e assobia “Tssss…”

“Isso”, exclama o Hodja: “é exactamente isso que eu te queria dizer.”

ENTREVISTA COM JESUS Nº 22


SOBRE O TEMA: "JESUS MORENO"



RAQUEL – Os nossos microfones continuam com Jesus Cristo, nosso convidado especial, junto do mar azul da Galileia.

JESUS - Bom dia, Raquel, para ti e para todos os que nos escutam.

RAQUEL - E são cada vez mais os nossos ouvintes, pendentes das declarações que o senhor nos venha a conceder. Confesso que sempre fui uma apaixonada da rádio mas hoje eu sinto falta da televisão porque gostaria que os meus ouvintes vissem o seu rosto e ficassem surpreendidos.

JESUS – Por quê a surpresa?

RAQUEL - Eu acho que o senhor é diferente. Não sei, não o imaginava assim…

JESUS – Assim, como?

RAQUEL – Então… é que nos filmes... nas fotos, nas imagens o senhor não é assim… Eu não sei como dizer…

JESUS – Pois diz-me…

RAQUEL – O senhor é muito moreno…

JESUS - Claro, saio à minha mãe.

RAQUEL - Ela também era assim… morena?

JESUS - Morena e bonita, como a menina do Cântico dos Cânticos. O pai dela, meu avô, Joaquim, era ainda mais negro do que eu. Toda a minha família, do lado de José e do lado da minha mãe, temos a pele muito escura.

RACHEL – Essa cor morena era então uma herança de família?

JESUS - Não, Raquel, aqui na Galileia quem não tinha de Sínio tinha de Abissínio.

RAQUEL - Também me surpreende a forma do rosto... Julgo que ouviu falar sobre o Sudário ...

JESUS – Não, não estou ciente…

RAQUEL - Bem, noutra ocasião falaremos sobre isso. Mas de acordo com esse sudário o que resta é um casaco de tamanho XL… extra-grande ...

JESUS - Extra quê?

RAQUEL - Muito grande… e eu vejo que o senhor é quase da minha altura.

JESUS – No meu tempo, as pessoas não eram muito altas. Além disso, nós éramos pobres e o que comíamos não era muito, tão pouco nos podíamos desenvolver muito.

RAQUEL – Se a nossa audiência o pudesse ver notaria que seu tamanho é médio e que tambémo seu rosto não é fino, delicado, mas sim, quadrado... como diria?... O senhor parece um camponês do interior.

JESUS – É que eu era mesmo um camponês do interior e orgulho-me disso como meu pai José me ensinou!

RAQUEL - E o cabelo e os olhos… eu também o imaginava com olhos azuis e barba clara, cabelo liso, caindo sobre os ombros… bem, era assim que o pintavam sempre, branco, de cabelos dourados ...

JESUS - Na Galileia, dourados, apenas os campos de trigo quando estava maduro para ser colhido e azul, o lago quando o tempo estava bom ...

RAQUEL - Então, senhor Jesus Cristo, por que o pintaram sempre como não era?

JESUS – Os artistas são caprichosos. Inventam o mundo à sua imagem e semelhança.

RAQUEL - E como em sua época não havia a fotografia puderam inventar à vontade, não é?

JESUS - De que estás falando, Raquel?

RAQUEL - Depois eu explico como funciona esta pequena câmara. Mas primeiro ... Gostaria de ter a sua foto como recordação destas entrevistas e publicá-la no nosso site?

JESUS - Tire o que tu quiseres... O que é que eu tenho que fazer?

RAQUEL – Ponha-se aí, com o fundo do lago. Vamos ver… diga whisky…

JESUS Digo o quê?

RAQUEL – Sorria… é isso!... muito obrigado.

Junto do Mar da Galileia e do moreno Jesus Cristo, sorrindo para o nosso público, Raquel Perez.

quarta-feira, outubro 19, 2011

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Talvez você ainda não tenha visto tudo no que a andar de bicicleta diz respeito... ora veja...



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Uma casa no contra-luz...


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YOU ARE THE SUNSHINE OF MY LIFE

Um tema inesquecível de Steve Wonder dos anos 70.

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Um futuro candidato às tropas de elite...



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HISTÓRIAS
DE HODJA

Um dia as crianças decidem pregar uma partida ao Hodja. Combinam entre eles dizer-lhe que estão a apostar em como ele não é capaz de trepar a uma árvore, para depois fugirem com os sapatos quando ele estiver a subir.

Hodja aproxima-se e as crianças desafiam-no:

- “Estamos a apostar que ninguém consegue trepar àquela árvore!”

Quando Hodja se aproxima da árvore, tira os sapatos, ata-os um ao outro, coloca-os ao ombro e as crianças estupefactas, perguntam:

- Porque levas os sapatos contigo?

- “Nunca se sabe, no topo de uma árvore pode haver um caminho.” Diz o Hodja.

Oração das Mulheres Resolvidas

"Que o mar vire cerveja e os homens aperitivo, que a fonte nunca seque, e que a nossa sogra nunca se chame Esperança, porque Esperança é a última que morre...



Que os nossos homens nunca morram viúvos, e que os nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que Deus abençoe os homens bonitos, e os feios se tiver tempo...

Deus... Eu vos peço sabedoria para entender um homem, amor para perdoá-lo e paciência pelos seus actos, porque Deus, se eu pedir força, eu bato-lhe até matá-lo.

Um brinde...
Aos que temos, aos que tivemos e aos que teremos.

Um brinde também aos namorados que nos conquistaram, aos trouxas que nos perderam, e aos sortudos que ainda vão conhecer-nos!

Que sempre sobre, que nunca nos falte, e que a gente dê conta de todos!

Amén.

P.S.: Os homens são como um bom vinho: todos começam como uvas e é dever da mulher pisá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar.

Dr. Júlio Machado Vaz

TEREZA

BATISTA
CANSADA
DE

GUERRA


Episódio Nº 234

2

Assunto delicado toda a vida. Pela segunda vez Tereza Batista recebia proposta de casamento, mas a primeira não contava, estando o candidato por demais bêbado na ocasião solene.

Uma injustiça, aliás, pois Miguel Rosado, irremediável abstémio, encabulado como ele só, embriagara-se exclusivamente para criar a coragem necessária à declaração de amor. Sóbrio, não lhe faltavam paixão e disposição para amarrar-se: faltava-lhe, isso sim, coragem para enfrentar Tereza e lhe pedir a mão em casamento.

Entupiu-se de cachaça e, não estando habituado, foi aquele desastre: no momento culminante da confissão, vomitou a alma no castelo de Altamira, em Maceió, onde Tereza vinha encontrá-lo (e a uns poucos mais) vez por outra nas aperturas de dinheiro.

Tereza não se ofendeu, mas não acreditou nos propósitos do guarda-livros da poderosa firma Ramos & Meneses. Nem se deu ao trabalho de expor motivos mais sérios de recusa, levou na brincadeira e se acabou.

No vexame do acontecido e no pouco caso da pretendida, Marcelo sumiu do mundo arrastando consigo a lembrança e o gosto de Tereza, nunca a pôde esquecer. A mulher com quem finalmente se casou, anos depois, em Goiás, onde desembocara coberto de vergonha e dor de cotovelo, lembrava no jeito de ser, de rir e de olhar a frustrada noiva, a inigualável rapariga, frequentando por necessidade o castelo de Taviana, renomado e discreto, obtendo, é triste de constatar, mais sucesso na cama do rendez-vous do que no tablado do Flor de Lótus, “feérico templo de diversões nocturnas”, na frase popular e discutível de Alinor Pinheiro, dono do negócio.

Não tendo maiores despesas, pois não jogava nem mantinha xodós, Tereza exercia no castelo o menos possível, apesar das constantes solicitações. Competente no ofício, requestada formosura, louvada educação, maneiras finas, mantinha-se distante de qualquer interesse, sexual ou sentimental, indiferente aos homens.

Freguesia reduzida a uns poucos senhores de dinheiro, escolhidos a dedo por Taviana, clientes de longa data e de moeda forte. Jamais nenhum deles mereceu sequer um pensamento de Tereza. Alguns a quiseram exclusiva, exibindo carteiras recheadas em tentadoras propostas de amigação.

Amigação, jamais! Não repetirá o erro cometido quando experimentara viver com o director do posto médico de Buquim.

Desde os tempos distantes de Aracaju, não voltara a sentir o sangue pulsando mais forte nas veias, nem a trocar nem a trocar olhares carregados de luz e sombra, em emoção de frete. Tereza morta para o amor. Não, não é verdade. O amor queima seu coração, punhal cravado no peito, cruel saudade, esperança derradeira, ténue. Januário Gereba, marujo de mar largo e longínquo, onde andarás?

Insinuantes gaviões assediaram-na no cabaré, em busca de xodó, os bonitões da zona, intoleráveis. Com os fregueses do castelo Tereza emprega o saber da cama, a distinção, Tereza do Falar Macio; com os malandros usou do pouco caso e, quando preciso, da indignação, Tereza Boa de Briga: me deixa em paz, não me amole, vá tocar seu realejo noutra freguesia.

Botou para correr do Flor de Lótus, escada abaixo, rua afora, o irresistível janota Lito Sobrinho e enfrentou na raça Nicolau Peixe Calção, tira de polícia dos mais asquerosos; ambos tentaram se meter a besta.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS


À ENTREVISTA Nº 21 SOBRE O TEMA:


“MUTIPLICAR OS PÃES E OS PEIXES?” (4)

O Milagre é Compartilhar





A história da multiplicação dos pães e peixes (Mc 6,30-44), não é a história de um mágico fazendo uma maravilha espectacular. É uma história simbólica das comunidades da catequese cristã e mostra o poder transformador de uma ética, uma atitude de vida: a partilha. Donde os discípulos propõem ir para "comprar dinheiro", Jesus propõe "dar o que têem”. É este "dar" que produz o "milagre" e permite que todos fiquem saciados. Na sua obra clássica, "A leitura política do Evangelho", diz Fernando Belo:
- “Nesta história há uma oposição entre duas economias: a economia do dinheiro (que nos domina hoje) e uma economia de distribuição a que eu chamaria de valor de uso e de satisfação das necessidades humanas.

terça-feira, outubro 18, 2011

SHE IS A LADY - TOM JONES

Especialmente dedicado a todas as senhoras que visitam o Memórias Futuras. Inclui as esposas dos visitsantes do sexo masculino. Foi êxito no Brasil em 1971.


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Um barco em terra não é uma imagem feliz mas é assim... as marés baixam e eles ficam fora do seu ambiente.


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A imagem dele não confere própriamente com a de um dançarino mas mostra vontade...


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TEREZA


BATISTA


CANSADA


DE


GUERRA





Episódio Nº 233


A si disseram Oxalá, Xangô, Oxossi, não é verdade? Euá e Oxumaré, ainda mais? Não se esqueça de Ogum e de Nana, tão pouco de Omulu.

Também eu fiz o jogo e olhei no fundo. Vou lhe contar: nunca vi uma coisa assim e há mais de cinquenta anos sou feita neste peji e há mais de vinte velo por Xangô.

Quem se apresentou na frente com o alfange rutilante foi Iansã, dizendo: ela é valente e boa de peleja, a mim pertence, sou a dona da cabeça, e ai de quem lhe faça mal! Logo atrás compareceram Oxossi e Iemanjá. Com Oxossi, Tereza veio da mata espessa, do agreste ralo, da catinga seca, do sertão ardido e desolado.

Sob o manto de Iemanjá cruzou o golfo para acender a aurora no Recôncavo, depois de guerrear por ceca e Meca. Vida de combate do começo ao fim, para ajudá-la na briga feia e crua, além de Iansã, a primeira e principal, vieram Xangô e Oxumaré, Euá e Nana, Ossain trazendo as folhas. Com o paxarô da sabedoria, Oxolufã, Oxalá velho, meu pai, lhe abriu o caminho certo onde passar.

Não estava Omolu montado no lombo de Tereza na cidade de Buquim durante a epidemia da bexiga negra? Não foi ele que mastigou a peste com o dente de ouro e a pôs em fuga? Não a designou Tereza Omolu na festa dos macumbeiros de Muricapeba? E então? Omolu veio brabo, aberto em chagas, reclamar o seu cavalo.

Veja que grande confusão se armou. Não tive outra saída senão chamar Oxum, minha mãe, para ela apaziguar os senhores encantados. Chegou nos dengues e nos panos amarelos, luzindo ouro nas pulseiras, nos colares, a própria faceirice. Logo se acomodaram os Orixás, todos a seus pés enamorados, machos e fêmeas, a começar por Oxossi e por Xangô, seus dois maridos.

As pés igualmente de Tereza, em torno da formosa, pois Tereza tem de Oxum o requebro e o mel, o gosto de viver e a cor de cobre. O fulgor dos olhos negros, porém, é de Iansã, ninguém lhe tira.

Vendo Tereza Batista por todos os lados cercada e defendida, os Orixás em seu redor, eu lhe disse, resumindo o jogo: mesmo no pior aperto, no maior cansaço, não desista, não se entregue, confie na vida e siga avante.

Contudo, existe sempre um instante de total desânimo, quando até o mais valente se dá por acabado, resolve largar as armas e abandonar a luta. Também com ela sucedeu, pergunte por aí e saberá. Mais não posso lhe dizer por não ter tirado a limpo.

Para mim, todavia, quem guiou os passos do afogado nos becos da cidade, até o esconderijo de Tereza, foi Exu. Para armar baderna, Exu está sozinho. Quem melhor conhece travessas e atalhos, quem mais gosta de acabar com festas?

A festa não se acabou e, além da programada para abrilhantar o casamento, houve outra de improviso, essa última no mar quando Janaína estendeu a verde cabeleira para os namorados.

Em atenção ao pedido de Verger – o senhor sabe que Pierre é feiticeiro? – sobre esse assunto lhe disse tudo quanto sei, aqui sentada em meu trono de yalorixá, assistida pela corte dos obás, eu, mãe Senhora, Iyá Nassô, mãe-de-santo do Axé do Opô Afonjá ou candomblé Cruz Santa de São Gonçalo do Retiro, onde zelo os orixás e recolho no meu peito o choro dos aflitos.(clik na imagem)

HISTÓRIAS DE HODJA

Roubaram o burro ao Hodja e os vizinhos vêm ajudá-lo. Um deles pergunta:

- “Hodja, porque não substituis esta porta frágil por uma mais forte?

Outro afirma:

- “Olha, tu esqueceste-te de fechar a porta”

Outro diz:

- “O ladrão entrou em tua casa e roubou-te o burro enquanto tu dormias a noite toda”.

- “Hodja como é que conseguiste dormir a noite toda enquanto te roubavam o burro?”

Em suma, toda a gente critica Hodja e ele já não aguenta.

- “Então, meus vizinhos, sejam justos. Deverei ser criticado por tudo? E o ladrão não fez nada de errado?”

INFORMAÇÕES ADICIONAIS


À 21ª ENTREVISTA SOBRE O TEMA:




“MUTIPLICAÇÂO DOS PEIXES E DOS PÃES?” (3)



As Razões para a Fome no Mundo






A razão para a fome é a distribuição desigual de recursos, a injustiça e a desigualdade na sua distribuição. Só a solidariedade, a partilha, uma distribuição justa “irá alimentar" toda a humanidade. O disse Jesus de Nazaré com este "milagre" e o diz, por exemplo, a economista Mariana Martinez da BBC:

- “Enquanto metade do mundo consome diariamente mais de duas vezes as calorias necessárias para sobreviver e viver preocupado com a "quilinhos a mais"… a outra metade não têm nada para colocar na boca e morre de fome. Enquanto nos Estados Unidos, que não fala ou está em uma dieta, nas favelas do Brasil ou nas terras áridas da África sub-saariana, crianças e adultos lutam desesperadamente para encontrar algo (não importa o quê) para encher o estômago. O sonho de um mundo sem fome é possível.

A fome não existe, porque a Mãe Natureza não é capaz de fornecer recursos para todos, ou a falta de terra para cultivar, ou porque existem no mundo hoje em dia muitas pessoas mais do que um século atrás. Pelo contrário, a fome no mundo existe por causa da má distribuição. Uma parte do planeta, aquela em que vivem as nações mais ricas, consomem 80% mais recursos naturais (alimentos e outros produtos de consumo) em todo o mundo, enquanto a outra metade recebe apenas 20%.

segunda-feira, outubro 17, 2011

VÍDEO



Não tenho a veleidade de vos mostrar algo que não conheçam já mas quem resiste a ver novamente este prodígio da tecnologia. Ele, Elvis, canta em 1968, ela, Lisa Marie, sua filha, entra em cena 40 anos depois, em 2008. E, no entanto, não soubéssemos nós isso, qual de nós iria pôr em causa a autenticidade deste maravilhoso dueto. Só que, aquele rapaz, naquela altura, não podia ser o pai daquela linda jovem...



video

A FESTA




DO



CASAMENTO

DE TEREZA


BATISTA





OU

A GREVE DO BALAIO FECHADO NA BAHIA

OU

TEREZA BATISTA
DESCARREGA A MORTE NO MAR

Episódio Nº 232


1





Seja bem-vindo, tome assento, esteja em casa neste terreiro de Xangô, enquanto preparo a mesa e os búzios para olhar. Quer apenas esclarecer pequena dúvida? Uma informação somente?

Aqui chega recomendado por amigo de tanta estimação, me ponho às suas ordens, pode perguntar, pois neste axé, afora os orixás, quem manda e desmanda é a amizade, não conheço outro senhor.

Deseja saber a verdade sobre o santo de Tereza, quem lhe determina a vida e a protege contra o mal, o anjo da guarda, o dono da cabeça? Tem ouvido por aí, nas encruzilhadas da Bahia, muito disparate, contínuo desacordo, está confuso?

É natural esse desacordo nas notícias, acontece com frequência, pois nos tempos de agora todo o mundo sabe tudo, ninguém confessa ignorância, inventar não custa.

Em troca, a guarda dos Orixás custa a vida inteira e ai da escolhida mãe de santo que, não podendo dar conta do recado, queira enganar o raio e o trovão, as folhas do mato e as ondas do mar, o arco-íris e a flor disparada.

Ninguém consegue iludir os encantados e quem não tiver competência para tomar a navalha na hora certa do efun, quem não recebeu o deká com a chave do segredo, a resposta da advinha, é melhor não se meter a sebo, essas coisas não são de brincadeiras, o perigo é mortal.

Muitos casos, posso lhe contar noutra ocasião, quando lhe sobre tempo e paciência para ouvir.

Para atirar búzios sobre a mesa basta ter mão e atrevimento. Mas para ler a resposta escrita nesses búzios pelos encantados é preciso saber do claro e do escuro, do dia e da noite, do nascente e do poente, do ódio e do amor.

Recebi meu nome antes de nascer, comecei a aprender desde menina. Quando fui levantada e confirmada, chorei de medo, mas os orixás me deram forças e iluminaram meu pensar.







Aprendi com minha avó, as velhas tias, com os babalaôs e mãe Aninha. Hoje sou de maior e neste axé ninguém levanta a voz além de mim.

Só respeito na Bahia a yalorixá do candomblé do Gantois, Menininha, minha irmã-de-santo, minha igual no saber e no poder. Porque cuido dos encantados no rigor dos preceitos e das quizilas, atravesso o fogo e não me queimo.

Mas se tratando de Tereza deixe que lhe diga haver motivo de sobra para confusão; até quem muito sabe, nesse caso se atrapalha na leitura dos búzios sobre a mesa. Muita gente andou vendo por aí e não houve acordo. Os mais antigos falaram em Iansã, os mais recentes em Iemanjá.





(clik na imagem)



O Encantador de Moscas

No Sul da Califórnia uma professora dava uma aula quando uma mosca em voos rasantes começou a incomodá-la. A professora dava tapas no ar para espantar a mosca mas ela continuava imperturbável nos seus voos acrobáticos.

Então, um aluno solícito, ofereceu-se para ajudar e ela aceitou.

O menino levantou-se, pôs em frente da turma, pôs o dedo indicador no ar e a mosca pousou direitinha no dedo.

A aula prosseguiu e de novo a mosca de volta da professora que levantou o dedo indicador, repetindo o gesto do aluno, mas a mosca não pousou e continuou no seu voo.

Ela voltou-se para o aluno pedindo socorro e ele disse-lhe:

- Professora, se não enfiar primeiro o dedo no cu a mosca não pousa.

HISTÓRIAS



DE HODJA


Hodja pediu uma panela emprestada a um vizinho e quando a devolveu colocou dentro dela uma outra mais pequenina. O vizinho interrogou-o sobre aquela outra panela.

Esclareceu o Hodja:

- “É que a panela estava grávida e esse é o bebé”. O vizinho aceitou a explicação e levou as duas panelas.

Tempos depois, Hodja voltou a pedir emprestada a panela mas nunca mais a devolveu.

Finalmente, cansado de esperar, o vizinho veio pedir a panela e Hodja, com uma expressão muito triste, disse-lhe:

- “Os meus pêsames. A tua panela morreu.”

- “Hodja, por favor, como pode uma panela morrer?”

- “Meu querido vizinho” explicou Hodja: “Não tiveste dúvidas quando a panela deu à luz e agora duvidas que ela tenha morrido?”

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À ENTREVISTA Nº 21 SOBRE O TEMA:


“MUTIPLICAÇÂO DOS PÃES E DOA PEIXES?” (2)





Combate à fome: Uma exigência Evangélica


A fome afecta principalmente os pobres. O teólogo brasileiro Frei Betto dirigiu o programa Fome Zero no início do primeiro mandato do Presidente Lula. Ao assumir essa responsabilidade, ele escreveu:


- "Se a fome é o principal factor de morte precoce e vergonha para a civilização do século XXI, por que não causou mobilização? Por uma razão cínica: ao contrário do terrorismo e da guerra, cancro e outras doenças, a fome faz distinção de classe. Abrange apenas os miseráveis. E, em geral, apoiamos campanhas em seu próprio benefício. Nem sempre mostram a sensibilidade quando se trata de direitos dos outros…"


"Eu estava com fome e você me alimentou", disse Jesus, encarnado na figura do pobre.

O combate à fome é uma exigência do Evangelho, um imperativo ético, um dever de cidadania e solidariedade, para que possamos trazer a humanidade dessa pré-história em que milhões de pessoas
ainda não têm assegurado o direito animal mais básicas: comer.

domingo, outubro 16, 2011

HOJE É


DOMINGO




Nasci em 1939, num Portugal pobre e rural, irei morrer num país falido, urbano e de futuro incerto num mundo que não sabe que rumo tomar.

Pelo meio, foram brotando lindas cidades ajardinadas, muitas rotundas, quilómetros de auto-estradas, os túneis da Madeira e muitos homens que eram pobres como o país e enriqueceram.

Sinto-me responsável: a minha boa fé e ingenuidade levaram-me a dar-lhes o meu voto, excepção feita nas últimas eleições. Não posso falar pelos outros, mas no que me diz respeito acordei demasiado tarde para o voto em branco que em democracia é o voto de protesto.

Agora é tarde, chegámos a um Orçamento de Emergência Nacional mas, em boa verdade, nem isso nos garante a salvação porque já nada depende de nós.

Fazendo eu próprio de Agência de Notação sinto que estamos apenas um degrau acima do Lixo. A diferença para o Lixo depende de conseguirmos cumprir este orçamento e da Europa, a da “nossa desilusão”, se decidir ajudar-nos.

É justo não esquecer o papel que teve nesta situação que estamos a viver, nós e muitos outros países, o mundo em geral, o papel perverso da banca internacional, da economia de casino, das negociatas criminosas… mas que isso não sirva de guarda-chuva para tapar todos os nossos desmandos e desvarios despesistas.

Resta-nos a resignação, sofrer com estoicismo as consequências pelos erros cometidos depois de termos acreditado nas promessas que nos foram irresponsavelmente feitas.

Quem terão sido os responsáveis por tão terríveis erros de avaliação? Em política, a responsabilidade dilui-se, a história julgará… sempre foi assim.

Podem dizer-nos certos comentadores políticos que um país não se governa da mesma forma que uma família querendo com isto dizer que as famílias, salvo em situações excepcionais, não se devem endividar enquanto que os países podem e devem fazê-lo para providenciarem ao desenvolvimento e bem estar futuro das suas populações.

Mas… como controlar esse endividamento? Como saber onde parar mesmo quando o crédito continua a existir e os juros são favoráveis?

Só tenho uma resposta: Uma avaliação sensata e prudente da nossa capacidade de gerar riqueza porque é com ela que iremos pagar as dívidas.

Nesta avaliação definem-se os bons políticos: os que estudam primeiro (pode ser filosofia) e governam depois e não o contrário…

(clik na imagem da principal Rotunda da cidade, A árvore, aqela ponheira grande, já lá estava)

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