sábado, abril 02, 2011

when i need you- celine dion videoke

CELINE DION - WHEN I NEED YOU



Currículum Vitae
Pede-se experiência... A redacção que se segue foi escrita por um candidato numa selecção de Pessoal na Volkswagen. A pessoa foi aceite e o seu texto está a fazer furor na Internet, pela sua criatividade e sensibilidade.

TEXTO APRESENTADO
Já fiz cócegas à minha irmã só para que deixasse de chorar, já me queimei a brincar com uma vela, já fiz um balão com a pastilha que se me colou na cara toda, já falei com o espelho, já fingi ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violinista, mago, caçador e trapezista; já me escondi atrás da cortina e deixei esquecidos os pés de fora.
Já roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda sigo caminhando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela onde se cozinhou o creme, já me cortei ao barbear-me muito apressado e chorei ao escutar determinada música no autocarro.
Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer. Já subi às escondidas até ao terraço para agarrar estrelas, já subi a uma árvore para roubar fruta, já caí por uma escada.

Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei sozinho na casa de banho por algo que me aconteceu; já fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.
Já corri para não deixar alguém a chorar, já fiquei só no meio de mil pessoas, sentindo a falta de uma única.
Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, já mergulhei na piscina e não quis sair mais, já tomei whisky até sentir os lábios dormentes, já olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.
Já senti medo da escuridão, já tremi de nervos, já quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e senti medo de me levantar.
Já apostei a correr descalço pela rua, gritei de felicidade, roubei rosas num enorme jardim, já me apaixonei e pensei que era para sempre, mas era um 'para sempre' pela metade.
Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua; já chorei por ver amigos partir e depois descobri que chegaram outros novos e que a vida é um ir e vir permanente.
Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração...
Agora, um questionário pergunta-me, grita-me desde o papel: - Qual é a sua experiência?
Essa pergunta fez eco no meu cérebro.
Experiência.... Experiência... Será que cultivar sorrisos é experiência?
Agora... agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionário: -
Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova ???'

TEREZA

BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA

Episódio Nº 71

Dóris chorou pelos cantos, mas nem quis ouvir falar em ir-se embora, como propôs dona Brígida na revolta do primeiro impulso. “Coisa à toa, um tapinha sem importância, tive culpa mesmo, demorei de mais”.
Nessas e noutras finaram-se as fidalguias e a razão de dona Brígida. De uma ou de outra maneira, assim ou assado, Dóris soube manter desperto o interesse do capitão, talvez porque o fogo da tísica a consumisse, não havendo puta que se lhe comparasse – e o capitão era competente na matéria.
Dois dias antes do parto e da morte, ele ainda a cobriu à moda dos bichos, devido à barriga, e Dóris se deu com a mesma ânsia da primeira vez na alcova de solteira da casa da Praça da Matriz quando fora mudar o vestido de noiva. Profundo e duradouro amor de esposos, segundo a comprovada tese do doutor Juiz, um crânio.
A tuberculose se declarou galopante na última semana de gravidez. O pigarro da época de noivado crescera em tosse crónica após o casamento, aumentaram as covas das faces e a curva dos ombros, mas só vomitou sangue às vésperas do parto.
Trazido de caminhão doutor David reportou-se à consulta anterior:
“Bem que eu avisei. Deviam ter adiado o casamento, ter feito os exames. Agora, é tarde, nem por milagre.”. Ao ver a filha esvaída, o cuspo de sangue, outras cordas romperam-se na mente de dona Brígida. Esqueceu agravos, más palavras, desamor, apagou as imagens lúbricas e humilhantes da noiva e da esposa, reencontrou intacta na memória a menina do colégio de freiras, a pura Dóris de olhos baixos e terço em punho, distante da maldade do mundo no caminho do noviciado.
Com a filha restaurada em santidade, partiu para o inferno restaurar seu crime. De lucidez restou-lhe o suficiente para cuidar da neta. Nascimento e morte sucederam-se na mesma noite de chuva, quase à mesma hora. A menina forte e gorda, veio ao mundo pelas mãos da parteira Noquinha, Dóris faltou mas do doutor David, atrasado para o parto, a tempo justo para o atestado de óbito.
Que teria sentido o capitão? Soube-se na cidade que, tendo depositado o doutor em casa, dirigiu o caminhão para a pensão de Gabi, onde quatro retardatários bebericavam conhaque em companhia de Valdelice, moçoila de acanhado ofício. De trato feito com um dos quatro para a noite inteira, a jovem aguardava com sono e paciência o fim da cachaça dos fregueses envolvidos numa discussão de futebol. No balcão, Arruda, garçon e xodó de Gabi, tirado a valente ressonava. O capitão entrou para adentro, não disse palavra, recolheu a garrafa de conhaque, esvaziou-a pelo gargalo. Arruda acordou para brigar, ao reconhecer Justiniano, recolheu a valentia. Na falta de melhor, o capitão contentou-se com Valdelice.
Tendo a rapariga, por força de compromisso anterior, resistido ao convite “Vambora”, aplicou-lhe dois tabefes redondos e puxando pelos cabelos esgrouvinhados, com ela trancou-se num quarto. Saiu manhã alta. No centro da cidade a notícia da morte de Dóris, com detalhes de arromba, reunira desde as matinas a assembleia das comadres no átrio da igreja.
Viram o capitão Justo atravessar a rua, precedente das bandas da Cuia Dágua, onde as rameiras exerciam. Pesado, espesso, lerdo, mudo, sinistro, um bicho. A filha morta e enterrada, dona Brígida imaginou-se herdeira; numa suprema audácia ergueu a voz e reclamou inventário. O capitão riu-lhe na cara, foi designado inventariante pelo meritíssimo juiz e, por muito favor, consentiu-lhe manter o quarto dos fundos e os cuidados da criança
.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À ENTREVISTA Nº 88 SOB O TEMA:


“FIM DO MUNDO” (4)


No Todo é Possível: a Profecia da Desgraça


Hans Jonas é um inimigo radical das utopias, que viam o mundo em que tudo era possível e nada estava escrito. A brutal experiência da bomba atómica, da poluição do meio ambiente e do Holocausto, demonstram que, moralmente, a utopia pode acabar sendo a justificação para o assassinato em larga escala e a destruição do planeta.
A Utopia dizia aos homens "Você pode fazê-lo e, como você pode, você deve". A responsabilidade requer o cálculo de risco e, na dúvida de que algo pode dar errado, é melhor não. O imperativo ético que é proposto por Jonas arranca do medo ou, para usar as suas palavras, a "heurística do medo", que é uma mistura de respeito com medo. É o medo das consequências irreversíveis do progresso (modificação genética, a destruição do habitat), que nos obriga a agir de forma responsável e o motor que nos impulsiona é a ameaça que paira sobre a vida futura.
O medo é um sentimento negativo, mas dessa negatividade pode sair algo de positivo: constatando que o planeta está em perigo e que a causa desse perigo é o poder do ser humano, possuidor de uma técnica que corre o risco de se tornar anónima e autónoma, deve ser prestada mais atenção à profecia de miséria do que à utopia da felicidade e agir em conformidade, levando
a sério a ameaça que paira sobre o futuro da humanidade e nos convida a agir responsavelmente.

sexta-feira, abril 01, 2011

Berlusconi espirituoso...

Na ilha italiana para anunciar que no prazo de dois ou três dias os cerca de 6200 imigrantes ilegais que lá chegaram devido à revolta nos países do norte de África serão deslocados para outras regiões, Sílvio Berlusconi fez uma piada sobre as chamadas "festas bunga-bunga".
"De acordo com um inquérito, quando questionadas se gostariam de ter sexo comigo, 30% responderam que sim e as restantes 70% perguntaram "O quê? Outra vez!".» [DN
]

VÍDEO


Tal era a bebedeira..
video


"L'Amore Se Na Va" - Carmelo Pagano

TEREZA

BATISTA


CANSADA


DE


GUERRA


Episódio Nº 70



Onde iriam ficar quando demorassem na cidade, ou o genro pensa que dona Brígida pretende apodrecer nesses matos? Contentar-se com os quartos de fundo do armazém na promiscuidade de caixeiros e cabras? O capitão imagina estar tratando com quem? Não era uma qualquer.
Aberta a discussão logo se encerrou e de uma vez para sempre. Ia dona Brígida no maior embalo, no auge da indignação, quando o capitão explodiu: - Merda!
Ficou dona Brígida de boca aberta, a mão no ar. O capitão fuzilava-a com os olhos miúdos. Que casa nem meio casa, quem pagara a hipoteca ao banco? Tanta empáfia, fidalga de bosta, um saco de bosta é o que a senhora é, não tem onde cair defunta e se aqui encontra teto e comida agradeça ser mãe de Dóris. Se quer ir embora passar fome na cidade, viver da pensão do Estado, a cancela está aberta, saia quanto antes, não faz falta a ninguém. Mas se pretende continuar aqui, vivendo às minhas custas, então enfie a língua no cu, nunca mais levante a voz.
Nessa hora infame onde Dóris para apoiá-la, dando-lhe forças para a luta? Muito ao contrário, manteve-se sempre ao lado do marido contra a própria mãe. - A senhora, Mãe, está ficando insuportável. Justo até tem paciência demais. Ele com tantos problemas a resolver e a senhora a provocar. Pelo amor de Deus, acabe com isso, deixe a gente viver em paz.
Um dia, ouvindo-a queixar-se a uma visita da cidade, Dóris levantou-se em sua frente, irada. - Pare com isso de uma vez, Mãe, se quiser continuar a viver aqui. Vive de favor e ainda se queixa.
Rompeu-se o trono de Rainha: fidalga de merda, rompeu-se uma corda em seu juízo. Sorumbática, caramuja, num resto de dignidade, deixou de falar com o genro, com Dóris apenas o estritamente necessário. Passou a falar sozinha pelos matos.
Quanto a Dóris, perdeu qualquer resquício de dignidade, de pudor, de amor-próprio, um trapo nas mãos do marido, que retornara por completo aos hábitos e ao carácter anteriores ao casamento.
Frequentemente o capitão chegava da cidade pela madrugada, e no suor a empapar o peito gordo Dóris sentia cheiro de fêmeas, perfumes baratos, odores fortes, vestígios à mostra – jamais passara pela cabeça de Justiniano Duarte da Rosa ocultá-los à esposa. Assim mesmo, recém chegado de outra, no quarto dos fundos do armazém ou na pensão de Gabi, montava-a de sobremesa, a magrela nessas ocasiões se superava, ah! não havia puta que se lhe comparasse! Outras vezes acontecia estar tão cansado a ponto de nem lavar os pés, recusando água morna e carinhos, “vá pró inferno, me deixe em paz”, ferrava no sono.
Desfeita, Dóris atravessava a noite a chorar – a chorar baixinho para não incomodá-lo. Quem sabe, ao acordar de manhãzinha? À espera, escrava a seus pés. Nunca se atreveu a reclamar, jamais abriu a boca para uma queixa. Nem mesmo quando o capitão, irascível e estúpido a maltratava, injúrias e insultos.
Quem se comia por dentro era dona Brígida, tanta amargura foi-lhe destruindo o juízo. Certa vez, porque Dóris se demorasse a trazer-lhe o paletó meteu-lhe a mão na cara na vista da mãe: - Não ouviu chamar, lesma? (clik na imagem).

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À ENTREVISTA Nº 88 SOB O TEMA:


“O FIM DO MUNDO” (3)




Uma Ética Para Que o Mundo Não Se Acabe


No programa, Jesus mostra-se assustado. E não só: ligando todas as imagens do Apocalipse procura assustar na esperança de que o medo faça surgir uma ética. Coincide com a obra de um compatriota seu, o judeu alemão Hans Jonas, agora o centro do debate ambiental, o livro de Jonas "O Imperativo da Responsabilidade: Ensaio de uma ética para a civilização tecnológica" (Editorial Herder, 1975) que é uma referência indispensável.



A reflexão de Jonas sobre a responsabilidade parte do facto de que os seres humanos são os únicos responsáveis. Sua reflexão é alimentada pela tragédia do Holocausto. A sua Conferência “O Deus depois de Auschwitz" é talvez a principal reflexão judaica teológica sobre o fenómeno de Hitler.



O que diz Hans Jonas? Nós servimo-nos do resumo que faz do seu pensamento o filósofo catalão Ramon Alcoberro:



- A ciência e a tecnologia mudaram profundamente a relação entre o homem e o mundo. Para os antigos, o potencial humano era limitado e o do mundo, em transformação, era infinito. Jonas cita o exemplo dos gregos enclave da cidade, uma sociedade civilizada rodeada por um ambiente ameaçador, de florestas e selvas. Ele observa que hoje a situação é inversa e a natureza está preservada em parques nacionais, rodeado pela civilização e tecnologia. Hoje, a natureza é frágil e está ameaçada. Os seres humanos têm o dever moral de a proteger e esse dever aumenta na medida em que o que é fácil é destruir a vida.



Segundo Jonas, o imperativo ético do nosso tempo é: "Age de tal maneira que os efeitos de tua acção sejam compatíveis com a permanência da vida humana autêntica na Terra."



Fazer hoje bem é fazê-lo de acordo com as condições da tecnologia. O imperativo tecnlógico higbom meio fazendo hoje em termos de tecnologia. O imperativo tecnológico significa, portanto, uma abordagem que não pode ser "domínio", mas ainda não pode ser de uma "comunidade", porque a comunidade internacional ainda é uma miragem.

quinta-feira, março 31, 2011

333 Nina Salerosa

VÍDEO

Veja até ao fim. "O truque" está nas cócegas que o tratador lhe faz na ponta do focinho... deixa o animal em estado de letargia. Resulta igualmente com tubarões brancos selvagens. Digamos que o seu "pontinho fraco" é a ponta do focinho...


Jantar de Confraternização


Um grupo de amigos de 50 anos discutia para escolher o restaurante onde iriam jantar. Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque as empregadas usavam mini-saias e blusas muito decotadas.
10 anos mais tarde, aos 60 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante. Decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque a comida era muito boa e havia uma excelente carta de vinhos.
10 anos mais tarde, aos 70 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante. Decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque lá havia uma rampa para cadeiras de rodas e até um pequeno elevador.
10 anos mais tarde, aos 80 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante. Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical. Todos acharam que era uma grande ideia porque nunca tinham ido lá.

VÍDEO
Bola fora no feminino...

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VÍDEO


Golo estúpido... ou o guarda-redes não devia festejar antes do tempo.



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OSWALDO MONTENEGRO - METADE DE MIM


Nasceu no Rio de Janeiro em 1956 e é músico, cantor, poeta, compondo trilhas sonoras para peças teatrais, cinema e televisão. Tem uma das parcerias mais sólidas ao lado de Madalena Salles que o acompanha com as suas flautas. Oswaldo foi um caso excepcional de precocidade talvez porque nasceu numa família de músicos: seu pai, por quem foi influenciado musicalmente, mas também a sua mãe e os avós maternos.


TEREZA

BATISTA


CANSADA


DE


GUERRA



Episódio Nº 69

Por crime assim imenso Deus Todo Poderoso lhe deu o castigo de purgar o Inferno em vida, na casa maldita do genro, roças de terras mal adquiridas, lavoura de alugados famélicos, galos de briga com esporões de ferro, cabras de clavinote e punhal, as meninas. Meninas e moças, por vezes mulheres maduras, raras. Quantas, depois da morte de Dóris? Dona Brígida perdeu a conta, nem adiantaria somar as da roça omitindo outras tantas na casa da cidade, atrás do armazém.
Muitas coisas esquece, de outras se lembra pela metade. Esquece a ânsia, o desvario de Dóris – ainda que dona Brígida se opusesse ao casamento, Dóris, louca de orgulho e de incontinência, por seus próprios pés entraria na alcova, o noivo pela mão, cínica e devassa.
Arrancou da memória a visão de Dóris na sala de noivos, perdida a compostura, as mãos e a língua em deboche. Recuperou a filha, inocente escolar sem malícia, Os olhos baixos, prometida de Cristo, o terço na mão, língua de prece, vocação mística de freira. Vítima da ambição da Mãe e da luxúria do capitão. Lavou igualmente dos olhos e da memória a imagem de Dóris esposa apaixonada e humilde aos pés do marido, uma escrava.
Duraram dez meses o casamento e o ralo de sangue de Dóris, dez rápidos dias para sua paixão, dez séculos de humilhações e afrontas para dona Brígida. Não houve antes, não haverá depois, esposa mais devotada e ardente, Dóris atravessou aqueles dez meses em cio e a dar graças ao capitão. Voltara da lua-de-mel já de bucho cheio, numa exaltação, e nela viveu até morrer – o tempo de partir. Atenta ao menor desejo do amo e senhor seu marido, suplicando-lhe um olhar, um gesto, uma palavra, a cama.
Inchada de orgulho, pelo braço de Justiniano, nas poucas idas ao cinema, nas contadas visitas à cidade. Dona Brígida enfraqueceu o entendimento no esforço de borrar a memória das cenas indignas – Dóris agachada ante a bacia de água morna a lavar, à noite, os pés do suíno e a beijá-los. A beijá-los dedo por dedo. Vez ou outra, por pura graça, o capitão empurrava-lhe o pé na cara, lá se iam os ossos no chão. Contendo as lágrimas, Dóris fazia cara de riso, divertida brincadeira, Mãe. Assim eram os carinhos do capitão.
Quanta humilhação, Senhor! Mas Dóris se comprazia naquela vida, apenas queria deitar-se com o marido, recebê-lo entre as pernas, tristes gambitos. De começo, plena de projectos e reivindicações, dona Brígida tentara dialogar com o genro em busca de cordial entendimento.
Na mesa de jantar, expôs proposições modestas – moradia na cidade, na casa da praça da Matriz, casa própria sem despesa de aluguel: trem de vida digna de família de tanta consideração de custo reduzido, porém, pois boa parte dos produtos proviria do armazém; criadagem e costureira, essa gente trabalhava praticamente pela comida, quase de graça; receberiam os amigos, as pessoas gradas da terra, dona Brígida sabia como fazê-lo, com a necessária categoria e pequena despesa. O capitão cruzou o talher, lambeu os dedos limpando restos de feijão: - Só isso? Mais nada?


Nenhuma outra palavra a esclarecer seu pensamento, a conversa morreu em incertezas. Poucos dias passados, a viúva soube do aluguel da casa da Praça a um protegido dos Guedes, dono de alambique de cachaça. Dona Brígida, ainda coberta de realeza e de sonhos, subiu a serra, passou do diálogo à discussão, das propostas às exigências. Dispor de sua casa sem sequer consultá-la que ousadia!

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À ENTREVISTA Nº 88 SOB O TEMA:


“O FIM DO MUNDO” (2)



Uma Catástrofe, uma Festa, a Entrega



As imagens do fim do mundo que os Evangelhos põem na boca de Jesus são a tradição profética. Os profetas falavam da ira de Deus contra os ímpios no último dia. Falou de guerras, catástrofes e dificuldades incalculáveis. Cerca de 200 anos antes de Jesus começou a usar imagens de estrelas cósmicas que caíam, terramotos. Jesus usou símbolos também porque eles eram usuais para descrever o tremendo choque do fim dos tempos (Isaías 63,1-6 Jeremias 6 ,11-19; Daniel 9,21-27 e 12,1-13, 2,1-11 Joel, Amós 5,14-20).
Os profetas também falaram de imagens positivas a fim de expressar que tudo de bom no mundo permanecerá e será transformado num novo céu e nova terra, onde habita a justiça. Jesus também se referiu ao último dia como um grande banquete e festa.
Há muitos textos proféticos que descrevem as imagens finais de alegria e celebração (Isaías 60,1-22 e 62,1-12; Amos 9,11-15; Miquéias 4,1-5; Sofonias 3,14-20 .)
O fim do mundo foi comparado com o parto. Porque, para um novo ser nascido são necessários amor, tempo, paciência, esperança e, no momento decisivo, o esforço e a dor tremenda. A imagem do parto foi usado pelos profetas (Is 66,5-16), e também foi usado por Jesus (Jo 16,19-23) e depois dele por Paulo (Romanos 8,18-27).

quarta-feira, março 30, 2011

Em Período de Crise Siga Conselho Chinês



Há apenas duas coisas com que você se deve preocupar:


- Se você está bem ou se você está doente.


- Se você está bem, não há nada com que se preocupar.


- Se você está doente, há duas coisas com que se preocupar:


- Se você se vai curar ou se vai morrer.
- Se você se vai se curar, não há nada com que se preocupar.
- Se você vai morrer, há duas coisas com que se preocupar:
- Se você vai para o céu ou vai para o inferno.
- Se você vai para o céu, não há nada com que se preocupar.
- Agora se você for para o inferno, estará tão ocupado cumprimentando os velhos amigos, que nem terá tempo de se preocupar.
- Então, para que se preocupar ?

Isto é que é fidelidade...


Minha mulher me perguntou:

- Com quantas mulheres você já dormiu ?

Orgulhosamente, respondi:

- Só contigo, meu amor. Com as outras, fiquei acordado
...

GUIDO RENZI - TANTO CARA



TEREZA

BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA

Episódio Nº 68


Nem sequer o menor resquício de respeito, como se ela não existisse. À noite, após o soturno jantar à luz dos candeeiros, o capitão foi buscar a novata no quarto onde a criança dormia:
-“Vambora” No fim do corredor, na fumaça vermelha do fifó, dona Brígida viu o Porco, desmedido, tenebroso, imundo, pela primeira vez ela o reconhecia. Trancou-se com a neta, mesmo antes da morte de Dóris já não estava de juízo perfeito.
O resfolgar do capitão atravessava as paredes. Filho-da-puta do Guedes, arrombara pela frente e por detrás.
Durante esse ano e meio após o falecimento de Dóris a Mula-Sem-Cabeça reaparece amiúde, de afilhada pela mão, mas apenas a enxerga na cancela, ou no caminho, dona Brígida a identifica. Basta vê-la e o mundo vira o Inferno povoado de demónios. Porque dona Brígida está pagando em vida os seus pecados.
Mula-Sem-Cabeça, rapariga de padre, sacrílega. Não engana tão pouco ao Porco, cujos roncos de raiva derrubam folhas das árvores, matam a criação do terreiro, os pássaros na mata.
- Não me traga carniça, já lhe disse que não como o resto dos outros… Lhe parto a cara cachorra…
Gritos e gemidos, o som das pancadas, o silvo da taca, uma negrinha uivando a noite inteira, no pescoço do Porco um colar de meninas, a argola maior, de ouro maciço, era Dóris.
A cabeça de dona Brígida cada vez mais pesada, ora no mundo, ora no Inferno, qual o pior? Onde aquela majestosa Senhor Dona Brígida, primeira-dama da comarca, viúva do benemérito doutor Ubaldo Curvelo, Rainha-mãe, a presidir ao casamento da filha única?
Baralham-se os acontecimentos na sua cabeça, o juízo fraco. Descuidou-se no vestir, manchas na saia e na blusa, chinelas velhas, cabelo em desalinho. Esquece factos e datas, mistura detalhes, a memória vai e vem, imprecisa e inconstante. Passa dias e dias ensimesmada, falando sozinha, nos cuidados da neta, de súbito um incidente qualquer e mergulha na alucinação. Os monstros a perseguem: à frente da corte infernal, o Porco que lhe devorou a filha e pretende devorar a neta.
Guarda exacta e inteira consciência do seu crime. Sim, porque ela, dona Brígida Curvelo, igual a Gabi-Mula-de-Padre, alimentou o Porco, igual a Terto Cachorro Lobisomem, levantou caça para Justiniano Duarte da Rosa, capitão dos Suínos e dos Demónios. Entregou-lhe a própria filha para que ele lhe sugasse o sangue, triturasse os ossos, comesse a carne pouca.
Não tentem inocentá-la por favor, dando-a por enganada vítima das circunstâncias, a tomar o capitão por um ser humano, a confundir o que era um sórdido ajuste de cama com nobres assuntos de casamento. Com razão ela está pagando em vida seus pecados, o crime cometido. Sabia a verdade desde o início, soube ao primeiro olhar de frete do capitão, nunca se deixara enganar – passara sem dormir noites a fio e exactamente então desenvolvera o dom de adivinhar os pensamentos e de prever o futuro.
Sabia, mas não quis saber, calou-se, engoliu sapos e cobras, tapou com um dedo a chaga da tísica no peito de Dóris, com outro tapou o sol, passou mão de amnistia sobre os malfeitos do capitão e conduziu a menina para o altar e à cama de solteira, no festim do casório.
O Porco a comia no almoço, no jantar, no café da manhã, cada refeição um pedaço. Tirando a barriga de prenha, Dóris
foi ficando
pequena e fina, no fim quase não houve o que enterrar. (clik na imagem e aumente-a)

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À ENTREVISTA Nº 88 SOB O TEMA:


“ FIM DO MUNDO” (1)


Jesus Estava Errado e as Primeiras Comunidades Também.



Os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas mostram uma série de discursos de Jesus sobre a catástrofe que paira sobre o mundo. Esses discursos são chamados de "escatológicos" (o fim) ou "apocalíptico" (a "revelação" do fim), muito comum na tradição profética de que Jesus era herdeiro.

Jesus acreditava que o fim do mundo injusto em que vivia, o fim do Reino de Roma e da vinda do Reino de Deus estava iminente.
Na sua maneira de proclamar o evangelho e de desafiar as autoridades, a pressa que se advinha em muitas das suas palavras, a sua impaciência, indicam que Jesus acreditava que a hora estava perto e que ele mesmo chegaria a vê-la.
Jesus estava errado e a urgência e a impaciência dele, a herdaram os primeiros cristãos que viveram durante o século primeiro da nossa era, sempre pendentes do fim do mundo, esperando que a ele viessem a assistir.
Estavam também errados e Paulo teve de chamar-lhes a atenção em várias ocasiões (2 Tessalonicenses 2,1-7 e 3,6-12), embora ele próprio também estivesse convencido de que o dia do fim do mundo estaria já próximo.(1 Tessalonicenses 4.13-18).
Aqueles eram tempos de severas perseguições contra os cristãos e as comunidades aguardavam ansiosamente o dia da libertação. É neste contexto que estes discursos foram escritos nos Evangelhos e também no Apocalipsis, último livro da Bíblia destinado a consolar os cristãos que sofriam o poder imperial de Roma.
Na opinião de vários especialistas o Apocalipsis é "o livro mais político” do Novo Testamento, já que anuncia o fim do poderoso Império Romano, embora as críticas, as opiniões e a análise desse período da história seja feita numa fraseologia densa, cheia de simbolismos, às vezes bonita, às vezes incompreensível.

terça-feira, março 29, 2011

VÍDEO
É impressionante, aterrador, dramático...

MAGNÌFICA HISÓRIA DE AMOR EM 3 MINUTOS. PRÉMIO PARA MINIFILME ALEMÂO: "O UNICÓRNIO DE PORCELANA"

REM - EVERYBODY URST


Quando o seu dia é longo e a noite é solitária. Quando você tem a certeza que já teve o bastante desta vida, continue em frente...Não desista de si mesmo pois todo o mundo chora e todo o mundo se machuca, às vezes... Às vezes está tudo errado, agora é a hora de cantar sózinho. Quando o seu dia é uma noite solitária (aguente firme, aguente firme). Se você tiver vontade de desistir, aguente firme. Se você achar que teve demais desta vida para prosseguir... Pois todo o mundo se machuca, consiga conforto em seus amigos.... Todo o mundo se machuca, não se resigne, oh, não!Não, não, não, você não está sozinho. Aguente firme, aguente firme..Todo o mundo se machuca, você não está sozinho.

TEREZA

BATISTA


CANSADA


DE


GUERRA


Episódio Nº 67



Não assume a responsabilidade, não é? Quis me tapear mais uma vez, não foi? Porque da última vez não lhe dei o merecido, não acabei com o seu ninho de ratos, pensa que sou idiota; mas não perde por esperar. Puxe daqui para fora.


- Me pague pelo menos o dinheiro que gastei.
Deu-lhe as costas o capitão e, ali mesmo, nas fuças da sogra, interrogou a rapariga:
- Tu ainda é moça?
Não minta que é pior.
- Mais não, senhor…
Voltou-se Justiniano, agarrou Gabi pelo braço e a sacudiu:
- Fora daqui antes que eu lhe parta a cara…
- Calma capitão, o que é isso? – interveio dona Brígida ainda sem entender o motivo do riso e da exaltação do genro – Calma!
- Não se meta onde não é chamada. Fique em seu canto e se dê por feliz.
Outra vez os frouxos de riso o tomaram ao ouvir a sogra em defesa da casteleira:
- Deixe essa boa alma em paz…
Era de morrer de rir!
- Sabe quem é essa boa alma?
-Não sabe?
Pois vai saber agora mesmo. Nunca ouviu falar em Gabi-Mula-de-Padre, que foi amásia do padre Felício e com a morte dele botou pensão de raparigas? Com o dinheiro das missas…
– A barriga doía, todo tomado pelo riso, da boca às tripas – Essa é boa… -
Ai, meu Deus!
Trotando, Gabi-Mula-de-Padre ganhou a estrada, o rabo entre as pernas. A mocinha quis acompanhá-la, o capitão impediu.
- Você fica – Media-lhe o corpo com o olhar conhecedor, valia a pena: -
Quanto tempo faz?
- Um mês, sim senhor.
- Só um mês? Não minta.
- Só sim, senhor.
- Quem foi?
- Doutor Emiliano, da usina.
Devia ter rebentado o focinho da cafetina suja e ladrona, a lhe tentar vender carniça dos Guedes. Concorrentes fortes, os ricaços, sobretudo Emiliano Guedes. Da usina só vinham furadas, daquela terra o capitão não conseguira até hoje argola para o seu colar.
Cadé sua trouxa?
- Tenho nada não, senhor.
- Vá lá para dentro…
Dona Brígida fitou o genro, quis dizer alguma coisa, pronunciar uma palavra terrível de condenação mas novamente o capitão rebolava-se a rir, “alma boa, ai, alma boa”, o dedo apontado para a sogra.
Dona Brígida saiu num repelão, entrou mata adentro pelas portas do
Inferno.

ENTREVISTAS FICCIONADAS

COM JESUS Nº 87 SOB O TEMA:
"O FIM DO MUNDO"




RAQUEL - Continuamos no vale de Cedron conversando com Jesus Cristo sobre questões que os especialistas qualificam de "escatológicas". O nosso entrevistado disse-nos ontem que não sabia a data do julgamento final mas sim as perguntas do juiz. Hoje queremos perguntar o que acontece após o julgamento.
JESUS - O que espera a Raquel que aconteça?
RAQUEL – O senhor sabe melhor que ninguém. Após o julgamento final e soar a última trombeta, fecha-se a cortina e ...
JESUS – E…?
RAQUEL – E apaga-se e vamo-nos. Vamos ser claros. Quando acaba o mundo, Jesus Cristo?
JESUS - Eu pensei que acabaria logo. Que a minha geração veria o fim dos tempos, que eu iria vê-lo… e afinal estava errado. A mecha ainda estava ardendo e eu achei que já estava extinta.
RAQUEL - Senhor Jesus Cristo, se estava errado há dois mil anos atrás dois mil anos, agora deve ter mais informações, novos dados, deve saber...
JESUS – Pois sim, agora sim e creio que não estou enganado ...
RACHEL - E vai revelar-nos a data do cataclismo final? O"Apocalypse Now?
JESUS - Sim, vou-te dizer quando é o fim do mundo. Agora eu vou dizer.
RAQUEL
- Espere, espere! Cabine, cabine ... ... Ponham uma música especial ... que Jesus Cristo vai anunciar a data do fim do mundo. Temos o exclusivo... Sim, um fundo marcante... Não, homem, essa não, fica melhor com a música da Guerra das Galáxias... Sim, está tudo OK... Pronto...? Diga-nos, senhor Jesus, nós o escutamos… Postos de audiência, atenção às Emissoras Latinas. Neste momento, Jesus revelará quando o mundo vai acabar...
JESUS – Em verdade, na verdade vos digo que o fim está chegando.
RAQUEL
- Logo, logo... mas pode-nos dizer a data exata ou apenas nos quer assustar?
JESUS - Depois do que vi nestes últimos dias quem está assustado sou eu… Tantos rios mortos, secas a temo e a destempo, muitas montanhas sem árvores, a terra coberta de cinzas, e criaturas de Deus morrendo por falta de comida... E o que tu mesmo me contaste: o céu rasgado onde o sol queima, os gelos derretendo-se, furacões que devoram como feras, doenças incuráveis, guerras pela água...
RAQUEL - Sim, sim, continua com esse fundo musical... gosta dele ...
JESUS
– A avareza está a destruir as árvores na terra e o mar vai invadir as cidades, as águas tornam-se amargas como o absinto, e ninguém as poderá beber, a fumaça fará com que os dias percam o brilho. A ganância que envenenou o ar como um ladrão vai roubar a vida de todas as criaturas de Deus... e então virá o fim…
RAQUEL – Mas… quando, quando? Nós temos o nosso auditório suspenso, pendurado nas suas palavras. Diga-nos qual a data que Deus tem definida para o fim.
JESUS – Raquel, Deus não vai colocar datas. Vocês é que estão a destruir o mundo. Se vocês não mudarem, se para servirem o deus do dinheiro continuam a arrancar uma a uma as páginas do livro da vida, o fim virá em breve. São vós que colocarão a data.
RAQUEL - Com este aviso apocalíptico ...ou verde, o programa despede-se hoje. Raquel Perez de Jerusalém.

segunda-feira, março 28, 2011

VÍDEO


Os materiais radioactivos quebram as ligações entre os átomos e as moléculas do corpo humano e nem sempre o sistema de correcção consegue reparar os danos. As zonas mais atingidas são o revestimento dos intestinos, estômago e medula óssea. As crianças, porque estão em crecimento, correm maior risco.

HITLER E O PAULO FUTRE


A RIR DE FUTRE RIMO-NOS DE QUÊ?

Vou escrever com gosto sobre o acontecimento da semana, Futre. A minha memória dele representava-o ainda rapaz, exercendo aquilo que mais me atrai no futebol: um artista movido pela mais assassina e ingénua das intenções que é sentar o adversário na relva.
Esta semana, ele reapareceu-me com ar de Robert De Niro, cara de homem. Estranhamente, quase toda a gente o viu reaparecer com ar de Roberto Benigni, o grande palhaço italiano - as gargalhadas que se dão para aí, os vídeos a repassar nos programas televisivos, tudo à custa de Futre... Eu também me rio, mas para mim, com o disse, é mais De Niro.
Este tipo, Paulo Futre, merece mais do que gargalhadas. Talvez aquelas ideias de refinanciar o clube - um departamento só para o chinês, os charters a desembarcar hordas vindas de Pequim, com o Sporting a sacar comissões nos museus e restaurantes... - fossem chumbadas numa auditoria do Banco de Portugal. Mas nos tempos que correm até Paul Krugman, Nobel de Economia 2008, é arrasado em conversas de café no Montijo. E não é Futre, o génio das finanças, que me interessa. Gostei de ver um homem empolgado e convicto. Estou farto de cágados que nunca se atropelam a falar, não porque tenham o discurso límpido mas porque estão a calcular o que não devem dizer.
Nunca votaria em Futre, mas gostaria de beber uma cerveja com ele - que é coisa que nunca faria com muitos dos que me pedem o voto. » [DN]

OUÇAM...

As desgraçadas e injustiçadas
sogras...



O cara chega pro amigo e fala:


- Minha sogra morreu e agora fiquei em dúvida. Não sei se vou trabalhar ou se vou pro enterro dela... O que é que você acha? E o amigo:


- Primeiro o trabalho, depois a diversão!!!

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O homem leva um susto ao ouvir de sua cartomante:


- Em breve sua sogra morrerá de forma violenta.


Imediatamente ele pergunta à vidente:


- Violentamente? E eu? Serei absolvido?
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Um homem encontra seu amigo na rua e lhe diz: - Cara, você é igualzinho a minha sogra, a única diferença é o bigode! O amigo fala:


- Mas eu não tenho bigode!


- É, mas a minha sogra tem.
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Um cara foi à delegacia e disse: - Eu vim dar queixa, pois a minha sogra sumiu. O delegado pergunta: - Há quanto tempo ela sumiu? - Duas semanas - respondeu o genro.. - E só agora é que você vem dar queixa? - É que custei a acreditar que eu tivesse tanta sorte!
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A sogra do cara morreu. Um amigo perguntou: - Que fazemos? Enterramos ou cremamos? - As duas coisas. Não podemos facilitar!
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O cara voltava do enterro de sua sogra quando, ao passar por um prédio em obras, um tijolo caiu lá de cima e quase acertou a cabeça dele... O homem olhou pro céu e gritou: - Já chegou aí, sua desgraçada!!! Felizmente ainda continua com má pontaria!
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- Querido, onde está aquele livro: 'Como viver 100 anos?' - Joguei fora! - Jogou fora? Por quê? - É que a sua mãe vem nos visitar amanhã e eu não quero que ela leia essas coisas!
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Na sala de espera de um grande Hospital, o médico chega para um cara muito nervoso e diz: - Tenho uma péssima noticia para lhe dar.... A cirurgia que fizemos em sua mãe... - Ah!, ela não é a minha mãe... É a minha sogra, doutor! - Nesse caso, então, tenho uma boa noticia para lhe dar!


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A garota chega pra mãe, reclamando do ceticismo do namorado. - Mãe, o Mário diz que não acredita em inferno.. - Case-se com ele, minha filha, e deixe o resto comigo! ----------------------------------------------------------


O sujeito bate à porta de uma casa e assim que um homem abre ele diz: - O senhor poderia contribuir para o Lar dos Idosos? - É claro! Espere um pouco que eu vou buscar a minha sogra! ----------------------------------------------------------


Qual a punição por bigamia? - Duas sogras.
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A mulher comenta com o marido: - Querido, hoje o relógio caiu da parede da sala e por pouco não bateu na cabeça da mamãe... - Maldito relógio sempre atrasado.

VÍDEO


Ouçam esta "pérola"...



video

RING MY BELL - ANITA WARD


Canção de 1979 cantada por Anita Ward embora tivesse sido escrita inicialmente para acantora Stacy Lattisaw

TEREZA

BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA

Episódio Nº 66


Além do Porco e do Lobisomem, existiam vários outros personagens igualmente assustadores, dona Brígida não consegue retê-los a todos na cabeça confusa, mas apenas um deles surge na roça, mercadejando carne ou carniça, de imediato o reconhece. Mercadora de carniça é a Mula-Sem-Cabeça, por exemplo. A Mula-Sem-Cabeça pode travestir-se em dama nobre, boa madrinha ou cortesã, nunca mais enganará dona Brígida.
Quando ela apareceu na cancela pela primeira vez, uns dez dias após o enterro de Dóris, quem atendeu e lhe fez sala foi dona Brígida, o capitão saíra a cavalo para um desafio de galos.

A rapariga pela mão, apresentou-se dona Gabi, madrinha e protectora; a mocinha, o senhor capitão a encomendara para ajudar no trato da órfã, era boazinha mesmo. Dona Gabi tinha maneiras distintas, conversa agradável, velhota de fina educação, melhor não se podia desejar para visita de pêsames, foi de muito consolo para a mãe desfeita.

Trocando confidências quase íntimas, nem se deram conta do regresso do capitão.

Na porta da sala apontando-as com o dedo grosso, sacudiu-se Justiniano Duarte da Rosa em frouxos de riso cada vez maiores, logo gargalhadas sem fim, a barriga tremelicando; homem de pouco rir, quando o capitão Justo ria dessa maneira, não era agradável de ver-se.
Queria falar e não podia, as palavras enroladas no riso: - Amigas, amigonas, quem houvera de dizer? Dona Gabi levantava-se encabulada, sem jeito, numa desculpa:

- Aproveitei para dar os pêsames. – Despedia-se: - Adeus siá dona. Tinha pressa em deixar a sala, puxava a mocinha pela mão, mas o capitão a deteve:

- Para onde vai, pode falar aqui mesmo. - Aqui? Não é melhor… - Aqui mesmo. Desembuche.

- Pois arrumei esta bichinha, pode ajudar na criação da menina…

– Olhou para dona Brígida, a viúva enxugava as lágrimas obrigatórias na aceitação das condolências; a casteleira baixou a voz:

- Para o principal é papa fina… O capitão continha o riso com dificuldade, Gabi não sabia se devia rir de medo ou chorar de compaixão.

- Hoje tiro a limpo; se valer a pena, amanhã passo por lá e lhe pago o prometido.

- Por favor, capitão, me dê um pedaço hoje. Estou necessitada, tenho de pagar a portadora, veio de longe.

- Dinheiro meu adiantado você não há-de ver nem hoje nem nunca. Já se esqueceu ou quer que eu lhe lembre?

Pago amanhã se tiver o que pagar. Se quiser, pode vir receber aqui. Assim faz companhia à minha sogra; companhia à minha sogra, ah! essa é boa… Novamente rebolava-se a rir, Gabi suplicante:

- Me pague alguma coisa hoje, capitão, por favor. - Venha amanhã de manhã. Se for cabaço, pago na tampa. Mas, se não for, lhe aconselho a não aparecer por aqui… (clik e aumente a imagem)

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À ENTREVITA Nº 87 SOB O TEMA :


“JUIZO FINAL” (3ª e última parte)




Não É Paternalismo É Compromisso Social e Político



O “amor”, a “solidariedade espiritual” não é esmola nem caridade nem assistencialismo. Ainda que Jesus o tenha expresso na linguagem dos profetas que clamavam que Deus queria “misericórdia” e não sacrifícios” e o Catecismo falou do que conhecemos como "obras de misericórdia” (alimentar os famintos, dar de beber a quem tem sede, vestir o nu, etc.), a proposta de Jesus vai além de atitudes individuais
. É um plano de vida que tem consequências sociais e políticas, dadas as graves desigualdades de poder que existem no nosso mundo de hoje, cada vez maiores e mais profundas. Dar de comer significa hoje organizar modelos de desenvolvimento que permita a todos comer. Dar de beber, hoje, significa cuidar e preservar as fontes de água da poluição provocadas por empresas irresponsáveis.
Vestir o nu significa hoje, garantir que aqueles que trabalham nas empresas que fabricam roupa tenham salários justos e condições dignas de trabalho.

domingo, março 27, 2011

HOJE É


DOMINGO


Nesta manhã de Domingo, da mesa do meu Café, na minha cidade de Santarém, sentado habitualmente em frente do jornal, a minha tentação seria falar-vos da “crise política” do meu país com eleições antecipadas e toda a vozearia que elas implicam. Mas não… somos aquilo que somos, temos os políticos que temos, embora me pareça que a selecção dos melhores de nós para o exercício desses cargos não está a acontecer… é certo que eles são ambiciosos, inteligentes, competitivos, corajosos… mas quando pensamos naqueles que gerem os nossos destinos temos direito a esperar e a exigir mais.
Há entre nós uma concepção perversa do poder de que uma vez conquistado “deve” trazer vantagens pessoais para o vencedor, e se não é para ele, directamente, são familiares, amigos e apoiantes. Há que satisfazer todo aquele vasto grupo de indefectíveis que colam cartazes, esperam os líderes agitando bandeiras e estão nas primeiras filas dos comícios batendo palmas e abanando a cabeça em confirmação às palavras do chefe, o chamado clientelismo que nenhum de nós tem a verdadeira noção de até onde vai neste país.
Procuram-se pilares, disputam-se apoios no plano empresarial e financeiro e estabelecem-se com eles relações de cumplicidade. O “político” mistura-se com o mundo dos interesses, os favores são recíprocos, o objectivo sempre o mesmo: a permanência no poder, o enriquecimento…
Que raio, é o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos, do nosso país que eles gerem! Para tratar destes assuntos precisamos de pessoas que para além das qualidades já referidas se soberdinem também à ética, às virtudes, sejam pessoas de carácter, intelectualmente honestas e que nos mobilizem, arrebatam, que sejam estadistas e não personalidades cinzentas.
Os partidos são a essência da democracia mas confundir os interesses dos líderes, familiares, amigos e apoiantes com os do país é crime de lesa-pátria.
Temos concerteza entre nós pessoas à altura dessas responsabilidades mas falta-lhes, no entanto, a coragem, não vão à luta porque, na verdade, o exercício do poder em democracia, permanentemente escrutinado, censurado por oposições “ferozes” e insidiosas, com uma comunicação social ávida de “notícias” sensacionalistas, tornam a vida dos governantes terrivelmente desgastante. A propósito, por que razão homens como António Costa (PS) ou Rui Rio (PSD) não assumem a liderança dos seus partidos? Será só uma questão de distracção dos militantes?
É verdade que nos últimos tempos - os doze anos do euro - a governação, o país, nós todos, cedemos ao dinheiro fácil, não fomos prudentes, elegemos o consumo, as grandes obras e as despesas: Centro Cultural de Belém, Expo/98, Estádios de Futebol, Administrações pagas principescamente por centenas de Empresas Públicas e Autárquicas que brotaram como cogumelos, aumentos generalizados de ordenados à Função Pública com fins eleitoralistas, etc... Havia muito dinheiro e crédito… mas agora de nada vale chorar sobre o leite derramado, os nossos credores estão cansados, começam a duvidar seriamente da nossa capacidade em lhes pagar.
Ninguém faz milagres e sendo a situação a que todos já sabemos, face aos maiores sacrifícios que agora vão ser solicitados, temos o direito de esperar que nos olhem nos olhos, nos digam as verdades, nos expliquem tudo bem explicado, que adoptem comportamentos que sirvam de exemplo e nos apontem um caminho, uma solução. Saber como chegámos aqui, e ninguém está inocente nesse processo, só interessa para procurar a porta de saída.
“O nosso maior inimigo somos nós mesmos”, já o dizia Antero de Quental e eu acrescento que somos, igualmente, os nossos melhores e únicos aliados. Se não formos nós a sair das dificuldades ninguém nos tirará delas. Os portugueses têm a obrigação, não só o direito, de serem exigentes e na situação que vivemos muito mais ainda. Pela minha parte, se nenhum dos políticos que vierem a apresentar-se às eleições me satisfizer, entregarei o meu voto em branco. Os partidos têm que se renovar, têm que perceber que o voto em branco é uma reacção de inconformismo não com a política ou a democracia mas com certos políticos.
Desculpem… acabei por falar de política. Bom Domingo a todos.
Para descontrair, ouçamos um bocadinho do Blue Moon pela Orquestra de Billy Vaughn e, já agora, veja como dançam (ele só pode ser o Fred Astaire) … que beleza, que supless!

(clik na imagem. A estátua é do Marquês Sá da Bandeira)

BILLY VAUGHN - BLUE MOON

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