sábado, novembro 24, 2012

IMAGEM

Mais uma vez, não é uma fotografia mas um quadro pintado por Ana Kosteco



Anedota de génio...




Um homem caminhava pela praia de Cascais e tropeçou numa velha lâmpada.
Pegou nela, esfregou-a e... um génio saltou lá de dentro, que disse:

- OK. Libertaste-me da lâmpada, blá, blá, blá! Esquece aquela história dos 3 desejos! Tens direito a um desejo apenas e ponto final!

O homem disse:
- Eu sempre quis ir aos Açores, mas tenho um medo enorme de voar... e no mar costumo ficar enjoado. Podes construir uma ponte até aos Açores, para eu poder ir de carro?

O génio riu muito e disse:
- Impossível. Pensa na logística do assunto. Como é que os pilares chegavam ao fundo do Oceano Atlântico? Pensa em quanto betão armado, em quanto aço, em quanta mão-de-obra... Não, de maneira nenhuma! Pensa noutro desejo.

O homem compreendeu e tentou pensar num desejo realmente possível.
- Fui casado e divorciado 4 vezes. As minhas mulheres disseram sempre que eu não me importava com elas e que era um insensível. Então, é meu desejo compreender as mulheres; saber como se sentem por dentro e o que estão a pensar quando não falam connosco; saber porque estão a chorar... saber realmente o que querem quando não dizem nada... saber como fazê-las realmente felizes!

O génio respondeu:


- Queres a porcaria da ponte com duas, ou quatro faixas???!!!







Racismo


Dentro de um autocarro, no Estado racista do Mississipi dos E.U.A., o motorista, farto de tantas brigas entre pretos e brancos pára o autocarro, levanta-se do seu lugar e virando-se para os passageiros grita alto e bom som:

BASTA!

-Não quero mais brigas no meu autocarro, a partir de agora acabaram-se os pretos e brancos, somos todos verdes!

-Apoiado, muito bem, responderam todos.

Uns momentos de silêncio e alguém pergunta:

-Mas…e onde nos sentamos agora?

E o expedito motorista:

- Os verdes claros à esquerda e os verdes escuros à direita…


Mas nem esta história impediu que os EUA tivessem tido um candidato negro às eleições para Presidente, que as tivesse ganho e agora tenha sido reeleito. Bem feita!


Afonso Henriques
- Nosso 1º Rei O Fundador
(continuação)


Aceitou o Infante o desafio, todavia não sem que primeiro retorquisse ao conde:

 - Sair eu de Portugal? Deus não há-de permitir que a rosa do sol cubra tal iniquidade! A terra é minha que muito bem a ganhou meu pai.

 - Minha é que ela é – replicou Dª Teresa – que ma deu e deixou D. Afonso de Castela, meu pai e imperador.

 - Pois ver-se-á quem é o dono.

Encontraram-se nos arrabaldes de Guimarães e Dª Teresa estava ao lado do conde a ampará-lo na peleja com suas amabilidades de amor.

O Infante foi desbaratado e só o galope de um bom ginete o pôde salvar. A uma légua de Guimarães corria ainda a bom correr quando topou com a hoste de Egas Moniz, seu aio. Assim que este foi inteirado do corrente da batalha, repreendeu severamente o Infante, dizendo-lhe:

 - Andaste mal em cometer o combate, sem eu estar. Mas tornemos atrás que talvez ainda seja tempo de virar a roda da fortuna.

Volveram ao campo e, porque o Infante atacasse de improviso, a gente do conde estivesse quebrantada da refrega havida antes, ou porque defrontasse agora menor poder, ganharam a batalha.

O conde saiu de Portugal, como cumpria a sua palavra de cavaleiro, mas a mãe, que fora impiedosa e a quem guardava rancor, sem falar na sua desumanidade, pelo opróbrio lançado à memória do conde D. Henrique, meteu-a em ferros, pouco caso fazendo das suas juras e imprecauções:

 - Maldito sejais, filho D. Afonso, víbora que trouxe nove meses nas entranhas! Deserdais-me da terra que me deixou meu pai, quitais-me meu marido, e ainda por cima me prendeis!... Terás o pago! Hoje deitais-me ferros às pernas que vos trouxeram quando eras menino, mas com ferros haveis de ter as vossas quebradas, que a Deus o peço e Deus Nosso Senhor há-de ouvir-me!

 Além das maldições, que era o menos, teve artes Dª Teresa de passar recado a D. Afonso VII de Castela, estimulando-o que, pois Portugal lhe pertencia de direito, viesse, tanto por recobrar o que era seu como pelo que devia à virtude, acudir a sua tia, arrancada ao marido e metida em prisão tão desonesta.

O rei castelhano, que era impulsivo e grandioso mandou logo aprestar os seus homens de armas de Castela, Leão e Galiza e, em grande espavento, marchou contra o Infante de Portugal.

Este saiu-lhe ao encontro em Arcos de Valdevez, infligindo-lhe tal derrota que lhe aprisionou sete condes e infinitos cavaleiros e ele, ferido com duas lançadas, teve de largar à rédea solta para Toledo, com medo de perder aquela cidade.

Mas este homem impetuoso tinha-se por imperador das Espanhas e perante “hombres e Dios” jurou lavrar a desforra.

Em força maior ainda entrou em terra portuguesa e, de improviso, foi cercar o Infante em Guimarães, desapercebida de toda a espécie de provisões.

Foi então que Egas Moniz, homem do melhor engenho e muitos recursos de entendimento, foi à procura do rei castelhano e teve com ele esta conversa alada e dulcerosa que mereceria ser apontada entre as subtilezas dos sábios:
(continua)


GABRIELA
CRAVO
Conversa de comadres em Ilhéus
E
CANELA

Episódio Nº 147

Nacib estava casado há uns cinco meses sem reclamar. E como iria ele, Tonico, confessar de público ter falsificado papéis? Não se estava mais tempo no velho Segismundo, que vendia certidões de nascimento e escrituras de terras. Ezequiel suspendeu os ombros, exclamou para João Fulgêncio:

 - Não lhe disse?

 - Tonico, isso pode-se arranjar – falou João Fulgêncio – Vamos conversar com o Juiz. Encontra-se um caminho para contornar a situação, para que a falsificação de papéis não venha a público. Ou pelo menos para você não aparecer como culpado.

Pode-se dizer que você agiu de boa fé, que foi enganado por Gabriela. Inventa-se uma história qualquer. Afinal, isso que se chama de civilização ilheense foi construída à base de documentos falsos.

Mas Tonico ainda resistia. Não desejava seu nome misturado naquilo.

 - Misturado você está, meu caro – disse Ezequiel – enterrado de cabeça. De duas, uma: ou você concorda, vai connosco ao juiz para arranjarmos tudo amigável e rapidamente, ou hoje mesmo inicio o processo, em nome de Nacib. De anulação de casamento. Por erro essencial de pessoa devido a documentos forjados por você. Forjados para casar sua amante, de quem continuou a gozar dos favores depois, com um homem bom e ingénuo de quem você se dizia amigo.

Você entra no caso por duas portas: a da falsificação e a do adultério. E em ambas com premeditação. É um caso bonito.

Tonico quase perdia a fala:

 - Ezequiel, por favor, quer me desgraçar?

João Fulgêncio completava.

 - Que dirá D. Olga? E seu pai, o coronel Ramiro?

Você já pensou? Ele não resistirá ao escândalo, morrerá de vergonha e você será o culpado. Estou lhe avisando porque não quero que aconteça.

 - Porque me meti nisso, meu Deus? Só arranjei os papéis para ajudar. Ainda não tinha nada com ela…

 - Venha connosco ao juiz, é melhor para todo o mundo. Senão, quero lhe avisar lealmente, a história sai todinha amanhã no Diário de ilhéus. Escrita por mim para você não aparecer como galã. Por mim João Fulgêncio…

 - Mas, João sempre fomos amigos…

 - Eu sei. Mas você abusou de Nacib. Se fosse com a mulher de outro não me importava. Sou amigo dele e também de Gabriela. Você abusou dos dois. Ou você concorda ou vou-lhe cobrir de vergonha, botá-lo no ridículo. Com a situação política como está, você nem poderá continuar em Ilhéus.

Toda a empáfia de Tonico vinha abaixo. O escândalo o horrorizava. Medo de Dª Olga saber, de o pai tomar conhecimento. O melhor era mesmo engolir a pílula, ir ao Juiz, contar a falsificação dos papéis.

Faço o que quiserem. Mas, por amor de Deus, vamos arranjar essa história dos papéis da melhor maneira possível. Afinal, somos amigos.

sexta-feira, novembro 23, 2012

IMAGEM
O s nossos amigos burros vigiando o trânsito... e ao mesmo tempo vão pastando.


Em Santarém só me lembro de ter nevado uma vez e copiosamente... fenómeno raro. O inverno chega este mês, a 22, mas hoje faz frio. Bom pretexto para ouvir Adamo numa das suas mais lindas canções... 

DANÇA MODERNA


O esposo regressa da missa, entra em casa a correr e dirige-se à esposa com invulgar alegria.
Abraça-a, levanta-a ternamente nos braços e vai dançando com ela suspensa no ar, à volta de cada móvel de casa.

Pergunta a esposa, bastante admirada com o gesto:
- O que foi que disse hoje o padre no sermão? Será que disse que os maridos devem ser mais carinhosos com as suas esposas?

Responde o marido, radiante:

- Não amor, o padre disse que temos que carregar a nossa cruz com alegria redobrada...


Afonso Henriques

- O Nosso 1º Rei – O Fundador


Extraído da Obra de Aquilino
Ribeiro – Príncipes de Portugal -
- Suas Grandezas e Misérias.


No seu leito de agonizante, voz sumida e entrecortada, olhos gázeos de quem está a passar as alpodras* para as paragens de que nunca mais se volta, o conde D. Henrique ditava ao filho as últimas vontades. Era nos paços de Astorga:**

 - "Desta terra que te deixo, não percas um palmo. Ganhei-a à custa de muito esforço e trabalho. Convoca os Concelhos para que te prestem homenagem e leva-me depois a enterrar a Santa Maria de Braga, que eu povoei. Mas regressa depressa, que esta vila deves guardar a todo o preço, pois daqui podes romper adiante à conquista de terra.

Se te parecer mais seguro, manda-me a enterrar com alguns vassalos meus e teus. E eu te abençoo, filho do coração, para que sejas sempre ao serviço de Deus com muita e prosperada honra."

O Infante, logo que o pai cerrou os olhos, tratou de cumprir o que ele ordenara. Entre acompanhar ou não o corpo à sepultura, quis proceder como os conselhos determinassem. E ele lá foi, a alma de luto carregada de pesares e sobressaltos.

Quando voltou a mata-cavalo, encontrou a terra sonhoreada por seu primo, rei de Castela.

Foi esta a primeira e dura lição aos seus crédulos e inexperientes anos. E agora?

Volveu a Portugal para levantar gente e não encontrou castelo ou choupana onde se acolher.

Que sina a sua!

Por um lado, esbulham-no no que era seu e por outro escorraçavam-no como desmancha-prazeres e aventureiro. Sua mãe, D. Teresa, não podia fugir à matéria de que era feita sua irmã, D. Urraca, que todos os historiadores dão como uma maluca de tomo, infiel a dois maridos com vários amantes e aos amantes com quantos bonifrates souberam falar aos seus bonitos olhos.

Ainda o corpo do conde D. Henrique não arrefecera na campa já ela se matrimoniava com D. Vermuim Peres de Trava, fidalgo galego  de muita prosápia e ainda a lua-de-mel não era transcorrida, viera o irmão deste, Fernando Pernes de Trava, conde da Trastâmara e porque, fosse ele muito abutre ou ela muito garça, tomou-lha.

O que se esqueceram foi de explicar como foi possível acomodar o direito canónico com tão volúvel fantasia de mariposa.

Por toda a Galiza e terras portucalenses não houve frade nem leigo que não levasse a mão à testa a benzer-se.

Quando o infante D. Henrique se viu desagasalhado de todo porquanto a terra que o pai lhe deixou se alçara para a mãe e para o conde da Trastâmara, correu trancos e barrancos como um Lobato sem covil.

Por artes e manhas conseguiu introduzir-se nos castelos de Feira e de Neiva, que ergueram pendão por ele e, daqui, desatou a guerrear com o padrasto, fazendo-lhe quanto mal podia e não lhe deixando um instante de tranquilidade.

Então, o padrasto, Fernando Peres de Trava, propôs-lhe o seguinte acordo:

 - Acabemos com isto, que estas sarrafuscas não conduzem a nada mais do que a moermos a paciência de parte a parte.

Proponho-vos que nos encontremos onde e quando quiserdes, e quebremos lanças. A sorte das armas dirá quem há-de sair de Portugal, eu ou vós.
(continua)


* Alpodras - Pedras que se colocavam no leito dos rios pouco fundos para se porem os pés e passar para a outra margem.

** Astorga - Na sua origem era um assentamento celta tendo-se tornado mais tarde uma fortaleza romana da região a que chamaram Astúrica a norte da fronteira de Portugal. A cidade foi fundada em 14 aC pelo imperador Octávio com o nome de Astúrica Augusta. Ainda hoje são visíveis as ruínas dos banhos turcos.


GABRIELA
CRAVO
E
CANELA

Episódio Nº 146


- Escute – Leu: - «Considera-se erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge, sua honra e boa fama, sendo esse erro tal que o seu conhecimento ulterior torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado». Eu me lembro que, quando você me anunciou o casamento, contou que ela não sabia o nome da família, nem data de nascimento…

 - Nada. Não sabia nada…

 - E o Tonico se ofereceu para arranjar os papéis necessários.

 - Fabricou tudo no cartório dele.

 - E então? Seu casamento é nulo, houve erro essencial de pessoa. Pensei nisso quando chegámos. Depois apareceu Ezequiel, tinha um assunto a tratar. Aproveitei para consultá-lo. Eu tinha razão. É só você provar que os documentos eram falsos e já não está mais casado. Nem nunca foi casado. Não passou de amigação.

 - E como vou provar?

 - É preciso falar com tónico, com o Juiz.

 - Nunca mais vou falar com esse tipo.

 - Quer que eu me ocupe disso? De falar, quero dizer. Da parte jurídica, Ezequiel pode se ocupar, se você quiser. Até se ofereceu.

 - Ele já sabe?

 - Não se preocupe com isso. Quer que eu trate do caso?

 - Não sei como lhe agradecer.

 - Então, até logo. Fique aqui mesmo, leia um livro.

 - Bateu no ombro do árabe – Ou chore, se tiver vontade, não é vergonha nenhuma.

 - Vou sair com você.

 - Não senhor. Para ir onde? Fique aqui, esperando. Volto logo.

Não foi tão fácil como previra João Fulgêncio. Primeiro teve de acertar os relógios com Ezequiel. O advogado recusava-se a conversar com Tonico, fazer as coisas amigavelmente.

 - Quero é botar esse sujeito na cadeia. Vou fazer que ele seja demitido como falsário. Ele, o irmão e o pai andaram dizendo horrores de mim… Vai ter de sair de Ilhéus. Vai ser um escândalo…

João Fulgêncio terminou por convencê-lo. Foram juntos ao cartório. O tabelião ainda estava pálido, olhava-os inquieto, um riso amarelo, piadas sem graça:

 - Se não ando depressa, o turco era capaz de me furar com os chifres… raspei um susto danado…

 - Nacib é meu constituinte, peço-lhe tratá-lo com respeito – exigiu Ezequiel, muito grave.

Discutiram o assunto. Tonico, a princípio, opôs-se categoricamente a qualquer acordo. Não era caso, dizia, de anulação. Os documentos, mesmo falsos, tinham sido aceites como verdadeiros.

quinta-feira, novembro 22, 2012

IMAGEM

Não, não é uma fotografia. É um quadro pintado por ANA KOSTECO, a raiar a perfeição...




Liderança e Gestão - 5 lições a reter...


Lição N.º 1 – GESTÃO DO CONHECIMENTO


 Um homem entra no banho enquanto a sua mulher acaba de sair dele e se enxuga. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender, a mulher desiste, enrola-se na toalha e desce as escadas.
Quando abre a porta, vê o vizinho Bob na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Bob diz:
 - Dou-lhe 800€ se deixar cair essa toalha.
 Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Bob, então, entrega-lhe os 800 euros prometidos e vai-se embora.
 Confusa, mas excitada com a sua sorte, a mulher enrola-se novamente na toalha e volta para o quarto. Quando entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
 - Quem era?
 - Era o Bob, o vizinho da casa ao lado - diz ela.
 - Óptimo! Deu-te os 800€ que me estava a dever?
 
Moral da história:
 
Se compartilhares informações a tempo podes evitar exposições desnecessárias!!!


Lição N.º 2 – CHEFIA E LIDERANÇA

Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo. Esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um génio. O génio diz:
 - Só posso conceder três desejos, por isso, concederei um a cada um de vós.
 - Eu primeiro, eu primeiro - grita um dos funcionários:
 - Queria estar nas Bahamas a pilotar um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida!
Puf! E lá se foi.
 
O outro funcionário apressa-se a fazer o seu pedido:
 - Quero estar no Havaí com o amor da minha vida e um provimento interminável de piñas coladas!
 Puf e lá se foi.

- Agora você - diz o génio para o gerente.
 - Quero que aqueles dois voltem ao escritório logo depois do almoço - diz o gerente.
 
Moral da História:
 
Em qualquer circunstância, deixe sempre o seu chefe falar primeiro.


Lição N.º 3 – ZONA DE CONFORTO

Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
 - Posso sentar-me como tu e não fazer nada o dia inteiro?
 O corvo responde:
 - Claro, por que não?
 O coelho senta-se no chão, debaixo da árvore e relaxa. De repente, uma raposa aparece e come o coelho.
 
Moral da História:

Para ficares sentado, sem fazeres nada, deves estar sentado bem no alto.

 
Lição N.º 4 – MOTIVAÇÃO

 
Em África, todas as manhãs, uma gazela ao acordar, sabe que deve conseguir correr mais do que o leão se se quiser manter viva.
Todas as manhãs, o leão acorda e sabe que deverá correr mais do que gazela se não quiser morrer de fome.
 
Moral da História:

Pouco importa se és gazela ou leão; quando o sol nascer deves começar a correr!

 Lição N.º 5 – CRIATIVIDADE
 
Um fazendeiro resolve colher alguns frutos da sua propriedade. Pega num balde vazio e segue para o pomar. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram as suas terras.
 Ao aproximar-se lentamente, observa várias raparigas nuas banhando-se na lagoa. Quando elas se apercebem da sua presença, nadam até à parte mais profunda da lagoa e gritam:
 - Nós não vamos sair daqui enquanto não se for embora.
 O fazendeiro responde:
 - Não vim aqui para vos espreitar, só vim dar de comer aos jacarés!
 
Moral da História:

É a criatividade que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objectivos.


NADA IMPEDE 


Um velho de 87 anos foi ao médico, e ao ser atendido disse -lhe:

- Doutor, não sei o que anda a acontecer comigo, já não consigo fazer amor, não tenho erecção! O médico respondeu:

- Meu caro senhor, isso na sua idade é mais do que normal.

- Mas como normal, doutor???

Eu tenho um primo de 89 anos que diz que dá 3 por dia!!!

Resposta do médico:


- Mas o senhor também pode dizer! As suas cordas vocais estão impecáveis!!!


ENTREVISTA FICCIONADA
COM JESUS Nº 87 SOBRE O TEMA:
“EUTANÁSIA”




RAQUEL - Emissoras Latinas continua com seus microfones em Jerusalém. Hoje, domingo de Páscoa, estamos, Jesus Cristo e eu, sentados em numa esquina do populoso bairro árabe. Algo que lhe chame a atenção? A agitação, a roupa das pessoas, os edifícios?

JESUS - Os velhinhos.

RAQUEL -  Por que os velhinhos?

JESUS -  Vejo muitas pessoas de idade, Raquel. Antes, não era assim. As pessoas não viviam tanto tempo, a morte nos visitava mais cedo.

RAQUEL -  Agora é diferente. Com tantos medicamentos, qualquer um chega aos oitenta anos.

JESUS -  Como Matusalém…

RAQUEL - E aí surge a pergunta: uma pessoa idosa, doente e sem remédio… quando deve morrer?

JESUS -  Não estou entendendo. Deve morrer quando chega sua hora.

RAQUEL - Mas, quem marca essa hora? Hoje em dia, uma pessoa pode estar muito doente, mas não morrer, porque a internam em um bom hospital, lhe põem todo tipo de aparelhos e… e não morre…

JESUS -  Não a deixam morrer?

RAQUEL -  Aí está a discussão. Dizem que Deus é o dono absoluto da vida e que nós não podemos decidir. Uma ligação… Alô? Sim? Entendi, Jesus Cristo, temos na linha um ouvinte que quer saber sua opinião sobre a eutanásia.

JESUS - Que palavra é essa, Raquel?

RAQUEL - O que lhe dizia. Ter uma morte digna, decidir a própria morte. Escute…

JOVEM -  Jesus Cristo, minha mãe é muito idosa e tem uma doença incurável. As dores são terríveis, os calmantes já não fazem efeito. Ela não quer viver mais e nós também não queremos vê-la sofrer assim…

JESUS -  E?

JOVEM -  No hospital nos dizem que seu coração é forte, que lhe darão uns medicamentos novos, que a farão viver meses, até anos.

JESUS -  Mas, que vida seria essa se já se quebrou o cântaro na fonte, se já está partido o fio de prata?

JOVEM -  Ela não quer estar no hospital, ela quer morrer em sua casa.

JESUS -  E por que não fazem o que ela quer? É dos sábios conhecer quando abrir as portas para morte.

JOVEM -  E podemos suprimir-lhe os medicamentos e… e adiantar assim sua partida?

JESUS -Falem com ela, acompanhem-na. Se ela está em paz e pronta para a viagem, que ela decida. E se não, vocês, seus filhos, os que a amam de verdade, tomem a decisão.

RAQUEL - A ligação caiu. O rapaz estava chorando.

JESUS - Deve estar sofrendo muito…

RAQUEL - É que há leis que proíbem a eutanásia. E sobretudo, há pessoas religiosas que dizem que essa senhora deve aceitar suas dores e oferecê-las ao senhor.

JESUS -  A mim? Por que a mim?

RAQUEL - Porque o senhor sofreu por ela e agora é a vez dela sofrer pelo senhor.

JESUS - Que desatino! Eu sofri por culpa dos poderosos que ordenaram minha morte. E ela sofre porque está doente, Raquel.

RAQUEL - Mas não dizem que o sofrimento purifica, que agrada a Deus?

JESUS -  A vida agrada a Deus. A vida em plenitude. Como Deus vai querer o sofrimento de seus filhos, de suas filhas, quando as dores podem ser evitadas? A dor, Raquel, é um bom mestre. Mas não devemos ir a seu encontro. Vem sem avisar.

RAQUEL - E quando não há recuperação possível, quando a vida se prolonga artificialmente e a dor é inútil?

JESUS - Raquel, já te disse alguns dias atrás. Deus nos deu dois presentes: a vida e a liberdade. Quem tiver ouvidos para entender, entenda.

RAQUEL - Tratando de entender, e de uma esquina do bairro árabe de Jerusalém, Raquel Pérez, Emissoras Latinas.

o nasceu para estar dentro de jarros...

GABRIELA
CRAVO
E
CANELA

Episódio Nº 145


Acho que você fez muito bem, matar por ciúmes é uma barbaridade. Só mesmo em Ilhéus isso ainda acontece. Ou entre gente muito pouco civilizada. Você fez muito bem.

 - Vou embora de Ilhéus…

A esposa de João Fulgêncio entrou na porta da sala, avisava.

 - João, tem gente te procurando. Seu Nacib, vou-lhe trazer um café.

João Fulgêncio demorou um bocado. Nacib não tocou no Café. Estava vazio por dentro, não tinha fome nem sede, só uma dor. O livreiro apareceu, procurou um livro na estante, disse:

 - Daqui a um minuto volto.

Voltou para encontrá-lo na mesma posição, o olhar abstracto. Sentou-se a seu lado, pôs-lhe a mão na perna:

 - Ir embora de Ilhéus acho grossa besteira.

 - Como posso ficar? Para se rirem de mim?

 - Ninguém vai se rir…

 - Você não, que é bom. Mas os outros…

 - Me diga uma coisa, Nacib: se em vez de esposa fosse só sua rapariga, você ia embora, se importava?

Nacib pesou a pergunta, reflectindo:

 - Ela era tudo para mim. Por isso casei, se lembra?

 - Lembro e até lhe avisei.

- A mim?

 - Recorde-se. Eu lhe disse: tem certas flores que murcham nos jarros.

Era verdade, nunca se tinha lembrado daquilo. Não dera importância. Agora compreendia, Gabriela não nascera para jarros, para casamentos, para marido.

 - Mas se fosse apenas rapariga? – continuava o livreiro – você ia embora de Ilhéus? Não falo do sofrimento, a gente sofre porque quer bem, não porque é casado.

Porque é casado, a gente mata, vai embora.

 - Se fosse rapariga, ninguém ia rir de mim. Com as pancadas bastava. Você sabe tão bem como eu.

- Pois fique sabendo que você não tem nenhum motivo para ir embora.

Casei com ela com juiz e tudo. Você mesmo assistiu.

João Fulgêncio tinha um livro na mão, abriu numa página:

 - Isso aqui é o Código Civil. Ouça o que diz o Artigo Nº 219
 Parágrafo 1º, Capítulo VI, do livro 1. É o direito de família, na parte do casamento. Veja: aqui diz que um casamento é nulo quando há erro essencial de pessoa.

Nacib ouviu sem grande interesse, não entendia nada daquilo.

Seu casamento é nulo e anulável, Nacib. Basta você querer e não só deixa de ser casado, é como se nunca tivesse sido. Como se tivesse sido só amigado.

Como é isso? Explique direito – interessou-se o árabe.

quarta-feira, novembro 21, 2012

IMAGEM
Pelos trajes, percebe-se logo que a cena se passou em Lisboa nos princípios do século passado. Estas nossas "dificuldades" têm raízes profundas... 



Cristóvão Colombo pôde descobrir a América porque...
ERA SOLTEIRO


Se Cristóvão Colombo tivesse tido uma esposa, teria ouvido:

- E porque é que tens que ir?

- E porque é que não mandam outro?

- Vês tudo redondo?! Estás louco ou és parvo?

- Não conheces nem a minha família e já vais descobrir o novo mundo?!

- E vão viajar só homens? Achas que sou estúpida, ou quê?

- Porque é que eu não posso ir, se tu és o chefe?

- Desgraçado... já não sabes o que inventar para estar fora de casa !

- Se saíres por essa porta, vou-me embora para a casa da minha mãe!

- E quem é essa tal Maria..? Que Pinta...?! De que Santa estás a falar?! Que Nina...? - Vai mas é à merda!!!

- Tinhas tudo planeado, maldito! Vais encontrar-te com umas índias putas!!!

-Vais-me enganar???

- A Rainha Isabel vai vender as jóias dela para poderes viajar?  Achas-me parva ou quê? O que tens com essa velha? Andas a comê-la?...

- TU.. não vais a nenhum lugar!!!

- Não vai acontecer nada se o mundo continuar plano. Não te vistas - Tu não vais!!!

Óbviamente...
...ERA SOLTEIRO!!! 


Viriato, o nosso heróico Avô

VIRIATO
Nosso Avô

(3ª e última Parte)


Até obter êxito completo, a política de chão queimado e guerra total, a luta foi áspera e copiosa em vicissitudes. Anos a fio, com Viriato à testa dos montanheses, o Senado via a campanha colonial evoluir de mal a pior.

Já não mandava Pretores mas Cônsules, e com efectivos plenos. Um destes, foi Q.F.M. Serviliano, amassado de melhor barro que o dos capitães que vinham à Hispânia para enriquecer.

Foi ele o primeiro que encurralou Viriato nos esconderijos das serras. Mas, de preferência a transpor os umbrais dos castros mas eis que, num lance arrojadíssimo da táctica do retorno ofensivo, quando o Procônsul montava o assédio a uma dessas cidades que haviam praticado política dúplice: estarem simultaneamente bem com Deus e com o Diabo, rompe Viriato.

Os romanos ficaram a tal ponto fulminados pela surpresa que nem sequer esboçaram a tentativa de se defenderem. Iam se deixar trucidar engarrafados numa bolsa natural do terreno, quando o Procônsul se lembrou de mandar parlamentares ao inimigo. E sucedeu o milagre de todo imprevisto:

 - Viriato cedeu às vozes das sereias.

Os romanos transportaram o arraial para lugar onde, desde logo livres de perigo, ficavam ainda a coberto das fundas dos lusitanos. Que não obtivessem outros resultados aquele já excedia todas as expectativas.

Viriato mostrou-se moderado nas condições de paz que propôs e ambos os capitães assinaram de livre vontade.

Grosso modo, rachava-se a Hispânia de meio a meio: para aqui mandamos nós, para ali mandais vós. Estabelecia-se a liberdade de trânsito e de comércio de parte a parte; trocavam-se prisioneiros e reféns; consignava-se o respeito mútuo de pessoas e vidas… que nem a Carta do Atlântico dois milénios mais tarde!

Maravilham-se os entusiastas de Viriato como é que o experimentado capitão deixou escapar as feras da armadilha. As feras, bem entendido, eram os romanos, mestres na perfídia e na crueldade.

Mas era preciso ver a situação no concreto:

 - Viriato, batera sucessivamente os Pretores Vetúlio, Pláucio, Cláudio Unimano, C. Nigídio, fatigado o Cônsul Fábio Máximo, vencido o Ptretor Quíncio,  via-se agora a braços com o Procônsul  Serviliano e, no todavia, sempre mais e mais desembarcavam mais vagas de romanos, umas após outras.

Era uma fonte inesgotável vinda da Itália, da Gália, da Hispânia Ulterior, de todos os lugares do vasto e ignorado mundo. Só da Numídia tinham vindo recentemente 10 elefantes e 300 ginetes de guerra.

Nestas condições, a sua relutância em prosseguir a luta. O mais assizado era negociar, subscrever qualquer paz com os romanos quando eles se encontravam numa situação precária e em manifesta inferioridade.

Esta renúncia à carnificina, que os historiadores, pressurosos, censuram a Viriato, devia significar antes uma contemporização da sua inteligência, tão subtil como oportuna.

Aquela paz, foi no entanto, sol de pouca dura. O Senado recusou-se a referendar o tratado. Era sempre assim:

 - Quando os seus plenipotenciários negociavam instrumentos favoráveis aos interesses e à glória do Império eles eram idóneos, caso contrário eram desautorizados.

Rasgado, portanto, o tratado, foi enviado Quinto Servílio Cipião, com o respectivo exército. Ele era um homem de um bairro de Roma, do Coliseu, jogador, falsário e de gostos refinados.

Instalou-se entre o Douro e o Tejo Médio e os seus enviados apresentaram-se envoltos na proverbial pele de lobo e empunhando o ramo de oliveira.

 - Que condições pedis, para que seja celebrada a paz?

O romano exigiu a entrega dos maiorais… Era uma terrível exigência, mas sempre foi dura a lei do mais forte, e talvez significasse o prefácio de todas as rendições.

Submeteram-se. Servílio mandou executar uns e cortar a mão a outros. Astolpas, sogro de Viriato, que figurava no rol, preferiu logo acabar ali com a vida. Um guerreiro cortou-lhe a cabeça, se é que não foi ele próprio que se cravou numa lança.

 - Agora venham as armas – continuou o romano.

Entregar as armas, para além do mais era ignominioso.

Romperam-se as negociações e ao fim de um curto período de hostilidades, Viriato enviou ao Procônsul novos mensageiros a pedir tréguas. Eram celtibéricos da tribo do Urso, recentes aliados de Viriato e, por isso mesmo, tementes de represálias, uma vez vitoriosos os romanos. Gente venal.

Aliciados com promessas, quando regressaram ao arraial lusitano já tudo dormia.

Fácil foi, assim, entrarem na tenda onde o capitão dormia estirado por terra numa pele e matarem-no com uma cutilada.

Quando, no outro dia, os soldados fiéis, encontraram o cadáver compreenderam toda a insídia e traição.

Só havia que celebrar as exéquias. Armaram uma pira gigantesca de lenha e, içando o corpo ao alto, incineraram-no.

À volta, os guerreiros da tribo dançaram, jogaram as armas, imolaram os cativos.

Assim acabou o herói, não tardando que a Lusitânia o seguisse no passe fatal, riscada do número dos povos livres, crescendo à rédea solta de sua índole e natureza.


GABRIELA
CRAVO
E
CANELA

Episódio nº 144


De como o Árabe Nacib rompeu a lei antiga e demitiu-se, com honra, da benemérita Confraria de São Cornélio, ou de como a Srª Saad voltou a ser Gabriela.


Nua, estendida na cama do casal, Gabriela a sorrir. Nu, sentado à beira do leito, Tonico, os olhos espessos de desejo.

Porque não os matara Nacib? Não era a lei, a antiga lei cruel e indiscutida? Escrupulosamente cumprida, sempre que se apresentava ocasião e necessidade? Honra de marido enganado lava-se com o sangue dos culpados.

Não fazia ainda um ano que o coronel Jesuíno Mendonça a pusera em execução… porque não os matara? Não pensara fazê-lo, à noite, na cama, quando sentia a anca em fogo de Gabriela a queimar-lhe a perna? Não jurara fazê-lo?

Porque não o fizera? Não trazia o revólver na cinta, não o tomara da gaveta do balcão? Não desejava poder olhar de cabeça erguida seus amigos de Ilhéus? Não o fizera, no entanto.

Engano se pensaram ser covardia. Não era covarde, várias vezes provara. Engano, se pensaram não ter dado tempo. Tonico saíra correndo para o quintal, pulara o muro baixo, enfiara as calças sem cuecas pelo corredor de D. Arminda, escandalizada, depois de ter balbuciado a gaguejar:

 - Não me mate, Nacib! Estava só dando uns conselhos…

Nacib nem se lembrou do revólver, estendeu a mão pesada e ofendida. Tonico rolou da borda do leito, para logo pôr-se em pé de um salto, arrebanhar suas coisas de uma cadeira e sumir. Tempo de sobra para atirar e não havia perigo de erro.

Porque não o fizera? Porque em vez de matá-la, apenas a surrou, silenciosamente, sem uma palavra, pancada de criar bicho, deixando manchas de um roxo escuro quase violeta, em sua carne cor de canela.

Ela tão pouco falou, não deu um grito, não soltou um soluço, chorava calada, apanhava calada. Ele ainda batia quando João Fulgêncio chegou, segurou-lhe o braço e lhe disse.

 - Basta Nacib. Venha comigo.

Na porta do quarto parou, falou em voz baixa, de costas:

 - Volto de noite. Não quero lhe encontrar.

João Fulgêncio levou-o para sua casa. Ao entrar fez um sinal à esposa que os deixasse sozinhos. Sentaram-se na sala cheia de livros, o árabe escondia a cabeça nas mãos. Ficou muito tempo calado, depois perguntou:

 - Que é que eu faço, João?

 - Que é que você quer fazer?

 - Vou embora de Ilhéus. Aqui não posso mais viver.

 - Porquê? Não vejo a razão.

 - Coberto de chifres. Como ia viver?

 - Vai mesmo largá-la?

 - Não ouviu o que eu disse? Porque me pergunta? Porque não matei? Por isso pensa que vou continuar casado com ela? Sabe porque não matei? Nunca soube matar… nem uma galinha… nem besouro do mato. Nunca pude matar, nem bicho ruim.

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