sábado, maio 05, 2012

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O cavalo perdeu o dono ou este perdeu o cavalo? ... mas a fotografia ficou linda!


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Esposa Descarada...

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Esposa Traidora...

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Esposa Infiel...

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Esposa Sacana...

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O BUCHA E ESTICA


Oliver Hardy (o Bucha) e Stan Laurel (o Estica) já haviam morrido, quando o famoso guitarrista Carlos Santana compôs a música "Oie, Como vá".
Pois bem. Alguém encaixou perfeitamente a música na performance de Laurel & Hardy... Olha 
 no que deu! ... Um prodígio, acrescento eu, que em miúdo chorava a rir com as "palhaçadas" destes dois grandes cómicos nas matinés do cinema Eden, em Lisboa, a onde a minha mãe me levava.


A jogada Pingo Doce
 
  O Pingo Doce deve ter arrecadado à volta de 90 milhões de euros em poucas horas em capitalização de produtos armazenados.
  De onde saiu o dinheiro: algum do bolso, mas grande parte saiu das contas bancárias por intermédio de cartões. Logo, os bancos vão acusar a saída de tanto dinheiro em tão pouco espaço de tempo, no principio do mês, em que os bancos contam com esse dinheiro nas contas, para se organizarem com ele. Mas, ainda ganham algum porque alguns compraram a crédito.
 
  Ora, se o Pingo Doce pedisse esse dinheiro à Banca iria pagar, digamos a 5%, em 5 anos, 25% da quantia. Assim não paga nada. O povo deu-lhe boa parte do seu ordenado a troco de géneros. Alguns vão ver-se à rasca porque com arroz não se paga a electricidade.
  O resto, 75% da quantia aparentemente "oferecida", distribuiu-se assim:
  1 - Uma parte dos produtos (talvez 20 a 25%) devem estar a chegar ao fim do prazo de validade. Teriam de ser amortizados como perdas e lançados ao lixo. Enquanto não fosse lixo seria material que entraria como existência, logo considerado como ganho e sujeito a impostos. Assim poupam-se impostos, despesas de armazenamento (logística, energia, pessoal) e o povinho acartou o lixo futuro.
  2 - Outra parte (10 -15%) seria vendida com os habituais descontos de ocasião e as promoções diárias. Uma parte foi ainda vendida com lucro, apesar do "desconto".
  3 -  O Pingo Doce prescinde ainda de 30 a 40 % do que seria lucro  por motivos de estratégia empresarial a saber:
  1 - Descartar-se da concorrência das pequenas empresas. Quem comprou para dois meses, não vai às compras nesse mesmo tempo.
  2 - Aumentar a clientela que agora simpatiza com a cadeia "benfeitora".
  3 - Criar uma situação de monopólio ao fazer pressão sobre os preços dos produtores (que estão à rasca e muitos são espanhóis) para repor os novos stocks em grande quantidade.
  4 - Transpor já  para euros parte do capital parado em armazém e levá-lo do país uma vez que a Sede da Empresa está na Holanda. Não vá o diabo tecê-las e isto voltar ao escudo nos próximos tempos o que levou já J. Martins a passar a empresa para a Holanda.
  5 - Diminuir com isto o investimento em Portugal, encurtar a oferta de produtos, desfazer-se de algum armazém central e com isso despedir alguns funcionários. O consumo vai diminuir no futuro e o Estado quer "imposto de higiene" pago ao metro quadrado.
  6 - Poupança em todo o sistema administrativo e em publicidade. A comunicação social trabalhou para eles.
 
  Mesmo que tudo fosse ilegal, a multa máxima para Dumping é de 15 a 30.000 Euros, para o resto não há medidas jurídicas. Verdadeiramente isto são "Peanuts" em sacos de Pingo Doce, empresa do homem mais rico de Portugal. A ASAE irá só apresentar serviço.
  E o governo o que faz? Até agora calou-se. Se calhar sabia da manobra.

 


GABRIELA CRAVO E CANELA 
Episódio Nº 90

_ Tomei de empregada. Pra lavar e cozinhar.

D. Arminda examinava a retirante, de alto a baixo, como a medi-la e a pesá-la. Oferecia seus préstimos:

 - Se precisar de alguma coisa menina, é só me chamar, não é? Só que hoje de noite não vou estar. É dia de sessão em casa do compadre Deodoro, dia de o finado conversar comigo…

É até capaz que dona Sinhàzinha apareça… – Seus olhos iam de Gabriela para Nacib – Moça, hem? Agora não quer mais velhas como Filomena… – Ria seu riso cúmplice.

 - Foi o que arranjei…

 - Pois como eu ia dizendo: para mim não foi surpresa: ainda o outro dia vi o tal dentista na rua. Por coincidência era dia de sessão, hoje faz uma semana direitinho.

Olhei para ele e ouvi a voz do finado no meu ouvido dizendo: «Tá aí, todo prosa, tá morto.» Pensei que o finado tava brincando. Só hoje quando soube, é que me dei conta, o finado tava-me avisando.

Voltava-se para Gabriela. Nacib já tinha entrado.

 - Qualquer coisa que precise, é só chamar. Amanhã a gente conversa. Tou aqui pra ajudar, seu Nacib é mesmo que parente. É patrão de meu Chico…

 - Nacib mostrou-lhe o quarto no quintal, antes ocupado por Filomena, explicara-lhe o serviço: arrumação da casa, lavagem de roupa suja, cozinhar para ele. Não falou dos doces e salgados para o bar, primeiro queria ver que espécie de comida ela sabia fazer.

Mostrara-lhe a dispensa, onde Chico Moleza deixara as compras da feira.

 - Qualquer coisa pergunte a D. Arminda.

Estava com pressa, a noite chegara, o bar em pouco ficaria novamente cheio e ele ainda devia jantar. Na sala, Gabriela, os olhos arregalados, olhava o mar nocturno, era a primeira vez que o via. Nacib disse-lhe em despedida:

 - E tome um banho, está precisada.

 No Hotel Coelho encontrou Mundinho Falcão, o Capitão e o Doutor jantando juntos. Sentou-se, naturalmente na, mesa deles, foi logo contando da cozinheira. Os outros ouviam em silêncio. Nacib compreendeu ter interrompido conversa importante. Falaram do crime da tarde, ele apenas iniciara o jantar quando os amigos, já no fim, se retiraram.

Ficou a reflectir. Aqueles três andavam arquitectando coisas. Que diabo seria?

O bar, naquela noite, não lhe deu descanso. Andou numa roda-viva, as mesas cheias, todo o mundo querendo comentar os acontecimentos. Por volta das dez horas o Capitão e o Doutor apareceram, acompanhados de Clóvis Costa, o director do Diário de Ilhéus. Vinham da casa de Mundinho Falcão, anunciaram que o explorador apareceria no Bataclan por volta da meia-noite para a estreia de Anabela. Clóvis e o Doutor conversavam em voz baixa, Nacib apurou o ouvido.

Noutra mesa, Tonico Bastos contava do jantar, verdadeiro banquete, em casa de Amâncio Leal. Com vários amigos de Jesuíno Mendonça, inclusive o Dr. Maurício Caíres, encarregado da defesa do coronel. Regabofe monumental, com vinho português, comida e bebida em abundância. Nhô-Galo achava aquilo um absurdo. Com o corpo da mulher ainda quente, não havia direito…
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sexta-feira, maio 04, 2012

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A estrada para as nuvens...


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Pescaria...

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Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano

 É de suma importância que nos lembremos de um grupo musical que se destacou como um dos mais populares do país entre nos anos sessenta, trata-se de Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano. 


Idealizado por Moises Cardoso Neves, verdadeiro nome de Nilo Amaro, o conjunto formado por negros e composto de um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos, teve seu nome inspirado numa árvore da família das ebenáceas que fornece uma madeira escura, pesada e muito resistente, dando origem a expressão “negro como Ébano.


 Porém o ingrediente negro não estava representado apenas pela raça de seus integrantes e sim pelas características interpretativas de seu canto. Nilo Amaro e seu grupo foram os responsáveis pela introdução e versão brasileira do spirituals canto afro religioso dos negros americanos que daria origem aos blues e ao jazz e também o precursor da musica gospel em nosso país.
 Luiz Américo Lisboa Júnior (2005) (continua)


Leva Eu Sodade - Lino Amaro e Seus Cantores de Ébano
E que saudades da minha juventude me desperta esta canção com toda a sua ternura...


Negócio com
 cabeça!!!!!....


O árabe vai à loja do judeu para comprar sutiãs pretos. 

O judeu, pressentindo negócios, diz que são raros e poucos e vende por 40 euros cada um.
O árabe compra 6, e volta alguns dias depois querendo mais duas dúzias.
O judeu diz que as peças vão ficando cada vez mais raras e vende por 50 euros a unidade.
Um mês mais tarde, o árabe compra o que resta por 75 euros cada. 
O judeu, encucado, pergunta-lhe o que faz com tantos sutiãs pretos.
Diz o árabe: - Corto o sutiã em dois, faço dois chapeuzinhos ridículos e vendo para os judeus por 100 euros cada.



FOI AÍ QUE A GUERRA COMEÇOU...



RICARDO ARAÚJO PEREIRA - Adquirir Produtos no Pingo Doce à Bruta

DIZERES...


“Cai o Carmo e a Trindade”

Significado:
 - Desgraça, aparato, barulheira, confusão.

Origem:


- O terramoto de 1755 deixou muitas marcas físicas. Mas há marcas culturais que também persistem. Uma delas é esta expressão. Durante o terramoto ouviu-se um enorme estrondo por toda a cidade de Lisboa.
Quando os habitantes descobriram a verdadeira causa de tal barulheira disseram logo: caiu o Carmo e a Trindade, isto é, desabaram os conventos do Carmo e da Trindade


 Os Grandes Autores do Século XX e o Que Aprendemos ou "Devíamos Ter Aprendido" com Eles.
 Texto de José Mário Silva



THOMAS MANN (1875 – 1955)

Talvez o último dos grandes escritores clássicos, mostrou-se ambicioso ao ponto de querer fixar, nos seus imponentes romances, o espírito de uma época. Politicamente conservador, exilou-se nos Estados Unidos quando Hitler subiu ao poder, como a grande maioria dos intelectuais alemães. Da sua pena brotaram personagens prodigiosas, como Hans Castorp (A Montanha Mágica), Gustav von Aschenbach (Morte em Veneza) ou Adrian Leverkühn (Doutor Fausto).

O que nos ensinou: O recurso a certas personagens ideológicos como arqétipos ideológicos.


INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
SOBRE A ENTREVISTA Nº 48 SOBRE
O TEMA: “SANTA INQUISIÇÃO” (7)





UM MUNDO INTOLERANTE

Durante séculos, as guerras religiosas e a Inquisição asfixiaram a Europa com a intolerância e a brutalidade. Também os protestantes perseguiam aqueles que consideravam hereges.  Um tribunal calvinista, por iniciativa do próprio Calvino, queimou na fogueira o médico, teólogo e filósofo espanhol Miguel Servet em 1553, em Genebra. Servet descobriu a circulação do sangue entre o coração e os pulmões e, ao contrário dos católicos e protestante, negou a doutrina do pecado original e da doutrina da Trindade e rejeitou o baptismo infantil.  Servet sempre acreditou que tudo o que pode ser pensado, pode ser dito, discutido e feito, dizem deste mártir humanista aqueles que mantém viva a sua memória.

Em 1536, antes de a Inglaterra se separar de Roma e nascer a Igreja Anglicana, foi estrangulado e queimado na fogueira, na Bélgica, com a cumplicidade do rei Henrique VIII da Inglaterra, o linguista britânico e padre católico, William Tyndale, que foi acusado de heresia por traduzir a Bíblia em Inglês, longe da versão oficial latina, a Vulgata, imposta por Roma.

As últimas palavras de Tyndale foram: Senhor, abre os olhos do Rei da Inglaterra! Apenas três anos mais tarde, e como resultado do cisma anglicano, a sua tradução da Bíblia era a oficial em toda a Inglaterra.

GABRIELA
CRAVO
E
CANELA

Episódio Nº 89


 - É um homem de muita ambição. Mas como vai poder resolver o caso da barra, se nem compadre Ramiro deu jeito? – Melk falava sobre Mundinho Falcão.

A mão de Clemente acariciou a harmónica no fundo da canoa, ouviu a voz de Gabriela cantando. Olhou em torno, como a procurá-la. A selva cercando o rio, árvores e um intricado de cipós, gritos amedrontadores e pios agoirentos de corujas, uma exuberância de verde fazendo-se negro, não era como a caatinga cinzenta e nua. Um remeiro estendeu o dedo, mostrando um lugar na mata.

 - Foi por aqui o tiroteio entre Onofre e os cabras de seu Amâncio Leal… Morreu bem uns dez.

Dinheiro a ganhar naquela terra, era preciso não ter medo do trabalho. Ganhar dinheiro e voltar à cidade em busca de Gabriela. Haveria de encontrá-la, fosse como fosse.

 - Melhor é não pensar, tirar ela da cabeça – aconselhou Fagundes. Os olhos do negro perscrutavam a selva, sua voz fez-se suave para falar de Gabriela – Tira ela da cabeça. Não é mulher para tu nem para mim. Não é como essas quengas, é…

 - Tou com ela metida em meu juízo, mesmo querendo não posso.

 - Tu tá maluco. Ela não é mulher para se viver com ela.

 - Que é que tu tá dizendo?

 - Num sei… Pra mim é assim. Tu pode dormir com ela fazer as coisas. Mas ter ela mesmo, ser dono dela como é de outras, isso ninguém vai nunca ser.

 - E porquê?

 - Num sei, o Diabo é que sabe. Num tem explicação.

Sim, o negro Fagundes tinha razão. Dormiam juntos à noite, no outro dia era como se ela não se recordasse, olhava-o como aos outros, tratava-o como os demais. Como se não tivesse nenhuma importância…

As sombras cobrem e cercam a canoa, a selva parece aproximar-se mais e mais, fechando-se sobre eles. O pio das corujas corta a escuridão. Noite sem Gabriela, seu corpo moreno, seu riso sem motivo, sua boca de pitanga.

Nem lhe disse até logo. Mulher sem explicação. Uma dor sobe pelo peito de Clemente. E de súbito a certeza de que jamais voltará a vê-la, tê-la nos braços, esmagá-la contra o peito, ouvir seus ais de amor.

O coronel Melk Tavares, no silêncio da noite, ergueu a voz, ordenou a clemente.

 Toca alguma coisa prá gente, rapaz. Pra disfarçar o tempo.

Tomou da harmónica. Entre as árvores crescia a Lua sobre o rio. Clemente enxerga o rosto de Gabriela. Brilham luzes de fifós e lamparinas ao longe. A música se eleva num choro de homem perdido, solitário para sempre. Na selva, rindo, aos raios da Lua, Gabriela.


Gabriela Adormecida

Nacib a levara até casa na ladeira de São Sebastião. Apenas meteu a chave na fechadura e D. Arminda, fremente, apareceu na janela:

 - Que coisa, hem, seu Nacib? Parecia tão distinta, tão cheia de nós pelas costas, toda a tarde na igreja. É por isso que eu digo sempre… bateu os olhos em Gabriela, ficou com a frase suspensa.
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quinta-feira, maio 03, 2012

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Rapariga na praia


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Janette e Rómulo

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Bêbado sim, mas com classe !!






UM BÊBADO É DETIDO PELA POLÍCIA ÀS 3 DA MANHÃ.

O AGENTE PERGUNTA:
  - AONDE VAI A ESTA HORA?

  O BÊBADO RESPONDE:

  - VOU A UMA PALESTRA SOBRE O ABUSO DO ÁLCOOL E SEUS EFEITOS LETAIS PARA O ORGANISMO, O MAU EXEMPLO, AS CONSEQUÊNCIAS NEFASTAS PARA A  FAMÍLIA, BEM COMO O PROBLEMA QUE CAUSA NA ECONOMIA FAMILIAR E A IRRESPONSABILIDADE
ABSOLUTA. 

  O AGENTE OLHA SEM ACREDITAR E DIZ: 

  - SÉRIO ? E QUEM VAI DAR ESSA PALESTRA A ESTA HORA DA MADRUGADA ? 

  - A MINHA MULHER, CLARO ! ASSIM QUE EU CHEGAR A CASA !!!



Um herói pouco conhecido no seu Portugal de origem, açoreano de gema, da ilha Terceira e a sua história:

 - Pedro Francisco, herói da Guerra da Independência dos E.U.A. Lutou ao lado de George Washington e do Marquês de Lafayette.


A sua biografia está cercada de uma aura de lenda, sendo-lhe atribuídos feitos extraordinários. As suas origens são relativamente obscuras. Foi encontrado em tenra idade (presumivelmente cinco anos), numa tarde em 23 de Junho de 1765, a chorar, nas docas de City Point, na Virgínia.

Quando se acalmou o suficiente para falar, percebeu-se que não falava o inglês e sim uma língua parecida com o Castelhano. Embora nada possuísse que o identificasse, as suas roupas eram de boa qualidade e, na fivela do cinto, liam-se as iniciais "P.F.".
Ele contou às autoridades que "estava num local lindo com palmeiras, a brincar com a sua pequena irmã, quando dois homens grandes apanharam ambos. A irmã conseguiu libertar-se dos captores mas o menino não, e foi levado para um navio grande que acabou por conduzí-lo a City Point.

Sobre as suas origens, o investigador John E. Manahan identificou que, nos registos de nascimentos da ilha Terceira, nos Açores, existe um Pedro Francisco nascido em Porto Judeu, a 9 de Julho de 1760.

A criança foi acolhida pelo juiz Anthony Winston, de Buckingham County na Virgínia, um tio de Patrick Henry. Quando atingiu idade suficiente para trabalhar, foi instruído como ferreiro, devido ao seu enorme tamanho e força (ultrapassou os 1,98 metros e pesava cerca de 120 kg). O escritor Samuel Shepard, que observou o jovem no seu trabalho, registou:

"Os seus ombros são como os de uma antiga estátua, como uma figura da imaginação de Miguel Angelo, como o seu Moisés mas não como David. A sua queixada é longa, forte, o nariz imponente, a inclinação da testa parcialmente ocultada pelo seu cabelo negro de aspecto desgrenhado. A sua voz era suave, surpreendendo-me, como que se um touro ganisse."

Com os rumores de secessão alastrando-se entre a população da Virgínia, Francisco alistou-se aos 16 anos no 10º Regimento da Virgínia. Estava presente, junto à igreja de St. John em Richmond, quando Patrick Henry fez o seu famoso discurso "Liberdade ou Morte".
Em Setembro de 1777, serviu sob o comando do general George Washington em Brandywine Creek na Pensilvânia, onde as forças dos colonos tentaram deter o avanço de 12.500 soldados britânicos que avançavam em direcção à Filadélfia.

 Não está claro se foi nesse momento que o jovem Francisco salvou a vida a Washington, apesar de se reconhecer que o jovem foi aqui alvejado. Alguns relatos afirmam que ele se tornou guarda-costas pessoal do general, enquanto outros dão conta de que ele era apenas um soldado agressivo e vigoroso, que lutou a seu lado.

Foi Washington quem determinou que uma espada especial, adequada ao seu tamanho, fosse confeccionada para Francisco. Foi esta espada, com 6 pés de comprimento, que aterrorizou os britânicos. Washington terá eventualmente se referido posteriormente a Francisco:

 - "Sem ele teríamos perdido duas batalhas cruciais, provavelmente a guerra e, com ela, a nossa liberdade. Ele era verdadeiramente um Exército de um Homem Só."

Posteriormente, em 1850, o historiador Benson Lossing registou no "Pictorial Field Book of the Revolution" que "um bravo virginiano, deitou abaixo 11 homens de uma só vez com a sua espada. Um dos soldados prendeu a perna de Francisco ao seu cavalo com uma baioneta. E enquanto o atacante, assistido pelo gigante, puxava pela baioneta, com uma força terrível, Francisco puxou da sua espada e fez uma racha até aos ombros na cabeça do pobre coitado!"

Mais tarde, enquanto se recuperava, Francisco tornou-se amigo de Lafayette.
Francisco sofreu mais seis ferimentos enquanto ao serviço do seu país, tendo morto um número incerto de britânicos e sido condecorado ao final do conflito por generais estadunidenses que se certificaram de que ele estava presente na rendição do general Charles Cornwallis e dos britânicos em Yorktown, a 19 de Outubro de 1781.

Uma capa de uma edição de 2006 da "Military History" levantou uma questão de retórica que sugeria que ele poderia ter sido o maior soldado da história americana. A seu respeito, Joseph Gustaitis, na American History Magazine, referiu:

"Um Hércules de 6 pés e meio de altura que empunhava um sabre de seis pés de comprimento, Peter Francisco foi provavelmente o soldado mais extraordinário da Guerra da Revolução Americana".

OS AUTORES MAIS IMPORTANTES
DO SÉCULO XX E O QUE
APRENDEMOS ou 
“Devíamos ter aprendido” COM ELES

Texto de José Mário Silva



GUY DEBORD    (1931 – 1994)

Publicado em vésperas do Maio de 68, o ensaio A Sociedade do Espectáculo estabeleceu Guy Debord, já então conhecido pela sua participação activa em movimentos subversivos (do Letrismo à Internacional Situacionista), como um dos principais críticos do capitalismo, reinterpretando o trabalho de Marx de forma a estender o conceito de alienação a outras esferas, para lá da actividade laboral. A sua análise da cultura de massas e do poder das imagens tornou-se ainda mais pertinente após o triunfo da globalização a que já não assistiu por se ter suicidado, em 1994, aos 63 anos, com um tiro no coração.
A Antígona acaba de editar um livro sobre a sua figura e obra, assinado por Anselm Jappe.

O que nos ensinou:
 - A urgência revolucionária, da teoria à prática.


GABRIELA
CRAVO
CANELA

Episódio Nº 88


 - Só que aquele tempo quando cujo chegava com as mãos abanando, com a cara e a coragem, e ia para a mata plantar roça, se acabou. Naquele tempo era bom… Bastava ter peito, tocar para a frente, liquidar quatro ou cinco que tinham a mesma tenção, e o cidadão tava rico…

 - Ouvi falar desse tempo… - disse o negro Fagundes. – Foi por isso que vim…

 - Não gosta da enxada, moreno? – perguntou Melk.

 - Não desprezo, não sinhô. Mas manejo melhor o pau de fogo… – riu acariciando a repetição.

 - Ainda há matas  grandes.  Lá para a serra do Baforé, por exemplo. Terra boa para o cacau como não há outra…

 - Só que é preciso comprar cada palmo de mata. Tudo está medido e registado. O senhor mesmo tem terras por lá.

Um pedacinho… –  confessou Melk. – Coisa à toa. Vou começar a derrubar a mata no ano que vem, se Deus quiser.

 - Hoje Ihéus não vale mais nada, não é como dantes. Tá virando lugar importante – lastimou-se um remeiro.

 - E por isso não presta?

 - Dantes um homem valia pela coragem. Hoje, só quem enriquece é turco Mascate e espanhol de armazém. Não é como antigamente…

 - Aquele tempo acabou – explicou Melk – Agora chegou o progresso, as coisas são diferentes. Mas um homem trabalhador ainda se arranja, ainda há lugar para todo o mundo.

 - Não se pode mais nem dar uns tiros na rua… querem logo prender a gente.

 A canoa subia vagarosa, as sombras da noite a envolviam, gritos de animais chegavam da selva, papagaios faziam súbita algazarra nas árvores. Só Clemente ia silencioso, todos os demais participavam da conversa, contavam casos, discutiam sobre Ilhéus.

 - Essa terra vai crescer demais é no dia que começar a exportação directa.

 - É mesmo.

Os sertanejos não entendiam, Melk Tavares explicou: todo o cacau para o estrangeiro, para a Inglaterra, para a Alemanha, a França, os Estados Unidos, a Escandinávia, a Argentina, saía pelo porto de Baía. Um dinheirão de impostos, a renda exportação, tudo ficava na capital, Ilhéus não via nem sobras.

A barra era estreita, pouco profunda. Só com muito trabalho – havia até quem dissesse não haver jeito – seria possível capacitá-la para a passagem dos grandes navios. E quando os grandes cargueiros viessem buscar o cacau no porto de Ihéus, então poder-se-ia falar realmente em progresso…

 - Agora só se fala num tal de seu Mundinho Falcão, coronel. Diz que ele vai resolver… Que é um homem danado.

 - Tá pensando na moça? – perguntou Fagundes a Clemente.

 - Nem me disse até logo… Nem me olhou de despedida.

 - Ela tava virando tua cabeça. Tu não era mais o mesmo.

 - Como se a gente nem se conhecesse… Nem até logo.

 - Mulher é assim mesmo. Num vale a pena.

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
À ENTREVISTA Nº 48 SOBRE O TEMA:
“A SANTA INQUISIÇÃO?” (6)





A Inquisição Romana

A Inquisição de Roma, também chamada de Congregação do Santo Ofício, foi criada pelo Papa Paulo III em 1542, depois da Reforma para examinar os erros doutrinários que foram surgindo por toda a Europa e para puni-los severamente.



Em 1600, o Santo Ofício julgou, condenou e queimou na fogueira o filósofo renascentista Giordano Bruno pelas suas ideias inovadoras. Em 1633, foi julgado e condenado Galileu Galilei, um génio científico por afirmar que a Terra girava em torno do Sol e não vice-versa. A Inquisição descobriu que essa teoria era contrária às Escrituras. Temendo a tortura, Galileu, depois dos 70 anos, renunciou à sua teoria e negou-as ao tribunal romano.



Foi só em 1965 que o Papa Paulo VI reorganizou o Santo Ofício passando-lhe a chamar Congregação para a Doutrina da Fé.



quarta-feira, maio 02, 2012

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A cancela está aberta... podem entrar, os raios solares estão à vossa espera...



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Não é uma maravilha de precisão?

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Dizeres 




"As Obras de Santa Engrácia"Significado: 


- Nunca mais acabam, interminável, sem fim.


Origem:


- Reza a lenda que ...


“Simão Pires, um cristão­ novo, cavalgava todos os dias até aos convento de Santa Clara para se encontrar, às escondidas com Violante.
A jovem tinha sido feita noviça à força por vontade do seu pai, fidalgo que não estava de acordo com o seu amor.
Um dia, Simão pediu à sua amada para fugir com ele, dando-lhe um dia para decidir. No dia seguinte, Simão foi acordado pelos homens do rei que o vinham prender acusando-o do roubo das relíquias da igreja de Santa Engrácia que ficava perto do convento.
Para não prejudicar Violante, Simão não revelou a razão porque tinha sido visto no local. Apesar de ter invocado a sua inocência, foi preso e condenado à morte na fogueira, que se realizaria junto da nova igreja de Santa Engrácia, cujas obras já tinham começado.
Quando as labaredas envolveram o corpo de Simão, este gritou que “Era tão certo morrer inocente como as obras nunca mais acabarem!”.

Os anos passaram e a freira Violante foi um dia chamada a assistir aos últimos momentos de um ladrão que tinha pedido a sua presença. Revelou-lhe que tinha sido ele, o ladrão das relíquias e sabendo da relação secreta dos jovens, tinha incriminado o Simão. Pedia-lhe agora o perdão que Violante lhe concedeu.

Entretanto, um facto singular acontecia, as obras da igreja iniciadas à época da execução de Simão pareciam nunca mais ter fim. De tal forma que o povo se habituou a comparar “Tudo aquilo que não mais acaba” às obras de Santa Engrácia.”


Na realidade, levou cerca de 350 anos porque foi fundada em 1568 mas ruiu em 1681 e a sua reconstrução durou até cerca de meados do Século XX. É hoje conhecida pelo Panteão Nacional.






Honestidade acima de tudo...

Uma senhora foi presa por roubar no supermercado.
Quando estava no tribunal, o juiz perguntou-lhe:
- O que é que a senhora roubou?
Ela respondeu:
- 1 lata pequena de pêssegos.
O juiz perguntou-lhe o motivo do roubo, e ela respondeu:
- Porque estava com fome.
O juiz então perguntou à senhora quantos pêssegos tinha a lata:
- Tinha 6 pêssegos.
O juiz então disse:
- Vou-a mandar prender por 6 dias, 1 dia por cada pêssego.
Mas antes que o juiz pudesse terminar a sentença, o marido da senhora
perguntou se poderia ter uma palavra com o juiz sobre o acontecido...
O Juiz disse que sim, e perguntou o que queria ele dizer.
Então o marido disse:
- Ela também roubou uma lata de ervilhas e uma de milho....


GABRIELA
CRAVO
CANELA

Episódio Nº 87



Da Canoa Na Selva





 - Diz que o coronel Jesuíno matou a mulher lá dele e um doutor que dormia com ela. É mesmo verdade, coronel? – perguntou um remeiro a Melk Tavares.

 - Também ouvi falar… – disse outro.

 - Verdade, sim. Apanhou a mulher na cama com o dentista. Despachou os dois.

 - Mulher é bicho ruim, faz a desgraça da gente.

A canoa subia o rio, a selva crescia nos barrancos, os sertanejos olhavam a paisagem inédita, um vago terror no coração. A noite precipitava-se das árvores sobre as águas, assustadora.

A canoa era quase um batelão de tão grande, descia carregada de sacos de cacau, voltava cheia de mantimentos. Os remeiros curvavam-se num esforço descomunal, avançavam lentamente. Um deles acendeu uma lamparina na popa: a luz vermelha criava sombras fantásticas no rio.

 Lá no Ceará sucedeu um caso parecido… – começou um sertanejo a contar.

- Mulher é enganadeira, a gente nunca sabe que coisa mulher tá maginando… Conheci uma, parecia uma santa, ninguém podia pensar… – lembrou o negro Fagundes.

Clemente ia silencioso. Melk Tavares puxava conversa com os novos agregados, querendo saber de cada um as qualidades e os defeitos de seus trabalhadores, seu passado.

Os sertanejos iam contando, as histórias assemelhavam-se, a mesma terra árida queimada pela seca, o milheiral, o mandiocal, perdidos a caminhada imensa. Eram sóbrios ao narrar. Chegavam por lá notícias de ilhéus: a terra rica, o dinheiro fácil. Lavoura de futuro, barulhos e mortes. Quando a seca batia, largavam tudo e rumavam para o sul. O negro Fagundes era mais falador, contava valentias.

Eles também desejavam saber:

 - Diz que tem ainda muita mata para derrubar…

Pra derrubar tem muita. Pra medir é que não tem mais. Tudo já tem dono. – riu um remeiro.

Mas ainda há dinheiro a ganhar, e muito, para um homem trabalhador – consolou Melk Tavares.


(Click na imagem de Gabriela, "moça bonita")

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