sábado, novembro 12, 2011

NORUEGA - O País da Boa Vida




É o país que melhor funciona na Europa: a economia cresce, o desemprego desce, a Dívida Pública nem se nota. O individualismo natural dos seus cidadãos conciliou-se com a idéia de um projecto comum que saíu bem e o petróleo fez o resto.

O Serviço Militar é obrigatório, 95% das escolas são públicas, o IVA chegas aos 25% e aos bons alunos são-lhes atribuidos generosas prestações do Estado para poderem estudar nas melhores Universidades do mundo.

Não obstante o avanço do neo-liberalismo e da crise financeira, a Noruega não desiste de avançar no seu "sistema de bem-estar". Navega corajosamente nesse sentido como os seus antepassados vikings se lançavam ao mar de peito aberto.

Capitalismo e colectivismo, mercado e planeamento, idealismo e realismo. "Sou generoso nos meus impostos porque o estado é generoso para comigo".


Da Revista Visão

Nota - A aplicação equilibrada de soluções aparentemente opostas respeitando o princípio de que "no meio é que está a virtude" exige cidadãos com grande civismo e sentido de responsabilidade.

"Que Inveja..." Parabéns aos noruegueses.

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Melhor ele andasse na rua a jogar futebol como os miúdos do meu tempo. As crianças viciadas em televisão e computadores atentam contra a sua própria natureza que exige espaço, liberdade, exercício. O cãozinho esgotou todos os seus argumentos...

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Uns escolhem as pontes para dormir debaixo delas... outros pôem-lhes a casa em cima!


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EXAME DO TOQUE RECTAL
(Isto é que é macho...)


Um homem de 55 anos vai ao médico fazer o famoso exame do "TOQUE RECTAL".
Entra no consultório com uma arma na mão e diz:

És tu que me vais meter o dedo no cu?????

- Sim sou eu, diz o médico a tremer.

Nisto o homem coloca a arma na secretária do médico e repete:

És tu que me vais meter o dedo no cu?????

- Sim sou eu, responde o médico já em pânico.

E o homem diz:

- Se vires que estou a gostar dá-me um tiro!!!...

AGOSTINHO DOS SANTOS - A FELICIDADE

Esta versão já e de 1970 mas "A Felicidade" é de 1958, um dos primeiros clássicos da dupla Tom Jobin/ Vinícius de Morais e que se popularizou através desta maravilhosa interpretação.



TEREZA


BATISTA


CANSADA


DE


GUERRA





Episódio Nº 255




Na delegacia, teria gostado de dizer as últimas àquela caterva de celerados mas para tanto lhe faltava ânimo. Os olhos do comissário, olhos de necrotério, um facínora. Guardou a raiva toda para as donas de pensão-de-mulheres de Barroquinha.

Vieram todas, eram seis, a audiência durou apenas alguns minutos. Empurradas aos trancos para a sala do delegado, para início de conversa ouvem uma descompostura em regra, o bacharel desabafa, esmurrando a mesa. Que estavam pensando? Que não havia mais autoridade na Bahia? Recebiam ordem de mudança, endereço onde tratar a locação dos imóveis e do respectivo depósito, novo domicílio e, como se nada se lhes houvesse sido comunicado, continuam a infestar a Barroquinha. Que espécie de loucura as atacara?

- Ninguém pode morar naqueles pardieiros, está tudo podre: soalhos, forros, paredes. Nem morar nem receber homem – atreve-se a dizer Acácia, de cabelos brancos, cega de um olho, deã das proxenetas, dona de uma pensão onde habitavam e e exerciam oito mulheres – é pestilento demais.

Tenho aqui o laudo da Saúde Pública declarando que os sobrados possuem todas as condições de higiene necessárias. Ou vocês querem viver nos palacetes do Corredor da Vitória, da Barra, da Graça? Estão pensando o quê?

- Mas, doutor… - também Assunta tenta atrever-se.

- Cala a boca! Não as mandei chamar para ouvir conversa fiada. O local é óptimo, aprovado pela Saúde Pública e pela Polícia. Nada mais a discutir. Vou dar a vocês até amanhã para se mudarem. Se amanhã de noite ainda houver uma só pensão aberta na Barroquinha, o pau vai comer. Depois não se queixem. Quem avisa, amigo é.

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De passagem pela Delegacia, à noite, o bacharel Hélio Cotias busca obter alguma informação sobre o problema da mudança.

- Onde está o comissário Labão?

- Em serviço na rua, doutor.

- E Nicolau?

- Também saíram juntos.

Certamente para controlar a operação pela qual são os responsáveis. De qualquer maneira, o prazo dura até ao dia seguinte.

No automóvel chapa branco Cármen espera, vão jogar biriba na residência do parlamentar, alguns casais da nata, o delegado sorri ao pensar em Bada. Na véspera lhe dissera estatueta de Tanagra, hoje lhe dirá: enigmática Gioconda de Leonardo. De nenhuma maneira beber o uísque falsificado, contentar-se com um copo de cerveja.

Para ganhar tempo, ordena ao chofer cortar caminho, já estão atrasados. O carro atravessa por escusas ruelas, a luz dos faróis ilumina mulheres à cata de homens, outras a la vontê nas porta dos bordéis. Cármen, espia, curiosa.

- Você agora é que manda nesta gente, não é? Meu pequeno Hélio, rei das marafonas. Que engraçado.

- Não acho graça nenhuma, é um posto importante e muita responsabilidade.

O automóvel desemboca na Baixa dos Sapateiros, ruma para Nazaré
.

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À 24ª ENTREVISTA SOBRE O TEMA:

“A DISCÍPULA AMADA” (4)



Entre os evangelhos apócrifos encontra-se também o "Evangelho de Maria Madalena", com fragmentos como este que expressa bem o protagonismo desta mulher e a reacção que a sua proximidade a Jesus provocava entre os discípulos do sexo masculino: digo que a tudo isto Maria calou, como se o Salvador lhe tivesse falado só a ela até ao momento. Então, disse André:
- “Irmãos, o que acham sobre isto? Porque eu, pela minha parte, não acho bem que o Salvador tenha falado. Isso não está de acordo com o seu pensamento". Diz Pedro:
- "Mas, perguntem ao Senhor por essas questões, se ele iria conversar com uma mulher secretamente e em segredo para todo mundo ouvir? Devemos escutá-la? Acaso ele quer apresentá-la como mais dignidade do que nós?

Então Maria chorou e disse a Pedro: - "Meu irmão Pedro, o que tu achas? Pensas que eu inventei isto do meu próprio coração ou que estou mentindo sobre o Salvador? Levi disse a Pedro:

- "Tu sempre vês o mal em todo o lado, e agora mesmo discutes e confrontas-te com esta mulher. Se o Salvador a julgou digna, quem és tu para a desprezar? De qualquer forma, ele a viu e, sem dúvida, a amou mais do que a nós. Devemos envergonhar-nos e tentarmos ser prefeitos para cumprir o que nos foi ordenado. Preguemos o evangelho sem restrição ou regulamentação, como disse o Salvador."

Tendo terminado com estas palavras, Levi se foi a pregar o Evangelho de Maria

sexta-feira, novembro 11, 2011

Ensaio sobre a cegueira


«Na Madeira, o Carnaval é sempre que um homem quiser. E o homem, Jardim, quer que seja todos os dias. Assim, os cerca de 30 mil funcionários públicos madeirenses (mais de 10% da população total!) tiveram ontem direito a três horas de tolerância de ponto para assistir "pessoalmente ou através dos meios de comunicação social" à tomada de posse do querido líder.

O piedoso acto realizou-se às 17 horas na Assembleia Regional, mas a dispensa de serviço foi dada a partir das 14, imagina-se que para os funcionários entrarem em estágio de preparação para muitas e emocionantes horas de discursos e elogios mútuos.

Três é exactamente o número de horas de trabalho a mais que os "cubanos" do cont'nente terão que agora prestar gratuitamente todas as semanas em nome crise financeira do país, incluindo a grossa parte dela por que é responsável o Carnaval orçamental madeirense, onde abunda, não o em trabalho gratuito, mas a ociosidade remunerada: ainda há pouco tempo, em Agosto, Jardim tinha dado (isto é, demos todos nós) mais uma tolerância de ponto, com direito a "ponte", para os funcionários verem o Rali Vinho Madeira...

A "troika" descobriu na Grécia uma ilha turística onde há 700 falsos cegos que o Governo subsidiava anualmente com 6,4 milhões de euros. Em Portugal descobrirá um continente com 10 milhões de cegos que subsidiam anualmente, com muitos mais milhões de euros, o Governo turístico de uma ilha.» [JN]

Autor:
Manuel António Pina.

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Adivinham-se problemas de inundações...


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Com esta apresentação de "grande sensibilidade" quem não vai comprar? ...

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AGOSTINHO DOS SANTOS - AQUELES OLHOS VERDES

Nasceu em São Paulo em 1932 e faleceu em 1973. Durante toda a sua vida prezou a qualidade do seu reportório deixando um precioso legado. A sua voz é única apenas igualada pela de um "certo" cantor norte americano de seu nome Nat King Cole.

POEMAS DE NOIVOS

Tamanho do tipo de letra POEMA ESCRITO POR ELE (o noivo):

Que feliz sou eu, meu amor!
Em breve estaremos casados,
o café da manhã na cama,
um bom sumo e pão torrado

Um ovo bem mexidinho
tudo pronto bem cedinho
depois irei pró trabalho
e você para o mercado

Daí você corre pra casa
rapidinho, arruma tudo
e corre pró seu trabalho
para começar seu turno

Você sabe que de noite
gosto de jantar bem cedo
de ver você bem bonita
alegre e sorridente

Pela noite mini-séries
cineminha bem barato
nunca iremos ao shopping
nem a restaurante caro

Você vai cozinhar pra mim
comidinhas bem caseiras
pois não sou dessas pessoas
que gosta de comer fora...

Você não acha querida
vão ser dias gloriosos?
Não se esqueça, meu amor,
que logo seremos esposos!

POEMA ESCRITO POR ELA:

Que
sincero meu amor!
Que oportuna tuas palavras!
Esperas tanto de mim
que me sinto intimidada

Não sei fazer ovo mexido
como sua mãe adorada,
meu pão torrado se queima
de cozinha não sei nada!

Gosto muito de dormir,
até tarde, relaxada,
ir ao shopping fazer compras
com a Mastercard dourada

Sair com minhas amigas,
comprar só roupa de marca
sapatos só exclusivos
e as lingeries mais caras

Pense bem, que ainda há tempo
a igreja não está paga
eu devolvo meu vestido
e você seu terno de gala

E domingo bem cedinho
pra começar a semana,
ponha aviso num jornal
com letras bem destacadas:

HOMEM JOVEM E BONITO
PROCURA ESCRAVA BEM LERDA
POR QUE SUA EX-FUTURA ESPOSA
MANDOU ELE IR À MERDA! !...

TEREZA


BATISTA


CANSADA


DE


GUERRA





Episódio Nº 254



Será verdade a polícia ter expedido ordem de prisão contra um tal António de Castro Alves, poeta, ou seja, vagabundo, estudante, ou seja, perturbador da ordem, tendo percorrido a Barroquinha, a Ajuda, a zona inteira à procura do indiciado, estando o referido vate morto há cerca de cem anos, sendo monumento em praça pública?

Verdade ou apenas molecagem de jornalista gozador, na intenção de desmoralizar a polícia?

Ordem ditada pelo comissário Labão, alérgico a poetas, ridícula sem dúvida, mas não de todo improcedente. Em verdade, o tal rapaz pálido, de bigodes atrevidos e olhar candente, a surgir nas horas de refrega, visto a sobrevoar a passeata, quem poderia ser senão o poeta Castro Alves? Assim o descreveu Maria Petisco: “Uma aparição de luz em cima do povo, bonito por demais.” E, para concluir, ainda uma pergunta: passeata ou procissão de Santo Onofre, padroeira das putas?

Muita coisa por esclarecer, demasiadas. Sem falar na participação de Exu Tiriri e de Ogum Peixe Marinho, decisivas. Tudo foi confusão, desordem e anarquia no assunto do balaio fechado.

Greve do balaio fechado, eis como a imprensa intitulou o movimento. Devido a piedoso acto de abstinência das prostitutas, que não recebem homens a partir da meia-noite de Quinta-Feira Santa, quando “fecham o balaio”, para reabri-lo somente ao meio-dia de sábado, no romper da aleluia. Com esse devoto costume, escrupulosamente observado, comemoram na zona a Semana Santa.

No caso não se tratou de preceito religioso, detalhe, aliás, a carecer de importância pois a grande maioria dos marinheiros era constituída por crentes de diversas seitas protestantes.

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O bacharel Hélio Cotias, o “gentleman da polícia”, na lapidar expressão do cronista Luluzinho (em certas rodas, a Devassa Lulu), não consegue esconder a irritação:

- Onde andavam os senhores, que diabo estavam fazendo?

Peixe Cação resmunga, o comissário Labão prefere guardar silêncio, fitando o delegado com aquele olhar aparentemente sem expressão, fixo e frio: bacharel de meia-tijela, filhinho de papai metido a sebo, um bosta. Não eleve a voz para mim não suporto. Se o fizer entorno o caldo e lhe respondo na tampa: não sou empregado de firma particular e até agora ninguém me disse quanto vou ganhar na transacção.

Os olhos do comissário, parados e baços, provocam calafrios. O delegado suaviza o tom de voz ao dar a ordem.

- Quero as mulheres aqui, agora mesmo. Todas, requisitem uma viatura da rádiopatrulha para trazê-las. Vamos ver se elas mudam ou não.

Retira-se o comissário em companhia de Peixe Cação, antes de chegar à porta começa a assobiar ostensivamente. O bacharel aperta os punhos: homem de sensibilidade à flor da pele, obrigado a conviver com marginais daquele tipo, sorte ingrata. Ah! Se não fossem as compensações.

A nomeação do bacharel Hélio Cotias para o cargo de delegado de Jogos e Costumes constituíra, segundo jornal amigo, prova evidente da decisão governamental de renovar os quadros da polícia civil com o aproveitamento de homens dignos, merecedores de confiança da população.

Bem nascido, melhor casado (com Cármen, née sardinha) naquela manhã tinha ouvido ao telefone belas e boas ditas pelo tio da esposa. Em hora imprópria, ainda curtindo no leito a ressaca da recepção da véspera – de escocês, o uísque do deputado só tinha o rótulo. Em troca, Bada, a esposa, era uma deusa, uma estatueta de Tanagra – assim a classificou e ela se derreteu.

Os dias a vire anunciavam-se róseos.

A voz depreciativa do velho deixara-o irritado, necessitando descarregar em alguém o mau humor. Tentara comunicar a Cármen sua opinião sobre o carácter do parente, mas ela saíra com quatro pedras na mão a defendê-lo: tio Hipólito, meu caro, é tabu.



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INFORMAÇÔES ADICIONAIS



À 24ª ENTREVISTA SOBRE O TEMA:



“A DISCíPULA AMADA” (3)

Autora do Quarto Evangelho e "discípulo amado"



Que Maria Madalena seja a autora do Quarto Evangelho e que o “discípulo amado”, várias vezes citado no texto não seja João, mas Maria Madalena, é a teoria desenvolvida pelo padre católico Ramon K. Jusino baseado num livro do teólogo católico e estudioso bíblico Raymond E.Brown, que argumenta que o Evangelho retoma a tradição de uma primeira comunidade de seguidores de Jesus liderada por Maria Madalena. Ambos, Brown e Jusino alimentam as suas hipóteses sobre textos dos evangelhos apócrifos.

Veja: Raymond Brown "A comunidade do discípulo amado: um estudo da eclesiologia Johnny" (Ediciones Siga-me, Salamanca, 2005).



Maria Madalena nos Evangelhos Apócrifos


Os quatro evangelhos do Novo Testamento integraram as histórias que foram inicialmente transmitidas oralmente. Depois foram colocadas por escrito. Outros "Evangelhos" (recompilações da mensagem e vida de Jesus de Nazaré) tiveram a mesma evolução. Em 1945, foi descoberto em Nag Hammadi (Egito) uma extensa colecção de antigos manuscritos cristãos, na sua maioria textos gnósticos ("gnose" conhecimento sentido), incluindo os chamados evangelhos apócrifos ("apócrifos", isto é, não reconhecidos pelos canones oficiais).


Nestes textos, rejeitados pelos Padres da Igreja nos primeiros séculos cristãos, por não serem "ortodoxos" (isto é, autênticos, recomendáveis), Maria Madalena é uma figura mais proeminente do que nos Evangelhos sinópticos.


No "Evangelho de Filipe" é referida como "companheira" de Jesus: “Três eram os que continuamente caminhavam com o Senhor: Maria, sua mãe, a irmã desta e Madalena, que era designada como seu companheira.” Noutro fragmento do mesmo Evangelho, lê-se:


- “E a companheira do Salvador é Maria Madalena. Ele a amava mais do que a qualquer outro dos seus seguidores e a beijava na boca. O resto de seus seguidores viam-no amar Maria. Eles lhe disseram: "Por que a amas mais do que a qualquer um de nós?”

quinta-feira, novembro 10, 2011

Vão haver saneamentos na zona euro

«A notícia está a ser avançada pela Reuters que cita fontes da União Europeia, que revelam que os dois países estão a considerar criar um grupo de países mais pequeno, mas com níveis de crescimento e estruturas mais semelhantes.

A Reuters adianta que as discussões entre os responsáveis da Alemanha, França e Bruxelas estão a ir mais longe, aumentando a possibilidade de um ou mais países abandonarem a Zona Euro. Ao mesmo tempo, os que permanecerem na Zona Euro deverão tomar medidas para que se proceda a uma integração mais profunda em termos económicos, incluindo nas políticas fiscais e orçamentais.» [Jornal de Negócios]

Embora logo desmentida, como não podia deixar de ser, fica o “balão de ensaio”. Incapaz de dar passos em frente é natural que surjam suspeitas de passos atrás.

THE DOORS - PEOPLE ARE STRANGE

É uma consequência do urbanismo... Só as colectividades de bairro para criar a convivência entre as pessoas.


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Havia dois riscos: ou a árvore lhe caía em cima da casa ou esta caía da árvore abaixo... e as flores iam para o telhado... ele há gente muito bizarra!


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Mas que despachesa... notável!


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Não se escandalizem... este senhor que ajuda a senhora a subir para cima do burro é funcionário da Prefeitura de Conde, na Paraíba, desempenhando o cargo de "Segurador de Jegue" na Praia de Nudismo de Tambaba e aufere de ordenado 510 reais.

COMADRES ALENTEJANAS

Sabe, comadre, ontem à noite estive a ver um programa sobre sexo, mas houve lá algumas palavras que eu não entendi...


- Então diga lá quais foram as suas dúvidas, pode ser que eu a possa ajudar.
- Olhe, não sei o que é Sexo Oral !?!
- Isso tá-se mesmo a ver o que é Sexo de hora a hora...
- Então e Sexo Anal ?
- Isso é sexo de ano a ano.
- E Homossexual ?
- Oh comadre !!! Vossemecê não percebe mesmo nada disto. Tá-se mesmo a ver que é um detergente para lavar os tomates!!!.



HISTÓRIAS DE HODJA

Hodja e os seus amigos estão a fazer um piquenique à beira do lago Akshehir num dia de verão. Estão muito divertidos quando, de repente, vêm um homem cair ao lago e prestes a afogar-se grita: “Salvem-me”! Depressa!”

Os homens que estão perto da margem gritam-lhe: “Dê-me a sua mão!” “Dê-me a sua mão!” mas o homem não lhes dá a mão.

Quase a afogar-se, Hodja grita-lhe: “Pegue na minha mão!” “Venha, pegue a minha mão!” e o homem, que estava prestes a afogar-se pegou na mão do Hodja e salvou-se.

Todos estão curiosos:

- “Hodja, por que é que ele não agarrou as nossas mãos e agarrou na tua?”

Hodja explica:

- “Este homem é um agiota, nunca dá, apenas leva. Por isso, ele nunca daria a sua mão porque nunca deu nada na vida. Mas quando eu lhe disse para agarrar a minha mão, então ele imediatamente a agarrou”.

TEREZA


BATISTA


CANSADA


DE


GUERRA





Episódio Nº 253



“O império da lei foi restaurado graças à acção enérgica e ponderada da polícia”. Os adjectivos são do delegado Hélio Cotias em entrevista à empresa e, se a ponderação pode ser posta em dúvida, energia realmente não faltou. Há quem fale em violência brutal e desnecessária, citando a rapariga morta com uma bala no pescoço e os feridos de ambos os sexos.

“Se existiram excessos a quem cabe a culpa?” – perguntou o bacharel Cotias a seus colegas de imprensa, também ele militara no jornalismo quando estudante de Direito. “Se não tivéssemos agido com mão forte, onde iríamos terminar?”

Com essa pergunta irrespondível e algumas fotografias – de perfil, assim fotografo melhor – encerrou-se a entrevista colectiva e o assunto tão badalado nas gazetas, a ponto do matutino do Rio de Janeiro publicar reportagem sobre os acontecimentos da última noite, ilustrada com fotos, numa das quais se vê Tereza Batista sendo segura por três tiras.

Dependendo de sentença de juiz, certamente favorável, restou apenas a acção movida pela firma H. Sardinha & Cª contra o Estado exigindo indemnização pelos danos causados nos imóveis de sua propriedade por multidão desenfreada – caracterizada a responsabilidade civil do Estado em virtude da falta de preservação da ordem pública. Causa ganha por antecipação.

Persistem algumas dúvidas, certamente jamais serão esclarecidas. Onde obter resposta concreta às indagações dos curiosos? O território do meretrício é vasto, impreciso, obscuro.

Até onde se chocaram, prejudicando-se mutuamente, os interesses da conceituada incorporadora e os da recém-constituída empresa dos três não menos conceituados policiais, empresa, por motivos óbvios sem título nem sigla?

Entregues a afazeres pessoais e urgentes, teriam o comissário e os tiras deixado ao desmazelo os deveres os deveres para com a sociedade (anónima)?

Esquecendo-se de cumprir as ordens do delegado Cotias, no entanto estritas? Ou bem o delegado, no embalo da recente paixão por Bada, esposa de delegado, buquê de virtudes peregrinas, linda, elegante e dadivosa, descuidou-se da causa sagrada da família (Sardinha)? Nessa pendência, aliás superada, entre autoridades igualmente ciosas de sua responsabilidade, o mais aconselhável é ninguém se meter. Eles são brancos e lá se entendem.

Exageraram os jornais na campanha, destinada a localizar na Ladeira do Bacalhau apenas as pensões da Barroquinha, provocando o pânico e exaltando os ânimos, concorrendo assim para os desmandos, ao propor e anunciar a mudança de todo o meretrício?

Vavá e dona Paulina de Sousa teriam mandado fazer o jogo, caso não se sentissem pessoalmente ameaçados?

Por outro lado, como poderia a imprensa bater-se pela mudança somente dos poucos covis da Barroquinha, seis ao todo?

Mesmo em assuntos de bordel é necessário saber guardar as aparências.


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INFORMAÇÕES ADICIONAIS


À ENTREVISTA Nº 24 SOB O TÌTULO:


“SANTA MARIA MADALENA”


OU


"A DISCÍPULA AMADA"


UMA MULHER REINVIDICATIVA


Maria, uma mulher nascida na cidade de Magdala, nas margens do lago da Galileia, é mencionada pelo nome quatro vezes nos Evangelhos sinópticos (Marcos, Mateus e Lucas). A tradição identificou-a com várias mulheres anónimas que aparecem nos relatos dos Evangelhos e com outras "Marias".


Que Maria, a de Magdala, seja apresentada como a primeira testemunha da ressurreição de Jesus no Quarto Evangelho (João 20:1-18) indica a importância desta mulher no movimento de Jesus e da primeira comunidade que se juntou ao seu movimento. Hoje, diversas e sérias exegesis recusam-se a identificar Maria Madalena com uma prostituta e, ao reivindicar o excepcional protagonismo desta mulher na vida de Jesus, apresentam hipóteses ousadas:


- Que seja ela o "autor" do quarto Evangelho atribuído ao apóstolo João;


- Que "o discípulo amado" mencionado no Quarto Evangelho seja, na verdade, "a discípula amada";


- E que ela tenha sido a companheira de Jesus de Nazaré.

quarta-feira, novembro 09, 2011

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Este pôr-de-sol é muito parecido com outro pôr-de-sol que eu vi na visita que fiz há uns anos à cidade de João Pessoa, no Brasil, na ponta mais meridional da costa e que me ficou na memória.


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Há Festa na Madeira


«A partir das 14 horas de amanhã os funcionários da administração pública regional, institutos e empresas públicos sub tutela do governo regional estão dispensados do serviço para assistirem à tomada de posse do Governo regional da Madeira.» [DN]


Parecer:

Em qualquer democracia do tipo Bokassa a tomada de posse do governante é um feriado nacional!

Despacho do Director-Geral do Palheiro:


«Pergunte-se ao Bispo do Funchal porque razão ainda não declarou dia santo o dia do aniversário do Alberto João.»

"O Jumento"

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Sim, o mar, o pôr de sol mas... e na altura dos tufões? - Não, obrigado!


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CARLOS RAMOS- SEMPRE QUE LISBOA CANTA


Já aqui trouxe e falei de Carlos Ramos. Era o fadista preferido da minha mãe, também ela, como ele, lisboeta. Tocava e cantava o fado com aquela voz doce, atraente e sedutora de tal forma que ao cantar tudo o que ele dizia era fado. Lindas imagens da sua Lisboa antiga fazem-lhe companhia neste fado que foi um dos seus grandes êxitos.


Duas pessoas conversando num casamento:


- Sabe que eu não me conformo com essa noiva?
- Por quê?
- Por que ela é horrorosa! Eu nunca vi uma noiva tão feia em toda a minha vida!


- Ah, é? Pois fique sabendo que ela é minha filha!
- Pois, me desculpe, por favor! Eu nunca pensei que você fosse o pai dela!
- Pai, nada! Eu sou a mãe dela!

TEREZA

BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA


Episódio Nº 252

Cinquentão alvacento, grosso, mal-ajambrado, chapéu negro enterrado na testa estreita, roupa sebosa, calças de pescar siri, a bossa do revólver evidente sob o paletó, para impor respeito, funcionário da polícia com tais antecedentes, onde melhor poderia servir Nicolau Peixe Cação senão na Delegacia de Jogos e Costumes, impondo a lei, coibindo o vício?

Era um dos pequenos tiranos da zona, arrancando dinheiro de cafetões e caftinas, de patrões e patroas dos castelos e pensões, cabarés e botequins. Bebendo e comendo de graça, escolhendo mulher com quem dormir, ameaçando, perseguindo.

Ai daquela que ouse recusar convite de Peixe Cação, caro pagará o atrevimento. Essa tal de Tereza Batista, por exemplo, não perde por esperar. Não só declinou dos avanços do tira; fez pouco dele, expondo-o ao ridículo no Flor de Lotus repleto de fregueses:

- Se assunte! Quando eu quiser dormir com porco, vou procurar no chiqueiro – Cansada das propostas e ameaças do investigador, Tereza ficara fora de si, disposta a tudo, nos olhos aquele fulgor de diamante.

Comparado a Peixe Cação, o detective Dalmo (Coca) Garcia é um manequim, um dândi. Moço, roupa bem talhada, na moda, chapéu cinza, arma discreta, a autoridade fazendo-se sentir no físico e no vestuário, no mais idênticos. Apesar da juventude e da elegância, o detective é considerado o pior dos dois, as reacções de quem aspira o pó são imprevisíveis.

Em noite de alucinação, quase estrangula Miguelita, uma paraguaia extraviada na zona da Bahia, que por ele se apaixonou. Não houvessem acudido e ali terminaria a promissora carreira da pequena índia dócil e de voz agradável, intérprete de guarânias.

Quanto ao comissário Labão Oliveira, o melhor é não lhe aprofundar a crónica movimentada, longa, assustadora. Apesar de ordenado relativamente modesto, enriqueceu.

Conforme se viu, não despreza um bom negócio. Já esteve por duas vezes afastado do cargo, sujeito a inquérito, mas nada de desabonador ficou provado contra a sua honra pessoal e conduta profissional. Impoluto, para usar adjectivo pouco gasto na polícia e na zona, horizontes da história da greve do balaio fechado que aqui, a grosso modo, se pretende contar por nela ter-se envolvido de enxerida a citada Tereza Batista.

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De enxerida, sim. Fazendo a vida na descrição do castelo de Viviana, não exercendo em bordel de porta aberta, morando em casa insuspeita em rua de família e não em pensão de rapariga, Tereza nada tinha a ver com o assunto de mudança.

Contudo, participou da baderna, estando, segundo testemunhas idóneas, entre as desordeiras mais exaltadas e activas.

Na opinião de Peixe Cação, a principal responsável. Razão de sobra para a raiva dos tiras, descarregada sobre ela quando tudo terminou.

Do sertão de onde viera trazia fama de arruaceira, de mulherzinha de cabelo na venta, malcriada. Ninguém a chamara nem lhe pedira opinião, porque se envolvera? Mania de tomar a dor dos outros, de não suportar injustiças, natureza indomável, sediciosa. Como se mulher da vida tivesse direito a meter-se a besta, desobedecendo às autoridades constituídas, enfrentando a polícia, fazendo greve, um fim do mundo.


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HISTÓRIAS DE HODJA


Hodja caiu do burro e quando as crianças se começaram a rir, ele disse:

- “Por que é que se estão a rir? Eu ia descer do burro de qualquer maneira”.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À ENTREVISTA Nº 24 SOBRE O TEMA:
“O DISCÌPULO
AMADO” (1)




Santa Maria Madalena


Enquanto a Igreja Ortodoxa homenageia Maria Madalena pela sua proximidade a Jesus, considerando-a "igual aos apóstolos", no Ocidente desenvolveu-se a ideia de que, antes de conhecer Jesus, Maria Madalena havia-se envolvido na prostituição, identificando-se com outras mulheres "pecadoras" que aparecem nos Evangelhos (Lucas 7:36-50).

A imagem de Maria Madalena, arrependida e penitente, dominou a arte ocidental e a literatura. Em 1969, a Igreja Católica, que reconhece Maria Madalena como santa no calendário litúrgico, retirou o nome de "penitente" tradicionalmente atribuído a ela e deixou de usar nas missas esse texto de Lucas. Apesar destas mudanças, a visão que continua a predominar é a de prostituta arrependida.

terça-feira, novembro 08, 2011

IVONE SILVA - O CUBO


A nossa grande Ivone Silva, nasceu em 1936 e faleceu em 1987 vítima de cancro da mama. Foi uma figura ímpar e excepcional tendo ficado ligada a outro grande humorista, Camilo de Oliveira. Quem não se lembra do dueto crítico e muito engraçado do "Ai Agostinho, ai Agostinha" na série televisiva portuguesa do "Sabadabadu"



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Comida Saudável ...

Aquele casal de 85 anos estava casado já há sessenta e dois.
Apesar de não serem ricos viviam bastante bem porque eram muito poupados.

Apesar da idade estavam ambos em muito boas condições físicas principalmente pela insistência dela na alimentação saudável e na manutenção em ginásio, em especial, durante a última década.
Mesmo com tão boa forma, um dia, numa das raras saídas para férias, o avião onde seguiam despenhou-se e mandou-os para o Céu.

Chegaram às portas rebrilhantes do Céu e São Pedro veio recebê-los à porta. Levou-os até uma fantástica mansão, com móveis dourados e cortinas de finas sedas, com uma cozinha completamente fornecida e uma cascata na sala de banho. Ao fundo podia ver-se uma criada a arrumar as roupas favoritas de ambos nos imensos roupeiros. Eles olhavam para tudo atónitos quando São Pedro disse:

- Bem vindos ao Céu. A partir de agora esta será a vossa nova casa.

O idoso senhor perguntou a São Pedro quanto é que aquilo iria custar.

- Claro que vai custar NADA. Isto é a tua recompensa no Céu.

O homem então olhou pela janela e viu um campo de golf que não tinha comparação com nada, do melhor, feito na Terra...
- Qual é o preço da utilização? - gemeu o idoso homem.
- Isto é o Céu - replicou São Pedro. - Tu podes jogar de graça, sempre que quiseres.

No dia seguinte foram almoçar ao salão e depararam-se com um almoço estonteante, com todas as inimagináveis especialidades gastronómicas, desde mariscos até às melhores carnes e sobremesas, tudo acompanhado dos melhores vinhos e bebidas.

- Nem me perguntes nada - disse o São Pedro ao homem. - Isto é o Céu. É tudo de graça.

O idoso senhor olhou em volta nervosamente e fixou o olhar na esposa.

- Bem, onde é que estão as comidas de baixo teor de gordura e colesterol e o chá descafeínado? - perguntou ele. É a melhor parte - atalhou São Pedro. - Vocês podem comer e beber o que quer que seja que gostem sem se preocuparem em ficarem gordos ou doentes. Eu já disse: isto é o Céu!

O idoso ainda perguntou:
- Nem é preciso ginásio?
- A menos que vocês queiram - foi a resposta de São Pedro.
- Nem testes de açúcar, nem medições de tensão, nem...
- Nunca mais. Vocês estão aqui para se divertirem e gozarem.
O idoso olhou bem de frente para a sua esposa e disse:

- Tu e a merda da comida saudável... Já podíamos estar aqui há dez anos!

IMAGEM

É bonita, está bem localizada, com boas vistas... mas aquela escadinha de acesso como as dos trapezista...!


(CLICK NA IMAGEM)

NOS TEMPOS EM QUE SE ENSINAVA A POUPAR

“Senhor Presidente, hoje não apanhei o eléctrico; vim a correr atrás dele e poupei oito tostões" – disse o funcionário público, um contínuo, a querer agradar a Salazar.

Respondeu o Presidente de imediato: "Fez bem, mas se viesse atrás de um táxi teria feito melhor, porque poupava vinte escudos e chegava mais cedo".

ARACY DE ALMEIDA - MINHA CABROCHA

Foi o 1º sucesso de Lamartine Babo como compositor. Foi lançado em 1930 pela Banda de Tangarás com o solo de João de Barro, O Braguinha, tendo sido muito cantado no carnaval de 1931. Este registo de Aracy é de Fevereiro de 1958.



TEREZA
BATISTA
CANSADA
DE GUERRA



Episódio Nº 251


Você não vai querer vender figas e berimbaus na zona, isso é lá com o pessoal do Mercado, aqui não paga a pena.

O Comissário não percebeu onde o detective quis chegar e todavia não era difícil, partindo a proposta de policial lotado no sector de drogas e entorpecentes.

- Quem falou em figas e berimbaus? Falo de uns cigarrinhos…

- Cigarros – Peixe Cação faz um enorme esforço para entender e pensa ter entendido: - Ah! Já sei, você quer trocar camisas de Vénus por maços de cigarros americanos, não é?

Também serve, cigarro americano é dinheiro no bolso. Sei onde a gente pode colocar.

Evidentemente, não se deve esperar de Peixe Cação raciocínio rápido e brilhante, mas o Comissário é homem inteligente e experimentado. O detective enxuga o suor, baixa a voz:

- Cigarros de erva. De maconha.

- Ah!

Em silêncio, ruminam a proposta. Vender na rua, usar a mesma equipa de preservativos e dos afrodisíacos, não pode ser. Mercadoria a usar comércio discreto, negócio bem mais sério e complicado. Não dá para ser discutido em bar, local público. O Comissário se levanta:

- Vamos sair daqui. Temos de estudar isso com calma.

De pé, Peixe Cação grita para o proprietário:

- Espeta aí, galego.

Pequenas vantagens de quem zela pela moral e pela ordem públicas. Ah! Milhares de marinheiros. De tão contente, Peixe Cação tem vontade de dançar. De passagem quase derruba o ombro de um freguês que vai entrando e de pura satisfação ri na cara do infeliz:

- Não gostou? Dê seu jeito!

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Peixe Cação – por ter comido as duas filhas menores, facto notório, além da irmã da esposa, também menor. Mais houvesse mais comeria, o amor à família inflama o peito de Nicolau Ramada Júnior. Tais feitos domésticos tornaram-se públicos, quando a cunhada pôs a boca no mundo e proclamou:

- Peixe Cação come as filhas, as duas! Me comeu também, na cama de minha irmã.

Criatura ingrata, fazendo escândalo, levando ao conhecimento geral intimidades do lar, por questão de somenos. Tendo ela anunciado a disposição de abandonar a família para amigar-se com alto funcionário da Secretaria da Agricultura, Nicolau se propôs receber justa indemnização pelas despesas feitas com a cunhada naqueles últimos cinco anos: casa, comida, roupa lavada, educação completa. Em paga do dinheiro gasto, da dedicação e do carinho comprovados na cama, só obteve insultos e o apelido a acompanhá-lo vida fora. De ingratidão, ninguém está livre, não é mesmo?


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ENTREVISTA FICCIONADA



COM JESUS Nº 24 SOBRE O TEMA:



“A DISCÍPULA AMADA”



RAQUEL - A nossa unidade móvel está hoje localizada naquela que foi um dia Magdala - cidade natal de Maria Madalena - daí o nome desta mulher famosa. Agora não resta nada. ... Connosco Jesus Cristo na sua segunda vinda à terra e em sua primeira passagem agora por estes lugares…

JESUS - Eu passei por aqui quando isto era uma cidade e tinha muita vida ... Os de Cafarnaum traziam até aqui o pescado, salgavam-no e o vendiam depois em todo o país. Uma cidade de muitos ricos e, por isso, de muitos pobres…

RACHEL - Foi aqui que conheceu Maria Madalena?

JESUS - Sim, aqui eu a conheci. Ela era muito pobre.

RAQUEL - Podemos saber as circunstâncias?

JESUS - Bem, ela era uma mulher sozinha e no meu tempo, as mulheres solteiras, viúvas ou que eram repudiadas pelos seus maridos tinham uma vida muito difícil.

RAQUEL - E sobre o seu "trabalho"? Segundo a tradição, ela era uma prostituta.

JESUS – Calúnias. As mulheres sós suportavam o jugo da má reputação. Eu me recordo desse dia... depois de caminhar ao longo das margens do lago de Magdala chegámos aqui com João e André. Então, conheci Maria. Ela ouviu com atenção a mensagem do Reino de Deus…

RAQUEL - E foi depois que lhe tirou os demónios?

JESUS – Quais demónios…más línguas… Diziam que ela tinha não um, mas sete demónios do corpo... Como Maria era forte e não tinha pelos na língua inventaram histórias.

RAQUEL - Imagino que deve saber tudo o que escreveram sobre a relação entre Maria Madalena e o senhor… também são invenções?

JESUS - Eu não sei o que escreveram, mas… o que posso dizer? Ela participou do nosso movimento, acompanhou-nos para todos os lugares, era apaixonada pelo Reino de Deus. Encontrar Maria foi como encontrar uma pérola de grande valor ... A lâmpada do corpo eram seus olhos… Eu fiquei muito alegre… Com ela, o reino era uma festa, um banquete.

RAQUEL – Recorda-a com muita emoção…

JESUS - Eu falava à vontade com ela ... Confidenciei-lhe muitas coisas… André, João, Tiago e especialmente Pedro ficaram com inveja…

RAQUEL - Olhe, Jesus, vou dizer-lhe algumas coisas que talvez… Bem, não sei se lhas digo!... E não as encontrei em qualquer romance ou no Código Da Vinci ...

JESUS – O Código…?

RAQUEL - Para esta entrevista, eu li um daqueles evangelhos que estão fora dos listados na Bíblia, os apócrifos. E nele se diz que Maria Madalena era a sua companheira, que a beijou na boca. Também li que o "discípulo amado" que tanto aparece no Evangelho de João, era, de facto, "a discípula amada", a quem mais queria...

JESUS - Na verdade, tudo isso se escreveu em memória dela.

RAQUEL - Mas o senhor… o senhor a amava?

JESUS - Sim, queria-lhe muito. ...

RAQUEL – E lhe quis como uma mulher?

JESUS - O que queres saber, Raquel? Se eu dormi com ela?

RAQUEL – O senhor desculpe a pergunta, eu entendo que é um pouco intrusiva, mas é que sobre sua relação com Maria Madalena há muito mistério…

JESUS - O amor é sempre mistério. Então, Deus, o maior dos amores é o maior dos mistérios.

RAQUEL - Então, o senhor e ela… entre os dois…? .

JESUS - No meu país diziam " entre três não há segredo nenhum." Não perguntes mais, Raquel, não faz falta.

RAQUEL - ... Das ruínas da cidade onde Jesus de Nazaré e Maria Madalena se conheceram, Raquel Perez.

segunda-feira, novembro 07, 2011

Teus Olhos Entristecem


Nem ouves o que digo.
Dormem, sonham esquecem...
Não me ouves, e prossigo.

Digo o que já, de triste,
Te disse tanta vez...
Creio que nunca o ouviste
De tão tua que és.

Olhas-me de repente
De um distante impreciso
Com um olhar ausente.
Começas um sorriso.

Continuo a falar.
Continuas ouvindo
O que estás a pensar,
Já quase não sorrindo.

Até que neste ocioso
Sumir da tarde fútil,
Se esfolha silencioso
O teu sorriso inútil.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

POEMA DE AMOR


SE TU ME AMAS, AMA-ME BAIXINHO

NÃO O GRITES DE CIMA DO TELHADO

DEIXA EM PAZ OS PASSARINHOS

DEIXA EM PAZ A MIM !

SE ME QUERES A MIM,

ENFIM,

TEM DE SER DEVAGARINHO, AMADA,

QUE A VIDA É BREVE, E O AMOR MAIS BREVE AINDA



Mário Quintana

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Custa-me a crer que o crocodilo seja mesmo a sério... ou então, quem tirou a fotografia era mesmo louco!


VÍDEO
Nem sempre é fácil explicar certas coisas às crianças...

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INEZITA BARROSO - ZABUMBA DE NEGO
Esta canção de Hervé Cordovil foi lançada por Inezita, com a sua voz poderosa, no seu disco "Vamos Falar do Brasil", em 1958. Esta música é um Jongo que consiste numa manifestação cultural de africanos, essencialmente rural, directamente associada à cultura africana no Brasil e que influiu poderosamente na formação do samba carioca. Chamam-lhe até o avô do samba.

Quando a paixão acaba…

O marido deita-se com muito cuidado na cama e sussurra suave e apaixonadamente ao ouvido da sua mulher...
- Estou sem cuecas...
E a mulher responde:
- Amanhã lavo-te umas!

TEREZA


BATISTA


CANSADA


DE


GUERRA





Episódio Nº 250



Não, absolutamente não! – exalta-se o redactor. Os turistas acorrem para “conhecerem e admirar, nossas praias, nossas igrejas recamadas de ouro, a azulejaria portuguesa, o barroco, o pitoresco das festas populares e das cerimónias feitichistas, as novas construções, o progresso industrial, para ver a beleza e não as manchas, a podridão dos Alagados e do meretrício!”.

Uma solução se impõe: a mudança da zona, retirada para local mais distante e discreto. Sendo impossível terminar com a chaga da prostituição, mal indispensável, vamos pelo menos escondê-la dos olhos piedosos das famílias e da curiosidade dos turistas.

Para começar, urge limpar a Barroquinha da infamante presença das rameiras.

Indignadíssima a imprensa, como se vê. Sobretudo ao referir-se aos bordéis situados na Barroquinha, “cancro a ser extirpado com urgência!”

As autoridades responsáveis, pela salvaguarda dos costumes ouviram o patriótico clamor e em boa hora decidiram transferir as mulheres da vida da Barroquinha para a Ladeira do Bacalhau.

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- São milhares de marinheiros. Pagando em dólares. Já pensaram?

Os dois outros examinam a notícia na primeira página do vespertino, não há dúvida, a ideia parece boa.

- Você propõe exactamente o quê?

Quem entrasse apressado a comprar cigarros ou fósforos no Bar da Elite – mais conhecido entre a numerosa freguesia por Bar das Putas, no Maciel – e de raspão os visse, três senhores de gravata e chapéu, confabulando animadamente sobre volume de capital, condições do mercado consumidor, perspectiva de colocação do produto e duração do prazo de intensa procura, escolha de auxiliares capazes, localização dos pontos de oferta e venda, cálculo dos benefícios, poderia tomá-los por homens de negócios empenhados em estabelecer as bases de lucrativa empresa, e de certa maneira não se enganaria.

Permanecesse, porém, o casual freguês a bebericar uma cerveja em mesa próxima e atentasse nos três empresários, logo os identificaria, situando-os na verdadeira profissão, pois o detective Dalmo Garcia, o investigador Nicolau Ramada Júnior e o comissário Labão Oliveira fedem a polícia a quilómetros de distância. O que não os impede de realizar proveitosos negócios, quando se apresenta ocasião, excepcional.

Nada menos de três navios de guerra da esquadra norte-americana em manobras no Atlântico Sul arribariam à Bahia, demorando-se alguns dias e noites ancorados no porto. Milhares de marinheiros soltos na cidade, todos na zona a tirar a barriga de misérias, todos a necessitar de preservativos, pagamento em dólares, como pudera o pequeno cérebro de Peixe Cação conceber ideia assim excelente?

Eis a quanto pode levar o amor ao dinheiro, pensa o comissário Labão, também ele chegado a uns cobres fáceis: ilumina a cabeça mais bruta, torna inteligente a maior cavalgadura do mundo.

- E se a gente ampliasse um pouco o negócio? – insinua o detective Dalmo.

- Ampliar, como?


(click na imagem)

INFORMAÇÕES ADICIONAIS


À ENTREVISTA Nº 23 SOBRE O TEMA:


"MULHERES APÓSTOLAS" (7º e último)



A misoginia da Igreja



Apesar daquilo que foi a experiência de vida de Jesus, e dos primeiros séculos das comunidades originais cristãs, a Igreja Católica durante séculos tem-se mantido até hoje numa forte oposição aos sacerdotes mulheres.


Em Maio de 1994, o Papa João Paulo II emitiu um documento, ratificado em 1995 pela Congregação para a Doutrina da Fé, no qual ele afirmou que a ordenação de mulheres era um caso encerrado:



- “Eu declaro que a Igreja não tem de forma alguma autoridade para conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que essa opinião deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis”.


A expressão máxima dessa posição foi do então cardeal e agora papa, Joseph Ratzinger, em sua Carta "Para o Bispos da Igreja Católica sobre a colaboração de homens e mulheres na igreja e do mundo”, Outubro de 2004, um texto que expressa a extrema e profunda misoginia do catolicismo oficial.

domingo, novembro 06, 2011

HOJE É


DOMINGO




Difícil é hoje resistir à tentação de não vos falar de política depois de uma semana tão cheia de acontecimentos ameaçadores em que num dia parece estar tudo melhor, no outro a “casa vem abaixo” e no outro “dá-se o dito por não dito”.

Chegámos ao fim de semana com a reunião do G20 que, logo por acaso, calhou neste período mais atribulada para a Europa cujos líderes nem precisaram de levantar a voz para um lancinante pedido de apoio universal para financiar o FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira).

No entanto, este pedido não foi bem entendido por japoneses, chineses, americanos, brasileiros, já que, se olharmos para a Zona Euro, o total da sua Dívida Pública é 95,2% em percentagem do PIB o que, não sendo bom, está longe de ser desesperado em comparação com a dos E.U.A. (97,6%) e a do Japão que mais que duplica a percentagem europeia (212,3%).

Ainda, segundo a opinião dos especialistas, eles não percebem porque é que os europeus não lançam Emissões conjuntas de Títulos de Dívida, desde há pelo menos um ano e porque é que o conjunto dos Bancos Nacionais dos países da zona Euro e do Banco Central Europeu continuam a prestar homenagem à fobia germânica da “manutenção da estabilidade dos preços”, recusando-se a emprestar aos Estados ou a comprar a sua dívida no mercado primário.

Americanos, japoneses, chineses, brasileiros não entendem porque é que os europeus não fazem a refundação da União Europeia. Dizem eles, os especialistas, que a Dívida Soberana é a “patologia de um doente imaginário devorado pela desconfiança em si mesmo” dificultando assim que qualquer remédio externo venha em seu socorro, enquanto os Russos apontam a falta de autoridade para explicar a crise europeia…

Para entender melhor tudo isto é preciso reflectir sobre a história de muitos séculos dos países europeus ao longo dos quais foram vividas rivalidades com base em interesses e em aspectos culturais, religiosos e linguísticos diferentes.

Por exemplo, olhando para o Mapa dos países da Europa, verificamos que no centro e sul temos o catolicismo romano como religião predominante, a norte o protestantismo e a leste o cristianismo ortodoxo e todos nós sabemos que as religiões moldam e influenciam os pensamentos.

Foram razões de fundo que tiveram a ver com a negociata (já então!...) das indulgências, a maneira de salvar as almas, etc., que levaram Lutero e muitos outros homens de fé e de cultura a reformarem a Igreja de Roma.

As dificuldades do clima também talham o carácter e eu, se fosse de um país nórdico: frio, cinzento e húmido teria “inveja” do céu azul, do clima ameno e das belas praias dos países do sul da Europa…

Os nossos compatriotas do norte de Portugal, região isolada, interior e montanhosa são distintos dos algarvios privilegiados com as melhores praias e clima do mundo mas aqui temos uma história e uma língua comuns.

Há uma desconfiança dos povos do Norte da Europa relativamente aos do Sul e a história está cheia de guerras, conflitos de interesses, ambições de líderes políticos vizinhos, de tal monta que só no século passado fomos responsáveis por duas guerras mundiais. Por isso, a União Europeia nasceu, essencialmente, como um Projecto de Paz, embora, lá no fundo, a contra-gosto de muita gente.

Os líderes políticos europeus percebem isso mas vivendo em democracia precisam do apoio dos seus povos expressos em votos nos Parlamentos e estes continuam a sentir essas diferenças e desconfianças, raciocinam não como fazendo parte de um todo, como os chineses, japoneses, americanos ou brasileiros (sempre enrolados na bandeira do seu país) mas a pensar neles próprios, em cálculos de Deve e Haver, lembrando os passados históricos, incapazes de partirem para o Futuro, para uma União Económica e progressivamente Política. Só a monetária não chega, como se prova.

É que neste momento da história, é muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa… e de certa forma, com a globalização, todo o mundo está à espera.


(click na imagem do Mercado, local de referência da cidade de Santarém com os seus famosos painéis de azulejos reproduzindo cenas da vida agrícola ribatejana)

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