sábado, setembro 21, 2013

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Que belo enquadramento para o velho cacilheiro num dia de mar picado no estuário do Tejo...



ANA MOURA - FADO LOUCURA

ah! fadista...

ALEGRIAS DO CASAMENTO


De antologia…


ELA – Estamos casados há mais de 20 anos e nem uma jóia me compraste.


ELE – Sabia lá que vendias esse tipo de merdas…

Fica pra direita...
A tasca !!!


Um sujeito entra numa tasca, e vê por cima do balcão o seguinte cartaz:
Bagaço__________________0,70 EUR
Pão com  queijo___________ 1,50 EUR
Sanduíche de galinha________2,30  EUR
Acariciar o órgão sexual_____15,00 EUR

Verificou a carteira, para não passar por vergonhas, foi até ao balcão e chamou uma das três lindas empregadas que estavam a servir bebidas nas mesas:

Por  favor...

Sim? Responde ela, com um sorriso.  Em que posso  ajudar?

É você quem acaricia o órgão aos clientes?

Sou... responde ela, com uma voz sensual, encostando-se ao cliente e deixando ver o interior do generoso decote da blusa.

Então lave bem as mãos, que eu quero um pão com queijo!!!
   

Levantou-se dos escombros com a ajuda dos que maltratou...
As Eleições

na Alemanha

Os técnicos da troika começam na próxima 2ª Fª a examinar as nossas contas tendo em vista a 8ª e 9ª avaliações previstas no Acordo de Entendimento celebrado a quando do empréstimo concedido a Portugal.

É um trabalho ao serviço dos credores dos quais se destaca a Alemanha, a decisiva e toda poderosa Alemanha...
Não conta para nada, já se vê, mas a este propósito, é bom não esquecer a história recente num artigo de Pedro Tadeu há uns tempos no DN. que, com muita pena minha, os cidadãos alemães não vão ler. Claro que os governos só recordam a parte da história que lhes interessa mas ela está lá, é factual e começa quando eu já era menino...

«Quando, em maio de 1945, a Alemanha perdeu a II Guerra Mundial, tinham morrido, ninguém sabe ao certo, uns 40 milhões de pessoas. O país estava literalmente destruído e contava, por sua vez, cerca de sete milhões de mortos. As potências vencedoras decidiram viabilizar economicamente a nova Alemanha, apesar de a terem separado da Áustria e de a terem dividido: a RFA sob a tutela da Grã-Bretanha, França e Estados Unidos; a RDA sob a tutela da União Soviética. Mas esta solução foi bem melhor do que a que Churchil, o primeiro--ministro inglês da guerra, chegou a planear: transformar o país num enorme campo agrícola, sem indústrias, sem serviços, sem nada.

De 1947 até 1952 a Alemanha Ocidental recebeu, do Plano Marshal, 3,3 mil milhões de dólares. Esta dívida foi paga ao longo de 25 anos, até 1978: mil milhões pelo Governo, os restantes 2,3 mil milhões por um Fundo que emprestou esse dinheiro a juros baixos e a prazos longos, principalmente a pequenas e médias empresas.

A partir de março de 1960 - 15 anos depois do fim da guerra - a Alemanha Ocidental - graças a um dos maiores crescimentos económicos de sempre, de que o povo da RFA tem todo o mérito mas que só foi possível realizar por não ter faltado dinheiro para investir - começou finalmente a pagar indemnizações devidas a 11 Estados : a Grécia recebeu 115 milhões de marcos alemães, a França 400 milhões, a Polónia cem milhões, a Rússia sete milhões e meio, a então Jugoslávia oito milhões. Foram pagos três mil milhões de marcos a Israel e 450 milhões a organizações judaicas.

Depois da reunificação da Alemanha, com a queda do bloco soviético, a reconstrução da RDA custou, de 1991  a 2009, 1,3 biliões de dólares, sendo que 120 mil milhões vieram de ajudas externas.

Hoje a Alemanha é um dos países que mais contribuíram para ajudar o exterior. É uma das quatro ou cinco economias mais fortes do mundo. É um grande Estado.

Olho o que se passa na Grécia, onde a população, martirizada por cinco anos de austeridade, exige o fim do acordo com a troika e pede, simplesmente, mais tempo e melhores condições para pagar o que deve e para recompor a economia do país. A Alemanha olha-a com desdém, recusa o apelo, ameaça tirá-la do euro, culpa-a por irresponsabilidade e exige castigo por não cumprir os acordos da troika.

Olho esta suposta culpa dos gregos e comparo-a com a culpa dos alemães, há 67 anos. Se os vencedores da guerra de então tivessem sido tão insensatos como os dirigentes da actual guerra financeira, que restaria, agora, da grande Alemanha?»


Nota:

Recentemente, vi um documentário que mostrava o que foi o drama da ocupação da França pelos alemães e as sequelas que ela deixou entre os franceses.

Durante esses anos, os franceses foram utilizados, humilhados, mortos, escravizados, reduzidos a peças de um jogo por um exército invasor constituída por gente soberba, insensível e desumana.

Comparar esses crimes com as “trafulhices político/contabilísticas” dos gregos merecedoras do castigo da Sra. Merkel, é a mesma coisa que confundir as traquinices do miúdo do 5º andar com os assaltos violentos dos gangs suburbanos.

A Srª Merkel e os alemães não se esqueçam que a fome e o desespero podem acordar memórias recentes e o projecto que foi de paz pode degenerar e atraiçoar os seus objectivos.

António Balduíno está de regresso à Baía... à boleia.
JUBIABÁ

Episódio Nº 117

CIRCO


O encontro com Luigi foi inteiramente casual. António Balduíno passara o resto da noite vagando pela cidade. O ex – soldado tomara logo a estrada para Lapa, o velho tinha onde ficar e a mulher foi procurar uma amiga.

Pela manhã António Balduíno tratou de arranjar um caminhão que o levasse à Baía, de graça. Chegou para perto de um que carregava e foi dizendo ao chofer como quem não queria nada:

 - Vai pra Baía, mano?

 - Vou sim – respondeu o chofer que era um mulato esguio e sorridente – Quer mandar uma encomenda?

 - Quero é mandar esse negro que está aqui – e batia no peito rindo…

 - Chi! Que a Baía está danada de boa agora com as festas, rapaz…

António Balduíno acocorou-se junto do chofer, aceitou o cigarro.

 - Eu ando com uma saudade, mano… Faz quase um ano que vim embora…

O chofer cantou:

«A Baía é boa terra,
ela lá e eu aqui…»

Não diga… A Baía é boa mesmo… Tou seco pra voltar…

 - Quer ir hoje no caminhão? Eu vou depois da bóia…

 - Mas é que eu estou limpo, rapaz…

 - As mulheres gastou as economias… - riu o chofer.

 - Quem sabe? – E Balduíno piscou o olho.

 - Não tem nada… eu estou sem ajudante… Você vai no lugar dele…

 - Tá certo…

 - Se eu tiver de fazer força você ajuda…

 - Que hora sai mesmo?

 - Depois da bóia… Uma hora, hora e meia…

 - Então até já…

 - Para onde vai?

 - Vou ver uns amigos…

 - Uma hora aqui

 - Tá certo…

António Balduíno ficou passeando pela cidade. Não tinha nenhum amigo na cidade mas não queria que o chofer soubesse que ele não ia almoçar.

sexta-feira, setembro 20, 2013

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As mãos mágicas de um oleiro...


ALCEU VALENÇA - ANUNCIAÇÃO


A TARTARUGA EM

CIMA DO POSTE




Enquanto suturava um ferimento na mão do velho Adriano Madeira, cortada por um caco de vidro indevidamente jogado no lixo, o médico e o paciente começaram a conversar sobre o país, o governo e, fatalmente, sobre o Passos Coelho.

O bom velhinho disse: "Bom, o senhor sabe... o Passos Coelho é como uma tartaruga em cima dum poste...".

Sem saber o que o Adriano quis dizer, o médico perguntou o que significava uma tartaruga em cima dum poste.

E o Adriano respondeu:

"É quando o senhor vai indo por uma estradinha, vê um poste e lá em cima tem uma tartaruga tentando se equilibrar. Isso é uma tartaruga num poste".

Diante da cara de interrogação do médico, o velho acrescentou:

"Você não entende como ela chegou lá;
Você nem quer acreditar que ela esteja lá;
Você sabe que ela não subiu para lá sozinha;
Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
Você sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá;
Você não entende porque a colocaram lá;

Então tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá, e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima definitivamente não é o lugar dela.?
 

A Ostra e a Pérola


A Aluna Rosa

Uma rua em Pompeia
Pompeia, a verdade

sobre a sua sexualidade

contada nos “Grafites”


"OS AMANTES, COMO AS ABELHAS, O DOCE BUSCAM ANTES ASSIM FOSSE!"

Esta frase, escrita num mural em Pompeia, foi tema para uma tese de doutoramento que procurou desligar o amor dos homens e das mulheres de Pompeia de uma sina persistente de que era fugaz e furtivo e que a devassidão e a lasciva permeariam os seus encontros.

Os pesquisadores modernos mostram que essa visão não corresponde à realidade, está distorcida, e foi constituída com a ajuda da aristocracia da época cuja obra literária insistia em colocar o povo na condição de pervertido e imoral.

Os estudos efectuados recentemente sobre a sexualidade e o afecto entre a camada popular de Pompeia, para além de se fundamentarem na história e literatura da época, analisaram também os “grafites” encontrados nos locais arqueológicos, centenas deles escritos por homens e mulheres que expressavam nas paredes e nos muros da cidade, as suas alegrias, decepções, ciúmes, tentativas de reconciliação, rusgas amorosas, ou seja: situações e sentimentos em tudo iguaizinhos aos de hoje.

Pompeia era um centro comercial do Império romano, a sua segunda maior cidade, dispondo, inclusivamente, de um porto e a sua população era constituída por filhos da cidade, peregrinos, trabalhadores livres, escravos e libertos, homens e mulheres que dividiam entre si o mesmo espaço de trabalho que muitas vezes era também a sua casa.

 Nesses muros estão referidos imensos ofícios e associações profissionais: alfaiates, professores, vendedores de roupas, jóias, frutas, taberneiros, cocheiros, pequenos proprietários de padarias e tabernas.

Partilhavam os momentos de lazer e os casais interagiam e o masculino, longe da autoridade e poder, construía-se em conformidade com o feminino.

Pompeia é hoje um museu a céu aberto e guarda imensas evidências materiais da participação feminina na dinâmica social e económica da cidade que vivia, não esqueçamos, sob o jugo do Império Romano sendo que, os historiadores concordam que à data se estava a assistir a um período de emancipação social e sexual das mulheres romanas, principalmente das aristocráticas.

E é neste universo de igualdade que os populares usavam os muros e as paredes para registarem factos do seu quotidiano como anúncios, recados, insultos, sátiras a políticos e declarações amorosas do género:

-“Marcos ama Espedusa;”

-“Marcelo ama Pernestina e não é correspondido;”

Ou então:

-“Viva quem ama, morra quem não sabe amar! Duas vezes morra quem proíba o amor!”

- “Qualquer um que ama não deve se banhar em fontes quentes, pois ninguém que esteja escaldado pode amar as chamas”

Mas as paredes registavam também que as mulheres tomavam a iniciativa no campo amoroso:

- “Rogo-te. Desejo teu doce vinho e desejo muito. Colpurnia te diz Saudações”

- “Não vendo meu homem por preço algum”

Havia relações sólidas e duradouras como se percebe por estes escritos:

-“Segundo como Primigénia, de comum acordo”

- “Balbo e Fortunata os dois em comum”

Vénus, a deusa do amor, foi nomeada a protectora da cidade quando da sua anexação ao Império Romano e por isso ela está presente em muitos escritos:

- “Se tem alguém que não viu a Vénus que pintou Apeles, que olhe a minha garota: é tão bonita quanto ela”

Foram catalogadas até agora quase 15.000 grafites (de “graphium”, o instrumento utilizado para escrever, feitos de metal com uma ponta dura capaz de marcar a parede fazendo sulcos) mas o seu número é muito maior e estavam espalhados por todo o lado, nas paredes das casas, edifícios públicos, tabernas, locais de trabalho, etc.

Os “grafites” encontrados teriam, no máximo, 20 anos à data da destruição da cidade e isto porque havia limpezas periódicas dos espaços de publicidade e as próprias intempéries faziam também esse trabalho, e vieram provar que a maioria da população era alfabetizada escrevendo numa língua que era uma mistura do latim com o nativo osco dando lugar a um latim popular que tinha as suas diferenças relativamente ao latim oficial.

Do estudo atento desses “grafites” ficou igualmente comprovado que, para além de uma generalizada alfabetização, havia uma difusão da cultura literária fora das elites pelas citações nesses escritos a homens da cultura como Homero, Vergílio, Tiburtino Catulo, Lucrécio, Prupércio entre outros.

Não se sabe como é que o povo tomou conhecimento deles, talvez na escola, em contactos com os emigrantes, no comércio, no serviço militar, nas representações teatrais dos circuladores que eram pessoas faziam entretenimentos itinerantes.

Em Pompeia, o sexo, representado por um falo, estava por todo o lado, nas paredes das casas de habitação para significar prestígio, riqueza e abundância, no chão das ruas para indicar a direcção para os prostíbulos, nos campos como sinal de fertilidade, nos amuletos para protecção.

Era, portanto, um símbolo ligado à fertilidade e à vida para dar sorte e protecção e ao mesmo tempo defender dos maus-olhados.  

As escavações que trouxeram de novo à luz do sol a cidade de Pompeia soterrada em 79 DC pelas cinzas do Vesúvio mostraram que os objectos relacionados com o sexo não se encontravam apenas nos prostíbulos mas nos mais variados ambientes como templos religiosos, residências ou edifícios públicos.

Ou seja, para o mundo romano, a sexualidade tinha também um significado religioso e era entendida como um símbolo de abundância e fertilidade.

O amor impresso nas paredes é imanente à vida como comer e dormir e deste sentimento também faz parte a união sexual e suas práticas.

O sexo em Pompeia não era mais nem menos do que noutras localidades e o estudo atento dos escritos que as pessoas do povo deixaram profusamente por toda a cidade sob a forma de “grafites” foi muito importante para comprovar que era falsa a concepção de que a sociedade pompeiana era sexualmente devassa e perversa.

Diz a investigadora Lourdes Feitosa:

- “As inscrições teimam em fugir da camisa-de-força da inactividade, da apatia social, do preconceito e do obscurantismo com que ainda tem sido tratada a questão da sexualidade e da actuação social dessa significativa parcela da população romana”


Ao contrário do que aconteceu nos estudos de outras civilizações, em Pompeia não foram encontradas representações explícitas dos órgãos sexuais femininos sozinhos pois a ideia da fertilidade era representada pelo falo.

A mulher, para a sociedade de Pompeia, era o receptáculo da semente masculina o que, no entanto, não a terá reduzido a um papel de submissão durante o acto sexual pois em muitas imagens elas aparecem numa posição superior durante a cópula.

A prostituição era então considerada como um mal necessário porque ajudava a garantir a virtude das damas cuja vida sexual, na sociedade das elites, na esmagadora maioria das vezes, estava reduzida à função reprodutora.

Quando o poeta Ovídeo publicou, no ano 2 AC, a obra “A Arte de Amar”, as suas ideias de que o sexo deveria contemplar o prazer mútuo foram consideradas subversivas o que revela o carácter predominantemente machista e conservador de Pompeia contrariando em absoluto a concepção de uma sociedade devassa e promíscua que, de uma forma errada, lhe pretenderam colar.  

JUBIABÁ

Episódio Nº 116


Com o apito do trem que parte o velho acordou:

 - Tem gente boa, sim… Eu tava mentindo… Minha filha é boa… Eu tou falando de Maria… Zefa, não… Ela é ruim… Nunca deu notícia… Quem sabe se morreu? Mas Maria é boa, me dá dinheiro… Só que briga porque eu bebo… Mas eu bebo é por causa da Zefa que não sei onde está… Maria é boa…

E o velho descamba novamente a cabeça e volta a dormir. O ex – soldado fala para a mulher:

 - É pancado, tá se vendo… Entonce você quer um menino?

Eu também quero um menino quando casar… Diz que tem homem que sofre as dores quando a mulher pare…

Está novamente feliz e olha a mulher sem nenhum desejo. Seu coração está puro e ele pensa com uma ternura imensa em Maria das Dores que está em Lapa a esperá-lo. Sorri porque pensa na surpresa dela ao vê-lo.

Que pena que o bigode não houvesse crescido mesmo… Está tão pequeno ainda…Ela no primeiro momento não o conheceria…

 - Será que ela vai me conhecer?

 - Quem? – se espanta António Balduíno.

 - Nada. Tou pensando…

O velho acordou. Treme de frio. Volta o vento que anuncia temporal. Envolve o trem que balança nos trilhos.

 - Essa desgraça acaba virando com a gente – fala António Balduíno.

 - Pobre tem que sofrer… Uns nasce para gozar: são os ricos. Outros para sofrer: são os pobres. Isso é assim desde o princípio do mundo…

Agora é o ex – soldado que dorme feliz. Ronca surdamente. Não ouve o vento que passa assobiando.

 - Vai ter chuva grossa… - o velho se arrastou até à porta por onde espia.

 - Eu vim de um lugar, meu tio, onde o povo era muito desgraçado…Ganhava deztão por dia…

 - Nas roças de fumo?

 - Ali mesmo, velho…

 - Tu não sabe, negro… Eu sou velho aqui… Já vi coisa de arrepiar… Quer saber? – há um brilho estranho nos seus olhos e ele afasta o bordão para se levantar – Pobre é tão infeliz que quando merda der dinheiro, cu de pobre aperta…

António Balduíno riu. O velho não se equilibra e rola em cima dos fardos de fumo. A mulher acode:

 - Se machucou?

O soldado ronca. A mulher ficou próxima de António Balduíno e diz em voz baixa:

 - Eu não disse só pra ele não ficar triste… - aponta o ex- soldado – Mas para falar direito eu nem sei porque foi que  Romualdo foi embora. Talvez por causa da pobreza mesmo…

Eu é que penso assim… Uma mulher lá de junto disse que ele foi por causa de outra, uma tal Dulce… E se foi? – alteia a voz – Mas não foi não… Ele não ia me deixar assim…

O soldado dorme feliz como um morto.

Assim… Com um filho na barriga… Mas para que foi embora?...

António Balduíno risca um fósforo e na luz vê que a mulher chora, sacudindo os ombros. O negro fica confuso, procura o que dizer e murmura:

 - Não se importe… Vai ser um menino…

quinta-feira, setembro 19, 2013

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O noivo deve estar orgulhoso....


MARIZA - GENTE DA MINHA TERRA


Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
Que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
Que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

AUSÊNCIA
Por muito tempo achei que ausência é falta
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje, não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres,
Porque a ausência, essa ausência assimilada,
Ninguém a rouba mais de mim.


Carlos Drumon de Andrade

A OSTRA E A
PÉROLA




Uma ostra que não foi ferida não produz pérola. As pérolas são produtos da dor que resultam da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. As pérolas são feridas curadas.

Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada NÁCAR. Quando um grão de areia penetra na concha as células do Nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.

Como resultado, uma linda pérola se vai formando. Ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérola pois esta não é mais que “uma ferida cicatrizada”.

- Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém?

- Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?

- Suas ideias já foram rejeitadas ou mal interpretadas?

- Já sofreu os duros golpes do preconceito?

- Já recebeu o troco da indiferença?

Então, produza uma pérola!!!
Cubra as suas mágoas com várias camadas de amor… eu sei que é mais fácil cultivar ressentimentos, alimentar vários tipos de sentimentos pequenos que não deixam que a ferida cicatrize dentro de si.

Na prática, o que vemos são ostras vazias porque tendo sido feridas não souberam compreender e perdoar. Um sorriso, um olhar, um gesto, podem valer mais que muitas palavras.
Lembre-se disso!

Nota - Compreender, perdoar... mas não esquecer.

A VELHA QUE
SABIA TUDO...




No Tribunal de uma pequena cidade, o advogado de acusação chama a depôr a sua primeira testemunha, uma avózinha de idade avançada e pergunta-lhe:


- Dª Ermelinda, a senhora conhece-me?


- Claro que conheço, desde pequenino e, francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente a todo o mundo, enganas a tua mulher com a secretária, fizeste um filho à tua cunhada e deste-lhe dinheiro para ela tirar a barriga. Manipulas as pessoas e falas delas pelas costas, julgas que és uma grande personalidade quando não tens sequer inteligência suficiente para varredor.


- ... é claro que te conheço.

O advogado ficou branco, sem saber o que dizer. Depois de pensar um pouco, apontou para o extremo da sala e perguntou:


-  Dª Ermelinda, conhece o advogado de defesa?

- Claro que sim, também o conheço desde pequenino. É frouxo, não tem tomates para manter a mulher na linha que anda a fornicar com os empregados da casa, o chofer e o jardineiro e até o carteiro dorme com ela, como todo o mundo sabe. Para além de que tem problemas com a bebida, não consegue ter uma relação normal com ninguém e, na qualidade de advogado, bem... é dos piores profissionais que conheço. Não posso também deixar de referir que engana a esposa com três mulheres diferentes e uma delas, curiosamente, é a tua.


 -  ... sim, também conheço muito bem.

O advogado de defesa ficou, naturalmente, em estado de choque.

Então, o juiz pediu para ambos os advogados se aproximarem do estrado e com uma voz muito ténue, disse-lhes:


- Se algum de vocês se atreve a perguntar à puta da velha se me conhece, juro-vos que vão todos presos.

PENSAMENTO
DO DIA













" O Meu sonho, é ser pobre um dia, porque todos os dias é uma grande chatice..."

O perigo de rever um antigo amor... Ao menos podia ter posto a dentadura...

JUBIABÁ

Episódio Nº 115


 - Fugiu? Quando viu que você ia parir?

 - Foi… Eu tinha deixado a vida pra morar com ele, sabe… Eu ficava lavando roupa, a gente até parecia casada… Ele era bom… Era bom mesmo… Podia estar num altar…

 - Você gostava dele um pedaço…

 - É verdade que eu tou dizendo… Era um santo… Um dia eu falei muito alegre que ia ter um filho. Ele ficou assim feito besta com a cara no ar… Depois riu muito, me beijou. Era tudo tão bom…

 - Eu tenho uma namorada na minha terra – falou o ex-soldado – ela é uma tentação. Nós vai se casar um dia destes…

Quem o visse agora diria que ele estava morto. Com os olhos fechados, a boca sorrindo, o belo rosto redondo feliz como o de um morto.

A mulher balançou a cabeça. Ela viveu muito com certeza porque tem um ar de cansado no rosto ainda jovem. E agora ela tem pena do ex-soldado. Ele é tão bonito e viveu tão pouco.

Ele vai casar… Mas António Balduíno pergunta:

 - E depois?...

 - Ela continua:

 - Foi porque ele era pobre… Mal a gente vivia num buraco…O dinheiro dele, junto com o que eu ganhava lavando roupa, não dava… Foi por isso…

Ela está com pena do ex-soldado que levantou a cabeça no braço e escuta ansioso.

Ele numa noite arribou… Eu nem vi… Deixou as coisas todas, soube que fugiu para ver depois o menino passar fome…

 - E agora?

- Diz que ele está em Feira de Sant’Ana trabalhando… Eu vim pra junto dele…

O soldado está triste. Ele agora pensa em dinheiro para sustentar a mulher quando casar e os filhos depois.

 - Mas ela é tão bonita… E depois eu trabalho… Não tenho medo do trabalho.

A mulher o anima.

 - É, sim…

Mas ele está duvidando, todos vêem. António Balduíno diz à mulher:

 - Eu vou ser padrinho do seu filho…

 - Eu fiz uma touca para ele… Uma velha deu uns cueiros velhos… é só o que ele tem… Já nasce sofrendo…

O ex-soldado falou:

 - É melhor não casar… Tão bonita…

Aqui é a estação de são Gonçalo. Saltam passageiros. A cidade dorme cheia de jardins. O barulho do trem acordou uma criança numa casa próxima. Ouve-se o choro. A mulher sorri feliz.

- Agora vai ser bom para você – diz Balduíno – vai ter um… De noite chora…

 - Quero que seja um menino…

quarta-feira, setembro 18, 2013

O Homem Pré- Histórico - Vivendo com as Feras  (Parte 2)

A admiração que sinto pelos nossos antepassados... que enorme aventura!

MARIZA - CHUVA

Lindo de ouvir...

O amor chega a todo o lado... até à matemática. Que o diga o grande Millôr Fernantes pela voz de Maria do Carmo Costa.

CURIOSIDADES
SOBRE SEXO...

(Ai, o sexo ... o sexo!)


- No Líbano, os homens podem , legalmente, ter relações sexuais com animais, sempre que estes sejam do sexo feminino. Ter relações sexuais com machos será castigado com a morte.



- No Bahrein, um médico pode, legalmente, examinar, tocando, os genitais femininos, mas está impossibilitado de os observar directamente durante o exame. Só através de um espelho.

- Os muçulmanos não podem ver os genitais de um cadáver. Isto também se aplica aos empregados das funerárias. Os orgãos sexuais dos defuntos devem estar sempre cobertos por um pedaço de madeira.


- Na Indonésia, a pena para a masturbação é a decapitação.

- Em Guan, na China, existem homens cujo único emprego é viajar pelo território para desflorar virgens que lhes pagam pelo privilégio de terem sexo pela primeira vez. A razão é simples: não podem casar enquanto virgens.

- Em Hong Kong, uma mulher enganada pelo marido pode, legalmente, matá-lo mas tem que o fazer apenas com recurso às mãos. Em contrapartida, a mulher adúltera pode ser morta pelo marido de qualquer maneira.

- Em Liverpool, Inglaterra, a lei autoriza as vendedoras a fazer topless mas somente no negócio de peças de roupa tropicais.

- Em Cali, Colômbia, a mulher só pode ter relações com o seu marido mas, na primeira vez em que isso ocorre, a sua mãe deve estar no quarto para testemunhar o acto.

- Em Santa Cruz, Bolívia, é ilegal um homem ter relações com uma mulher e a sua filha ao mesmo tempo.

- Em Maryland, E.U.A., os preservativos só podem ser vendidos em máquinas colocadas em lugares onde se vendam bebidas alcoólicas para consumo local.


FELIZ ANIVERSÁRIO...




Era o meu 39º aniversário e o meu humor não estava grande coisa. Nessa manhã, ao levantar-me, dirigi-me à sala para beber o café na expectativa que o meu marido dissesse:

-“Feliz aniversário, querida!”… mas ele não disse nada.

- “Este é o homem que eu mereço!”… pensei eu.

...mas continuei a sonhar:

- “As crianças, certamente, lembrar-se-ão…” mas quando chegaram para beber o café também não disseram nada.

Saí bastante desalentada mas senti-me um pouco melhor quando ao entrar no meu local de trabalho o estagiário me disse:

- “Bom dia Drª… Feliz Aniversário!”

Finalmente, alguém se havia lembrado!

Trabalhei até ao meio-dia quando o estagiário entrou no meu gabinete e me disse:

- “Sabe, Drª Promotora…está um dia lindo lá fora e já que é o dia do seu aniversário poderíamos almoçar juntos, só a senhora e eu, que acha?

Achei a ideia excelente, e fomos a um lugar bastante reservado. Divertimo-nos bastante e no caminho de regresso ele sugeriu:

- “Drª…com este dia tão lindo, acho que não devíamos voltar ao trabalho… vamos até ao meu apartamento e tomaremos uma bebida.

Fomos, então, para o apartamento dele e enquanto saboreava um Martini, ele disse:

- “Se não se importa, eu vou até ao meu quarto vestir uma roupa mais confortável”.

- “Tudo bem”… respondi: “Fique à vontade…”

Decorridos mais ou menos uns cinco minutos ele saiu do quarto e entrou na sala com um enorme Bolo de Aniversário… seguido do meu marido, dos meus filhos, amigas e todo o pessoal de escritório…cantando os Parabéns a Você!!!.

E…lá estava eu…sem sutiã, sem calcinha, sentada no sofá da sala!...

É por isso que eu sempre digo:

- “Estagiário…só faz merda!”


VELHA?... EU?


Já aconteceu você, ao olhar pessoas da sua idade e pensar: Não posso estar assim tão velho (a)?!!!

Veja o que aconteceu a uma amiga minha:

- Estava sentada na sala de espera para a minha primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava dependurado na parede. Estava escrito o seu nome e, de repente, recordei de um moreno alto, que tinha esse mesmo nome. Era da minha classe no colégio, uns 30 anos atrás, e eu perguntava-me:

- Poderia ser o mesmo rapaz por quem me tinha apaixonado à época?

Quando entrei na sala de atendimento imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito.

Este homem grisalho, quase calvo, gordo, com um rosto marcado, profundamente enrugado, era demasiadamente velho pra ter sido o meu amor secreto.

Depois que ele examinou o meu dente, perguntei-lhe se ele estudou no Colégio Sacré Coeur.

- Sim, respondeu-me.

- Quando se formou? Perguntei.

- 1965. Por que pergunta?

Respondi::

- É que... bem... você era da minha classe, exclamei eu.
E então, aquele velho horrível, cretino, careca, barrigudo, flácido, filho de uma p_ _ _ , lazarento perguntou-me:
- A Sra. era professora de quê?

JUBIABÁ

Episódio Nº 114


 - Foi minha mãe que me disse quando eu era de colo. Outra máquina, uma grande que carregava muito carro, fazia diferente. Era assim:

 - «Café com leite, pão com manteiga» Igualzinho, não é?

Ficou se recordando.

 - Você tem mãe? – perguntou a mulher.

 - Vou ficar com ela… Ela chorou quando eu engajei…

 - Você sabe como é mulher… A velha pensa que eu ainda sou menino… - e retorcia um bigode que não existia.

 - Tudo é o mesmo – disse a mulher – você viu – se dirigia a António Balduíno – aquela que estava na estação pedindo ao homem para escrever?

 - Eu ouvi conversando…

 - Nunca mais ela vê ele… Eu também – e calou-se.

 - O quê? – o velho abriu os olhos.

 - Nada… Besteira… - começou a assobiar uma música.

 - Esse mundo é ruim – cuspiu o velho com raiva – Nós nasce para sofrer…

 - A vida é boa, velho. Você fala porque está incongruado… - o ex – soldado riu.

A vida é boa para quem tem dinheiro – afirmou a mulher.

 - Então tu tem uma mãe? - perguntou António Balduíno virando-se para o soldado. – Eu nunca vi minha mãe. Minha tia maluqueceu … E o Gordo tem uma avó…

 - Quem é esse Gordo?

 - Um sujeito que você não conhece. Um sujeito bom…

 - Bom? – escarneceu o velho – Não há ninguém bom… Quem é que é bom nesse mundo…

 - O Gordo é bom…

Mas o velho parecia dormir novamente. Foi a mulher quem respondeu:

 - Tem gente boa, sim… Pobre é que é desgraçado de nascença… A pobreza faz a gente ruim…

O trem vai rápido. O ex – soldado se estendeu no vagão. Ele está espiando o rosto da mulher. Ela está muito envelhecida e a barriga já está feia.

Mas assim mesmo. António Balduíno percebe o sorriso nos seus lábios. Ela olha o céu pela frincha da porta:

 - É a pobreza, sabe?...  É por isso que eu não amaldiçoo ele… Ele me deixou de barrigão…

 - Seu marido? – perguntou o ex-soldado gentil.

 - Eu sou mulher da vida… Nunca fui casada…

 - Pensei…

 - O que é que ele podia fazer? Ele não tinha dinheiro mesmo… Como ia criar o filho… Fugiu de noite como um ladrão… Deixou as coisas todas lá em casa… E eu sei que ele gostava de mim…

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