sábado, dezembro 03, 2011

NANA MOUSKOURI - LIBERTAD (Chile 1994)

Mais uma canção oferecida aos bárbaros do Norte pelos idiotas do Sul... da europa.


Ana Mouskouri, nas palavras do Jumento, "uma cantora desse país chamado Grécia a que alguns porcos que aprenderam a tomar banho há meia dúzia de anos e alguns piolhosos que enriqueceram depois do 25 de Abril se referem como se fosse a um qualquer Burundi na Europa."

ALDEIA HISTÓRICA DE SORTELHA

(Concelho de Sabugal - Distrito da Guarda)

Uma emoção para os sentidos e uma das aldeias mais lindas de Portugal. Assente no granito, tudo ali é de granito: casas, igreja, castelo, empedrado das ruas rasgadas no próprio granito. O seu nome perde-se na noite dos tempos. Talvez Sortelha venha de Sorte, palavra medieval.


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Detector de gays ... atenção aos sintomas ...

SINTOMAS de Risco com base em Observações do Comportamento



- Chegar aos 40 anos e não ter barriga - De certeza que é gay.


- Chupar gelados. - Paneleiragem ! As únicas coisas que um homem de verdade pode chupar são precisamente essas partes das mulheres que estão a imaginar.



- Ter um gato. - Somente um homossexual consumado tem um gato. Um gato é como um cão porém em versão paneleira, lava-se com a sua própria lingua, come peixe e nunca se embebeda. Pode-se dizer que o homem que vive só com um gato na sua casa, vive numa profunda relacão gay. Senão vejamos: um cachorro chama-se com dignidade masculina, 'Vem cá, savimbi' ou 'sai daqui meu sacana', porém a um gato... 'Bsss-bsss-bsss, kiti kiti kiti, vem cá bichaninho, meu gatinho lindo'.


- Não ir à caça ou à pesca porque não há casa de banho - Maricas ! Um verdadeiro homem caga ou mija onde estiver.

- Pedir descafeinado, bica pingada, carioca ou coisas similares - Paneleiro ! Café é café, deve ser forte... é masculino! As únicas coisas que se podem adicionar ao café são bagaço e whisky, tudo o resto é coisa de larilas.

- Saber o nome de mais de quatro bolos - Mariconço ! Um homem só conhece o suficiente para o café da manhã no bar da esquina. Onde é que se viu um verdadeiro homem entrar numa pastelaria e dizer ' por favor, poderia dar-me dois 'éclair', um 'palmier' e um 'travesseiro' ?' Com 18 equipas na divisão principal e 22 jogadores em cada uma... quem é que ainda vai ter lugar na memória para recordar nomes de bolos...


- Conduzir com as duas mãos - É muito gay. Larilas ! Se os 'cowboys' conseguem laçar touros com uma só mão... porque é que um homem precisa das duas mãos para segurar o volante. As duas mãos no volante só em dois momentos: ultrapassar ou tocar a buzina; no restante, a mão direita deve estar livre para poder sintonizar o rádio, falar pelo telemóvel ou fumar, comer uma sanduíche, apalpar a perna dela....


- Adora dançar - Bichona ! Os homens só dançam pela necessidade de arranjar uma gaja, mas daí a adorar dançar..


- Conhecer os nomes de actores e actrizes da moda e em que filmes ou novelas actuaram - Coisas de 'alegre'... Um homem de verdade só se lembra de ter visto um determinado actor num outro filme a cortar cabeças com um facalhão em cada mão, cenas de 'chuto e chanatada' a 5 cêntimos o morto, grandes clássicos e, claro, os inesquecíveis 'westerns' com John Wayne em grande estilo.



- Reparar se uma mulher se veste bem ou mal e conseguir lembrar-se de que cor era o seu vestido - Paneleirão ! Um homem a sério só se lembra de como ela era boa.


-Verificar a validade em todos os produtos - Bichona ! Faz-te homem, e deixa de ser picolho ! Um homem com eles no sítio é imune aos produtos vencidos.



- Receber e reenviar e-mails que falam da amizade, do amor, da ternura e outras mariquices que para cúmulo ainda estão ilustrados com fotos de crianças, flores e anjinhos, e no final ainda te ameaçam com algo terrível se os não passares adiante - Gay empedernido ! Mostrem a vossa hombridade e mandem isto aos vossos amigos.

DORIVAL CAYMMI - É DOCE MORRER NO MAR

Estas músicas que Dorival canta apenas acompanhado pelo seu violão, contra o que era tão hábito e a vontade das fábricas dos discos, foi o resultado de uma teimosia de Aloísio de Oliveira que tinha a intenção de realizar um disco em que Caymmi cantasse as suas canções da maneira mais simples possível ainda que os outros achassem que era arriscar, que só o violão ficaria ôco, vazio. Mas Dorival concordou e Aloysio levou a dele àvante junto dos empresários e em fins de 1959 saíu um LP considerado uma obra-prima da Canção Popular Brasileira. Caymmi, inspiradíssimo, superou-se em todas as canções. A sua voz grave dá um tom dramático às narrativas expressas nas suas canções e ao mesmo tempo provoca-nos a vontade de sentirmos no rosto a brisa do mar enlevando os nossos pensamentos, tornando-nos felizes, deixando a vida passar contemplando as belezas da natureza. É isto que nos diz o crítico Luís Américo Lisboa Junior e eu subscrevo.

TEREZA
BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA




Episódio Nº 273



Do bafatá nenhum cliché, pois apenas um fotógrafo, o barbudo Rino, aparecera durante a birra, a tempo de documentar o heroísmo dos polícias em luta com as mulheres, baixando o braço, o cassetete, a coronha dos revólveres. Tomaram-lhe a máquina, destruíram o filme e quase o levaram preso.

Os beneméritos guardiães da moral são de natureza modesta, não apreciam ver publicados instantâneos dos nobres actos de coragem e devotamento à causa pública, preferem fotos simples, posadas, feitas na Delegacia.

Fotos como a do delegado Cotias, sorridente, a ilustrar rápida entrevista concedida aos jornalistas acreditados junto da delegacia especializada.

“Estamos limpando o centro da cidade da chaga do meretrício, tornando realidade a patriótica campanha da imprensa. Começamos pela Barroquinha, prosseguiremos inflexivelmente – não ficará um só bordel na actual zona de prostituição.”

Declaração de alto valor moral e cívico, sem dúvida, digna de elogios e aplausos. Contudo, a inflexibilidade e extensão da limpeza prevista e apenas iniciada concorreram grandemente para reforçar o apoio dos cafetões e caftinas ao movimento do balaio fechado.

Por outro lado, nem tudo eram simpatias pelo gentleman da polícia entre os profissionais da imprensa. O cronista Jehová de Carvalho, favorável à causa das raparigas, pouco afeito aos tiras, condenou com rudeza e malícia, em sua popular coluna, a violência da acção policial.

Irónico, perguntara, ao final da crónica, se “a transferência do mulherio da Barroquinha para a Ladeira do Bacalhau faz parte da tão badalada utilização turística da vasta área cujo destino era ser o paraíso dos visitantes da cidade, segundo fora amplamente anunciado.”

Com mais clareza não podia se expressar o poeta Jehová, os jornais, sabemos todos, vivem da matéria paga e não da venda avulsa.

Olhando a pose varonil do delegado na foto do matutino, Cármen, a esposa, née Sardinha e Sardinha se mantendo no áspero carácter, comentou, depreciativa:

- Machão, hem? O rei das marafonas castigando suas súbditas! A polícia está lhe fazendo bem, meu pequeno Hélio, você está virando homem.

De qualquer maneira, apesar de detalhes tão desagradáveis, o delegado recolheu da actuação da véspera motivos de contentamento. Bada, tendo lido os jornais, foi comovente ao telefone. Meu herói! Correu perigo? Me conta hoje à tarde? No lugar combinado às quatro? Meu Bonaparte!

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Por volta das onze da manhã, o delegado Hélio Cotias salta do automóvel na Delegacia de Jogos e Costumes. Manda buscar no depósito as raparigas presas.

Os homens tinham sido soltos pela madrugada, entre empurrões e protestos, dois deles em cuecas. Haviam apanhado um pouco para não mais tentarem obstaculizarem a acção da polícia. Uns tabefes, coisa leve.

Surra mesmo, das boas, de encaroçar, tomou a negra Domingas, metera-se a valente durante o sururu, enfrentando os tiras. Ficou moída a cara lustrosa e apetecível virou uma pasta feia e opaca
. (click na imagem)

ENTREVISTA FICCIONADA

COM JESUS Nº 29 SOB O TEMA:

“CUROU ENFERMOS?”



RAQUEL - Os Nossos microfones estão hoje em Cafarnaum. Atrás de nós, aquela que era a casa de Simão Pedro, perto do cais, junto do Mar da Galileia. E connosco, mais uma vez, Jesus Cristo, em entrevista exclusiva. As minhas calorosas boas vindas, mestre.

JESUS - Para ti também, Raquel. E eu lembro-te…

RAQUEL – Sim, já sei, que não lhe chame de Mestre… Desculpe novamente. Em suma, Jesus Cristo, alguns ouvintes insistem para eu te perguntar sobre os milagres realizados por si.

JESUS - Que milagres?

RAQUEL - Se eu contei bem, os Evangelhos falam até 41 milagres, a maioria tratamentos de várias doenças. Minha primeira pergunta é: Seriam doenças físicas incuráveis ou doenças psicossomáticas ?

JESUS – Psicossomáticas ...?

RAQUEL – Quero dizer, doenças da mente, do foro psicológico… Por exemplo, uma cegueira histérica… os olhos não estão danificados, mas a pessoa não vê nada depois de sofrer um trauma… Se foram curas desse tipo?

JESUS – Não… Escuta o que aconteceu comigo um dia. Eu estava falando, aqui mesmo em casa de Pedro, para muitas pessoas e como alguns não podiam vir até onde eu estava, abriram um buraco no teto, imagina.

RAQUEL- Queriam ouvi-lo, provavelmente.

JESUS - Não, eles trouxeram um familiar aleijado... e passaram a maca através do telhado e tudo… com as pessoas em alvoroço.

RAQUEL - E o que fez o senhor?

JESUS - Eu falei um pouco com o paciente, ele me disse dos infortúnios de sua vida. E o último deles, é que não podia andar.

RAQUEL - E então?

JESUS - Em seguida, olhei para ele durante um tempo, acho que olhei para dentro dele, dei-lhe coragem e disse: - Levanta-te e anda.

RAQUEL - E o paralítico levantou-se?

JESUS - Sim, endireitou-se, sentiu que as suas pernas o seguravam... e andou.

RAQUEL - Um milagre?

JESUS - Não sei.

RAQUEL - Como que não sabe?

JESUS - Não sei se seria um milagre. No meu tempo, eu conheci pessoas, principalmente mulheres, que incentivavam os doente com suas palavras, com as mãos. Eu os vi fazer coisas mais difíceis do que eu fiz naquele dia.

RAQUEL - Mas houve mais dias. A si trouxeram-lhe aleijados, cegos, surdos… O que lhes fazia?


JESUS – O mesmo... olhava para dentro deles, dava-lhes confiança, a sua própria força… e muitos foram curados.

RAQUEL - O que hoje chamamos de cura psicoterapia?

JESUS – Na verdade, não sei como lhe chamam, Raquel... mas ficavam curados.

RAQUEL – O senhor acha que foram milagres?

JESUS - Eu achava que eram sinais do amor de Deus para com os pobres. Com os mais negligenciados. Sinais, sabe? Sinais.

RAQUEL - Mas não fez nenhum milagre dos outros… milagres-milagres?

JESUS - E quais são esses milagres-milagres?

RAQUEL - Não sei ... levantar um morto. Que um sem os braços, volte a ter braços. Que outro sem pés, volte a tê-los.

JESUS - Mas que dizes tu Raquel? Com Deus nada é impossível mas Ele não faz coisas estranhas. Ele não muda as regras durante o jogo.

RAQUEL – Espere…

JESUS - Quem são aqueles que ali vêm?

RAQUEL – Acho que é gente da concorrência… são jornalistas de outras Emissoras. Um intervalo comercial e depois voltamos. Eu sou Raquel Perez, das Emissoras Latinas.

sexta-feira, dezembro 02, 2011

MIKIS THEODORAKIS - ZORBA

Uma música dedicada aos bárbaros do Norte pelos idiotas do Sul... da europa.


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O "amarelo" com a Igreja da Sé de Lisboa em "pano de fundo".

(click na imagem)

VÍDEO


Não é fácil ganhar a vida como publicitário...



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DORIVAL CAYMMI - O MAR

A natureza com toda a exuberância está delineada nos versos deste poeta cantor que traduz em poucas palavras o que muitos não conseguem explicar. Basta ouvir e sentir que "o mar quando quebra na praia é bonito..." isto diz tudo!


ATENÇÃO ! NOVA FRAUDE NA INTERNET!

Compras pela Internet:

Um individuo pagou 250 Euros por um aparelho para aumentar o pénis.

... Os filhos da mãe mandaram-lhe uma lupa!

Tenham cuidado . . . !

TEREZA
BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA

Episódio Nº 272





A rapariga ficará podre, carregada de doença, comida de sífilis, cega, paralítica, leprosa. O cafetão ou a caftina morrerá antes de completar um mês, de morte feia, curtindo dores.

E da moça, que me diz? Chama-se Tereza Batista, quero saber se é direita ou abriga maldade e fingimento debaixo de tanta formosura.

Exu Tiriri o fez calar-se. Para pronunciar o nome de Tereza lave a boca antes. Pessoa mais correcta não existe, nem aqui nem em lugar nenhum. Mas desista enquanto é tempo, ela não é para seu bico. No peito um punhal cravado, Tereza no mar perdida.

- Doença ou mal de amor? – Vavá pergunta.

- Mal de amor, mortal doença.

- Mal de amor tem cura… – Ninguém viveu tanto quanto Vavá, o tempo dos bordéis se conta em triplo.

Para tudo dar certo, Exu pede um bode e doze galos pretos. Depois, manda que todos saiam do caminho, pois já vai embora:

Bará ô bêbê
Tiriri lonan

Lembranças para a moça, estou mandando, piso em seus paços. Ai daquela que não fechar o balaio. De cima do tridente arrematou: ai daquela!

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Ai da1quela! – praga rogada e repetida pelas raparigas da zona inteira, da Barroquinha ao Carmo, do Maciel ai Taboão, do Pelourinho à Ladeira da Montanha. De casa em casa, de quarto em quarto, de boca em boca.

Ai daquela! – ameaça lançada e transmitida em nome de Vavá, de dona Paulina de Sousa, da velha Acácia, presa no xadrez.

Ai daquela! – nas encruzilhadas do puteiro, a voz de Exu, senhor de todos os caminhos, dono de todos os balaios, possuidor da chave.

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O delegado Hélio Cotias acordou cedo e manteve longa conversa com o tio da esposa. Informou, vitorioso, ufano: mudança praticamente realizada, os móveis já se encontram na Ladeira do Bacalhau, as casas da Barroquinha estão fechadas, uma batalha, tivera de agir com mão de ferro.

Mesquinho, o parente retrucou dizendo não ver motivo de vanglória em nada daquilo. Bom teria sido se as mulheres se houvessem se mudado tranquilamente, sem escândalo, sem escarcéu, sem notícias nos jornais nem entrevistas idiotas. Sem falar no cliché do caminhão da polícia carregando os móveis e na crónica do tal de Jehová. Velho ranheta, nunca está doente.

Nas páginas dedicadas às ocorrências policiais as gazetas deram o devido destaque aos acontecimentos da Barroquinha: VIOLENTO CONFLITO NO MERETRÍCIO; A MUDANÇA DA ZONA COMEÇA COM PANCADARIA; CAMINHÕES DA POLÍCIA MUDAM AS RAMEIRAS PARA O BACALHAU, eis alguns dos títulos e subtítulos das reportagens, uma delas ilustrada com a foto do caminhão oficial carregado com teréns retirados dos bordéis.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À ENTREVISTA Nº 28 SOBRE O TEMA:

“DÍVIDAS OU ESPOLIAÇÃO?”(4º e últ.)



Jubileu: A Anulação da Dívida


O Ano da Graça, também chamado de Ano Jubilar, era anunciado com o toque de um corno chamado em hebraico "Yobel".

Como a dívida externa dos países do Sul em desenvolvimento continua a ser um peso para suas economias, ainda há ecos da Campanha Jubileu 2000, lançado em 1996 por agências cristãs de desenvolvimento tornada depois extensiva generalizado a mais de 60 países do mundo.

Essa campanha exigiu o cancelamento da dívida dos países mais pobres do mundo. Chegou a colher 24 milhões de assinaturas de pessoas de todo o mundo. Entre os muitos argumentos das agências que estavam promovendo esta iniciativa para denunciar a dívida externa injusta foram estes:

- Empréstimos internacionais negociados em segredo pelas elites locais e os credores poderosos pelo FMI e Banco Mundial;

- Os mais afectados pela dívida externa são os pobres, porque o orçamento para a saúde, educação e água potável foram desviados para pagamento da dívida;

- Não existem leis de falência para os países e não existe uma estrutura para estabelecer que a dívida é impagável;

- E, finalmente, as negociações para a perdão da dívida são sempre dirigidas pelos credores.

Apesar de iniciativas posteriores, como a do HIPC para perdoar a dívida quase que inteiramente dos países mais pobres e mais endividados do mundo, o problema da dívida externa como um elemento desestabilizador na maioria dos países ainda está presente.

Liana Cisneros é uma investigadora peruana, membro do Jubileu Plus, um centro especializado em análise de dívida com sede em Londres, que deu continuidade ao Jubileu 2000.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

VÍDEO

Estou nesmo a ficar velho, comovo-me com tudo...


DORIVAL CAYMMI - A JANGADA VOLTOU SÓ

Caymmi é a essência de todas as suas músicas, ele confunde-se com a sua própria obra. Quem, como ele, é capaz de cantar tão bem as belezas do mar? É preciso possuir um sentimento de profunda interacção com a natureza. Só ele para admirar a beleza das espumas, das ondas e sentir os mistérios e segredos do mar, do seu mar da Bahia e de Jorge Amado. Ouçam-no com reverência a ele e ao seu violão.


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Ânimo, se ele pode, tu também podes...

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Como Funciona o Mercado das Acções...

Estava-se no Outono e os índios de uma reserva americana perguntaram ao novo Chefe se o Inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, seria mais ameno.

Tratando-se de um Chefe índio da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo, mas para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor que deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um Inverno frio.

Mas como também era um líder prático e preocupado, alguns dias depois dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou:


- O próximo Inverno vai ser frio?
- Parece que na realidade este Inverno vai ser mesmo frio... respondeu o meteorologista de serviço.

O Chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha.

Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico:

- Vai ser um Inverno muito frio?
- Sim... responderam novamente do outro lado... O Inverno vai ser mesmo muito frio.

Mais uma vez o Chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem sem desperdiçarem sequer as pequenas cavacas.

Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional:

- Vocês têm a certeza que este Inverno vai ser mesmo muito frio?
- Absolutamente... respondeu o homem... vai ser um dos Invernos mais frios de sempre.


- Como podem ter tanto a certeza disso?... perguntou o Chefe.

O meteorologista respondeu:


- Porque os índios estão a arrecadar lenha que nem uns doidos.

É assim que funciona o mercado de acções!!!

TEREZA
BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA


Episódio Nº 271



30

Pela primeira vez em muitos anos não se ouve àquela hora no bordel a densa respiração dos sexos, moendas de prazer a trabalhar. No insólito silêncio, Greta Garbo, indecisa, rói as unhas, deve aderir ou não?

No quarto de Vavá, pai Natividade prepara os búzios para o jogo. Encostado à parede, Amadeu Mestre Jegue. O aleijado fala, define a complicada situação.

- Mandei-lhe chamar, meu pai, porque as coisas estão se pondo feias para o meu lado e quero aconselhar-me com o compadre.

No pescoço de Vavá colar de contas pretas e vermelhas, as contas de compadre Exu. Precisa de ser esclarecido sobre um ror de dúvidas, nunca se encontrou tão necessitado de ajuda.

Se a polícia quiser mudar as raparigas do Maciel para o Pilar e assim arruiná-lo, ele deve obedecer, como sempre obedeceu ou deve ouvir o conselho da moça e recusar? Deve acolher as raparigas da Barroquinha? E a maconha que o detective quer armazenar ali no quarto? Vale a pena consentir ou corre perigo?

Ainda por cima, acontece, agora, essa loucura do balaio fechado, as quengas se furtando a trabalhar, que me diz disso compadre Exu? Como hei-de agir? Estou perdido sem saber.

Por fim me fale sobre a moça, é direita ou falsa, posso nela confiar ou é capaz de engano e traição? Já alimentei serpentes em meu peito cândido, se a cuja é ruim, dela me afaste e salve. Mas se é tão sincera quanto formosa, ai, sou o homem mais feliz do mundo.

Pai Natividade agita o adjá, salvando. Canta em voz baixa.

Bará ô bêbê
Tiriri lonan

Do monte de terra onde o tridente está fincado, no peji, Exu Tiriri responde alegremente:

Exu Tiriri
Bará ôbêbê
Tiriri lonan

Saiam todos do caminho, que Exu vai passar. Ao contrário de Ogum Peixe Marinho, Exu Tiriri é saliente e ruidoso, amigo do movimento, de qualquer molecagem, promotor de confusão e de desordem.

Os búzios saltam da mão de pai Natividade, rolam e falam. Aqui não quero drogas de nenhuma espécie, só cachaça e de comer. Vivos, na mão de babalorixá, os búzios continuam a responder.

Quero ver os balaios todos fechados, nem um só aberto, os homens de estrovenga armada sem ter onde descarregar desejo e fúria. Se houver barulho e correr sangue não se importe, no frigir dos ovos tudo dará certo e do Maciel ninguém se muda que Exu não deixa. Nem aqui nem de parte alguma, se todos os balaios se fecharem até a polícia desistir de perseguir o povo. Quem ordenou o fechamento dos balaios fui eu, Exu, e ninguém mais.

O pai-de-santo lê nos búzios a sentença fatal: ai daquela rapariga que receber homem antes da aleluia romper na Barroquinha! Ai da dona-de-pensão, do dono de bordel, da casteleira que permanecer de porta aberta e quiser violar a fechadura dos balaios!

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS


À ENTREVISTA Nº 28 SOBRE O TEMA:



"DÍVIDAS OU ESPOLIAÇÃO?” (3)


Ano da Graça: Cancelar as Dívidas

Jesus sabia dos abusos dos credores predatórios contra os pobres de seu país e os denunciou. Nas suas primeiras palavras na sinagoga de Nazaré proclamou o "Ano de Graça", uma instituição legal muito antiga que remonta aos dias de Moisés e que devia cumprir-se a cada conjunto de sete anos de anos, ou seja, passados 49 anos, no ano 50 (Levítico 25,8-18).

Quando chegar essa data, os escravos deveriam ser libertados, todas as dívidas seriam canceladas e os bens adquiridos devem retornar a seus antigos proprietários a fim de evitar a acumulação de riqueza.

Do ponto de vista social, esta lei ajudou a manter as famílias unidas em torno de um património suficiente para garantir uma vida digna. Foi também em memória dessa igualdade que existia quando o povo de Israel chegou à Terra Prometida e nada era de ninguém e tudo pertencia a todos.

Houve também, com objectivos semelhantes, a lei de "Ano Sabático", a ser cumprida a cada sete anos. Estas instituições jurídicas são entendidas como leis de liberdade. Na sinagoga de Nazaré, Jesus queixou-se que essas leis não foram cumpridas e apresentou a implementação do Ano da Graça como ponto de partida para se iniciar a mudança no seu país, dadas as enormes diferenças que existiam entre ricos e pobres. Portanto, na sua oração sugere que Deus não perdoará as "dívidas" para com Ele sem antes perdoarmos as dívidas entre nós.




NOTA - É mera casualidade mas esta Entrevista e respectivos Comentários abordam uma situação que corresponde, com poucas diferenças, ao que hoje se passa na Europa e também no mundo... Parece que nada aprendemos, até já esquecemos as ruinas que herdámos da última Grande Guerra...

quarta-feira, novembro 30, 2011

IMAGEM

Estão de partida, vão passar o Natal a casa...


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ALFREDO MARCENEIRO - A CASA DA MARIQUINHAS

"Alfredo Marceneiro não é o melhor do fado, ele é o próprio fado" . O ti Alfredo era único na sua interpretação. Não lhe podem levar a notícia do Património Imaterial da Humanidade?...


Alunos do 1º ciclo respondem a perguntas diversas...


- O Papa vive no Vácuo.
(?!?!?!?!)


- Antigamente na França os criminosos eram executados com a Gelatina.
(Provavelmente para não doer tanto...)


- Em Portugal os homens e as mulheres podem casar. A isto chama-se monotonia.
(É frustrante que até na 2ª classe já pensem assim...)

- Em nossa casa cada um tem o seu quarto. Só o papá é que tem de dormir sempre com a mamã.
(Um destino terrível...)

- Os homens não podem casar com homens porque então ninguém podia usar o vestido de noiva.
(A ver vamos...)

- Os meus pais só compram papel higiénico cinzento, porque já foi utilizado e é bom para o ambiente.
(Que bom!)

- Adoptar uma criança é melhor! Assim os pais podem escolher os filhos e não têm de ficar com os que lhe saem.
(Pois é, com os animais de estimação também funciona assim!)

- Adão e Eva viviam em Paris.
(Sim, sim, lá também é paradisíaco!)

- O hemisfério Norte gira no sentido contrário do hemisfério Sul.
(Viver ao longo do Equador deve ser muito divertido!)

- As vacas não podem correr para não verterem o leite.
(Que bom saber isso.)

- Um pêssego é como uma maçã só que com um tapete por cima.
(Nunca tinha pensado nisto!)

- Os douradinhos já estão mortos há muito tempo. Já não conseguem nadar!
(Conseguem sim! No óleo da frigideira!)

- Eu não sou baptizado, mas estou vacinado.
(Tenho de ensinar esta aos meus filhos!)

- Depois do homem deixar de ser macaco passou a ser Egípcio.
(Mmm... isto ainda não sabia!)

- A Primavera é a primeira estação do ano. É na primavera que as galinhas põem os ovos e os agricultores põem as batatas.
(Nunca mais como batatas...)

- O meu tio levou o porco para a casota e lá foi morto juntamente com o meu avô.
(Bem, se o avô já lá estava...)

-Quando o nosso cão ladrou de noite a minha mãe foi lá fora amamentá-lo. Se não os vizinhos ficavam chateados.
(E assim, como terão ficado?)

- A minha tia tem tantas dores nos braços que mal consegue erguê-los por cima da cabeça e com as pernas é a mesma coisa.
(Acho que a mim aconteceria o mesmo às pernas.)

- Um círculo é um quadrado redondo.
(Esta é absolutamente fantástica!)

- A terra gira 365 dias todos os anos, mas a cada 4 anos precisa de mais um dia e é sempre em Fevereiro. Não sei porquê. Talvez por estar muito frio.
(Um génio!)

- A minha irmã está muito doente. Todos os dias toma uma pílula, mas às escondidas para os meus pais não ficarem preocupados.
(Sem comentários.)

TEREZA

BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA





Episódio Nº 270



29

Contempla a formosa, mal pode, mal pode conter nos lábios as palavras de amor. Apaixona-se de golpe, mas o caminho até ao leito é demorado. Vavá gosta de avançar lentamente, prelibando cada instante, cada palavra, cada gesto, namorando devagar. Coração tímido e romântico. No caso, porém, ao amor se misturando interesses outros, tão diversos.

Vavá não pretende demonstrar os seus sentimentos antes de ouvir Exu. Os olhos o traem, no entanto, derramam-se ardentes sobre a moça. Pai Natividade não pode tardar.

Mestre Jegue saiu num táxi para ir buscá-lo no terreiro.

- Tenha paciência, espere um pouco, não me culpe. Sei que esteve na Barroquinha, na hora do banzé. Que foi fazer para lá? Porque se arrisca?

- Cheguei tarde de mais, devia estar lá desde o começo. Não fui eu quem disse a elas que não deviam se mudar?

- Não tem juízo. Mas gosto de gente assim, esporreteada.

- Tem para mais de vinte mulheres presas, entre donas de pensão e raparigas.

- A essas horas apanhando. Está aí o que você quis.

- Era melhor baixar a cabeça e se mudar, ir viver na imundice? Me diga? A polícia não pode deixar elas presas a vida toda, oxente!

Dos corredores chega um ruído inesperado, repentino e confuso tropel. Passos, palavras, risos, várias pessoas descendo as escadas ao mesmo tempo, apressadamente.

Vavá presta atenção: que se passa? O ruído faz-se mais forte, tanto no andar de baixo como no de cima. Greta Garbo aparece na porta do quarto, excitadíssima:

- Vavá, as mulheres estão indo tudo embora, largando os homens na cama, no meio do fuco-fuco. Estão dizendo que fecharam o balaio por causa da pancadaria na Barroquinha, deu uma coisa nelas… – Fala num arranco, a voz quebrada, gestos nervosos.

Os olhos de Vavá, pesados de desconfiança, vão de Greta Garbo para Tereza, em toda a parte ele percebe falsidade e traição:

- Fique aí, já volto.

Rápido, dirige a cadeira de rodas para a sala de espera, greta garbo o acompanha.

- Que diabo é isso, para onde vão?

Algumas se detêm e explicam: fecharam o balaio, só o abrirão de novo quando as mulheres da Barroquinha retornarem às suas casas.

- Estão loucas? Voltem, vamos. Tem fregueses esperando.

Não lhe obedecem, lá se vão pelas escadas, semelham um bando de estudantes abandonando as aulas. Vavá encaminha a cadeira de rodas para o quarto. Greta Garbo pergunta, as mãos nos quadris:

- Você acha, Vavá que eu também devo fechar o balaio? Ou fico fora disso?

- Saia da minha frente!

No quarto, olhos malignos, fita Tereza, explode:

- Tudo isso saiu da sua cabeça, não foi? Foi você que inventou este carnaval – Aponta com o dedo disforme, ameaçador.

- Isso, o quê? De que carnaval está falando?

A expressão de surpresa, os olhos límpidos e francos, a face perplexa de Tereza, abalam a convicção de Vavá. Será tão falsa e hipócrita a esse ponto ou não sabe do assunto? Exaltado conta-lhe a loucura das mulheres, o balaio fechado. A face de Tereza se ilumina à proporção que ele fala. Nem o deixa terminar, está de pé:

- Venho depois saber a resposta. Desce em disparada para a rua.


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INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À ENTREVISTA Nº 28 SOBRE O TEMA:

“DÍVIDAS OU ESPOLIAÇÂO?” (2)



Abba, Papá

Em várias ocasiões, o evangelho se refere ao costume de Jesus orando no silêncio da noite (Lucas 5.16). Jesus cumpria as orações tradicionais de seu povo: ao amanhecer, ao entardecer, antes das refeições e aos sábado na sinagoga. Mas o que chamou a atenção de seus contemporâneos foi a sua maneira pessoal, confiante e consistente, de falar com Deus à margem das leis litúrgicas.

Na oração do Pai-Nosso, Jesus afastou-se dos costumes religiosos de seu povo e do seu tempo. As orações que os israelitas rezavam eram recitadas em hebraico enquanto que a oração do Pai-Nosso é uma oração em aramaico, a língua falada pelo povo.


O que é impressionante nesta oração é que Jesus chama Deus de "Abba" (Papá ou Papai), palavra familiar na língua aramaica. "Abba" e "Imma" (papá e mamã) são as palavras da infância das crianças. Para os contemporâneos de Jesus era inconcebível e desrespeitoso dirigir-se a Deus com tal espontaneidade.


Ao longo da extensa literatura de oração do judaísmo antigo não há um único exemplo em que Deus seja invocado como "Abba" tanto nas orações litúrgicas como nas privadas. É por isso que os exegetas consideram esta expressão "vox Jesu ipssisima", sem dúvida, a verdadeira palavra falada por Jesus.

terça-feira, novembro 29, 2011

A Morte de Gary Speed




Tinha 42 anos, foi campeão de Inglaterra em 1992 ao serviço do Leeds tendo representado mais quatro clubes naquele país, ele, que era do País de Gales. Depois de jogador passou a exercer funções de treinador e era agora seleccionador nacional da equipa de futebol do seu país.

Quando tinha o mundo a seus pés pelo reconhecimento que lhe era devotado, suicidou-se em sua casa causando uma onda de choque entre todos que o conheciam.

O escocês Gordon Strachan que foi seu companheiro nos anos 90, salientou:


- "O seu sorriso vai fazer-me falta, ria como uma criança. Esquecerei, talvez, os seus golos mas não o seu sorriso".


Nota - Que maneira tão bonita de recordar o seu amigo.

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Sempre adorei escadas de caracol...


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ANGELA MARIA - TANGO PARA TEREZA

Consagrou-se como uma das grandes intérprtes do samba-cãnção ao lado de Maysa, Nora Ney e Dolores Duran. Está agora com 83 aninhos.


Argentina:




- A Professora Descuidada

«Segundo o jornal espanhol "ABC", o caso gerou uma enorme polémica na cidade argentina de Junín, província de Buenos Aires, e a indignação dos pais dos alunos. A professora terá entregue a pen drive sem saber que além do conteúdo didáctico continha uma cena de sexo em que participava.» [DN]


Nota - Mas que granda-bronca!

Quatro pacientes estão reunidos numa sessão de terapia de grupo.
O terapeuta pede que todos se apresentem, digam qual é sua actividade e que comentem porque a exercem.

O primeiro diz:


- Chamo-me Francisco, sou médico porque me agrada tratar da saúde e cuidar das pessoas.

O segundo apresenta-se:

- Chamo-me Ângelo. Sou arquitecto porque me preocupa a qualidade de vida das pessoas e como vivem.

A terceira diz:

- Chamo-me Maria e sou lésbica. Sou lésbica porque adoro mamas e rabos femininos e fico louca só de pensar em fazer sexo com mulheres.

Faz-se um silêncio...

Então o Alentejano diz:

- Sou o Manel Jaquim e até há pouco achava que era pedreiro, mas acabo de descobrir que sou...lésbica ...!

TEREZA
BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA




Episódio Nº 269



O alemão Hansen levanta-se, beija a face de Nília Cabaré. Nas mesas, meia dúzia de mulheres à espera de freguesia. Declararam-se todas solidárias. Saem à rua anunciando a decisão de porta em porta. Nília Cabaré arranjou um cadeado com o patrão do bar e o prendeu na saia, na altura exacta.

Com elas vão o gringo, alguns poetas, uns quantos vagabundos, o desenhista Kalil, xodó de Anália, os últimos boémios de um mundo que se acaba na pressa e no consumo.

Feche o balaio agora mesmo, começou um calendário novo, o tempo da paixão das putas, a penitência só terminará quando as raparigas retornarem às casas da Barroquinha e romperem o aleluia destrancando as fechaduras dos balaios. Sendo espontânea foi inabalável a resolução.

Saltam mulheres do leito de trabalho, deixam os fregueses em meio do folguedo, trancam os xibius.

28

Na padaria, Tereza explica a Almério os precedentes da invasão da Barroquinha pelas forças da delegacia de Jogos e Costumes. O comerciante lera algo nos jornais, protestos contra a localização do meretrício. Em sua opinião, Tereza não deve voltar ao Flor de Lotus naquela noite. Está avisada pela polícia, não reparou na raiva de Peixe Cação, aquele pinóia? O melhor seria dormir ali no quarto de Zeques, nem em casa de dona Fina estará livre de um abuso dos tiras, gente capaz de tudo. Mas Tereza recusou a oferta. Após espiar o menino deitado em cama nova se despede.

- Deixe pelo menos que eu a acompanhe até casa.

Nem isso, pois ela ainda não se vai recolher. Antes deve receber resposta de Vavá. Está na hora, meia-noite e um quarto. Se ninguém se mudar, Almério, a polícia ficará de braços amarrados. Já pensou na cara desses tiras habituados a mandar e a desmandar? Almério não participa do entusiasmo de Tereza.

Por que se mete nisso, não é assunto seu, já tem tanto motivo de aperreio, ainda quer mais? Quem sabe, na briga esquece outras tristezas, o navio Balboa, cigano do mar Pacífico e Janu de bem-querer, perdido marinheiro?

- Então vou deixá-la na porta de Vavá

Quando Almério, diante do bordel oferece a mão a Tereza para ajudá-la a descer do táxi, um grupo de mulheres acorre, em incompreensível gritaria.

- Fecha o balaio! Fecha o balaio!

Tereza sobe as escadas.

- Muito obrigado Almério, até amanhã.

Almério, porém, não vai embora, manda o táxi esperar. As mulheres se aproximam, uma delas tem um cadeado preso no vestido, parece doida. O chofer deseja saber o significado de tudo aquilo. As mulheres da zona decidiram fechar o balaio, apenas isso.

Balança a cabeça o motorista: se escuta nesse mundo cada extravagância, onde se viu comemorar Semana Santa no fim do ano? Cambada de bêbadas
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ENTREVISTA FICCIONADA


COM JESUS Nº 28 SOBRE O TEMA:


“DÍVIDAS OU ESPOLIAÇÃO"




RAQUEL - Hoje, os nossos microfones são instalados em Tabgha, a colina das sete fontes, perto de Cafarnaum. Foi mesmo Jesus Cristo, que sugeriu este lugar. Por que essa preferência?

JESUS – Recordações… Muitas vezes eu vinha aqui à noite para rezar…

RAQUEL - Mas, sendo o senhor o próprio Deus, para quê orar, estaria falando para si mesmo…

JESUS – Não estou a perceber o que dizes Raquel ... Como posso falar comigo? Falei com Deus. Eu pedi a Deus o pão de cada dia, pedia forças, dava-lhe graças, e implorava-lhe para chegarmos depressa ao seu Reino de justiça…

RAQUEL - Pode ser indiscreto, mas ... o senhor poderia compartilhar com o nosso público, diante de nossos microfones, algumas de suas orações?

JESUS - Por que não…? Assim começava a minha oração predilecta… Abba yitkadash shemaj, Tete maljutaj, Lajma delimjar…

RAQUEL - Desculpe a minha ignorância, mas… que língua está falando?

JESUS - Em aramaico, a língua que se falava na Galileia.

RAQUEL - Poderia traduzir-nos a sua oração?

JESUS – Diz assim: “Papá nosso, santificado seja o teu nome, venha o teu reino, faça-se a tua vontade ...

RAQUEL – Mas eu sei essa oração! O senhor está rezando o Pai Nosso, não é? Com uma altereção: Eu ouvi dizê-lo "papá"…

JESUS - Sim, Abba, Papá…

RAQUEL – Mas isso não será um excesso de confiança com Deus?

JESUS – Com Deus nunca sobra a confiança. Ele nos conhece, nos ama.

RAQUEL – Pois bem, dir-lhe-ei que essa é a oração mais famosa do mundo.

JESUS - Não me digas?

RAQUEL - Sim, é o best-seller das orações. É rezada todos os dias por milhões de pessoas.

JESUS - Bem, dás-me uma boa notícia, Raquel. Se assim é, já não haverá agiotas do mundo. Meu sonho se tornou realidade.

RAQUEL - Desculpe-me, Jesus Cristo, mas… de que está falando?

JESUS - Da minha oração. Se tanto têm orado, já se apagaram as dívidas, estão todas vencidas.

RAQUEL - O que quer dizer?

JESUS - O que eu pedi nas minha orações. Lembras – te, Raquel. Como é que começaste por dizer?

RAQUEL - Se eu estiver errada, corrija-me. Vamos ver. "Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome venha o teu reino, tua vontade, assim na terra como no céu." Vou bem?

JESUS – Continua…

RAQUEL - Dá-nos hoje o pão nosso de cada dia ...

JESUS – Mais…

RAQUEL - E perdoa-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido ...

JESUS - Não, não, não…

RAQUEL - O que o senhor quer dizer?

JESUS - Eu não disse isso. Eu não falei de ofensas.

RAQUEL - Bem, do pecado, que é o mesmo.

JESUS - Não, eu falei de dívida.

RAQUEL - Em dívida para com Deus?

JESUS - Em dívida para com o usurário.

RAQUEL - Mas… dívidas, dinheiro?...

JESUS – O que pedia na minha oração, Raquel...

RAQUEL – Espera um momento ... Temos uma chamada em linha…

... Sim? Olá, fala Liana Cisneros, representando a campanha do Jubileu 2000. Quero felicitar Jesus e dizer ao público que, de fato, a oração do Senhor tem sido adulterada. Essa frase refere-se a dívidas materiais!

JESUS - Vês que eu estava certo, Raquel?

RAQUEL - Você diz que a oração do Senhor foi adulterada?

LIANA - Sim, como o café descafeinado. Despojaram-no da sua essência.

RAQUEL - E qual é essa essência?

LIANA - Jesus Cristo vai explicar melhor do que eu. Até a próxima vez.

RAQUEL – Obrigado, Liana Cisneros ...

JESUS - Ouve, Raquel. No meu tempo, os pobres ganhavam pouco e endividavam-se para alimentar sua família. Estavam em dívida para com o senhorio, com os usurários. Essas dívidas eram injustas, não podiam ser pagas, nem em mil anos. Eles acabavam os seus dias humilhados, desesperados… (conhecer este contexto social é indispensável para se compreender a angústia de Jesus protestando na sua oração contra as dívidas - que se eternizavam porque os devedores não tinham condições para as pagar - não contra as ofensas, expressão suficientemente vaga para fugir ao cerne do problema)

RAQUEL - Passou o seu tempo e ainda está acontecendo agora.

JESUS – Eu falei dessas dívidas e pedi a Deus que o jugo iria terminasse. Deus não vai perdoar-nos sem antes cancelarmos as dívidas dos mais pobres.

RAQUEL - Talvez inconscientemente o senhor coloca um tema quente. Porque há países ricos, que se dizem cristãos, que não perdoam as dívidas aos países pobres. E há instituições internacionais que estrangulam seus devedores.

JESUS - Eu lhes asseguro que não serão perdoados sem antes cancelarem essas dívidas. Palavra de Deus. ...

NotaQue diria agora Jesus das dívidas soberanas e dos juros que estão a ser cobrados a alguns países devedores?...

segunda-feira, novembro 28, 2011

QUADRO DE JOSÉ MALHOA


O FADO


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José Malhoa ia já nos 53 anos quando começou a pintar a cena em que Adelaide ouvia, embevecida, Amâncio a tocar o que era então uma arte menor. No intervalo das sessões de pintura havia cenas de pancadaria entre o casal e era preciso que o pintor os fosse buscar aos calabouços do Governo Civil. Ele, era um marginal que vivia na legalidade com a navalha a sair do bolso, um "fadista" como eram chamados. Ela, a Adelaide da Facada, por causa de uma cicatriz que apresentava na face. Malhoa tentou ainda contratar modelos profissionais mas, como ele próprio disse: "Não me davam nada do que eu sentia e visse ao natural": a boémia dos bairros populares de Alfama, Bairro Alto e Mouraria.

AMÁLIA - ESTRANHA FORMA DE VIDA

Internacionalmente fez-se justiça. A canção que comove, diferente de todas as outras, é isso mesmo: "uma estranha forma de vida". Isso foi reconhecido pelo público da Europa ao Japão e do resto do mundo... agora a UNESCO integrou-o oficialmente no Património Imaterial da Humanidade, parabéns ao fado!






QUEM MELHOR QUE AMÁLIA PARA ASSINALAR A ELEIÇÂO DO FADO A PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE

Amália e o "Barco Negro", pela repercurssão mundial que tiveram (do filme Amantes do Tejo) tiveram a sua quota de responsabilidade .


Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.

O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.

As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.

- E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:

- E onde estão os seus...?

- Os meus?! Surpreendeu-se o turista. Mas estou aqui só de passagem!

- Eu também... - Concluiu o sábio.


"A vida na Terra é somente uma passagem...

No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e esquecem-se de ser felizes."

A Lógica do Sr. Engenheiro...



Em um julgamento de divórcio, o casal briga pela guarda do único filho. A mãe, muito emocionada, tenta se defender:

- Meritíssimo Juiz... Esta criança foi gerada dentro de mim.... Carreguei ela durante nove meses... Ela saiu do meu ventre... Eu mereço ficar com ela!
O juiz, emocionado e quase convencido, passa a palavra para o marido - engenheiro, que resolve usar o seu lado lógico:

- Senhor Juiz, tenho apenas uma pergunta: Quando eu coloco uma moeda em uma máquina de refrigerantes, a latinha que sai é minha ou da máquina?

A Crise



… Sabemos que a crise começou exactamente por aí, pelos piratas do “subprime”, americano, da bolha imobiliária espanhola ou do sistema bancário irlandês. Mas, cresceu como cresceu porque encontrou terreno fértil para tal, quer na incapacidade de regenerar o sistema financeiro americano, por via do boicote da maioria americana no Congresso, quer na incapacidade da Europa de se proteger a si própria e reagir por antecipação às ameaças.

… Não podemos continuar a tolerar o dumping social e fiscal e o crime das “offshores” cujo fim está sempre a ser anunciado como aconteceu agora na recente reunião do G20 e jamais concretizado.

… Há aqui alguém que apostou e está a ganhar com a ruína dos pobres e a liquidação do euro e da própria ideia de Europa.

O mundo confortável que nos prometeram e em que quisemos acreditar acabou. Tentar ressuscitá-lo é inútil, só apressará a desgraça final. A tarefa é salvar o que ainda tem préstimo e reinventar um caminho novo num mundo novo e infinitamente mais complexo e atribulado.


(Miguel Sousa Tavares do Jornal Expresso)

TEREZA
BATISTA
CANSADA
DE
GUERRA

Episódio Nº 268


Tiras e guardas trazem do interior das casas alguns móveis, vários colchões, roupa de cama, roupa de vestir, uma imagem de santo, uma vitrola.

O material é acumulado diante das portas. Mais tarde um caminhão da polícia recolhe aqueles abregueces a trouxe-mouxe e vai atirá-los em frente aos sobradões da Ladeira do Bacalhau.

Está feita a mudança simbólica, as próprias donas de pensão, quando postas em liberdade, providenciarão o transporte do resto, o grosso da mobília e dos objectos de uso. Assim informou o vitorioso comissário Labão ao delegado Hélio Cotias, ao fim da refrega.

Reina calma em todo o imenso puteiro: a inadmissível desobediência foi liquidada, o foco de sediação foi extinto. Se o doutor quiser pode ir dormir tranquilo, deixe os presos por conta do comissário, os machos e as fêmeas, para ele é um divertimento. No xadrez, doutor, a noite vai ser de pagode.

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Não, não reina a calma, ledo engano do valoroso comissário. Na zona a boataria cresce, desbragada.

O delegado Cotias retira-se para o merecido repouso, nos olhos a dupla visão das mulheres semi-nuas atiradas como fardos para o xilindró e do comissário Labão prelibando, divertida noite de pagodeira, visão incómoda a reduzir a euforia da vitória. Ao cruzar a Praça Castro Alves constata existir absoluta tranquilidade na Barroquinha onde os guardas rondam. Tudo terminou, ainda bem. Noite ao mesmo tempo, exaltante e deprimente, suspira o bacharel.

Enquanto o delegado vai dormir posto em sossego, a notícia das violências e prisões circula, rápida, pelos becos e ruas, castelos e pensões, penetra nos bordéis, nos cabarés, nos bares.

Dona Paulina de Sousa escuta dramático relato da boca de um freguês, recorda as palavras de Ogum Peixe Marinho ditas na véspera: quem não arrisca não petisca. Quando chegará a vez do Pelourinho? Por ora, avisa as raparigas:

- Quem se encontrar com criatura da Barroquinha, diga que pode vir fazer vida aqui, enquanto as coisas não se decidem.

Também Vavá logo é posto a par do sucedido. Inquieto espera a chegada de pai Natividade, impedido por obrigações de fundamento de sair do terreiro durante o dia para vir fazer o jogo. Na hora do almoço, o cafetão não pudera dar a Tereza a resposta prometida:

- Só depois da meia-noite, me desculpe. Não depende só de mim.

Sorte não ter aparecido o detective com a maconha, mas pode passar a qualquer momento. Dalmo Coca participara da batida na Barroquinha, Vavá recebera detalhada informação. Também lá estivera a formosa mas não fora presa. Por milagre.

Na cadeira de rodas, joguete de contraditórias emoções, receio e raiva, ambição e amor, Vavá controla o andamento do negócio e os ponteiros do relógio.

No Bar Flor de São Miguel, um tanto alta, Nília Cabaré, rapariga muito popular no meretrício e fora dele, amiga de todos e de uma farra, mil vezes presa por baderna e desacato, proclama aos quatro ventos:

- Fique sabendo todo o mundo que enquanto elas não voltarem para a Barroquinha estou de balaio fechado, não recebo homem. Por nenhum dinheiro. Quem for mulher direita que me siga, tranque o xibiu, faça de conta que é Semana Santa!

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS

À 27ª ENTREVISTA SOBRE O TEMA:

“MALDIGO OS RICOS”


Temos que nos Tornar a Sentir Irmãos



Fiel à mensagem de Jesus, a Teologia da Libertação propõe-se denunciar aqueles que acumulam riquezas à custa do suor e da exploração dos seus vizinhos e anunciar a equidade e justiça, lutando para torná-la possível.
A "opção pelos pobres" é um conceito-chave na Teologia da Libertação. Mas esta opção significa entender que você não pode amar a todos igualmente. Que a acumulação de riqueza é anti-cristã e impede a fraternidade. E que a acumulação de misérias também é anti-cristã e afronta a humanidade. Amar o rico, o opressor, significa combatê-lo, desafiá-lo – inclusivamente maldizê-lo – para que ele mude e aprenda a ser irmão. Em vez disso, amar os pobres, os oprimidos, significa acompanhá-lo e libertar meios para que ele consiga que a sua vida seja humano.

domingo, novembro 27, 2011

HOJE É


DOMINGO

Muitos dos meus amigos que me têm acompanhando neste Hoje é Domingo, especialmente em Portugal e também no Brasil, lembram-se dos tempos do regime anterior, ditatorial, da censura e das perseguições políticas. No Brasil, ficou conhecido pelo regime dos coronéis que terminou em 1984 quando, após a eleição do Presidente Tancredo, eles foram caindo todos um a um, por força do voto nas urnas.

Entre nós, esse regime teve um rosto, uma cabeça, um homem: Salazar. Caetano, que lhe seguiu por morte, óptimo professor de Direito, acabou vítima da Revolução dos Cravos e foi morrer exactamente ao Brasil. Faltou-lhe coragem e convicção política para dar um novo rumo ao país.

Quem executava na retaguarda essa política eram os censores, espécie de eminências pardas, fiéis e zeladoras pelo cumprimento do pensamento do chefe e defesa do regime que desabou, em Portugal, com estrondo mas miraculosamente sem tiros, em Abril de 1974.

Na frente, guardas avançadas, estavam os PIDES (Polícia de Investigação e Defesa do Estado) armados de uma autoridade que não conhecia a lei, prepotentes, eles eram a própria lei mesmo quando actuavam contra ela…

Conheci pessoalmente um desses senhores no princípio da década de setenta, em Moçambique, onde desempenhava funções como Delegado da Inspecção de Crédito e Seguros.

Ele era Inspector da PIDE no Distrito tendo uma categoria, como funcionário público, que deveria ser idêntica à minha como Delegado da Inspecção de Crédito e Seguros.

Nas colónias, Províncias Ultramarinas, como eram então oficialmente designadas para disfarçar…estes homens não tinham a carga odiosa dos seus concidadãos como em Portugal continental, chamada de metrópole, porque ali o contexto social era outro.

Ali, o inimigo eram os “terroristas”. Os colonos brancos, quase todos afectos ao regime cuja política defendia intransigentemente a presença deles e os seus interesses em África, não ofereciam perigo.

Os agentes da Pide, e muito mais um senhor inspector, era um aliado, um amigo, pessoa respeitada e considerada cuja presença era indispensável nas recepções sociais de carácter particular onde, de resto, o conheci e me foi apresentado.

Era um homem de físico cheio, bem constituído, que se apresentava com sobranceria mal disfarçada, olhando as pessoas de cima para baixo, arrogante, que ninguém contrariava e cujas opiniões eram ouvidas em silêncio aprovador.

Foi o primeiro e último Pide que me foi dado conhecer no tempo da “outra senhora”.

Tanto eu como ele tínhamos chegado há pouco à cidade da Beira, eu vindo da metrópole, ele de uma província a norte da Beira, e recordo vagamente que da curta conversa havida ficou-me uma sensação de antipatia e, da parte dele, provavelmente, de desconfiança.

Os nossos Serviços cruzavam-se relativamente a dinheiro estrangeiro que fosse apanhado e que tinha de ser entregue na minha Delegação para o fazer chegar ao Banco de Moçambique. A única moeda que podia circular no território eram escudos moçambicanos a que, depreciativamente, chamavam “dinheiro macaco”.

Sendo assim, qualquer pessoa que necessitasse de se deslocar para fora de Moçambique, por negócios, doença ou férias, tinha que se dirigir ao Banco de Moçambique munido de uma Autorização de Transferência que era concedida pelos meus Serviços, nas condições e montantes estipulados pela lei, para trocar os escudos moçambicanos pela divisa estrangeira pretendida.

Relativamente a cidadãos que tivessem familiares a seu cargo nos países de origem, quase sempre portugueses, eram autorizados a transferir mensalmente a favor desses familiares, quantias cujos máximos estavam fixados na Lei.

Os meus Serviços emitiam uma Autorização, renovável a cada seis meses a pedido do interessado, e que posteriormente apresentava no Banco.

Peço desculpa por descer a estes pormenores mas só a partir deles poderei contar a história do Sr. Inspector da Pide. Fá-lo-ei no próximo Hoje é Domingo para não arrastar muito este texto.

Bom Domingo a todos.


(click na imagem do novo Jardim da Liberdade, vendo-se a entrada para para o Parque de estacionamento subterrâneo cujas receitas, juntamente com as do parqueamento à superfície, irão custear as obras de modernização daquela zona central da cidade.)

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